sábado, novembro 04, 2017

Jorge Braga, em O Popular (GO). A Charge Online.

Internacional ás vésperas do título estadual de 1972


No dia 30 de julho de 1972 - 45 anos atrás - o Internacional derrotou o Esportivo de Bento Gonçalves, no Beira-Rio, por 2 a 0, na penúltima partida do certame - depois, em 8 de agosto, enfrentaria o Grêmio, vencendo por 1 a 0 e conquistando o quarto título estadual seguido. O campeonato daquele ano contou com 23 clubes do interior, sendo que a dupla Grenal entrou somente na fase final. O colorado, com um timaço, conforme se lê na escalação (Schneider no gol, Cláudio, Figueroa, Pontes e Jorge Andrade; Tovar e Paulo César Carpegiani; Val
domiro, Bráulio (Carbone depois), Claudiomiro e Volmir (Escurinho depois). O goleiro do Esportivo era Gasperin. Claudiomiro foi o artilheiro de campeonato, com 13 gols. O Intef fez 34 pontos no total, contra 29 do Grêmio.

segunda-feira, outubro 30, 2017

sábado, outubro 28, 2017

Beatles se dizem "mais populares que Jesus Cristo" e criam onda de protestos e ira nos católicos conservadores


Pois uma simples e boba frase dita por um astro da música internacional - no caso, Lennon, dos Beatles - causou tal repercussão, críticas e ira a ponto de gerar manifestações públicas e ódio dos setores religiosos e conservadores do cristianismo. Nada muito diferente do que acontece hoje nas mídias sociais - só que esta foi dita em 1966, quando a banda inglesa (cujos quatro integrantes tinham vinte e poucos anos na época) era a sensação mundial. "Somos mais populares que Jesus Cristo", teria dito Lennon em entrevista, declaração vista como uma ofensa a Jesus Cristo por parte da cristandade menos pensante. Nestas duas matérias retiradas do Correio do Povo de agosto de 1966 - época do acontecido - vemos que o bom senso estava com um jornal italiano: "Há muitos problemas no mundo, muito mais sérios do que as tolices dos Beatles".

sexta-feira, outubro 27, 2017

Tacho, no jornal NH, de novo Hamburgo, RS. A Charge Online.

Rádio Farroupilha é saudada como a grande novidade porto-alegrense naquele ano de 1935

Reprodução do Correio do Povo, coleção do Arquivo Histórico Moysés Vellinho da Prefeitura Municipal de Porto Alegre.
A Farroupilha foi a terceira emissora de rádio instalada em Porto Alegre e, de longe, já no seu início, a mais potente (capacidade para 100 quilovates, de dia e de noite). Pertencente ao então governador José Antonio Flores da Cunha, foi vendida para o proprietário do grupo Diários Associados, Assis Chateaubriand, em 1943. Na data da sua fundação - que coincidiu com os extraordinários festejos e eventos pelo transcurso do centenário da Revolução Farroupilha, em 1935, a "mais potente" - como era chamada - tinha ondas internacionais, sendo captada em diferentes países da América do Sul. De início operou com uma potência de 25 (ou 35) quilovates, mais tarde ampliados.  Hoje pertence ao grupo RBS, da família Sirotsky e opera em frequência modulada. Quando da sua fundação, em 24 de julho de 1935, com apresentação ao vivo de Carmen Miranda e Mário Reis, a emissora vinha se somar a rádio Sociedade Gaúcha e a Difusora, e era saudada como um grande acontecimento para Porto Alegre e o Rio Grande do Sul. Durante a enchente de 1941, que devastou a Capital, a emissora continuou a operar, mesmo em caráter precário, e teve papel fundamental para tranquilizar a população sobre o o flagelo e também na transmissão de informes de utilidade pública.

terça-feira, outubro 24, 2017

quinta-feira, outubro 19, 2017

terça-feira, outubro 17, 2017

Madame Bety, "cartomante mundial", garantia que podia "prever o passado": janeiro de 1935

