Jardim Botânico, Porto Alegre. Fundado em 2006 por Vitor Minas. Email: vitorminas1@gmail.com
segunda-feira, junho 10, 2019
domingo, junho 09, 2019
O futebol feminino já era reconhecido na Alemanha em 1970
O futebol feminino é, hoje, algo tão comum que muitas vezes nos surpreendemos, ao olhar para trás, pelo fato de ter causado sensação e até rejeição em seus primórdios. Bem antes de Marta, Formiga e companhia, as jogadoras, no início dos anos setenta, enfrentavam desconfiança e não raro duvidava-se da sua feminilidade - o caso do Brasil. Mas a Alemanha - quase sempre, um passo à frente - foi um dos primeiros países a aceitar isso com normalidade, como se vê nesta notícia do jornal Correio do Povo, de Porto Alegre, de dezembro de 1970 - ano em que a seleção masculina brasileira foi tricampeão mundial no México. Reprodução do Correio do Povo.
sábado, junho 08, 2019
sexta-feira, junho 07, 2019
quinta-feira, junho 06, 2019
terça-feira, junho 04, 2019
segunda-feira, junho 03, 2019
Heleno de Freitas, a Gilda sempre prestes a explodir como uma
bomba de hidrogênio
Em um país em que a maioria dos jogadores é feia, mestiça, de
origem plebeia e com escassa bagagem cultural, o caso de Heleno de Freitas se
destaca em sentido contrário. O craque do Botafogo, considerado um dos grandes
jogadores da América do Sul naquela primeira metade do século 20, não só era
culto – culto, formou-se em Direito e falava várias línguas – como também era
bonito e charmoso como um galã de novela. Mineiro de nascimento, filho de um
rico plantador de café, Heleno de Freitas faz parte da história do futebol
brasileiro mais por seu modo de vida do que por seu festejado futebol elegante.
Um dos grandes artilheiros do Botafogo e segundo maior ídolo do clube depois de
Garrincha, em 1946 foi apelidado de Gilda por seu temperamento explosivo e
imprevisível e não por sua ambiguidade sexual, que aliás não existia. Gilda é
um clássico do cinema, interpretado por Rita Haywoorth.
Mulherengo, bom de copo e de boemia, integrante, no Rio, do
célebre Clube dos Cafajestes, o atacante teve muitas e belas mulheres, entre os
quais, dizem, se incluiria a então primeira dama da Argentina, Evita Perón, isso
na época em que jogou pelo Boca Juniors.
Heleno morreu em novembro de 1959, com apenas 39 anos de
idade, sifilítico e louco, em um hospício de Barbacena, Minas Gerais.
Artilheiro do campeonato sul-americano de 1946, nunca ganhou nada de importante
pelo Botafogo - seu único título carioca é pelo genial Vasco de 1949, base da
seleção brasileira do ano seguinte.
Criticado, atacado, mas também invejado, Heleno de Freitas
sempre foi um prato cheio para os jornalistas e radialistas da época, que
adoravam falar da sua vida pessoal e dos seus variados escândalos. Isso, é
claro, fez com que não fosse convocado para a Copa do Mundo de 1950, no Brasil,
a primeira que perdemos em casa.
Em A Comédia do
Futebol, artigo publicado em 13 de outubro de 1951, um ano depois da Copa,
na Revista do Globo, o jornalista carioca Ubirajara Mendes, com seu texto
ferino, traçou um perfil bem humano do selecionado que fracassara naquele
célebre Maracanaço contra o Uruguai. De Heleno escreveu o seguinte:
“Certa vez o impetuoso
centro-avante Heleno de Freitas, talvez por motivos bem justificados,
irritou-se fortemente em campo, e armou uma rixa. O juiz apita. Suspende-se o
jogo e entabulam-se as clássicas “conversações”. Os jogadores envolvidos no
caso dão esclarecimentos. Os dirigentes de ambos os clubes vão para o gramado e
por fim volta a reinar a paz. O árbitro adverte Heleno e a partida recomeça.
Dias depois outro embate futebolístico é interrompido por uma disputa. E nas
arquibancadas começam os comentários:
- Que foi. Ah, é o
Heleno! É a mania dele. No domingo
passado foi a mesma coisa. Esse rapaz explode por nada...
