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domingo, janeiro 25, 2015

Presidente da Câmara de Porto Alegre proíbe a leitura da Bíblia em plenário

Em um momento em que a TV aberta está repleta de programas religiosos - a maioria sob a responsabilidade de seitas caça-níqueis - e que todos os jogadores de futebol apontam com o dedo para o céu, agradecendo a Deus por seus gols nos campos e estádios, é bom lembrar a atitude do presidente de Câmara de Vereadores de Porto Alegre. Em setembro de 1976, quando Guilherme Socias Villela era o prefeito nomeado da capital (atualmente é vereador eleito com o voto popular), e Sinval Guazzelli o governador, também nomeado, do Estado, o presidente do legislativo, César de Mesquita,  do MDB, partido de oposição à ditadura militar, proibiu a leitura da Bíblia na abertura das sessões. Segundo ele, o Brasil é um país laico e assegura a todos o direito de crença e não crença. Assim, entendia como não cabível a leitura dos chamados "textos sagrados", algo que, sem dúvida, era algo corajoso e podia até mesmo retirar votos. Mas Mesquita sustentou sua posição perante a ira dos demais colegas e retrucou" "Quem não estiver satisfeito que vá à Justiça!" Aliás, ameaçou até renunciar ao seu mandato.  Reprodução do Correio do Povo.

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