Nove horas da manhã e o calor já é infernal em Porto Alegre. Considerando que na verdade são oito horas, já que nos roubaram uma hora por conta do famigerado horário de verão, considerando isso, dá pra dizer que o período da tarde vai ser tenebroso.
Transpiro às bicas, como sempre. Talvez seja um distúrbio hormonal, sei lá, mas sempre foi assim. As pessoas se impressional como o nível do meu suor, especialmente na testa. Felizmente não transpiro nas axilas - acho danado aquelas manchas de suor na camisa que exibem alguns homens, e que dá uma idéia de sujeira e de falta de higiene.
Dizem que suar é bom - é bom suá etc. Dizem que elimina toxinas, tira a sujeira do organismo pra fora, mas esses dias ouvi um médico dizer que não é nada disso, que suor é só água e bla-bla-bla. Pois acredito sim que o suor elimina detritos do nosso organismo.
Por exemplo, quando bebo muita cachaça com biter, a pele dos meus braços fica cheirando a biter. Verdade. E quando bebo cachaça com menta - como bebia lá na serra - a pele, um dias depois, se não tomasse banho, é verdade, ficava cheirando a menta.
Culpa do meu organismo peculiar e também - especialmente - do verão de Porto Alegre, um verãoamazônico, úmido, que desejo apenas aos meus inimigos. Ficar na cidade nesta época do ano é só para dois tipos de gente: os que têm que ficar, por compromissos, e os pelados, os fudidos, que não têm grana para cair fora - ir à praia ou à serra. Que clima, o nosso: deu um inverno rigoroso, e agora este calor "senegalesco", como se dizia não faz tanto tempo.
A cidade já está esvaziando, e vai ficar ainda mais deserta depois do dia primeiro. Não gosto de verão (já gostei, confesso) porque ele acaba comigo, me tira o ânimo, me desfaz por inteiro. É a época dos mosquitos, das baratas, das moscas, dos ratos. O inverno, no meu entender, é a realidade - o verão não é real, tudo sai do ritmo. E o verão, nesta época, não significa só suor e indisposição como aquelas coisas abomináveis: musiquinhas de Natal, propagandas babacas falando em felicidade, em realização de sonhos, em solidariedade, Papai Noel, gente gastando o que não tem, as abomináveis reuniões familiares em que tudo acaba mal etc.
A tevê, por exemplo, se transforma em filmes idiotas, em notícias fabricadas, sem falar que logo vem o tal do Big Brother. Esse sim é de lascar - a gente muda de canal e não adiante, tem a tal da A Fazenda e outras porcarias do ramo. Pior: logo vem os sambas enredos e os clipes das escolas de samba do Rio e até de Porto Alegre.
Hoje de manhã, como sempre, liguei nas rádios AM e tinha um cientistas, que não era daqui, falando no aquecimento global, no efeito estufa, na conferência de Copenhague, no CO2. O cara, para surpresa de todos, disse que isso tudo é balela, é jogada política, que o CO2 não interfere bosta nenhuma no clima e que na realidade estamos vivendo uma época de resfriamento do planeta. Isso mesmol: nada de aquecimento e sim de resfriamento. Até achei que faz sentido. Só que nenhum coleguinha entrevistador, até onde eu ouvi, fez a pergunta elementar: se a terra não está aquecendo e sim resfriando por que é que as geleiras dos pólos estão derretendo? Pergunta elementar, mas não fizeram. Quer dizer que a Terra está esfriando e os pólos estão derretendo e os oceanos subindo?
Jornalismo, por aqui, é feito por uns caras fraquinhos. E os melhorzinhos, ou menos ruins, são de uma vaidade e auto-suficiencia tão grande que a gente se enfara. Vejam o caso daquele Diego Casagrande e do outro - o que fala grosso e depois faz vozinha de falsete. Felipe, se nãome engano. Os caras são passáveis mas enojam a gente lendo as "mensagens" e os torpedos dos ouvintes elogiando eles próprios. Os caras não tem o mínimo pudor de ler coisas tipo "vocês são maravilhosos", "este programa é espetacular", "Você é o melhor jornalista do Rio Grande", e por aí afora. Caramba, será que não poderiam pegar mais leve, fazer como aquele radialista de São Paulo, o Cláudio Zaidan, que lia o nome do ouvinte e agradecia "as considerações". Bem assim: não lia o elogio, só "agradecia as considerações". Fica bem melhor, eu acho.
O Rio Grande, no fundo, é uma capelinha de caipiras, se é que dá pra usar o termo. É naquela base do "você me elogia que eu te elogio". Na área cultural, então, a coisa é incrível. Aquele Ruy Carlos Ostermann, que chamam tanto de "professor" pra cá, professor prá lá, tem um programa na Rádio Gaúcha em que todos os entrevistados são tratados como gênios e todo mundo que é citado é considerado maravilhoso. Além disso o cara é afetado, cheio de exclamações e de "meu querido". É um paetê só. Talvez esse Professor até seja boa gente, mas acho que ele, no fundo, não passa de um enrolador e de um afetado. Um enganador. E todo mundo aceita. É o queridinho do meio cultural. Pois é - é a cara do gaúcho portoalegrense e da sua "cultura". Isso dá mais assunto e vai longe. Deixa pra lá. (Conselheiro X.)

