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segunda-feira, dezembro 01, 2008

Lauro Corona, o galã que escondeu sua doença

Hoje é o Dia Mundial de Combate à Aids. E uma das primeiras vítimas famosas, no Brasil, foi o ator Lauro Corona.
Quem viveu os anos setenta e oitenta lembra bem dele - um galã com cara de garoto, o queridinho das adolescentes: Lauro Corona.Em 20 de julho de 1989, quando o Brasil ainda não havia realizado a sua primeira eleição direta para Presidente da República depois do final da ditadura, e Sarney ainda estava no Palácio do Planalto, Lauro Corona morreu, aos 32 anos de idade, em uma clínica no Rio de Janeiro, vítima de infecção respiratória, septicemia, infecção oportunista, miocardite, insuficiência renal aguda e hemorragia digestiva alta. Ou seja, sabe-se hoje, morreu de Aids, muito embora tanto ele quanto a sua família insistissem em negar a existência da doença - algo que nem chegava a ser estranho para quem não assumia a sua homossexualidade.A morte de Corona foi muito comentada, em uma época em que a Aids ainda era algo quase maldito e, pior, matava muito rapidamente - o ator faleceu apenas seis meses depois de apresentar os primeiros sintomas do mal. Foi enterrado em uma urna, na presença apenas de parentes e amigos mais próximos - a imprensa, odiada por sua família por tudo que havia comentado a respeito, foi barrada por guarda-costas. Ninguém, nem os demais atores globais, comentou ou emitiu qualquer opinião a respeito.
3 MIL VÍTIMAS EM 89 - A Aids chegou ao Brasil em 1980 e, em 1989, pouco mais de 3.500 pessoas haviam morrido infectadas. A epidemia, algo novo, assustador, era veloz, devastadora e galopante - naquele ano de 89, 32% dos brasileiros que se descobriram contaminados no mesmo ano já haviam falecido. Hoje, cuidando-se bem, pode-se viver uma vida inteira com o vírus.Ator global, que pouco fez teatro, cara de garoto, praticante de esportes (natação, surfe, ginástica, remo), na época da geração dourada e praiana do Rio de Janeiro, com apenas 1,63 m de altura, Lauro Corona consagrou-se como o Beto, da novela Dancin' Days, do ano de 1978, um grande sucesso na época em que as discotecas explodiam como modismo em todo o mundo. Ao seu lado estava a grande amiga Glória Pires - amiga, confidente e vizinha.Corona ganhou muitos elogios por sua interpretação. Mais tarde, depois de várias novelas, fez o papel de um gigolô, em Memórias de um Gigolô, ao lado de Bruna Lombardi, Ney Latorraca e Elke Maravilha. Também fez o português Manoel Victor, em Vida Nova - por isso chegou a ser apelidado de "o galã da novela das seis". No cinema, fez Bete Balanço e O Sonho Não Acabou, além de ter gravado dois discos. Grande amigo de Cazuza (ou algo mais) - morreu antes do colega, que àquela época já estava com a doença, e reconhecia isso abertamente.Na vida pessoal, era discreto - gostava de receber amigos, ler revistas em quadrinhos e ver videocassete (eram os tempos, lembram?)- e, mesmo visto na companhia de mulheres, não se conhecia nenhum romance seu com colegas. A exemplo do que acontece hoje com galãs do seu tipo, apresentava inúmeros bailes de debutantes e recebia cartas apaixonadas das fãs. Em 1981, no entanto, foi processado por uso de cocaína - seu nome apareceu na lista de um traficante preso pela Polícia. Foi inocentado.
Pouco antes da sua morte, o ator estava muito magro e, na entrega do prêmio Sharp de música, no mês de abril, trazia uma expressão perturbada no rosto e um olhar vago. A esse tempo, mantinha-se isolado e recusava-se a tratar a doença - alegava que sofria de estafa pelo excesso de trabalho e até de alergia às tintas utilizadas nos cenários da novelas. Nos anos 80, o AZT era, praticamente, a única droga um pouco eficaz para deter ou amenizar os sintomas do mal. Corona nunca a utilizou - ou talvez só nos momentos finais. Segundo alguns amigos, como Ney Latorraca, ele parecia querer se convencer que não tinha mesmo AIDS. Já havia se afastado então de sua última novela, com o sugestivo título de Vida Nova.
Os anos oitenta - especialmente no final - foram trágicos no que se refere à Síndrome da Imunodeficiência Adquirida. Rocky Hudson,Betinho, Cazuza, o escritor Herbert Daniel, o artista plástico Jorge Guinle Filho (filho do playboy, milionário e mulherengo Jorge Guinle) , entre outros, desenvolveram a doença, que "secava" e matava rapidamente. O pior, porém, era o estigma e o preconceito da sociedade - muitos se recusavam até mesmo a dar a mão a um aidético, temendo o contágio. (Pesquisa: Conselheiro X.)


30 comentários:

Anônimo disse...

Que lindo relembrar Lauro Corona. Quanta saudade!!! Obrigado por fazê-lo lembrado. Que Deus o guarde em bom lugar!

Anônimo disse...

queria saber se era filho unico quem era sua familia? george fala

Anônimo disse...

Lauro Corona era CHOCANTE nos anos 80. Abraços,ALOHA!!!!!

