Quinta-feira, Julho 31, 2008

* A Academia da Polícia Civil (Acadepol) prorrogou até o dia 15 de agosto o prazo para as inscrições para o Segundo Concurso Literário "Outras Histórias da Polícia Civil". O objetivo da promoção é resgatar a história não oficial da Polícia Civil gaúcha, com textos de veracidade comprovada. O concurso é aberto a policiais civis, servidores e público em geral. Os textos devem ter no máximo duas páginas datilografadas ou digitadas em fonte 12, com três vias. O material deve ser colocado em um envelope com pseudônimo, recoberto de outro, com nome e endereço do concorrente. Informações pelo Tel.: 3288-9300 (Assessoria)

Os 20 anos do "Verão da Lata" e do Solana Star




Ao alto, as latas apreendidas. Ao meio, o navio Solana Star, leiloado depois. Abaixo, dois moradores do JB que encontraram o produto.


No dia 22 de setembro de 1987 um navio chamado Solana Star estava sendo perseguido pela Marinha Brasileira, apoiada por agentes do Drug Enforcement Agency ((DEA), órgão anti-drogas norte-americano. Acuados no litoral do Rio de Janeiro - Angra dos Reis - eles largaram toda a sua carga ao mar, a uma distância de 100 milhas marítimas do litoral e, em seguida, se dirigiram sorrateiramente ao porto do Rio, onde abandonaram o navio. A bordo ficou apenas o cozinheiro da embarcação, o norte-americano Stephen Shelkon - imediatamente detido e, depois, condenado a 20 anos de cadeia, cumpridos no presídio Ari Franco, do RJ.
O episódio do Solana Star virou lenda: navio procedente da Austrália (outros dizem que da Indonésia), com destino aos Estados Unidos, carregado com cerca de 20 mil latas de maconha (22 toneladas), (1,25 kg cada lata), das quais apenas 10% foram apreendidas - o restante foi jogado ao mar e acabou chegando às praias brasileiras, no trecho entre o Espírito Santo e o Rio Grande do Sul.
As latas continuaram chegando à costa até o mês de março, fazendo daquele verão (1988) o "verão da lata". Acondicionados em latas de alumínio, fechadas a vácuo, com canabis sativa de altíssima qualidade, foram - dizem muitos - o "último suspiro hippie do Rio de Janeiro" ("A maconha vinha do mar, como dádiva de Deus", comentou um consumidor). O carregamento teria sido feito no porto de Cingapura - o Solana Star tinha bandeira panamenha.
O "verão da lata" jamais foi esquecido pelos apreciadores do produto, dentre os quais se incluem muitos gaúchos e catarinenses. Levada pelas correntes oceânicas, a maconha chegou com fartura ao litoral do Rio Grande do Sul e ensejou viagens alucinadas à sua procura. Muitos a revenderam e, ilegalmente, ganharam dinheiro com isso. A maioria, porém, apenas fumou uma erva de elevado teor de THC. O Verão da Lata acabou virando filme - com o diretor João Falcão - e livro ("O Verão da Lata", de Oscar Cesarotto, editora Iluminuras, 2005). Muitos comentam que "fora do País, ninguém acredita que isso aconteceu". Mas aconteceu. Veja o depoimento de alguns que viveram esse episódio e assumem que o fizeram.
Atenção: fumar maconha é crime e causa danos à saúde.


"Eu encontrei em Cidreira, naquele tempo ia pros butecos todo dia. Encontrei uma lata, o restante do pessoal pegou o resto. Aí veio a Polícia Civil. Mas não tinha como segurar todo mundo. A maconha vinha vedada, totalmente vedada, se abria com abridor de lata. Da nossa turma só pegamos uma, mas a notícia se espalhou. Quem tinha automóvel em Porto Alegre saiu adoidado percorrendo a orla e se deu bem. A lata era amarelada. Foi a melhor maconha que até hoje entrou no Brasil".
Hélio, "Mão", 46 anos, morador do Jardim Botânico.


"Encontrei surfando, em Magistério. Vi a lata boiando, peguei e fui ver o que era. Fechamos dois e fumamos. Foi de dia. De noite é que soubemos da notícia. Era uma paulada. Coisa boa"
Alex, 40 anos, morador do Jardim Botânico


"Me falaram que tinha um bagulho forte na praia, em Pinhal. Fui de moto ver e encontrei. Trouxe umas cinco latas de lá. Era só camarão. Peguei um quase nada e ele molhou. Foi o melhor bagulho que eu fumei em 50 anos, dizem que era indiano, era melhor que manga-rosa e cabeça-de-negro. A cor do bagulho era amarela, tinha que abrir com abridor de lata. Dava um cheirão, era prensada a vácuo."
G.B., morador do Jardim Botânico


"Fumei a da lata. Daquele, nunca mais vai aparecer. Eram umas latas parecidas com azeite, amarelas. O efeito era melhor do que cocaína. Não existia coisa melhor. Era um tempo de curtição. Tinha gente que saía de carro daqui, para ir ao litoral, buscar".
C.P., morador do Jardim Botânico.

FEPPS é um centro de excelência em saúde

Localizada na avenida Ipiranga, no Jardim Botânico, a Fundação realiza pesquisas na área de saúde pública.


Difícil imaginar que aqui trabalhem 420 funcionários, em dois turnos de trabalho, produzindo medicamentos para toda a rede pública de saúde do Estado – analgésicos, anti-hipertensivos, diuréticos e até morfina.

Medicamentos estes direcionados ao Sistema Único de Saúde, SUS, das prefeituras municipais e da Secretaria Estadual da Saúde, comercializados sempre a preços mais baratos do que os cobrados pelos laboratórios comerciais.

