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segunda-feira, agosto 17, 2015

Uma Porto Alegre dividida entre "anglófilos" e "germanófilos"

Em março de 1941 o Brasil - que vivia então o Estado Novo de Getúlio Vargas - ainda mantinha-se oficialmente neutro no tocante às forças que combatiam na Grande Guerra, conflito se desenvolvia na Europa e África, principalmente. Mas, no Rio Grande do Sul e sobretudo em sua capital, a população dividia-se entre "anglófilos" e "germanófilos", cada qual torcendo fervorosamente para um lado, como se fossem verdadeiros times de futebol. O cinema vivia seu auge nos anos quarenta e Porto Alegre contava com quase 30 casas de exibição, todas exibindo várias sessões ao dia. O cine mais luxuoso era o Vera Cruz, o único com cadeiras estofadas. Precedendo as grandes películas de Hollywood, os "jornaes", ou "espetáculos de guerra, faziam o maior sucesso, mostrando em imagens o que estava acontecendo de fato no teatro de guerra, como se vê nesta anúncio publicado no Correio do Povo. Tais documentários levavam meses para chegar ao Estado, vindo muitas vezes pela Argentina.

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