Charlatanismo é algo que acompanha a humanidade desde o seu início, e, ao que tudo indica, assim será até o final dos tempos e enquanto o homem for humano. Se hoje há inúmeras "mães dinás" prevendo o futuro ou trazendo a "amada de volta em três dias", não era diferente em 1935, conforme vemos neste anúncio dos classificados do Correio do Povo, no qual uma "cartomante mundial" chamada Madame Bety garantia - aí está a inovação - não apenas prever o futuro como predizer "o passado", além de fazer massagens etc etc. Ah, e ela ainda atende por correspondência...
Samuca, no Diário de Pernambuco. A Charge Online.

segunda-feira, outubro 16, 2017

Televisão "fixa" os maridos em casa, festejam as mulheres: novembro de 1951

A primeira transmissão de televisão no Brasil aconteceu em 18 de setembro de 1950, em São Paulo, com a TV Tupi pertencente aos Diários Associados de Assis Chautebriandt, seguida, um ano depois, pelo Rio de Janeiro, a capital federal. Foi um pioneirismo no Brasil e também na América do Sul, marcando a entrada do País em uma nova era tecnológica e dando a arrancada para tudo o que existe hoje - com mais de uma centena de milhões de aparelhos espalhados de norte a sul (em novembro de 1951 eram apenas 16 mil). A preto e branco, rudimentar, feita ao vivo, a televisão - caríssima em seu início - assumiu aos poucos um papel que ainda exerce: o de manter as pessoas em casa e "tirar" muitos maridos da rua, como se vê nesta reprodução do Correio do Povo, via agência Meridional, do Rio, de novembro de 1951. Note-se que o Rio Grande do Sul somente teria a sua primeira emissora do gênero no final de 1959, a TV Piratini, canal 5.

domingo, outubro 15, 2017

Tacho, no jornal NH, de Novo Hamburgo, RS. A Charge Online.

Nuvem de gafanhotos apavora os agricultores do Rio Grande do Sul e chega a Porto Alegre: outubro de 1947.



Uma das chamadas pragas descritas na Bíblia e que desde sempre assolaram a humanidade, devastando regiões agrícolas inteiras e trazendo fome e desespero, as nuvens de gafanhotos parecem, hoje, algo lendário e quase inverossímel para estes tempos tecnológicos, com as mais diferentes e poderosas formas químicas de combatê-los. Mas, há 70 anos - mais precisamente em setembro e outubro daquele ano - o Rio Grande do Sul experimentou os efeitos de tais insetos devoradores e que destruíram lavouras em cerca de 50 municípios, chegando até mesmo à Capital. A própria Brigada Militar foi mobilizada para combatê-los, como se vê nestas reproduções do Correio do Povo. Os gafanhotos encontravam então um mundo desaparelhado para enfrentá-los, já que não havia DDT ou outros agrotóxicos - agrotóxicos estes que, embora benéficos em tantos pontos, são por si mesmo outros venenos a atentar contra a natureza e as vidas humanas. A despeito do nosso espanto, tais fenômenos não são incomuns e aconteceram nos últimos anos no mundo como um todo, incluindo o Brasil.

sábado, outubro 14, 2017

Tramandaí, a capital das praias gaúchas, no distante janeiro de 1959

A Capital das Praias, como se autodenomina Tramandaí, estava longe de ser o que é hoje naquele distante janeiro de 1959 - 58 anos atrás. Mesmo assim, o balneário - tradicional havia décadas - já era um dos preferidos dos veranistas gaúchos, especialmente dos porto-alegrenses nos finais de semana, como se vê nesta foto que ilustra uma matéria a respeito publicada pela Revista do Globo em janeiro daquele último ano da década de 50. Carros, que hoje seriam cobiçados pelos colecionadores e aficcionados, estacionavam à beira das calçadas, aparentemente alheios ao perigo moderno dos furtos de veículos. Os homens e mulheres passeavam em pleno verão com calças compridas e saias, e os mais jovens preferiam, é claro, as lambretas.