Localizado na avenida Ipiranga, entre o Bourbon e a Terceira Perimetral, o complexo da Fundação Estadual de Pesquisa e Produção em Saúde, FEPPS, é um campus não só de fabricação e de pesquisa nessa área como também presta serviços ao cidadão comum que, por exemplo, precisa realizar exames para detectar doenças como a tuberculose, o mal de Chagas, dengue ou HIV, entre outras, todos mediante prévia requisição das autoridades médicas. Também está apto a fazer exames de paternidade.
Instalado no Botânico há muitos anos, com prédios constantemente ampliados e reformados, o campus do FEPPS abriga o Laboratório Farmacêutico e o Laboratório Central do Estado, bem como o Centro de Desenvolvimento Científico e Tecnológico da área da saúde. Apenas três outros setores da Fundação – o Hemocentro, o Sanatório Partenon e o Informação Tecnológica – é que não se localizam aqui. A FEPPS conta com cerca de 600 funcionários.
TUBERCULOSE – O grupo de pesquisadores e cientistas que trabalha na avenida Ipiranga compreende cerca de 35 profissionais com formação superior (a maioria com doutorado). Eles são o que há de melhor nessa área, tendo desenvolvido, por exemplo, um kit para diagnóstico da tuberculose considerado inovador e completo até por colegas de grandes centros como Rio e São Paulo.
“Na área de biologia molecular somos líderes nacionais, e felizmente não temos problemas de defasagem tecnológica. Também estamos completamente informatizados”, informa Alberto Nicolella, pesquisador e médico veterinário que trabalha há 12 anos na Fundação.Os medicamentos produzidos pelo Lafergs – Laboratório Farmacêutico do Rio Grande do Sul - saem daqui com a marca Lafergs estampada no invólucro e são distribuídos, potencialmente, para todos os municípios gaúchos através da Divisão de Assistência Farmacêutica

* A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior aprovou a implantação do curso de Doutorado em Ciências Criminais do Programa de Pós-Graduação em Ciências Criminais da Faculdade de Direito da PUCRS. As atividades iniciam em 2009, e são destinadas a mestres em Ciências Criminais e demais áreas do Direito. Inscrições de outubro a novembro, no campus da avenida Ipiranga. Informações pelo Tel.; 3320-3537.
* Faculdade de Informática da PUCRS promove o Segundo Simpósio Brasileiro de Componentes, Arquiteturas e Reutilização de Software. O evento reunirá pesquisadores, estudantes e profissionais com uma ampla gama de interesses em engenharia de software. Haverá sessões técnicas, sessões de indústria, palestras internacionais, mini-cursos e sessões de demonstração de ferramentas. De 20 a 22 de agosto, no auditório térreo da FACIN, no prédio 32 do campus da avenida Ipiranga. Inscrições pelo site www.inf.pucrs.br/sbcars2008, até 19 de agosto.

Einstein renegou a filha e humilhava a mulher



Albert Einstein, um dos maiores gênios da Física, o homem que revolucionou a Ciência, conhecido por sua sabedoria, seu pacifismo e sua simplicidade, o Einstein bonzinho daquela foto da língua de fora?

Esqueça, não é bem assim, segundo revelam as cartas que ele escreveu à sua primeira mulher, Mileva Maric, uma matemática sérvia com a qual foi casado durante dezesseis anos. Em tais correspondências - 43 cartas - o físico alemão está longe de se revelar um marido carinhoso. Pelo contrário: ao se dirigir à sua mulher ele quase sempre o faz em tom mandão ou mesmo humilhador - como faria qualquer machão latino-americano de Clube dos Cafajestes: "Você não deve esperar nenhum gesto de afeto de minha parte". "Quando eu lhe dirigir a palavra, você deve responder imediatamente. Quando eu mandar, deve sair da minha frente sem protestar", escreveu ele em uma carta datada do ano de 1914.

Em outra, de 1913, desta vez endereçada à sua prima Elsa Lowenthal (que se tornaria sua segunda mulher), Einstein fala de Mileva como "uma empregada que eu não posso demitir". Empregada ela parece ter sido de fato - como queria o seu marido genial. "Você deve cuidar para que minhas roupas e meu escritório estejam sempre limpos e em ordem, e para que eu tenha três refeições diárias. Também renunciar a qualquer relação pessoal comigo, exceto aquelas necessárias para manter as aparências sociais".

Essa, digamos, face oculta do gênio da Física e de um dos homens mais respeitados do século XX veio à tona após o leilão de um lote de seus documentos pessoais, com cerca de 400 manuscritos, anotações científicas e cartas que ele escreveu ao longo de cédadas. O leilão aconteceu em novembro de 1996, em Nova Iorque, e chamou mais a atenção pelas revelações pessoais do que por qualquer assunto pertinente à Ciência. Além de marido cruel (e infiel, sabe-se também), Albert Einstein era um pai mais do que relapso - quase criminoso, pode-se dizer: ele teve uma filha com Mileva Maric, um ano antes dos dois se casarem.

A menina, chamada Lieserl, nasceu em 1902 e nunca se soube exatamente o que aconteceu com ela, a não ser que foi dada para adoção a uma família sérvia. Quando já era famoso, na década de 30, Einstein chegou a contratar um detetive particular para tentar localizar a filha que renegou, mas não teve sucesso. Além de Lieserl, o casal teve mais dois filhos - Eduard, um deles, já adulto, veio a morrer em um sanatório para loucos, na Suíça, passando anos sem nunca ter recebido sequer uma visita do pai genial. O segundo, Hans, não parece ter puxado o criador em sua genialidade, tanto que nunca passou de um medíocre professor de Hidráulica nos EUA - e nunca deixou de externar seu ódio ao gênio da Física que, afinal de contas, era tão humano, canalha e falho como qualquer jogador de sinuca da esquina.

Quarta-feira, Julho 30, 2008

Parque Ararigbóia surgiu na década de 40

Hervè: geólogo da Petrobrás que se apaixonou por um campo.

