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segunda-feira, outubro 26, 2015

O "bafo tumular" da Borregaard, agora chamada de Riocell

Porto Alegre, sem exagero, pode ser dividida em duas, ou três épocas: antes, durante e depois da Borreegard-Riocell, empresa de celulose de origem norueguesa que se instalou no município de Guaíba durante o regime militar, aproveitando-se dos incentivos fiscais e até financiamento governamental. Logo a gigante nórdica mostrou que não viera ao Rio Grande do Sul para "promover o desenvolvimento", como apregoava a sua propaganda. Cínica, sem dar a mínima para população, hostilizada pela imprensa, a Borregard empestou durante anos os ares de Porto Alegre e região metropolitana, sem contar a poluição nas águas do Guaíba. Sem usar aqui os equipamentos anti-poluentes que se via obrigada a utilizar em países de Primeiro Mundo, despertou a ira da população e solidificou o movimento ecológico que então nascia, liderado pela Agapan - Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural, ainda hoje existente. Nesta matéria do Correio do Povo, na época de Breno Caldas, ve-se o ódio que ela despertava. Mais tarde assumindo o nome de Riocell, e presidida por um general, obrigou-se a instalar os equipamentos necessários para não exalar o seu "bafo tumular.  

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