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segunda-feira, março 31, 2014

Son Salvador, o Estado de Minas, A Charge Online

sexta-feira, março 28, 2014

Benito de Paula lesado no show em São Borja

Existia uma época (e talvez exista até hoje) em que os cantores que se apresentavam em shows pelo interior do Brasil, incluindo o Rio Grande do Sul, tinham que tomar muito cuidado e ficar muito espertos com empresários desonestos que, não raro, na maior cara de pau, fugiam com o dinheiro da bilheteria e deixavam os artistas a ver navios. Neste caso, o de Benito de Paula, em 1976, o sujeito levou o dinheiro antes do espetáculo - Benito, para não ficar inteiramente de mal com o público, subiu ao palco, em São Borja, na Fronteira, e cantou de graça durante quinze minutos, conforme noticiou o Correio do Povo. Já em Cachoeira do Sul o problema foi uma confusão no show de Maria Creusa. 
Na época Benito era um dos artistas de maior sucesso no Brasil e um dos que mais vendiam discos.
Pelicano, em A Charge Online

quinta-feira, março 27, 2014

Acidente aéreo em Bagé deixa 40 mortos, entre eles o secretário Vieira da Cunha: 1957

Menos de sete anos depois do acidente com o Constellation da Panair do Brasil, em 28 de julho de 1950, e que deixou 51 mortos no choque contra o rochedo do Morro do Chapéu, em Sapucaia, o Rio Grande do Sul viveria outra grande tragédia aérea: foi em 7 abril de 1957, em Bagé, quando o avião da Varig "Curtiss-Comander" que vinha de Santana do Livramento com destino a Porto Alegre caiu em chamas na cabeceira da pista do aeroporto Comandante Cramer (nome do piloto do avião Lodestar que morreu junto em o senador Salgado Filho, dois dias depois do ocorrido com o Constellation, em 50) e matou 40 pessoas. Entre as vítimas estava o secretário de Educação do governo estadual de Ildo Meneghetti, Liberato Salzano Vieira da Cunha. Descobriu-se depois que o avião carregava, também, oito quilos de ouro.
Na reprodução acima, a notícia na Folha da Tarde. Abaixo a reprodução da matéria publicada na Revista do Globo.
Reprodução da Folha da Tarde





Duke, em A Charge Online.

Hoje Renato Russo faria 54 anos, e Mariah Carey faz 44.

Hoje Maria Schneider faria 62 anos

Maria Schneider (Paris27 de março de 1952 - Paris3 de fevereiro de 2011) foi uma atriz francesa. Ficou conhecida pela sua personagem Jeanne ao lado de Marlon Brando no filme O Último Tango em Paris de 1972.
Seu verdadeiro nome era Marie Christine Gélin. Era filha da modelo romena Marie Christine Schneider e do ator francês Daniel Gélin. Casado com a atrizDanièle Delorme, Gélin só reconheceu a filha quando ela já era uma adolescente.1 Por essa razão, a atriz adotou o nome de sua mãe ao começar sua carreira no cinema.
Faleceu no dia 3 de fevereiro de 2011, de câncer2 Foi sepultada no Cemitério do Père-LachaiseParis na França. (Wikipedia)
Maria Schneider no final da vida.

terça-feira, março 25, 2014

Ieda Maria Vargas: Miss Porto Alegre, Miss Rio Grande do Sul, Miss Brasil e miss Universo de 1963. Foto publicada na Revista do Globo.
Hoje a inesquecível Leila Diniz estaria fazendo 69 anos. Isso mesmo. Ela morreu muito precocemente, em 1972, aos 27 anos, em um acidente aéreo, na Índia, deixando uma filha.
nani, em A Charge Online

Presidente Geisel se engana e troca cabine de votação por banheiro

Os tempos da ditadura militar não eram só tempos repressivos - eram tempos ridículos, sobretudo. Nesta matéria, do Correio do Povo, o porta-voz Rubem Ludwig, da presidência da República - exercida então pelo general Ernesto Geisel - considera "intolerável" uma nota do jornal oposicionista Em Tempo, noticiando que o supremo mandatário da república, nas eleições de novembro de 78, enganou-se de local na hora de votar (só se votava para prefeitos, vereadores e deputados estaduais e federais - governador e presidente jamais): em vez de se dirigir para a cabine de votação, atrapalhou-se e foi até o banheiro... O que hoje não ganharia nem uma nota cômica no programa do Pânico (e que nem poderia ser interpretada como crítica ou muito menos ofensa), era motivo de se apreender um jornal, retirando-o das bancas, com enormes prejuízos materiais. Eram os tempos e os costumes dessa época que hoje parece tão primitiva. 