Na divisa entre o Jardim Botânico e Petrópolis, o Parque Ararigbóia, se falasse, teria muitas histórias a contar. Na antiga "Várzea de Petrópolis", em um terreno que já foi alagadiço, ocupa um quarteirão inteiro, entre as ruas Felizardo Furtado, Saicã, Lavradio e Mariz e Barros. Tradicional ponto de lazer dos dois bairros, já foi conhecido como o "campo do Sul Brasil", um clube de futebol que marcou época nas redondezas.
Somente em 1953 é que foi batizado como "Ararigbóia", em homenagem ao cacique índio que ajudou os portugueses a expulsar os invasores franceses do Rio de Janeiro, no século XVI. Conhecer a história do Ararigbóia é um passeio por muitas décadas. Atualmente um centro de esporte, lazer e saúde, o local foi fundado por um empreiteiro chamado Arino Bernardino de Souza, em fevereiro de 1942 - hoje ele é o nome do Ginásio, inaugurado em 30 de setembro de 1995.
Quem sabe tudo, ou muito, da história do Parque Ararigbóia, é o presidente da Associação Comunitária do Parque Ararigbóia, Hervè Paschoto Saciloto, de 72 anos, um geólogo aposentado, durante muitos anos funcionário da Petrobrás (trabalhou mais de 30 anos na Bahia) e que, quando mudou-se para a rua Mariz e Barros, em 1991, ao olhar o local, quase abandonado, mal-cuidado, decidiu: "Vou cuidar disso aqui".
O Ararigbóia, então, já tinha muitos anos de história, mas estava sendo muito mal aproveitado e não integrava a comunidade à sua volta. Havia um barracão de tijolos, mal ajambrado, e uma cancha de bocha na rua Saicã. O pessoal do futebol tinha o seu presidente, e o da bocha, outro. Hervè - que nem sabia jogar bocha - entrou para a segunda turma e ficou como presidente deles, e, em 1992, fez um movimento para integrar os dois grupos. Conseguiu, e elegeu-se presidente da Associação Comunitária, fundada em 1980.
Ficou nessa condição até 1995, quando foi sucedido por Pedro Paulo Machado, o "Pedrinho" - uma das referências maiores quando se fala no Parque. Nesse tempo eles iniciaram uma luta para reformar o barracão que ali havia, "até que vimos que isso não valia a pena". Surgiu então o projeto de um novo ginásio de esportes, que foi aprovado e construído pelo Orçamento Participativo da Prefeitura de Porto Alegre, do qual seu Hervè era conselheiro.
"Aí tivemos que criar uma cultura para que a comunidade cuidasse da sua conservação, sendo que a Prefeitura entraria com professores e a parte pedagógica para as atividades que nós queríamos", conta ele.
TERCEIRA IDADE - O Parque Ararigbóia, com seus mais de 700 frequentadores fixos e inúmeras atividades para todas as faixas etárias, de toda a cidade, não é mantido com verbas da Prefeitura - ao contrário do que muita gente pensa. O poder público apenas auxilia na manutenção e algumas melhorias, mas o dinheiro que sustenta a entidade vem da comunidade e das rendas obtidas pelo Parque.
"A maior parte vem da mensalidade paga pelos associados da Associação Comunitária, que são cerca de 700 e contribuem, a cada semestre, com 20 reais cada. É gente de toda a cidade, a maioria daqui dos nossos bairros, e pagam certinho", relata Hervè. "Tudo o que tem dentro do ginásio foi comprado com dinheiro da comunidade. E, com isso, conseguimos fazer muitas coisas. Agora vamos pintar o ginásio e botar ar condicionado no salão de ginástica, no segundo pavimento".
O Parque Ararigbóia conseguiu arregimentar a comunidade à sua volta, não só pelas várias atividades ali desenvolvidas - futebol, bocha, basquete, vôlei, ginástica, alongamento, musculação - como também em palestras realizadas em colégios. É o chamado "Grupo de Educação para o Envelhecimento", uma iniciativa de Hervè que consiste na ida aos colégios dos bairros vizinhos para troca de experiências com crianças e adolescentes. A idéia surgiu no ano 2000 e segue em pleno curso.
Uma vez por semana um grupo da Terceira Idade vai às salas de aula, conversar com alunos sobre temas tão diferentes como a sexualidade, a saúde, a carreira profissional, o bem estar, os bons hábitos, a importância do exercício físico, da boa alimentação, do carinho - sem nenhum moralismo. "Já nos encontramos com mais de 2500 crianças, e agora estamos nos encontrando com adolescentes", informa Hervè. "Falamos de nossas vidas, do que era no passado, do que era um fogão a lenha, de coisas que eles nem conhecem. E a aceitação nos surpreendeu".
Uma vez por mês o grupo, integrado por cerca de 16 idosos, reúne-se para fazer uma avaliação do trabalho.
ARQUIBANCADA - Arino Bernardino da Silva dá nome ao ginásio. O empreiteiro, construtor de ruas e calçadas, foi quem deu "formato" ao atual parque, em 1942 - antes o local era um espaço público, um charco que ele aterrou e deu vida.
"Ele fez o campo de futebol, uma arquibancada de madeira e criou o time do Sul Brasil, que fazia campeonatos de futebol entre os bairros", conta seu Hervè. Em 1953, (quando passou a se chamar Ararigbóia) a Prefeitura de Porto Alegre juntou-se com a Federação de Bocha "para usurpar o direito da comunidade de ocupar esse espaço". Segundo o presidente da Associação, eles se apropriaram do campo: "As pessoas, para jogar no campo, tinham que ir na Prefeitura às 4 horas da manhã para tentar marcar um horário".
Acontecia ali o Campeonato Estadual de Bocha. Em 1963 foi criada a associação dos Veteranos do Futebol, que lutou para ter um dia seu no calendário do campo - e conseguiram. No início dos anos 70 a cancha de bocha foi extinta, restando o barracão - havia disputas de vôlei, então. Nesse tempo foi criado um grupo infantil de dança e outro de ginástica. Em 1980, finalmente, foi criada a Associação Comunitária do Parque Ararigbóia, usada mais pelo pessoal do futebol.
Do outro lado, na rua Saicã, havia a cancha de bocha - cada qual com um presidente. Em 1992 é que aconteceu a unificação dos dois grupos e a eleição de Hervè para a presidência.
RECESSO - O Parque Ararigbóia, como acontece todos os anos, estará de recesso do dia 26 próximo a 4 de agosto, reabrindo normalmente dia 5. A Secretaria, no entanto - com agendamento de campo - permanecerá aberta. Dia 5, aliás, é o dia de inscrição para os cursos e atividades, o que deve feito a partir das 8 horas da manhã: a inscrição é feita por ordem de espera - quem chega antes fica com a vaga.

