sábado, dezembro 10, 2016

Ilhota, a primeira grande favela de Porto Alegre, em foto de Santos Vidarte

A Ilhota - a primeira grande favela de Porto Alegre - estava localizada às margens do arroio Dilúvio, . Habitada, obviamente, por moradores pobres e, em sua maioria, negros ou pardos, era mal vista pelos demais porto-alegrenses, que a consideravam um local de marginais e ladrões - o que, em certa medida, era verdade. Mas o fato é que foi habitada por uma esmagadora maioria de trabalhadores que davam duro para ganhar a vida. Vivendo em sub-habitações, os moradores da Ilhota eram, inevitavelmente, as primeiras vítimas das grandes enchentes que assolavam a capital gaúcha, entre elas a fantástica cheia de 1941. Considerada uma chaga urbana, todos os prefeitos anunciavam que iriam removê-la, o que aconteceu aos poucos e foi consumado durante o governo de Guilherme Socias Villela, na década de 70, quando se construiu o bairro da Restinga, hoje uma verdadeira cidade, e para onde foram transferidas as famílias. Na Ilhota, diga-se de passagem, nasceram gaúchos ilustres, como o compositor Lupicínio Rodrigues e o craque Tesourinha. Nesta reprodução do Correio do Povo de 1966 - portanto, há meio século - o conhecidíssimo fotógrafo Santos Vidarte (uma legenda do fotojornalismo gaúcho) retrata o que era aquela "maloca".

quarta-feira, dezembro 07, 2016

Campeão de 1976, Inter teve apenas três derrotas em um campeonato com 54 equipes


O Sport Clube Internacional sagrou-se bicampeão brasileiro de futebol em 1976, com um timaço que marcou época, comandado pelo paulista Rubens Minelli. Com 19 vitórias, alguns empates e apenas três derrotas, o colorado teve o goleador da competição, Dario, o "Dadá Maravilha", e o melhor jogador, Figueroa. A final foi contra o Corinthias, em um jogo só, no Beira-Rio Lotado, com placar de 2 a 0 para o Inter. 
Por capricho do regime militar, que queria agradar aos Estados, o certame teve 54 equipes participantes, algumas tão inexpressivas como o Confiança, de Sergipe, e o Uberaba, de Minas Gerais. O jogo da decisão final aconteceu a 12 de dezembro e sobre ele escreveu o jornalista Mino Carta, então no Jornal da Tarde e editor da revista Quatro Rodas, ambas de São Paulo. O título era "Se eu fosse marciano não estaria entendendo nada", reproduzido pelo Correio do Povo.