Esperidião Amim de cabelos e barba, em novembro de 1978

Esperidião Amim foi um dos mais importantes políticos de Santa Catarina. Prefeito de Florianópolis, governador desse importante Estado da federação, tornou-se nacionalmente conhecido pela sua calva reluzente. Só que, em novembro de 1978, aos 30 anos, Amim era bem diferente fisicamente - como se pode ver nesta foto, tirada e publicada no Correio do Povo, de Porto Alegre, logo depois das eleições de 15 de novembro daquele ano. Nela, Esperidião não só aparece com cabelos como também de barba. É, o tempo passa...

segunda-feira, março 24, 2014

Incêndio das Lojas Americanas: a tragédia de Porto Alegre que matou cinco moças no final de 1973

Naquele início de feriadão de final de ano, em 29 de dezembro de 1973, um sábado, Porto Alegre viveu um dos episódios mais chocantes da sua história - e que está bem presente na memória da população: o trágico incêndio acontecido nas lojas Americanas, uma das mais tradicionais e conhecidas redes de varejo do País. O fogo iniciou de repente, na rua da Praia, a poucos metros do que é hoje a "Esquina Democrática", se propagou com grande rapidez e encurralou no banheiro cinco funcionárias, com pouco mais de 20 anos, que morreram abraçadas, encurraladas pela fumaça e pelas chamas e vitimadas, sobretudo, pela absoluta falta de normas e medidas de prevenção a sinistros no Brasil dos anos setenta. Elas participavam de uma festinha de confraternização. Uma, que seria a sexta vítima, criou coragem, pulou do alto, quebrou a bacia, ficou paraplégica, mas salvou-se. Os bombeiros, mal equipados, heroicos como da maioria das vezes, não encontraram hidrantes para ligar suas mangueiras e tiveram de recorrer às distantes águas do Guaíba. O prefeito da época era Telmo Thompson Flores, que - entre qualidades e defeitos - cobriu a cidade de obras de asfalto e cimento.
A tragédias das Americanas gerou muitas notícias, protestos e reivindicações. Porém, tal como hoje, tudo ficou no campo da retórica, e nada foi aprendido com o episódio, tanto que, dois anos e meio depois, seria a vez da maior de todas as tragédias, o incêndio das Lojas Renner, também no centro, com 41 mortos. O cenário era o mesmo: edifícios sem as mínimas normas de prevenção, com janelas gradeadas que os transformaram em verdadeiras gaiolas, impedindo a ação dos soldados do fogo. No final da noite da mesma data o secular mercado público de Porto Alegre também pegaria fogo - algo que se repetiu em 2013. Em primeiro de fevereiro de 1974, dois meses depois do ocorrido na rua da Praia, aconteceria o maior de todos os incêndios brasileiros (só superado, em 2013, pelo da boate Kiss, em Santa Maria, RS), o do edifício Joelma, em São Paulo, com 188 mortos.
Reprodução do jornal Correio do Povo, coleção do Arquivo Histórico Municipal de Porto Alegre Moysés Vellinho.
Pater, A Charge Online

domingo, março 23, 2014

Ieda Maria Vargas na boca do tubarão

Ieda Maria Vargas, hoje uma senhora, colocou a cabeça na boca de um tubarão, em Miami, naquele inesquecível mês de julho de 1963, quando a belíssima gaúcha de Petrópolis se consagrou como a Miss Universo 1963. Reprodução do Correio do Povo.
Nani, em A Charge Online.

sábado, março 22, 2014

Paixão. A Charge Online.

sexta-feira, março 21, 2014

Carmen Miranda em Porto Alegre no dia 20 de junho de 1935, cantou na Rádio Difusora

No dia 20 de junho de 1935, uma quinta-feira, Carmen Miranda, que ainda não era a grande artista internacional que depois se tornou, passava por Porto Alegre, vinda de Buenos Aires, onde realizou uma série de shows. Bem disposta, sempre muito simpática, foi recebida no aeroporto da Panair, em Gravataí, por artistas locais e pelo pessoal da Rádio Difusora, que entregou-lhe flores e onde ele deu uma canja, cantando. Carmen dormiu na cidade, no Novo Hotel Yung, antes de seguir de volta ao Rio a bordo do avião da Panair. Clique na matéria do Correio do Povo para tentar ler a notícia.