Ao alto, as latas apreendidas. Ao meio, o navio Solana Star, leiloado depois. Abaixo, dois moradores do JB que encontraram o produto.
Localizada na avenida Ipiranga, no Jardim Botânico, a Fundação realiza pesquisas na área de saúde pública.
Hervè: geólogo da Petrobrás que se apaixonou por um campo.
Em maio de 1941, em plena Segunda Guerra Mundial, todo o estado do Rio Grande do Sul foi castigado por uma enchente sem precedentes, proporcionalmente maior das que atingiram Santa Catarina nas últimas semanas, embora com menor número de vítimas fatais.


Nesta área, no passado, havia vários campos de futebol, com torneios muito disputados.
Na inauguração, Arthur Moreira Lima
A inauguração do Bourbon foi uma solenidade e tanto: naquele dia 16 de novembro de 1998 mais de 2 mil pessoas se acotovelaram na esquina da Ipiranga com Guilherme Alves para assistir aos festejos e aos discursos.
Primeiramente, o consagrado pianista carioca Arthur Moreira Lima executou o hino nacional brasileiro. A orquestra e o coral da PUC também se apresentaram para o público e para uma comitiva de autoridades que incluía o prefeito em exercício de Porto Alegre, José Fortunatti. A matriarca da família Zaffari, dona Santina, viúva do fundador Francisco José, fez o corte da fita inaugural, tendo ao seu lado o diretor-superientende da Cia Zaffari, Marcelo Zaffari. Disse Marcelo: “Este shopping é uma flor com pétalas de concreto e vidro que se abre no bairro Jardim Botânico para tornar Porto Alegre ainda mais bela e agradável”.
PRÉDIO INTELIGENTE – Concebido pelos mais modernos padrões arquitetônicos, tendo em vista a satisfação e o bem estar dos clientes e visitantes, o Bourbon ocupou 1350 empregados diretos na sua construção. O terreno tem 39 mil metros quadrados (dos quais o hipermercado ocupa 10,8). Um sistema de última geração controla toda a infra-estrutura do prédio: climatização, segurança das portas, rede hidráulica e até a refrigeração automática dos alimentos. A energia elétrica é garantida por três subestações que atendem de forma independente os cinemas, o shopping e o hipermercado.
O Borbon faz parte dos chamados “prédio inteligentes”, tanto que, em caso de queda da energia elétrica, ela é automativamente ativada por um sistema automático que garante energia contínua por mais 24 horas, bem como a regulagem da temperatura do ar condicionado central. A obra, que revolucionou a vida do Jardim Botânico, trouxe inúmeros benefícios para a comunidade. A ponte sobre o Dilúvio, na Guilherme, por exemplo, foi construída naquela ocasião, em uma parceria entre a empresa e a Prefeitura. Também foram asfaltadas as ruas em volta do complexo, foi aberta a 18 de Setembro para o tráfego e se investiu em iluminação pública e em obras do esgoto cloacal na Guilherme Alves, na 18 de Setembro e na avenida Ipiranga. Por outro lado, a associação dos moradores (da época) acompanhou de perto todo o processo de instalação. Em reunião com representantes da Cia Zaffari, a AMAJB (conforme a então secretária Laura Ferreira) cadastrou cerca de 500 moradores do bairro e imediações que desejassem trabalhar ali, sujeitos posteriormente ao processo de triagem e seleção.


Padre Paulo: "Uma igreja com cara de igreja".




