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sexta-feira, julho 11, 2014

Os gringos não gostam de banho e de vacinas

Durante um desses últimos jogos da Copa ouvi o repórter de uma emissora de televisão comentar que a seleção da Alemanha tinha, naquele momento, seis ou sete jogadores, entre titulares e reservas, gripados - e gripado quer dizer gripado mesmo, e não resfriado. Seria devido às variações de temperaturas vivenciadas nos diferentes locais onde jogou, inclusive Porto Alegre - aqui jogou com mau tempo e até um pouco de chuva. 
Como não sei mais o que é gripe há quatro anos, pensei no óbvio: como é que esses sujeitos, que valem muitos milhões de euros, conseguem pegar uma forte gripe hoje em dia, considerando que existe, disponível e facinha de aplicar, a vacina contra o vírus da gripe? Por que a comissão técnica não aplicou, antecipadamente, tal vacina nos seus atletas, sabendo que eles enfrentariam tal variação de temperaturas no Brasil, sem falar no problema do entra e sai em ambientes com ar condicionado? Evitaria tudo o que aconteceu.
Pois é, mas não fizeram tal coisa e griparam. Claro que não seria burrice e nem ignorância, pelo mesmo assim acredito. Depois, meio por acaso, vi um médico falando em uma emissora de rádio que, na Europa, há uma resistência cultural generalizada e muito antiga às vacinas, sei lá porquê, coisa que no Brasil - país meio bárbaro, mas adiantado na questão de vacinação em massa e na aceitação desta - não existe. Aliás, aqui até gostamos de nos vacinar, e dia de vacinação é quase de festa.
Então tá. Os gringos, comprovadamente, não gostam de tomar banho e também não gostam de se vacinar. Ô gente chique!  (Vitor Minas) 

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