* Informações: Tel.: 3338-3304

A enchente de 1941 paralisou o Rio Grande


O Mercado Publicou foi totalmente inundado, bem como toda a área central da cidade e inúmeros bairros. Loureiro da Silva (foto de 1961) era o prefeito de Porto Alegre. Em maio de 1941, em plena Segunda Guerra Mundial, todo o estado do Rio Grande do Sul foi castigado por uma enchente sem precedentes, proporcionalmente maior das que atingiram Santa Catarina nas últimas semanas, embora com menor número de vítimas fatais.
Foi, de longe, a maior calamidade natural que castigou o altivo Estado gaúcho, então com menos de 3 milhões de habitantes. As chuvas iniciaram em abril e se estenderam por mais de três semanas, deixando 25 mil quilômetros quadrados do Estado submersos e um contigente de 80 mil flagelados somente na Capital. O flagelo, no entanto - e ao contrário do que se pensa - atingiu todo o Estado. Grande parte das lavouras e mesmo do rebanho bovino se perdeu sob as águas. A Indústria Renner - então a maior da Capital - deu férias para seus mais de dois mil empregados, e podia-se andar de barco no interior de suas instalações na Zona Norte. Os casos de doenças (leptospirose, especialmente) foram reduzidos, graças a uma bem orquestrada campanha de saúde e de vacinação. A ameaça de uma epidemia de tifo e de febre tifóide não se concretizou.
Dezenas de cidades ficaram isoladas, faltaram alimentos, energia e água potável e praticamente todos os meios de transporte terrestre pararam. Todos os Estados da federação - incluindo o distante e humilde Piauí - mandaram donativos e auxílio para a população gaúcha. Os Estados Unidos, a Alemanha (o Brasil ainda estava neutro na Guerra), a Itália e até o Japão fizeram o mesmo, enviando recursos em dinheiro.
O auge da cheia, a "quinta-feira negra", aconteceu a 8 de maio, quando o nível do Guaíba passou dos 4,70 metros no cais do porto de Porto Alegre. Os jornais - Correio do Povo, Diário de Notícias, Folha da Tarde e mais uma meia dúzia de publicações menores - tiveram suas oficinas inundadas e deixaram de circular. Andava-se de barco pelo centro da cidade e a avenida Farrapos transformou-se em uma pista aquática.
Bancos, repartições públicas, comércio, indústria, serviços - quase tudo (pelo menos na parte inundada) deixou de funcionar e milhares de pessoas de uma cidade que contava menos de 300 mil habitantes permaneceu ilhada em suas casas ou acolhida em abrigos públicos. Depois da enchente veio um frio polar, de enregelar pinguim, seguido de fortíssimos ventos em determinadas regiões do Estado.
A enchente de 1941 vive até hoje na memória popular, embora não tenha sido expressiva em número de mortes, pouco mais de duas dezenas. O Governo do Estado, comandado pelo Interventor Osvaldo Cordeio de Farias, e o municipal, dirigido por José Loureiro da Silva (ambos, coincidentemente, de 39 anos de idade) mostrou grande capacidade de organização e, graças a uma série de providências corretas, evitou o pior. A população gaúcha, de igual forma, demonstrou estoicismo, sendo poucos os casos de saques e vandalismo. Ao contrário do que acontece em Santa Catarina, os governantes prenderam dezenas de comerciantes que, aproveitando-se da desgraça, majoraram os preços dos seus produtos ou tentaram escondê-los da população. A ajuda do governo de Getúlio Vargas, de igual forma, foi total e a tempo, com perdão de créditos e liberação imediata de recursos para ajuda aos atingidos.

Terça-feira, Julho 29, 2008

CTG 35 é o marco fundamental do gauchismo




35 CTG: lugar onde se come um bom churrasco, diariamente. Mas também há chope... Clovis, acima:"Nada contra os Tchê, eles até saíram daqui".



