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sexta-feira, setembro 22, 2006

Disfarçado de hippie, pai de Sharon Tate encontrou Charles Manson, o psicopata


Foi pior e muito, muito mais assustador do que as principais cenas de "O Bebê de Rosemary", filme de Roman Polanski que fez (e faz) um tremendo sucesso no final dos anos sessenta. Assassinada a facadas, pendurada no teto, a atriz e mulher do diretor Polanski foi uma das cinco vítimas de um psicopata chamado Charles Manson (foto) e de sua "família" - na realidade uma seita satânica formada por jovens desajustados, "hippies" do mal, todos na faixa dos vinte e poucos anos, e que viam em Manson o seu profeta e guru, obedecendo-o cegamente.
Na noite de 8 para 9 de agosto de 1969, na cidade de Los Angeles, Califórnia, um grupo de cinco discípulos de CM penetrou na mansão de Polanski (que estava viajando) e Tate, no elegante bairro de Bel Air, e consumou um dos mais chocantes e rumorosos crimes dos anos sessenta. Vestidos com roupas pretas e capuzes, os assassinos (dois rapazes e três moças) cortaram os fios de eletricidade e do telefone e deram início à matança. À exceção de um, que estava armado com um revólver calibre .22, os demais portavam facas. Sharon, 26 anos, teria implorado pela vida de seu filho, pois estava nos dias finais da gravidez de um bebê que se chamaria Paul. Suas súplicas, no entanto, foram inúteis. Os assassinos penduram o corpo da atriz em uma viga no teto, ao lado do de um outro amigo seu, e depois escreveram à sangue, na porta da casa, a palavra "pigs" (porcos).
O crime - chocante, por si mesmo - atraiu a atenção da imprensa internacional por envolver uma jovem, bela e promissora atriz e seu marido, Polanski, que recentemente havia lançado o estrondoso sucesso "O Bebê de Rosemary", com Mia Farrow - a história de uma seita satânica que se apossa de um bebê, considerado o filho do Diabo.
Ouvido por uma emissora de TV, o escritor Truman Capote - também recente sucesso com o seu romance de não-ficção "A Sangue Frio" - era da opinião de que havia um só assassino, provavelmente um maníaco sexual.
Na verdade, errou feio, embora a polícia, nos primeiros meses, também não conseguisse chegar a resultados palpáveis.
Nesse meio tempo, o pai de Sharon visitava acampamentos hippies, fingindo-se de um deles. Nesse mundo à parte, corria à boca pequena a história do crime; todos sabiam que aquilo fora praticado pela seita de Manson, que vivia em um rancho localizado em um vale próximo a Goler Canyon, arredores de Los Angels. Foi dessa comunidade satânica de mais de 20 pessoas - a "família" - que saíram os assassinos àquela noite.
Manson, nascido em 11 de novembro de 1934, o líder da seita, tinha uma biografia apropriada para um psicopata: sua mãe foi abandonada pelo pai aos 16 anos de idade, quando estava grávida. Criado por uma avó materna, a princípio, depois por um casal de tios que não o suportava, acabou em reformatórios do Governo. Místico, racista, tinha poder absoluto sobre a seita. Condenado à morte um ano depois, teve sua pena permutada por prisão perpétua, que hoje cumpre.

sábado, setembro 16, 2006

Dominique, nique, nique, e o pacto de morte


Dominique, nique, nique... Dificilmente alguém não conhece esse refrão de uma música do mesmo nome, um dos maiores sucessos das paradas musicais de todo o mundo no ano de 1963 e gravado por dezenas de outros cantores, em variados idiomas, inclusive em português. Fez tanto sucesso que deixou até mesmo Elvis Presley comendo poeira.
Pois a autora de Dominique, ao contrário do que se possa pensar, não ficou rica e não teve uma vida glamourosa. Pelo contrário: Jeannine Deckers, uma freira dominicana do interior da Bélgica, suicidou-se em 29 de março de 1985, quando tinha apenas 52 anos de idade. Ela ingeriu um coquetel de bebidas alcóolicas e barbitúricos. Com ela estava sua companheira, Annie Pescher, uma enfermeira de 41 anos. As duas haviam feito um pacto de morte, finalmente concretizado em um pequeno apartamento da cidade de Wavre, nas proximidades de Bruxelas.
Jeannine já não era mais freira havia tempo - na verdade deixou o convento no ano de 1966, tentando seguir na carreira artística e emplacar novos sucessos. Só que isso não aconteceu e a vida da "Irmã Sorriso" encheu-se de complicações de toda ordem. O Fisco belga resolveu cobrar a sua parte na arrecadação de "Dominique", só que a autora e cantora - que fizera voto de pobreza - já havia doado tudo à sua congregação religiosa. Esta, por sua vez, alegou que a doação já havia sido gasta em obras assistenciais e que não havia recibo a provar o valor doado.
Naturalmente, a corda estourou do lado mais fraco - processada, Jeannine teve todos os seus poucos bens penhorados. O Fisco também passou a confiscar tudo o que ela ganhasse, deixando apenas o mínimo necessário para a sua sobrevivência.
Sobrevivência que ela garantia com aulas de violão e exposições de pintura.
A ex-freira tentou ainda fundar uma instituição de caridade, de apoio a pessoas deficientes, mas não conseguiu verbas para viabilizar o projeto. Profundamente deprimida, ela passou a falar em suicídio, fato consumado na noite de 29 de março de 1985. Triste fim para a autora de uma música tão ingênua e cândida.