Jane Fonda discursa em favor da paz e acusa do presidente Richard Nixon: 1972

Jane Fonda, além de uma belíssima mulher, foi, na sua atribulada e criativa juventude, uma ardente pacifista, posicionando-se contra a Guerra do Vietnã que então ensanguentava o sudeste asiático e, de quebra, matava e mutilava soldados norte-americanos. A estrela de Barbarella e outros filmes, a filha de Henry Fonda, chegou a ser presa e perseguida devido às suas posições políticas - ela posicionou-se a favor do regime comunista do Vietnan do Norte contra o seu próprio país, que considerava invasor, sendo considerada traidora por muitos e atraindo a ira dos conservadores em torno de Richard Nixon. Prestes a completar 80 anos - o que acontecerá no dia 21 de dezembro - ela depois se dedicou a produzir e divulgar vídeos sobre ginástica, isso nos anos 80. Hoje Jane vive principalmente em sua casa na cidade de Atlanta, EUA. 

sexta-feira, outubro 13, 2017

Hoje Raimundo Fagner está completando 68 anos.

Prefeito de Porto Alegre garante que vai resolver o problema das enchentes na capital

As chuvas que se abateram sobre Porto Alegre e grande parte do Estado nos últimos dias nunca foram novidades, sempre causaram problemas e prejuízos e, pra variar, sempre foram objeto das mais vivas e candentes promessas das autoridades municipais e estaduais - garantindo elas que o fenômeno teria fim dentro em breve, em função das obras que porventura seriam feitas. Em 1972, portanto, há 45 anos, o então prefeito nomeado Telmo Thompson Flores anunciava - e a imprensa dava destaque - que a capital gaúcha resolveria de vez o problema das enchentes. Thompson Flores foi o prefeito que realizou inúmeras obras na cidade, cobrindo-a, conforme disseram seus críticos, com um manto de cimento, sem levar em conta as áreas verdes. Justa ou injusta, a crítica encontra justificativa, ao menos, em algo que está sempre presente na boca dos políticos e governantes: a demagogia e as falsas promessas. O então prefeito de POA - já falecido - garantia então resolver o problema das enchentes na capital, o que, como estamos vendo, jamais aconteceu e talvez jamais aconteça. A reprodução é do Correio do Povo.

quinta-feira, outubro 12, 2017

Marinha norte-americana já admite mulheres em seus navios: 1972

Hoje a mulher está presente em quase todas as profissões, inclusive as militares, mas isso - no início dos anos setenta - ainda era um sonho relativamente distante. Em uma época em que se falava, imaginem, em "libertação" e "emancipação da mulher", elas sequer eram admitidas como garis para varrer as ruas das cidades e nem se sonhava que entrassem na polícia militar, por exemplo. Mas, 45 anos atrás, a marinha norte-americana começava a admitir mulher em seus navios. Isso quando ainda havia a Guerra do Vietnã e, no Brasil, o divórcio não existia.
Note-se que já se anunciava, para breve, a presença de mulheres na aviação dos Estados Unidos. A porteira estava escancarada.

sábado, outubro 07, 2017

Quem toma mais chimarrão?, era a aposta daquele ano de 1934

Em junho de 1934, quando Flores da Cunha era o governador do Estado, o hoje chamado "gauchismo" não estava em voga e nem era muito bem visto - considerava-se isso coisa de gente grossa do interior, e somente no final dos anos quarenta, com Paixão Cortes e Barbosa Lessa, entre outros, é que os "rio-grandenses" iriam assumir com orgulho sua cultura. Mas nem por isso o chimarrão era mal visto, como se observa nesta nota do Correio do Povo, em que se noticia um concurso de "quem toma mais chimarrão". Salvo engano, não há nada similar hoje.
Mariano, A Charge Online.