Quem foi, afinal, o doutor Salvador França, que dá nome a uma das mais importantes artérias do Jardim Botânico, hoje parte integrante da Terceira Perimetral? Riacho Ipiranga: o Jardim Botânico, antiga Vila São Luiz, nasceu às suas margens, como parte do "Vale do Sabão".
Vista aérea do HSL: inaugurado em 1976, é hoje um dos melhores de Porto Alegre.



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Foi pior e muito, muito mais assustador do que as principais cenas de "O Bebê de Rosemary", filme de Roman Polanski que fez (e faz) um tremendo sucesso no final dos anos sessenta. Assassinada a facadas, pendurada no teto, a atriz e mulher do diretor Polanski foi uma das cinco vítimas de um psicopata chamado Charles Manson (foto) e de sua "família" - na realidade uma seita satânica formada por jovens desajustados, "hippies" do mal, todos na faixa dos vinte e poucos anos, e que viam em Manson o seu profeta e guru, obedecendo-o cegamente.Na noite de 8 para 9 de agosto de 1969, na cidade de Los Angeles, Califórnia, um grupo de cinco discípulos de CM penetrou na mansão de Polanski (que estava viajando) e Tate, no elegante bairro de Bel Air, e consumou um dos mais chocantes e rumorosos crimes dos anos sessenta. Vestidos com roupas pretas e capuzes, os assassinos (dois rapazes e três moças) cortaram os fios de eletricidade e do telefone e deram início à matança. À exceção de um, que estava armado com um revólver calibre .22, os demais portavam facas. Sharon, 26 anos, teria implorado pela vida de seu filho, pois estava nos dias finais da gravidez de um bebê que se chamaria Paul. Suas súplicas, no entanto, foram inúteis. Os assassinos penduram o corpo da atriz em uma viga no teto, ao lado do de um outro amigo seu, e depois escreveram à sangue, na porta da casa, a palavra "pigs" (porcos).O crime - chocante, por si mesmo - atraiu a atenção da imprensa internacional por envolver uma jovem, bela e promissora atriz e seu marido, Polanski, que recentemente havia lançado o estrondoso sucesso "O Bebê de Rosemary", com Mia Farrow - a história de uma seita satânica que se apossa de um bebê, considerado o filho do Diabo.Ouvido por uma emissora de TV, o escritor Truman Capote - também recente sucesso com o seu romance de não-ficção "A Sangue Frio" - era da opinião de que havia um só assassino, provavelmente um maníaco sexual.Na verdade, errou feio, embora a polícia, nos primeiros meses, também não conseguisse chegar a resultados palpáveis.Nesse meio tempo, o pai de Sharon visitava acampamentos hippies, fingindo-se de um deles. Nesse mundo à parte, corria à boca pequena a história do crime; todos sabiam que aquilo fora praticado pela seita de Manson, que vivia em um rancho localizado em um vale próximo a Goler Canyon, arredores de Los Angels. Foi dessa comunidade satânica de mais de 20 pessoas - a "família" - que saíram os assassinos àquela noite.Manson, nascido em 11 de novembro de 1934, o líder da seita, tinha uma biografia apropriada para um psicopata: sua mãe foi abandonada pelo pai aos 16 anos de idade, quando estava grávida. Criado por uma avó materna, a princípio, depois por um casal de tios que não o suportava, acabou em reformatórios do Governo. Místico, racista, tinha poder absoluto sobre a seita. Condenado à morte um ano depois, teve sua pena permutada por prisão perpétua, que hoje cumpre.