Odair José foi preso no interior do Rio Grande do Sul

Trinta e cinco, quase trinta e seis anos atrás, o cantor e compositor Odair José - que, na época, fazia um tremendo sucesso como cantor brega e estava longe de ser o "cult" de hoje - foi preso na cidade de Ijuí, no interior do Rio Grande do Sul. O motivo da sua prisão teria sido o fato de estar depredando placas de sinalização de trânsito, conforme se vê nesta notícia do Correio do Povo de 26 de outubro de 1978. Odair estava fazendo um show na cidade, na boate Las Vegas.
Miguel, no Jornal do Commercio, Recife.
Hoje Ayrton Senna faria 54 anos.

Borregaard causa noite infernal na Porto Alegre de 1978

Já nem mais se fala, e muitos nunca ouviram falar na Borregaard, uma empresa norueguesa que se instalou na cidade de Guaíba, vizinha a Porto Alegre, no início dos anos setenta, contando com generosos incentivos oficiais do governo brasileiro. Vista, de início, como um empreendimento capitalista benéfico para a economia gaúcha, saudada pela imprensa, a fábrica de celulose que veio da terra dos Vikings logo mostrou que não dava a mínima para os nativos e que, contando com apoios poderosos, faria o que queria e, de forma alguma, investiria em equipamentos contra a poluição horrorosa que logo passou a gerar - algoque fazia em terras do Primeiro Mundo.
O episódio da Borregarad, por outro lado, teve o mérito de motivar a consciência ecológica sulina e de mobilizar grandes nomes, como José Lutzenberger, presidente da Associação gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural, AGAPAN, entidade que liderou a luta contra a indústria que se tornou um verdadeiro acinte à população da Capital e imediações.
Durante anos, a Borregaard, com seu horrível fedor de ovo podre, foi um tormento sem fim que constrangeu autoridades e políticos de todos os partidos e mostrou que o regime militar da época tinha, sim, seus esquemas vergonhosos de proteção e acolhimento do grande capital. Mais tarde, quando foi "nacionalizada", a empresa nórdica foi comprada pelo Montepio da Família Militar, e presidida por um general - Breno Borges Fortes. Somente nos anos oitenta é que se conseguiu dar um fim à poluição olfativa e das águas do Guaíba e da Lagoa dos Patos.
O Correio do Povo, nos anos setenta, moveu uma campanha contra a Borregaard, como se vê em inúmeras notas e matérias publicadas no jornal, entre as quais esta que reproduzo, datada de agosto de 1978.  

sábado, março 08, 2014

Duke, em A Charge Online

Hoje, se estivessem vivas, fariam aniversário Cyd Charisse e Hebe Camargo

sexta-feira, março 07, 2014

Hoje Nívea Maria faz 67 anos.

quarta-feira, março 05, 2014

Hoje Carlitos Tevez faz 30 anos. 

A gente não tem um pingo de liberdade. Isso poderia ser um atentado á segurança nacional!

Não há mais riscos de ditadura no Brasil - embora alguns, para justificar seus ilícitos atuais, tentem evocar esse fantasma risível.  Porém em outros tempos, outra cultura, outro mundo, a ditadura militar brasileira, ridícula como todas as ditaduras, baixava o nível ao ponto de proibir camisetas de serem usadas, ou até mesmo produzidas. Em 1975, quando o movimento de 1964 fazia 11 anos, uma loja da cidade de Niterói, no Rio de Janeiro, quase entrava na lei de Segurança Nacional por expor em sua vitrine uma peça de roupa com os dizeres "a gente não tem nem um pingo de liberdade". Pior de tudo: aquilo virou notícia e quase deu cadeia... Que tempos babacas, hein.
Coleção Correio do Povo do Arquivo Histórico de Porto Alegre.
Duke, em O tempo, MG. A Charge Online

