quinta-feira, agosto 30, 2018

"Maconheiros" eram presos, iam para o presídio e tinham seus nomes e endereços divulgados: 1975

É, os tempos mudaram mesmo. Se hoje se discute a liberação e até a venda pública da maconha, em meados dos anos setenta - ainda sob o regime militar - a política face à canabis sativa era bem diferente, tão diferente que quem fosse pego fumando ia preso e até virava notícia de jornal, como se vê nesta reprodução do Correio do Povo, de Porto Alegre, de julho de 1975. Além de ter seu nome divulgado, ia junto o endereço completo - algo que os jornais, para quaisquer crimes, ou simples denúncias e ocorrência, faziam então. Neste caso, tinha um agravante: além de fumarem maconha, os detidos eram hippies...

Aniversariantes do dia 30 de agosto





Hoje William Waack faz 66 anos, Cameron Dias 46e Sandra Cavalcanti completa 93. E no dia de hoje faleceram Charles Bronson e o cantor Agepê.
Sinovaldo, no jornal NH (RS). A Charge Online.

Teixeirinha e Wilson Simonal cantando juntos, em show único: maio de 1972

Wilson Simonal, com seu estilo de negro norte-americano, estava por cima da onda em 1972, e o mesmo acontecia com Victor Mateus Teixeira, o Teixeirinha, chamando então de O Rei do Disco. Em maio de 1972 Simonal veio a Porto Alegre, onde se apresentaria no ginásio do Grêmio, em um show com a participação - vejam só - de Teixeirinha. Indagado sobre a estranheza de tal encontro, Simonal justificou, argumentando que, em sua recente turnê pela Europa, tinha constatado o sucesso do gaúcho por lá, especialmente na Inglaterra - na terra da rainha, Teixerinha chegou a fazer sucesso. Não se sabe se o show dos dois de fato aconteceu (provavelmente sim), mas vai aqui o registro do Correio do Povo daquela época. 

terça-feira, agosto 28, 2018

Inezita Barroso recebida por Paixão Côrtes em Porto Alegre, naquele maio de 1956


Há mais de sessenta anos, em maio de 1956, a grande Inezita Barroso, então uma jovem com menos de 30 anos, veio a Porto Alegre, onde pesquisou e encantou-se com a música regional que aqui se fazia. Mulher inteligente e vanguardista, essa paulista, já falecida - que apresentava o melhor programa de música caipira de raiz do Brasil, o Viola Minha Viola, na TV Cultura - foi recebida de braços abertos pela gauchada que dela se acercou quando foi hóspede de honra do folclorista Paixão Cortes, em sua casa em Porto Alegre.
Reprodução da Revista do Globo, coleção do Arquivo Histórico Moysés Vellinho da Prefeitura de Porto Alegre.