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Quem quer aprender Kung-Fu, Tai Chi Chuan e Boxe Chinês tem uma boa opção no bairro: a Associação Gaúcha de Kung-Fu, academia (é uma empresa) que está há cerca de seis meses no Jardim Botânico (avenida Ipiranga, 3960, quase esquina com a rua Machado de Assis). Com cerca de 25 alunos atualmente, em local amplo (300 metros quadrados), funciona das 17 às 22 horas. O responsável é o professor Milton Fonseca (foto menor), que veio de Petrópolis - tinha academia semelhante na avenida Protásio Alves. Ele pratica Kung Fu há 27 anos e mantem outra academia, em Novo Hamburgo, no Vale dos Sinos.FRETES. Mauro. Tel.: 3339-2579 e 8145-4681.
ALMOÇO comunitário na igreja de São Luís, rua Guilherme Alves, Jardim Botânico. Neste domingo, 20, com galeto, massa com molho, maionese e salada verde. Apoio à construção da nova igreja. R$ 15,00.
VENDE-SE Poodle macho. Três meses, bicolor, duas vacinas. Desverminado. Luis - 3339-4209 e 9355-3353.
MATRICULE seu filho na escolinha de Futebol do Círculo Militar. Idade entre 7 e 16 anos. Início dia 5 de agosto. Inscrições na secretaria. 8427-6897 e 9303-7595. Rua Dona Inocência, 321, Jardim Botânico.
ALMOÇO comunitário na Igreja de São Luis, na rua Guilherme Alves. Dia 20, domingo. Galeto, massa com molho, maionese e salada verde. Apoio à construção da nova igreja. R$ 15,00.
VENDE-SE filhote de poodle. Micro toy. Com 35 dias. (51) 9227-6510 ou 9988-0572.
VENDE-SE Poodle. Macho. Três meses. Bicolor. Duas vacinas. Desverminado. Luis. 3339-4209 ou 9355-3353.
RO-LÊ. Passeador de Cães. Levamos: água, sacos para recolher dejetos e telefoene celular para emergências. Será preenchido um cadastro sobre rotina, saúde e temperamento do cão. Agendar visita. (51) 3336-0432 e 9116-2425.
VENDO linda roupa para a Dança do Ventre. Vermelha. 9223-0653.
* Para ver mais Classi X. vá rodando esta página.
*Laboratório de Mercado de Capitais da PUCRS realiza a palestra gratuita "Mercado de Opções". Nesta terça-feira, 15, das 18 às 19 horas, no sétimo andar do prédio 50 do campus central da Universidade, na avenida Ipiranga. Inscrições gratuitas www.labmec.com.br ou 3384-4449.
* Projeto Sobremesa Musical desta quarta-feira, 16, apresentará o Quarteto de Cordas da Orquestra de Filarmônica da PUCRS, com obras de Mozart. O evento acontece todas as quartas, com entrada franca, das 13 às 13h30min, no átrio da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, no prédio 9, do campus da avenida Ipiranga, 6681. www.pucrs.br/icm
* As Emoções e o Envelhecimento no olhar da Psicologia serão os temas no ciclo "Palestras para o IGG", aberto à comunidade, nesta quinta-feira, no terceiro andar do Hospital São Lucas da PUCRS (avenida Ipiranga, Jardim Botânico), Instituto de Geriatria e Gerontologia da PUCRS. A entrada é franca. Necessário inscrição prévia pelo Tel.: 3336-8153.