E assim nasceu a “mania
de Heleno”. Tornou-se ele, para todos os efeitos, o explosivo, o irritadiço,
com um sistema nervoso feito de fios elétricos. Na maioria das vezes é o
público que se encarrega de criar um traço característico que associa sempre à
pessoa de um determinado craque. E o jogador termina por cultivar o “dom” que
os torcedores descobriram nele. É uma maneira de dar relevo à sua
personalidade, fator importantíssimo para quem deseja fazer ou conservar um
cartaz. O caso de Heleno é típico. Com a adesão franca da torcida, ele se
transformou numa bomba de hidrogênio pronta a explodir a qualquer momento.
Depois que apagaram seu nome do futebol carioca, muitos fãs sofreram mais do
que o excelente craque. Alguns dizem até que perdemos o último Campeonato do
Mundo porque abandonamos Heleno. Acrescentam que Obdulio Varela não aguentaria
vinte minutos como marcador do temperamental dianteiro... “ (V.M.)
sábado, junho 01, 2019
Um edifício de classe média, sem lixeiras?
Um sobrinho meu, que recentemente seguiu para o Nordeste, onde realiza um trabalho religioso e assistencial, contraiu dengue - ele e a esposa. Estavam em um bom apartamento, em uma cidade na Grande Recife, quando foram infectados, e eu - como ex-dengoso - bem sei o que é isso. Peguei dengue em Vitória, em meados dos anos noventa, um pouco antes de vir para Porto Alegre, onde o mal se manifestou em sua forma total: senti dores por todo o corpo, principalmente nos ossos e nas juntas e até na cavidade ocular, além de muita sede e sono, e assim fiquei por mais de um mês, tempo excessivamente longo na cronologia da doença. Na época, em todo o Rio Grande do Sul, havia cerca de uma dúzia de casos de dengue registrados, todos provindos de fora - ou seja, não autóctones, não contraídos aqui. Hoje a situação mudou, houve centenas, milhares de casos nos últimos dez anos, quase todos, se sabe, culpa do "mosquito local".
A dengue que peguei deve-se ao meu vizinho, um engenheiro de estradas que morava no apartamento acima, uma cobertura, onde mantinha uma espécie de floresta de plantas, que irrigava a todo momento, deixando água estagnada de sobra - o paraíso para os mosquitos.
No caso do meu sobrinho e da sua mulher o que me chamou a atenção é que, segundo ele contou, também surpresa para mim, em seu edifício - de classe média - não há coleta de lixo regular e sequer uma lixeira central. As pessoas pegam suas sacolas de detritos e as levam a uma calçada próxima, onde são dispostas no meio-fio, até que sejam recolhidas pelo caminhão de lixo - que, aliás, não passa todo dia. Não estou falando mal do Nordeste, longe disso, até porque conheço a realidade das vilas de Porto Alegre, onde acontece até coisa pior, com a ressalva que são vilas populares e pobres e não um condomínio confortável e bem estruturado. Realmente, é até chocante saber que existem coisas assim - edifícios que não têm lixeira e é preciso levar os rejeitos e deixá-los na rua. Dada a situação, ser picado pelo mosquito da dengue é mais do que natural - é previsível e inevitável. Bem Brasil. (Vitor Minas)
quarta-feira, maio 29, 2019
Campanha do Agasalho no Jardim Botânico neste domingo
A comunidade judaica de Porto Alegre promove neste domingo, 2 de junho, a oitava edição do Dia da Solidariedade (Iom Mitzvá). Na ocasião, serão recolhidas doações para a Campanha do Agasalho, com o auxílio de aproximadamente 300 voluntários da comunidade judaica. A iniciativa tem o apoio da Federação Israelita do Rio Grande do Sul.
A concentração terá início às 9h no Colégio Israelita, na avenida Protásio Alves, 943. Das 10h às 14h, caminhões percorrerão oito bairros da cidade para que moradores façam as doações: Auxiliadora/Mon’t Serrat, Bom Fim, Jardim Botânico, Santana, Rio Branco/St. Cecilia, Floresta, Petrópolis e Moinhos de Vento.
Haverá também, durante o dia, um ponto de arrecadação no Colégio Israelita. A entrega oficial das doações para a prefeitura será as 15h. O Iom Mitzvah surgiu em 2012 em Porto Alegre e já arrecadou 190 mil peças de roupas. (Fonte: Blog do jornalista Felipe Vieira)
sexta-feira, maio 17, 2019
sexta-feira, maio 03, 2019
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