Pai dos Centros de Tradições Gaúchas, berço do movimento tradicionalista, o 35 CTG está no Jardim Botânico desde 1975, em um terreno próprio ao lado do Bourbon Shopping, na avenida Ipiranga.
Ponto de referência no bairro, com sua churrascaria, seus eventos culturais, sua domingueira, o 35 atrai não só a gauchada costumeira - dos quais a maioria são crianças e jovens - como também turistas dos mais diferentes locais - turistas, visitantes e curiosos que desejam conhecer um pouco da vivência, da história e dos costumes e hábitos gauchescos.
"Somos uma sociedade cultural e recreativa, aberta a todos, com regras próprias", informa Luiz Clóvis Fernandes, durante seis anos patrão da entidade e que hoje é uma espécie de faz-tudo do local. Com cerca de 5 mil sócios, o 35 mantem departamento cultural, artísticos e a culinária típica campeira, do qual a churrascaria Roda de Carreta (que existe há 25 anos) é uma espécie de mostruário, muito embora sirva também buffet normal diariamente. Funcionando diariamente, a Roda de Carreta, com seu espeto corrido (é um dos poucos locais do JB que tem chopp), só não abre aos domingos à noite.
ATIVIDADES - O 35 CTG não pára nunca, com suas atividades diárias, e aluguel de espaço (são 2.100 metros quadrados de área construída) a terceiros, além de venda de souvenires gaúchos - camisetas, bottons, etc. Isso garante a renda que permite a manutenção da entidade, algo que nem sempre é fácil, como diz Clóvis.
Além das atividades internas, há ainda as campeiras, como cavalgadas e rodeios. Com a proximidade da Semana Farroupilha, em setembro, o 35 se torna ainda mais frequentado. "Temos cerca de 300 pessoas que participam das mais diferentes atividades, como grupos de dança, e a participação dos jovens é expressiva", afirma Clóvis, para quem "o tradicionalismo é estável, se mantem".
O Movimento Tradicionalista Gaúcho foi fundado, oficialmente, em 1948, pelo chamado "grupo dos oito", uma iniciativa que buscava resgatar e valorizar a cultura gaúcha no pós-guerra, quando a influência norte-americana se propagava pelo mundo. O 35 foi fundado em 24 de abril de 1948 - completou 60 anos recentemente. Do "Grupo dos oito", restam dois vivos - dos quais um é o ícone Paixão Cortes, um dos mais destacados folcloristas brasileiros.
TCHÊ MUSIC - Quando se fala em tradições gaúchas, se fala no 35. Não fa muito, a atriz e apresentadora Regina Casé esteve aqui, gravando um programa televisivo que foi para o ar em rede nacional, pela Globo.
Guardiã dos hábitos e costumes culturais do Rio Grande do Sul, a entidade, entretanto, não parou no tempo e convive harmonicamente com algumas novidades, como o chamado "Tchê Music", um movimento musical híbrido que mesclou ritmos gauchos com outras influências.
O Tchê Music faz muito sucesso comercial nos Estados do Sul e Centro-Oeste, e gerou algumas irritadas manifestações dos tradicionalistas. Mas Clóvis diz que o 35 não tem nada contra esta novidade, que eles não aceitam como música gaúcha, mas dizem respeitar. Embora sejam vetados de participar nas dependências do CTG.
"É algo válido, até porque eles precisam sobreviver, ganham um bom dinheiro com isso, fazem sucesso comercial, abriram uma nova frente. Não temos nada contra, e vou lhe dizer que a maioria deles nasceu aqui dentro. E, quando tocavam músicas gaúchas, eram excelentes."
Conservador por natureza, o CTG - ao contrário do que muitos pensam - não exige pilcha (o traje gaucho típico) para quem vai frequentá-lo. "À exceção dos fandangos, quando a pilcha é obrigatório, a pessoa pode se apresentar com traje esportivo discreto", esclarece o tradicionalista.
"O tênis também é permitido, até porque é da vestimenta dos jovens", diz Clóvis Fernandes, um empresário natural de Santana do Livramento, sócio do 35 há 44 anos e que reside no bairro Partenon.

SERVIÇO
35 Centro de Tradições Gaúchas - av. Ipiranga, 5300, Jardim Botânico, Porto Alegre.
Tel.: (510 3336.0035 e 3336.0795
Endereço eletrônico:
www.35ctg.com.br

Dia chuvoso, dia cinzento: final do mês de julho


Dia chuvoso, dia frio, dia cinzento, dia em que nenhuma roupa seca. Assim foi a manhã e a tarde de hoje em toda a Porto Alegre, neste final do mês de julho. Na avenida Ipiranga o arroio subiu e as pistas ficaram encharcadas. Nas calçadas, nos dois lados, passantes de guarda-chuva tinham carros de faróis ligados ao seu lado - como pode se ver nesta foto. E o pior é que, segundo os meteorologistas, esse tempo deve persistir até o final de semana.


Professora Liramar agradece reportagem

A professora Liramar Garcia, diretora da Escola Estadual Professor Otávio de Souza, enviou uma simpática correspondência ao Conselheiro X., agradecendo matéria publicada. Conte conosco, professora.

NOSSAS PALAVRAS
“Se alguém lhe disser que você nunca fez nada de importante, não ligue, porque o mais importante já foi feito, você”