Anônimo disse...

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Anônimo disse...

Lauro Corona era PRIMO do Cazuza! Por isso eles eram tão próximos!

Anônimo disse...

Belo Texto....

Anônimo disse...

Dizem ele pegou aids, através de droga injetável. Procede ?

Anônimo disse...

Q bom relembra esse kara tão lindo, vou ter oportunidade de revelo em dance dys no viva

Anônimo disse...

Lindo!

Anônimo disse...

Que fofo!,ele era!,que pena.

Anônimo disse...

Pena que a quele tempo mesmo que ele quisesse se tratar nao tinha muito recurso como agora, que saudade!, ele era muito carismatico e gato!,estou curtindo ele em Dancin Days,muito fofo.

BETÂNIA AGORA disse...

Eu era um garoto e me lembro de tantas coisa, principalmente, dele. Foi um acontecimento que marcou minha infância, porque eu era ligado em tudo da TV.

LUIS disse...

ELE ERA BONITO E TALENTOSO, QUE SAUDADE, HOJE COM CERTEZA IRIA FAZER SUCESSO.

Anônimo disse...

Vendo o bom trabalho em DancinDays, entendo q nós, os brasileiros e todo o mundo perdemos um grande ator que hoje poderia está contribuindo muito em todas às áreas e mais ainda na dramaturgia... Bons tempos aqueles!

Anônimo disse...

Era lindo ,que pena que se perdeu na vida tinha tudo pra ser um grande artista.

CHEGA DE SER VICE disse...

Assisti a um show dele em Várzea das Moças, interior do Rio de Janeiro. Minha namorada na época era completamente louca por ele ;)

Alba Leite disse...

ao descobrir o Lauro Corona na novela Os Gigantes em 1979, me tornei fã de carteirinha do mesmo. Passei então, a colecionar sua fotos e tudo que dizia respeito a ele. Ainda hoje guardo carinhosamente os álbuns, e quando encontro algo sobre ele, recorto e colo no álbum físico. Apesar da morte prematura, bem como dos anos que já se passaram, minha paixão por ele ainda perdura! prova disso é que, já que não tive filhos humanos, adotei um casal
de gatos birmanês, e ambos se chamam Laurinho e Laurinha, claro, em homenagem ao grande e eterno LAURO CORONA!!!

Lincoln Santana disse...

Boato, elese não tinham qualquer parentesco

Lincoln Santana disse...

Boato, elese não tinham qualquer parentesco

Anônimo disse...

Muito gato!

Anônimo disse...

Ele deve ter pego Aids do cazuza há boatos

Anônimo disse...

Gente tava assistindo o video show 2016 e fizeram uma homenagem linda pra ele

Carol levorato disse...

Nossa que 10.não o conhecia, mas estou conhecendo o pouco do seu trabalho através de um quadro no vídeo show que está passando pedaços da novela do gigolô. Estou amando. Achei ele um homem lindo. Que carisma.Morreu no ano que eu nasci. Uma pena, muito triste.

Anônimo disse...

Sou soro positivo,vivo uma vida normal como qualquer pessoa. Tomo os meus medicamentos 2 vezes ao dia,tenho 3 filhos sou feliz,faço aula de canto,danço e em breve escreverei um livro. Oque mata è o preconceito e pessoas maus informadas. Viver com AIDS não è o fim de uma vida, e sim o começo de uma vida. Sou feliz e de bem com a vida eu sou um exemplo de superação.

Anônimo disse...

Olá, hoje ainda existe preconceito, mas não como antigamente, além disso ainda não se sabia a existência de medicamentos que ajudasse as pessoas com aids a ter uma vida normal. Sinto muito por Lauro Corona e por outras pessoas que não tiveram a oportunidade de viver mais e normalmente como as pessoas que tem aids hoje. Que a história de Lauro e outros sirva de estímulo pra quem hoje tem aids, para superar seus medos e preconceitos e ter uma vida normal.

Janaina Rosne disse...

Eu éra muito pequena, más me lembro perfeitamente dele, do talento, da humanidade q ele deixava tranparecer e como ele éra Belo né? O os olhos,q lindo par de olhos tinha Lauro Corona. Saudades.

Janaina Rosne disse...

Eu éra muito pequena, más me lembro perfeitamente dele, do talento, da humanidade q ele deixava tranparecer e como ele éra Belo né? O os olhos,q lindo par de olhos tinha Lauro Corona. Saudades.

Anônimo disse...

Verdade, realmente o que mata é o preconceito e a indiferença. E acredito que Lauro Corona não teve apoio psicológico para tratar a doença, por este motivo morreu tão cedo,e acredito que ainda hoje, existam pessoas que além de não aceitarem a doença, não encontram apoio ou incentivo para se tratar

Anônimo disse...

Boa tarde galera!!
Graças a Deus que os preconceitos aos poucos estão diminuindo consideravelmente na sociedade... Forte abraço!!

Contador - Aracaju Sergipe Brasil

Cléa disse...

Estava assistindo o vídeo show agora e fiquei muito feliz, com a homenagem a Lauro Corona, eu era fã de carteirinha dele, senti muito a morte dele.obrigada vídeo show e Miguel Falabella por tão linda homenagem.