Neste sábado, a Escola Estadual Professor Otávio de Souza (Rua Afonso Rodrigues, 100) fez a sua festa "julina", com os tradicionais motivos caipiras. Bombou gente, entre alunos, pais, professores e comunidade. O tempo - céu azul, sol, calor - ajudou. Veja neste vídeo, gravado quando o festejo recém estava começando. Clique na seta para rodar o filme.
Bar do Paulão (ao fundo, com mesas vermelhas, na foto maior), na Valparaíso, esquina com Terceira Perimetral. Na foto do alto, o local onde existia o antigo "Armazém da Versa", também na Valparaíso, ainda hoje um ponto comercial.A torre não entende o piloto. O piloto não entende a orientação da torre. Nesse meio tempo, há uma troca de torres, pois os operadores do tráfego aéreo precisam atender a mais dois aviões que se preparam para pousar no aeroporto de Guarulhos. Na troca, uma torre não sabe a orientação que a outra passou e ninguém mais se entende - mas todos acham que está tudo bem.
Resultado: às 23h15min58 seg, o piloto do Learjet prefixo PT-LSD deixa de falar com a torre e, dois segundos depois, o avião se espatifa sobre a Serra da Cantareira, matando os cinco integrantes do grupo Mamonas Assassinas e mais dois tripulantes, também da equipe.
Esta é a conclusão de um relatório confidencial da Aeronáutica, ao qual a revista Veja teve acesso, e revelou em sua edição de 29 de maio de 1996, poucos meses depois do acidente com os Mamonas, na noite de 2 de março de 1996. O relatório é baseado na caixa preta e nas gravações.
Foi possível reconstituir o que aconteceu, especialmente nos últimos trágicos três minutos - e como, segundo a revista, "a incompetência e o azar mataram os Mamonas".
TUDO ERRADO - O avião decolou de brasília - onde fizeram o último show - quando faltavam dois minutos para as 10 horas da noite de 2 de março. A 15 minutos do pouso em Guarulhos, o Learjet perdeu contato com brasília e passou a comunicar-se com Guarulhos.
Está tudo normal, o tempo é bom, o vento também, e tudo indica que não haverá nenhum problema. Cinco minutos após o primeiro contato, a 40 km da pista, a torre pede ao co-piloto que informe a sua posição.
Aí, o início da tragédia: ele diz que é "180", mas não era. Era 170. A torre manda que vire 10 graus. Ele vira. Minutos depois a torre pede ao co-piloto para informar a velocidade do vento. Ele consulta o equipamento de bordo, que informa um vento de 400 km por hora - velocidade impossível, quase um tufão. Nesse momento, o co-piloto percebe que o equipamento não está funcionando e diz à torre que não tem condições de falar do vento. A torre concorda que a velocidade era um dado absurdo e o desconsidera. Até aqui, problema nenhum. As condições do vento eram normais.
Prossegue a revista, em sua matéria "Três Minutos Fatais": "Há tranquilidade no avião, tudo corre bem, mas os Mamonas estão a cinco minutos e 29 segundos da morte. O avião está a 18 km da pista."
(...) "Coisas estranhas começam a ocorrer. A torre informa que o Learjet está voando a 370 km por hora, velocidade maior até do que um Mirage em operação de pouco. Mesmo assim, limita-se a informar ao co-piloto sua posição e diz para, daí em diante, comunicar-se com outra central, a Torre Guarulhos. (...) "Sete segundos mais tarde o avião dos mamonas informa para a nova torre.
" - Sierra delta arremetendo.
"Começou o desastre. Faltam três minutos e 32 segundos para o choque. (...) "Agora quem fala com a torre não é mais o co-piloto Takeda. É o próprio piloto Jorge Luiz Germano martins, que será encontrado morto com o microfone no colo. Ele informa que levantará o avião e fará a volta para tentar o pouso de novo. A manobra é correta, só que o retorno deveria ser feito virando á direita. O piloto informa que fará "curva à esquerda" e a torre não o corrige, mandando "curva à direita". Em seguida, nova falha de comunicação.
" - Prossiga então para o setor sul - diz a torre.
" - Afirmativo, setor norte - responde o piloto.
" Estava tudo errado. A torre diz "sul" e o piloto entende "norte". Se fosse na direção "sul", o avião faria o retorno. Como ia na direção errada, rumava para a Serra da Cantareira. Havia ainda uma chance. O piloto, mesmo sem saber se ia para a serra, informa que fará a curva para ficar de novo, de frente para a pista. Se fizesse essa manobra, não haveria acidente. Mas a torre pede que não faça isso, pois há outros dois aviões prontos para pousar e terá de monitorá-los. Pede ao piloto que volte a comunicar-se com a torre original. À torre original, o piloto informa que, em vez de fazer a curva que pretendia, está "alongando a perna do vento", ou seja, está seguindo reto.
" - O.K. - diz a torre - mantenha a perna do vento
"Faltam dez segundos para a morte. O avião dos Mamonas não tem aparelhos de bordo para detectar obstáculos à frente. Segue reto. Não há nenhum sinal de pânico ou tumulto na tripulação. mas, para os passageiros, leigos no assunto, há motivo para tensão, pois o avião não pousou como deveria. mas ninguém suspeita que há uma enorme montanha ali na frente.
"- Afirmativo - diz o piloto, seguindo a orientação de manter-se em linha reta. Faltam dois segundos.
"O avião se estraçalha na Serra da Cantareira. Eram 23h16minutos."
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DANÇA DO VENTRE. Com a professora Lalla Ghull. Rua Barão do Amazonas, 792, Jardim Botânico. Tel.: (51) 8424-2122 e 8428-4684.