sábado, setembro 30, 2017

Os banho de rio na Porto Alegre de 1934

Em junho de 1934 o rio Guaíba - que muitos insistem em chamar de lago - era um rio relativamente limpo e propício ao banho. Naquela época a cidade de cerca de 250 mil pessoas não dava as costas ao Guaíba, como hoje ocorre. A zona sul da capital gaúcha já era explorada pelas suas belezas naturais e por suas praias os meses de verão. Como viajar até o litoral era uma aventura, naqueles tempos de poucas estradas, muita gente preferia ficar por aqui mesmo e desfrutar dos encantos de Ipanema e de outro bairro que surgia - o Espírito Santo. As imobiliárias e construtoras apregoavam, em anúncios de jornais, as vantagens de se adquirir um imóvel nestes locais, como se vê nesta reprodução do Correio do Povo. 

domingo, setembro 17, 2017

É isso aí, amizade!

Os tempos passam, e com ele também as gírias, como se vê neste anúncio da edição dominical do jornal Correio do Povo, de Porto Alegre, em outubro de 1972 - 35 anos atrás. Em uma época em que se usava calças boca de sino e correntões no pescoço, nada como ser "moderno" ao dizer "joia bicho", "é isso aí, amizade" ou "vamos transar juntos?" (que não tinha conotação sexual". A propaganda era de uma loja chamada Moka do Kanto. Alguém lembra?
Sid, em A Charge Online.

sábado, setembro 16, 2017



Hoje Andréa Beltrão faz 54 anos, Carolina Dieckmann 39 e Mickey Rourke 65.

Presidente da ABL garante: enquanto eu for vivo, mulher aqui não entra

Se hoje a presença da mulher é absoluta em todos os setores da vida brasileira, tempos atrás isso era visto como, no mínimo, algo estranho, quando não recebia a mais peremptória objeção, como se vê nesta nota do Correio do Povo de agosto de 1972: segundo a notícia, o acadêmico e presidente da Academia Brasileira de Letras, Austregésilo de Athaíde, simplesmente não admitia a presença do belo sexo na instituição criada por Machado de Assis. Vista hoje de forma humorística, a nota reflete o pensamento dominante em uma época não tão distante assim. As coisas, porém, evoluíram: cinco anos depois, em agosto de 1977, a escritora cearense Rachel de Queiroz se tornou a primeira mulher a ser eleita para a ABL, dando fim a um tempo em que somente os homens eram admitidos na casa. "Enquanto eu for vivo, mulher não entra para a Academia", teria dito Austregésilo. O presidente, no entanto, teve de voltar atrás - da posse de Rachel, e até 1993, data da sua morte, viu muitas coisas mudarem no Brasil e no mundo. Quanto a Rachel, morreu em 2003, aos 92 anos de idade.

quinta-feira, setembro 14, 2017

Myrria, em a Crítica, Amazonas. A Charge Online.

Quando as letras k, y e w eram proibidas para as crianças brasileiras

Em um país  como o Brasil, que tem os nomes mais esdrúxulos e inverossímeis do mundo, até bem pouco tempo atrás era vedado a qualquer pai ou mãe colocar as letras w, y e k no nome do recém nascido registrado em cartório - aliás, os próprios cartórios não aceitavam. Mas isso, bem ou mal, foi revogado como norma legal e hoje há um festival das três letras em milhares de crianças brasileiras - Wesley, Wellyngton, Kekeilson . Maykel, etc. Nesta reprodução do Correio do Povo, de 1972, historia-se o início de tudo: o ano de 1931, logo depois que Getúlio Vargas chegou ao poder com sua ideologia nacionalista. O uso dessas três letras foi eliminado da língua portuguesa brasileira pela reforma ortográfica de 1943. Hoje, claro, pode-se até registrar um filho com o nome de Keyeyson.