sexta-feira, junho 19, 2015

Porto Alegre entregue à violência e ao crime: há 40 anos


Quem viveu em Porto Alegre nos anos setenta (ou seja, 40 anos atrás) sabe que a cidade estava longe de ser a ilha de tranquilidade que muitos apregoam ter sido, hoje. Os assaltos, já naquela época, aconteciam em grande número, e a população sentia-se insegura. Claro que não havia, da parte dos criminosos, a crueldade e a vontade de matar que hoje exibem, mas a roubalheira e a  violência eram expressivas, e ir ao centro exigia uma boa dose de cautela e olhos abertos. Assim como hoje, os moradores se queixavam da falta de policiamento e do baixo efetivo da Brigada Militar - e isso que o regime de governo de então era o militarismo, bem mais rigoroso do que o sistema atual - tanto que ainda havia prisões por "vagabundagem" (quem não portasse carteira de trabalho assinada poderia ir para o xilindró, sem mais nem menos). Acima, reproduções do Correio do Povo.

segunda-feira, junho 15, 2015

Discos voadores nos céus do Rio Grande do Sul, na década de 50



A década de 50 foi pródiga em avistamentos, reais ou imaginários, de objetos voadores não identificados em todo o mundo. O Brasil não era uma exceção, e o Rio Grande do Sul muito menos. Discos voadores teriam sido vistos nos céus de Porto Alegre e em muitas outras partes do Estado, o que sempre rendia matérias nos jornais da época, como se vê nestas notas do Correio do Povo do final do ano de 1954. Se houve "abdução" - como alegam os participantes do encontro dos abduzidos que aconteceu neste final de semana na capital gaúcha - ninguém sabe dizer.

domingo, junho 14, 2015

Café lidera a lista das exportações brasileiras em 1940

É, os tempos mudaram mesmo, e o Brasil evoluiu também economicamente, como vemos nesta reprodução do jornal Correio do Povo, de 1941. O artigo fala das exportações brasileiras, que deram um grande salto com a Segunda Guerra Mundial. Note-se que o País era essencialmente uma nação agrária, de produtos primários, já que na lista das principais exportações não aparece nenhum produto industrializado. O café, como sempre. lidera a lista, seguido pelo algodão e carnes.