Quero dedicar a uma amiga especial que me ensinou a ligar o computador e a trabalhar com esta máquina poderosa. Também quero dedicar este artigo a todos os meus amigos e colegas desta escola que ao longo destes anos convivi e que por aqui já passaram, deixando uma valiosa herança do saber neste Colégio que todos conhecem por Otávio de Souza, cujo histórico foi brilhantemente aqui abordado e a todos os meus colegas de trabalho que comigo atuam formando uma grande equipe. Amo minha profissão, tenho amor em tudo que faço e dedico a maior parte do meu dia para minhas atividades profissionais, não esquecendo o meu lado mãe, o trilhar pela dignidade com a construção.
Ao tomar posse em 02/01/2002, era consciente dos encargos e deveres que teria pela frente, torcia por inspiração e força para poder desempenhá-lo e cumpri-lo de modo a honrar a confiança depositada pelos meus colegas e comunidade (Pais e alunos). Poderia, também, falar sobre o sonho que acalentamos, durante as nossas vidas, o sonho de um novo perfil administrativo. Há cerca de seis anos, discutíamos sobre o que chamávamos de inversão na educação, hoje, olhando o passado recente já podemos visualizar grandes mudanças, como o salto de qualidade. No entanto, creio que devo agradecer, pois este é um momento de agradecimento. Seria impossível deixar de registrar o quanto me orgulho, de poder saber que esta matéria que aborda o histórico do Colégio Estadual Professor Otávio de Souza, com zelo, eficiência e dedicação, com sentimento de carinho, compreensão e reconhecimento, registrando a realidade do trabalho diária de nossos grandes colegas, como:
Na defesa do meio ambiente
Das fichas de alunos infreqüentes – FICAI.
Na preocupação de incluir nosso aluno, aquele desprovido de recursos, no mundo digital.
No desenvolvimento de projetos como, “A pintura do muro com obras de Mário Quintana”.
Atualmente, o desenvolvimento do projeto pelos “Cem Anos de Machado de Assis”, onde os alunos pintarão os muros internos da escola com obras do poeta, fora isso, ouso dizer que o próprio nos deu a honra de visitar nossos alunos, em salas de aulas, pelo pátio, na sala dos professores e outros setores da escola (com caracterização e interpretação de nossa ex-aluna, colega, funcionária e formanda do curso de pedagogia, Tatiana Emilena).
O projeto de reciclagem do lixo, desenvolvido desde a pré-escola até o Ensino Médio.
A criação da Biblimóvel , que leva a leitura para dentro da sala de aula.
A hora do conto, desenvolvido pelas colegas que atuam na biblioteca da escola.
Das parcerias, para atendimento aos alunos com dificuldades de aprendizagem, com o Instituto Bion, C.T- Centro Terapêutico, Exército da Salvação.
A participação e oportunidade dos nossos alunos de aprenderem uma profissão, através do “PROJETO PESCAR”.
Do espaço que procuramos criar para que os professores possam se reunir para realizarem seus planejamentos do ano, com constante revisão e mudança conforme realidade da turma em que atua.
Recentemente, ocorreu em nossa escola dois dias de “Jornadas Pedagógicas”, onde os professores tiveram espaço para assistir um filme, intitulado “Escritores da Liberdade” e após discutir o nosso verdadeiro papel hoje na educação... No segundo dia de Jornada, os professores tiveram palestras com as professoras Luciane Pereira da Silva, que abordou o tema “DIVERSIDADE ÉTNICA” e a professora Lídia Prokopiuka, com o tema “PROFISSÃO PROFESSOR-MOTIVAÇÃO”.
Ainda necessitamos anunciar que nossa escola foi escolhida dentre mais ou menos 185 escolas do Rio Grande do Sul, para apresentar um projeto que pudessémos ter aprovação pelo Ministério da Educação, que desenvolve hoje em todo o Brasil o PDE- Projeto de Desenvolvimento Escolar e com muito orgulho após incansável dedicação de um grupo denominado de grupo de sistematização que com a direção da escola viram sua proposta aprovada e com isso nossa escola receberá recursos pedagógicos e financeiro para colocar em prática o mesmo através de um “LABORATÓRIO DE APRENDIZAGEM”, onde os alunos em horários inversos ao seu turno de estudo formal, terá a sua disposição professores que o auxiliarão nas dúvidas em conteúdos não atingidos nas disciplinas de matemática, português e ciências do ensino fundamental em primeiro plano. Bem, preciso ressaltar que a professora Denise Cardoso, colocou em prática este projeto em meados de abril e conseguiu ótimos resultados na disciplina de ciências. Na última reunião pedagógica do semestre pode-se constatar esses resultados através da amostragem de gráficos, apresentados pelo Departamento de Supervisão Pedagógica, maravilhosooooooo...
Afora tudo isso,a comunidade já é sabedora que nosso aluno tem a sua disposição um laboratório de informática, que ao ser agendado com antecedência, o aluno terá acesso on-line para complementar seu conhecimento.
A estes e a tantos mais projetos, idéias que surgirem estaremos sempre atentos e não dispensaremos as oportunidades, portanto o doutor Otávio de Souza, estava certo e quando em maio de 1942,criou nosso colégio, já sabia que um dia chegaríamos até aqui. Mas não podemos parar, outros nos sucederão e com eles novas idéias, novos projetos... pois nossos alunos não podem perder, é preciso dar sempre mais, porque sabemos que a grandeza de um País é medida pela cultura de seu povo.
Tenho que agradecer pela postura, pelos princípios, pela correção e pela responsabilidade e o reconhecimento de nosso trabalho por muitos da comunidade. De igual maneira, pelo Circulo de pais e Mestres (CPM), de todos seus membros o apoio que tivemos, conhecendo, vivendo intensamente as questões mais desesperadoras como a falta de verbas... Não poderia deixar de expressar a minha gratidão à forma respeitosa, construtiva e independente com que efetivamos nossas relações. Este reconhecimento, faço nas pessoas que sempre ali estão trabalhando e tentando achar a melhor forma , o melhor caminho que possa beneficiar o nosso aluno. Aproximar a escola da comunidade, tem sido nosso grande desafio, mas não perdemos a esperança e como bom gaúcho, temos como lema “Não tá morto quem peleia”. Com a música “EPITÁFIO”, dos Titãs, que além do dever de amar mais e também de chorar mais, é preciso ver o sol nascer, e, assim,aceitar as pessoas como elas são,pois cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração.Já com a poesia de Jorge Luiz Borges, se pode perceber que não se deve tentar ser tão perfeito, e sim relaxar mais,pois a vida é feita só de momentos. No esforço de dirigir esta escola, durma pouco, sonhe mais, pois a cada minuto em que se fecha os olhos perde-se segundos de luz. Esta é a lição de Gabriel Garcia Marques, que corretamente nos diz que se deve dar valor às coisas e aos momentos, não pelo que valem mas sim pelo que significam.
Portanto:
CONSELHEIRO X- O JORNAL ELETRÔNICO – do bairro Jardim Botânico, queremos deixar registrado...”SE EM HORA DE ENCONTROS PODE HAVERTANTOS DESENCONTROS,QUE A HORA DA DESPEDIDA SEJA,TÃO SOMENTE, DE UM VERDADEIRO, PROFUNDO E COLETIVO ENCONTRO.”
Conte com todos nós...obrigada!!!!!!!!!!!!!!
Professora Lira Garcia –(Diretora do Colégio Estadual Professor Otávio de Souza)

Segunda-feira, Julho 28, 2008

Duas imagens do bairro




À medida que cresce e progride, o Jardim Botânico não atrai somente grandes empreendimentos imobiliários - como se vê na foto do grande edifício recentemente concluído na La Plata, quase esquina com Veríssimo Rosa. Atrai também moradores de rua, cada vez em maior número. Na esquina da rua Felizardo com a Barão do Amazonas, hoje, no início da tarde, um deles dormia junto a um prédio, aproveitando o dia chuvoso e frio.