terça-feira, março 04, 2014

Grêmio, campeão de 1960

Em 1960 o Grêmio, treinado por Osvaldo Rolla, o Foguinho, conquistava o seu quinto título consecutivo estadual, interrompido no ano seguinte, 61,  para o Internacional. O clube da Azenha foi recuperá-lo nos anos de 62, 63, 64, 65, 66, 67 e 68, o hepta tricolor. O poster acima foi publicado na Revista do Globo, de Porto Alegre, publicação esta que durou até o verão de 1967.
O time de 1960 tinha nomes como Airton e Juarez, sem contar a belíssima e moderna camisa tricolor da época, bem próxima dos modelos atuais. 

segunda-feira, março 03, 2014

Delegacia de Costumes em franca mobilização contra os "engraçadinhos dos cinemas"

Em 1955, obviamente, a moral e os bons costumes eram outros, e para velar por eles existia a Delegacia de Costumes, organismo policial que, naquele momento, se ocupava em autuar e repreender os "engraçadinhos dos cinemas". Tal categoria compreendia mocinhos bonitos, jovens metidos a galanteadores baratos, alguns contando piadinhas, dizendo palavrões ou mesmo passando a mão nas moças, aproveitando-se do escurinho reinante nas salas de exibição (certamente muitos pagavam o pato e eram injustiçados pelas moçoilas vingativas). Nesta matéria do Correio do Povo o delegado de Costumes de Porto Alegre mostrava que não estava para brincadeiras. Inclusive já havia pego vários "engraçadinhos", cujos nomes - vejam só a época - foram publicados pelo jornal, inclusive com o endereço. Certamente grande parte deles já não vive mais, ou não está mais em idade de ser "engraçadinho"...

Com Loureiro da Silva era assim, em junho de 1941

Em junho de 1941, durante o Estado Novo, ao término da grande enchente que devastou não somente a capital gaúcha como grande parte do Estado - a Grande Enchente de 1941 (ver revista a respeito "Águas de Maio", de Vitor Minas) - os proprietários de empresas de ônibus e dos serviços de transporte da época tentaram se aproveitar da desgraça geral para fazer o que bem entendiam e ganhar mais alguns trocados, aumentando tarifas ao bel-prazer e alterando os itinerários de seus carros. Irritado, o enérgico e competente (favorecido, é claro, por vivermos em uma ditadura) prefeito de então, José Loureiro da Silva - para muitos o melhor prefeito que já assumiu o Paço municipal - mandou apreender vários ônibus e ameaçou os exploradores com a pena de prisão. Bem diferente do que se viu na última greve dos rodoviários de Porto Alegre, um conluio com os patrões que prejudicou a população durante longos quinze dias e que resultará em mais um aumento da tarifa.



Zico faz hoje 61 anos, Angela Vieira faz 62.Kelly Key completa 29 e Débora Blando 45.
Cazo, Commercio de Jahú. A Charge Online

sábado, março 01, 2014

Os chineses passam a tomar Coca-Cola: 1979

Em janeiro de 1979, trinta anos depois que a China se tornou comunista à força das armas, o mais populoso país do mundo virava notícia pelo fato de estar consumindo Coca-Cola. O símbolo maior do capitalismo e do consumismo ocidental passou a frequentar os bares, mercados e restaurantes chineses graças ao início da liberalização econômica do país de Mao-Tsé-Tung, falecido em 1975. Os chineses, porém, já conheciam o refrigerante antes de 1949, quando viviam uma confusa época de lutas que opôs os nacionalistas de Xian-Kai-Shek, de visão capitalista, aos revolucionários marxistas liderados por Mao - e estes, como se sabem, venceram.
A abertura da China à Coca-Cola foi muito comentada naquela época, final dos anos setenta, embora ninguém pudesse prever que o grande país asiático avançasse no rumo que hoje tomou e que o comunismo, tal como existia em muitas nações, especialmente a União Soviética, praticamente acabasse no início dos anos noventa. A matéria é uma reprodução do Correio do Povo, de Porto Alegre, coleção do Arquivo Histórico Moyses Vellinho de Porto Alegre.
Nani, em A Charge Online