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quarta-feira, fevereiro 25, 2015

O primeiro título do "rolo compressor" colorado: 1940.



Em 1940 o Internacional iniciou uma série de conquistas que o levaria o hexacampeonato estadual gaúcho. O chamado "rolo compressor", de Tesourinha e companhia, marcou época no futebol brasileiro e só seria superado pelo octa do Inter, nos anos setenta. Tesourinha, então um jovem de 19 anos, mais tarde se tornaria uma lenda e seria o primeiro jogador negro a jogar no Grêmio. Ele foi, em 1949, contratado pelo Vasco da Gama, na maior transação financeira do futebol brasileiro daqueles tempos. Serviu várias vezes à seleção brasileira, sempre sendo escolhido como o melhor nos certames e somente não jogou a fatídica Copa de 1950 por estar contundido. Quem o viu jogar garante que foi, mesmo, um fenômeno. Note-se que a final estadual de 1940 foi contra o Grêmio Bagé, já que, naquele tempo, o certame era disputado por regiões, com eliminatórias. Reprodução do Correio do Povo.

E o Vento Levou, em Porto Alegre, no cinema Imperial: dezembro de 1940

Um dos maiores sucessos do cinema em todos os tempos, E o Vento Levou, produção holliudiana de 1939, estreou em Porto Alegre em 1940 e, claro, repetiu o que aconteceu no restante do mundo. Em dezembro daquele ano, quando a capital gaúcha contava com quase 30 cinemas e uma população de cerca de 300 mil habitantes, a "película" passou no cinema Imperial, na então chique Rua da Praia, como se vê nesta publicidade de uma das páginas do Correio do Povo, coleção do Arquivo Histórico de Porto Alegre.  Note-se a observação "rigorosamente suspensas as entradas de favor".

sábado, fevereiro 21, 2015

Para a cidade de Rio Grande, pelos navios da Cruzeiro

Na primeira metade do século 20, a navegação, de passageiros e de cargas, pelo rio Guaíba e seus afluentes, fazia parte do cotidiano da população de Porto Alegre. Ia-se de barco para muitas partes, com saídas diárias do cais da avenida Mauá, incluindo Pelotas e Rio Grande e, pelos navios da Costeira e do Lloyd, para as principais cidades litorâneas do Brasil - Floripa, Antonina, Aantos, Rio, Vitória, Aracaju, Maceió Recife, Cabedelo, Natal, Fortaleza, São Luís, Belém, etc. A reprodução acima é de março de 1941, da coleção do Correio do Povo do Arquivo Municipal de Porto Alegre, na avenida Bento Gonçalves.

domingo, fevereiro 15, 2015

A importância do correio aéreo na década de 30 em Porto Alegre

Em 1937 a  teuto-gaúcha Varig já contava com 10 anos de existência e o aeroporto federal São João, em Navegantes, era o terceiro mais importante do País - claro que um simples campo de pouso, comparado aos padrões modernos. Nessa época heroica para a aviação, quando as aeronaves desenvolviam cerca de 300 quilômetros por hora e os acidentes eram comuns, a importância do correio aéreo para as comunicações entre os povos era exponencial, e a chegada dos aviões significava a vinda de novidades. Nesta nota do Correio do Povo, de setembro de 1937, nota-se isso muito bem. 

sexta-feira, fevereiro 13, 2015

A prisão do escritor, médico e militante comunista Dyonélio Machado, em 1935

Dyonélio Machado foi um dos mais importantes escritores gaúchos. Médico por formação, nascido em Quaraí, ele se tornou também conhecido como militante do Partido Comunista Brasileiro, o PCB. Em 1935, ano em que ocorreu a Intentona Comunista no Rio, contra Getúlio, e um dos motivos de se criar o "Estado Novo", Dyonélio foi preso, em Porto Alegre, pouco antes das comemorações pelo Centenário da Revolução Farroupilha, evento grandioso que mobilizou o Rio Grande. E 1935 foi um ano importante na vida literária do autor (que tinha 40 anos na época), quando publicou sua obra-prima Os Ratos, livro em que descreve as agruras de um homem comum em busca de algum dinheiro emprestado que lhe permitisse pagar a conta mensal devida ao leiteiro. Nesta reprodução do Correio do Povo, coleção do Arquivo Histórico de Porto Alegre, lemos a notícia da prisão deste médico, escritor e comunista que também se notabilizou pela sua contribuição à psiquiatria no Rio Grande do Sul. Dyonélio Machado faleceu em 1985.

quarta-feira, fevereiro 11, 2015

Rinhedeiro Copacabana: a Porto Alegre dos "galistas" da década de 30

Nos trinta primeiros anos do século vinte, Porto Alegre era uma cidade de jogatinas. Cassinos famosos, na capital, interior e litoral, atraíam um público de aficcionados, que não raro deixavam suas fortunas ou pequenos patrimônios nas mesas de bacará e roleta, por exemplo. Mas as rinhas de galo - hoje proibidas (Jânio Quadros que o diga), e que dão até prisão para quem for nelas autuado - eram uma diversão tradicional do Estado sulino e considerada até saudável. Nesta matéria, extraída do Correio do Povo de setembro de 1936, noticia-se a inauguração do "Rinhedeiro Copacabana", nas imediações da praça Garibaldi, uma "casa de diversões" onde "os gallistas desta Capital poderão passar horar agradáveis". O local  - "onde se empenham verdadeiros cracks" - contava até com um restaurante e 60 confortáveis cadeiras para os assistentes.

sábado, fevereiro 07, 2015

Flash Gordon no Imperial, na Porto Alegre de 1937


Porto Alegre sempre foi a capital brasileira com maior número de cinemas em relação ao número de habitantes. Na década de 30, quando a capital gaúcha era a terceira cidade mais importante e mais rica do Brasil, houve um surto de surgimento de novos cinemas, com base na explosão da indústria cinematográfica de Hollywood. Um dos primeiros filmes sequenciais de ficção científica, Flash Gordon, fez muito sucesso entre nós. Em 1937 o "celulóide que marca uma nova era" estava passando no cinema Carlos Gomes. A criação de Alex Raymond atraia verdadeiras multidões à casa. Reprodução do arquivo do jornal Correio do Povo pertencente ao Arquivo Histórico de Porto Alegre.