Bourbon mudou o perfil do Jardim Botânico

Nesta área, no passado, havia vários campos de futebol, com torneios muito disputados.

Ele foi, e é, o mais importante estabelecimento comercial do Botânico, o empreendimento que modificou as características do bairro e valorizou toda a região à sua volta.
Visto da Ipiranga, torna-se ainda mais grandioso – e quem não se lembra dos vários anos da sua construção, em um terreno que faz parte da história do JB, com dois campinhos de futebol varzeano? Pois ali (avenida Ipiranga, 5200), em 16 de novembro de 1998, implantou-se o Borbon Ipiranga, empreendimento do grupo Zaffari, empresa que fatura mais de 1,5 bilhão de reais por ano, emprega cerca de 8 mil pessoas e é a quarta maior receita do setor no Brasil e a única entre as quatro grandes redes de supermercados com capital cem por cento nacional.Fazer compras ou simplesmente passear no shopping Ipiranga é um programa quase obrigatório para todos os moradores do Jardim Botânico e dos seus arredores. Pudera: de porte médio, acolhedor, com 70 mil metros quadrados de área construída, 52 pontos comerciais, vários quiosques de serviços, uma praça de alimentação com 700 lugares, o local conta ainda com um hipermercado aberto das 8 horas da manhã até à meia-noite e que também funciona aos domingos.Ali é possível se assistir aos mais recentes lançamentos cinematográficos, para todas as idades, em algum dos oito cinemas da marca Cinemark, inclusive em horários matinais, a preços reduzidos. Nerão se encontra um bom chope, uma comida portuguesa (restaurante Calamares), café e música ao vivo, além de concertos comunitários e cantores e instrumentistas de qualidade que tocam na praça de alimentação, não só música popular brasileira, como pop, rock, baladas, bossa nova.No interior do Ipiranga estão vários caixas eletrônicos, uma agência da Caixa Econômica Federal, uma casa de jogos e uma banca de revistas extremamente sortida, com centenas de títulos em todas as áreas. Há, ainda, mais de uma dezena de telefones públicos, banheiros em perfeito estado de limpeza e fraldários. Externamento, no subsolo, o estacionamento abriga centenas de veículos.

GIGANTE – O grupo Zaffari é totalmente gaúcho, o único entre os quatro grandes com capital totalmente nacional e gestão familiar (apesar de muito assediado por grupos estrangeiros). Os hipermercados Zaffari são voltados para um público classe A e B, que buscam variedades de produtos, atendimento especial e conforto na hora das compras.
Costuma-se dizer que o Zaffari não briga por preços pois disputa um segmento mais abastado. No ano de 2004 a rede faturou 1,3 bilhão de reais, com receita por metro quadrado de 11,2 mil reais – maior que o líder mundial norte-americano Wal-Mart.

A empresa, no entanto, não costuma revelar os valores dos seus investimentos. Além de ter comprado o estádio do tradicional clube de futebol Força e Luz, no vizinho bairro de Santa Cecília (negócio de 9,5 milhões de reais), investiu pesadamente em São Paulo, no bairro de Perdizes, área nobre da cidade.

Lá, recentemente, abriu um Bourbon voltado para a classe AA, com 175 mil metros quadrados (quase três vezes maior do que o Ipiranga) de área construída, cerca de 200 lojas e 10 cinemas. A idéia é competir com o grupo Pão de Açúcar e suas lojas especiais – o investimento total não foi revelado.
No Rio Grande do Sul, o Zaffari compete com o grupo Sonae (marcas Nacional, Big e Maxxi), que agora pertence a Wal-Mart. Nada mau para uma empresa que iniciou em 1935, quando o fundador Francisco José Zaffari e sua esposa Santini de Carli montaram uma pequena loja de comércio na Vila Sete de Setembro, no interior de Erechim. Anos mais tarde a empresa expandiu-se para Herval Grande.
Nos anos cinquenta os negócios iam tão bem que a família inaugurou as primeiras filiais nas localidades vizinhas e, em 1960, chegou a Porto Alegre, abrindo um atacado. O Zaffari atua, desde os anos 80, na industrialização e comercialização de alimentos e é dono, hoje, das marcas Café Haiti e biscoitos Plic-Plac.

* Zaffari Bourbon Ipiranga – Tel.: 3315.5111


Na inauguração, Arthur Moreira Lima



A inauguração do Bourbon foi uma solenidade e tanto: naquele dia 16 de novembro de 1998 mais de 2 mil pessoas se acotovelaram na esquina da Ipiranga com Guilherme Alves para assistir aos festejos e aos discursos.


Primeiramente, o consagrado pianista carioca Arthur Moreira Lima executou o hino nacional brasileiro. A orquestra e o coral da PUC também se apresentaram para o público e para uma comitiva de autoridades que incluía o prefeito em exercício de Porto Alegre, José Fortunatti. A matriarca da família Zaffari, dona Santina, viúva do fundador Francisco José, fez o corte da fita inaugural, tendo ao seu lado o diretor-superientende da Cia Zaffari, Marcelo Zaffari. Disse Marcelo: “Este shopping é uma flor com pétalas de concreto e vidro que se abre no bairro Jardim Botânico para tornar Porto Alegre ainda mais bela e agradável”.