Clóvis: "Não somos contra a Tchê Music, eles até nasceram aqui".

* Projeto Sobremesa Musical desta quarta-feira, 9, apresenta um recital de canto e piano, intepretado pelo tenor Flávio Leite e o pianista Paulo Bergmann, com repertório de Bellini, Rossini e Tosti. O local é o átrio da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, prédio 9 do campus central da PUCRS. A entrada é franca e novas sugestões de músicas podem ser enviadas para o site www.pucrs.br/icm 
O crescimento do bairro (foto da Salvador França) trouxe moradores que ainda não se identificam com a sua história

No passado, o Clube Recreativo Americano era um dos locais de lazer do Jardim botânico, e seus bailes e festas deixaram saudades. Com um terreno restante, na rua Serafim Terra, 49, onde hoje é uma área baldia, o Americano pertence a uma época em que o nosso bairro tinha um perfil completamente diferente do atual - todo mundo se conhecia, as ruas eram de terra, a grande maioria das casas eram de madeira.
Época em que havia o Amazonas, o Universal, o Leal Santos, o Cometa, o Ararigbóia, e, mais adiante, o São Pedro - estes, todos, times de futebol. Já o Americano se destacava pela vida social. Por que não poderá ressurgir?, eis a pergunta. Veja este depoimento de Joel Duarte, 57 anos, contador aposentado, morador da rua Itaboraí.
* Clique na seta para ver o filme rodar.
* O Laboratório de Mercado e Capitais da PUC-RS está com inscrições abertas para o curso Apreenda a Investir na Bolsa de Valores - Ênfase na Análise Fundamentalista e Gráfica. O curso, que acontece nos dias 7,8 e 9 de julho, é destinado a profissionais liberais, executivos, investidores, professores e estudantes, e mostra os benefícicios de um planejamento financeiro pessoal, além de explicar o funcionamento do mercado de ações, de forma prática. Acesse www.labmec.com.br
* Quinta-feira: dia cinzento, nublado e úmido.



Padre Paulo, oficiando a missa, em um dia de comunhão (clique em cima da foto p/ ampliá-la)

* A FAMECOS, Faculdade de Comunicação Social da PUC-RS, promove hoje, às 19 horas, com entrada franca, no prédio 7, (campus da avenida Ipiranga) a sua sessão Teccine, com a exibição de filmes produzidos por alunos do Curso Superior de Tecnologia em Produção Audiovisual. Hoje serão exibidos "Tudo Bem", de Francisco Milano e Gabriel Dinnebier, "Longe de Casa", de Maria Clara Bastos, e "Fragmento do Bolo", de Paola Winck. Amanhã a sessão se repete, com novos filmes.

Seu Manoel Barros da Silva tem 81 anos, nasceu em Portugal e mora no Jardim Botânico desde os 13 anos de idade. Entre outras coisas, é testemunha ocular da construção do Conjunto Residencial Felizardo Furtado.
Mais que testemunha: trabalhou na obra, do seu início, no verão de 1974, até o término desta, em 1976. “Comecei e terminei. Foi uma obra rápida. Tinha mais de 2.500 pessoas trabalhando, em certa época”, conta ele. “A construtora foi buscar gente no interior e veio até uma turma de Santa Catarina”.
Funcionário do almoxarifado, durante 20 anos empregado da empreiteira Gus Livonius (que não mais existe, tal como era), ele recorda do ritmo intenso da construção e da seriedade como ela foi feita.
“A obra não parou nunca, eram dez horas da noite e tava chegando concreto. E o fiscal do Inocoop estava sempre junto, conferia pessoalmente cada detalhe e às vezes mandava desfazer e refazer porque não estava de acordo. Também havia muito cuidado com a segurança, tanto que não me lembro de nenhum acidente sério”, relata.
Outra coisa: os peões tinham alojamento no local e refeições no local, com café da manhã, almoço e janta. Seguindo um cronograma rígido, cada edifício era concluído inteiramente, partindo-se então para a execução de outro dos oito prédios. Um posto de vendas, no lado da rua Ferreira Viana, recebia a visitas dos interessados, que adquiriam os apartamentos confiando nas especificações da própria planta arquitetônica.”Quando terminou, tava quase tudo vendido”, assinala seu Manoel.
AMAZONAS – Residindo ainda hoje na Barão do Amazonas, seu Manoel pegou o Jardim Botânico em um tempo quase rural, a época da Vila Russa. “Meu pai tinha uma chácara na Salvador França. Lembro do Chico Tatão, os filhos dele tinham vacas de leite, no lado de cá da Salvador, que era de chão batido, quase não tinha casas, eu caçava passarinhos ali. A Ipiranga não existia, era só um caminho, e o arroio Dilúvio era um riacho desgovernado.”
As águas do arroio Dilúvio da década de 40 e 50 eram então límpidas, garante ele, e nelas se pegava cascudos, que alguns meninos vendiam nas ruas.
“Era uma água branquinha, limpinha”, recorda seu Manoel.
* Para conhecer a história do CRFF, acesse as postagens de "abril" e "maio".
Biblioteca: aberta à comunidade, inclusive para empréstimos. Dentre os alunos mais famosos, dizem, está o cantor Armandinho.