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domingo, maio 03, 2015

Iberê Camargo mata um homem a tiros: dezembro de 1980.


Reproduções do jornal Correio do Povo, de Porto Alegre. Coleção do Arquivo Histórico de Porto Alegre.

O dia 5 de dezembro de 1985 não foi bom para o pintor gaúcho Iberê Camargo, então já considerado o maior - dependendo do gosto - e mais valorizado pintor brasileiro. Ele, nascido em Restinga Seca, nas proximidades de Santa Maria, acabou por matar um homem de 32 anos, com um tiro da pistola que sempre levava à cinta. Bom atirador nos tempos do Exército, Iberê, com 66 anos, morava no Rio de Janeiro, que vivia a primeira grande onda de violência na cidade e que depois se tornaria permanente. O pintor foi preso, passou mais de um mês na cadeia, mas recuperou-se ao ponto de falar normalmente sobre o assunto, como aconteceu no início dos anos noventa, quando o entrevista para o jornal A Tarde, de Salvador, Bahia. A matéria mereceu uma página inteira em uma edição dominical. Lembro de um Iberê irônico e meio irritado, em sua bela e ampla casa na Vila Nova, em Porto Algere. Ele ainda não sabia  que tinha câncer, mal que o mataria poucos anos depois.

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