sábado, setembro 09, 2006

Piloto se suicida no ar e mata 103 passageiros

É algo raríssimo, tão raro que é de se duvidar que aconteça. Mas acontece. Um piloto com problemas mentais, disposto a por fim à vida, mergulha o avião de passageiros em direção ao solo e mata todo mundo. Quem imaginou um pesadelo desses? Pois foi, ao que tudo indica, o que aconteceu em dezembro de 1997, na Indonésia.
Era o vôo 185 da SilkAir, uma companhia aérea de Cingapura. O avião Boeing 737-300 havia partido de Jacarta e, quando estava a 10.300 metros de altura, subitamente embicou e, em um movimento de 180 graus, mergulhou em direção às águas de um rio. O piloto, Tsu Way Ming, não se comunicou com a torre de controle, não pediu ajuda e naquele momento estava com a aeronave nivelada em altitude e velocidade de cruzeiro - considerada a etapa mais segura do vôo.
O que intrigou os peritos, além da manobra brusca, foi o fato de um dos gravadores de bordo ter parado em pleno vôo, o que só acontece se alguém desligá-lo deliberadamente - afinal, o gravador comanda todos os circuitos eletrônicos do aparelho.
Quanto ao piloto, apurou-se que atravessava um período de dificuldades financeiras e familiares e já havia sofrido três punições por errros de procedimento no comando. Ele era casado e tinha três filhos. O diretor-geral da companhia aérea, em pronunciamento público, declarou: "Com base nas informações que temos até agora, penso que essa( suicídio) possa ser uma possibilidade". Embora remota, a possibilidade de um piloto suicidar-se no ar, levando consigo todos os passageiros de um avião, deve ser levada em conta. Em 1982, um piloto da Japan Airlines derrubou o DC-8 que pilotava na baía de Tóquio, matando 24 das 164 pessoas a bordo. Ele, o piloto, sobreviveu e confessou o ato, tendo sido internado em uma clínica psiquiátrica.
Uma convenção internacional determina que todos os pilotos de avião sejam submetidos regularmente a exames de saúde de extremo rigor, incluindo aí uma avaliação psicológica, o que nem sempre quer dizer muita coisa.
Ver outros sites em português a respeito de acidentes aéreos:
www.dpnet.com.br
www.pe-az.com.br
www.snea.com.br
www.acidentes.org

terça-feira, setembro 05, 2006

Orwell, quem diria, era um dedo-duro!



Ele escreveu um livro que é considerado um libelo contra o totalitarismo, a obra que previa o "Big Brother" dos nossos dias, só que em um mundo dominado pela tirania. Pois é, o inglês George Orwell (na verdade, um pseudônimo), o autor de "1984", "A Revolução dos Bichos", entre outros, quem diria, foi um dos colaboradores do serviço secreto inglês no período da Guerra Fria, fornecendo a eles uma lista com nomes de supostos "simpatizantes do comunismo". Curiosamente, ele, durante muito tempo, foi considerado um intelectual de esquerda que se desiludiu com a Rússia - a mãe de todas as revoluções - quando conheceu de perto a experiência de Stalin.
A tal "lista de Orwell", com 130 nomes, teria sido elaborada em 1949, quando o macartismo dominava os EUA e a Inglaterra, fiel aliada, não ficava muito atrás. Orwell, que sofria de tuberculose (morreu disso), teria sido procurado por uma funcionária do Departamento de Pesquisa de Informações por quem o escritor era apaixonado e que, como ele, tinha sido simpatizante do stalinismo, desiludindo-se enormemente em seguida. Ela era cunhada de um amigo de Orwell, Arthur Koestler, outro ex-comunista.
A idéia era de que George escrevesse uma série de artigos anti-soviéticos, o que ele recusou - propondo-se em troca a elaborar a tal lista. Nela, incluiu os nomes de Bernard Shaw e, é claro, de Charles Chaplin. Um ano depois de elaborar a lista - que foi publicada em 1998, na edição das obras completas do escritor - George Orwell morreu. Sua obra, porém, continua atual ao denunciar as tiranias e os totalitarismos, como em a Revolução dos Bichos.
Ver mais nos seguintes endereços:
http://biblioteca.folha.com.b/
http://educaterra.terra.com.br/
http://pt.wikipedia.org/
http://unesp.br/
http://www.pedroeustaquio.com.br/