PRÉDIO INTELIGENTE – Concebido pelos mais modernos padrões arquitetônicos, tendo em vista a satisfação e o bem estar dos clientes e visitantes, o Bourbon ocupou 1350 empregados diretos na sua construção. O terreno tem 39 mil metros quadrados (dos quais o hipermercado ocupa 10,8). Um sistema de última geração controla toda a infra-estrutura do prédio: climatização, segurança das portas, rede hidráulica e até a refrigeração automática dos alimentos. A energia elétrica é garantida por três subestações que atendem de forma independente os cinemas, o shopping e o hipermercado.
O Borbon faz parte dos chamados “prédio inteligentes”, tanto que, em caso de queda da energia elétrica, ela é automativamente ativada por um sistema automático que garante energia contínua por mais 24 horas, bem como a regulagem da temperatura do ar condicionado central. A obra, que revolucionou a vida do Jardim Botânico, trouxe inúmeros benefícios para a comunidade. A ponte sobre o Dilúvio, na Guilherme, por exemplo, foi construída naquela ocasião, em uma parceria entre a empresa e a Prefeitura. Também foram asfaltadas as ruas em volta do complexo, foi aberta a 18 de Setembro para o tráfego e se investiu em iluminação pública e em obras do esgoto cloacal na Guilherme Alves, na 18 de Setembro e na avenida Ipiranga. Por outro lado, a associação dos moradores (da época) acompanhou de perto todo o processo de instalação. Em reunião com representantes da Cia Zaffari, a AMAJB (conforme a então secretária Laura Ferreira) cadastrou cerca de 500 moradores do bairro e imediações que desejassem trabalhar ali, sujeitos posteriormente ao processo de triagem e seleção.

Seu Pedro, colorado que chegou ao JB em 59


Seu Pedro Ceratti chegou ao bairro em 1959, ano em que a então Vila São Luís passou a se chamar Jardim Botânico ( como parte do novo Plano Diretor Municipal). Aos 68 anos, natural de Júlio de Castilhos, "de família humilde", tinha então menos de 20 anos.

Seu Pedro conheceu um outro JB, "cheio de plantações de agrião", com ruas de terra batida, muitas casas de madeira, chácaras, carroças. Ele fez compras no antigo Armazém do Caboclo, na Barão do Amazonas, na Dona Versa, na Valparaíso, viu times como o Universal e o Leal Santos jogarem, participou das festas no Americano e foi assistir filmes em preto-e-branco no antigo cinema Miramar, na Coronel Aparício Borges.

"Lembro que a avenida Ipiranga só vinha até a Salvador França, e que esta não subia até Petrópolis, ali era mato", recorda seu Pedro, que também tomou banhos e pescou no riacho Dilúvio e jogou bola onde hoje está no Bourbon Shopping - havia lá vários campos de futebol. "Era uma vida bem diferente", garante ele, que, mesmo com a violência dos dias atuais, continua a andar pelas ruas do JB à noite e a conversar com todo mundo.

Ardoroso torcedor do Internacional, fez questão de posar para a foto junto ao escudo do seu time.

Um casal que sai com um violão no braço


Ele é garçon, ela técnica de enfermagem. Nas horas vagas, porém, os dois podem ser vistos em bares, salões de festas ou casas particulares, cantando e tocando violão. Moradores do bairro Partenon, Manoel de Assis e Renata, eles estão longe de se profissionalizar, mas vão fazendo seus "tocos" por aí, interpretando samba-rock, principalmente.

"É ótimo o que fazemos, já toquei até em festival", diz Manoel, cujas admirações musicais incluem Seu Jorge, Raça Negra e Jorge Benjor.

"Saímos de violão, para curtir, e aí as coisas acontecem", diz o garçon, que às vezes até ganha um dinheirinho com isso e, garante, também tem músicas próprias, de sua autoria. O sonho dele é participar do quadro "Fama", da Angélica, na TV Globo. Manoel queixa-se que "o mercado é difícil" e que, nesse ramo, "primeiro é preciso ter padrinho". Se alguém quiser conferir o que eles fazem, ligue para 3012-0465 ou 9366-4180.

Domingo, Julho 27, 2008


Nescau existe até hoje - sucessivas gerações já consumiram este produto, em criança. Nesta gravura vemos uma antiga publicidade de Nescau, possivelmente dos anos 50..
Clique na imagem para ampliá-la.

* Totalmente desenvolvido no Brasil, Nescau é líder nacional no mercado de achocolatados instantâneos. Sua história começa em 1932, quando o produto - feito aqui - foi lançado, pela Nestlé, não somente no Brasil como na Itália, Espanha, Argentina e França.
Inicialmente, a Nestlé não investiu em sua publicidade, e colocou seu nome de "Nescáo", recomendando-o às mães preocupadas com a nutrição de seus filhos. "Nescáo, fortifica, alimenta e engorda", era então o slogan.
Embalado em uma lata de aço, teve seu nome mudado para o atual Nescau em 1954, já que a maioria das pessoas confundia o acento, lendo e pronunciando o nome como "Nescão".

Homenagem aos avós


A missa em homenagem ao Avós, pela passagem do seu dia (sábado), aconteceu às 18h30min de ontem, na igreja de São Luis Gonzaga, na rua Guilherme Alves. O padre Paulo Kunrath deu a bênção a todos.
A paróquia - que completará 40 anos de existência no próximo dia 15 de agosto - sedia diferentes atividades comunitárias, entre as quais as reuniões do grupo Neuróticos Anônimos, nas tardes de terça-feira.

* Centro de Pesquisa Clínica do Hospital São Lucas da PUCRS seleciona mulheres, com mais de 60 anos, e que tenha osteoporose, problemas nos rins, diabetes e pressão alta, para pesquisa com um novo medicamento. O tratamento dura um ano e tem acompanhamento médico periódico. Informações pelos Tels.: 3339-9022 e 9988-8822, a partir das 11 horas.
* Grupo Vigilantes do Peso faz a sua reunião semanal nesta terça-feira, às 18h30min, nas dependências do 35 CTG, na avenida Ipiranga, ao lado do Bourbon Shopping. Aberto aos interessados.
* Escolinha de Futebol do Círculo Militar recebe inscrições de alunos entre 7 e 16 anos, na sede da entidade, rua Dona Inocência, 321. A inauguração acontece no dia 5 de agosto. Informações pelos Tels.: 8427-6897 e 9303-7595.
* Associação Comunitária do Parque Ararigbóia está em recesso de suas atividades até o próximo dia 4 de agosto, reabrindo normalmente dia 5, terça-feira, a data tradicional de inscrições em seus cursos e atividades. Os interessados nas vagas para aulas de ginástica, voleibol, basquetebol, musculação, dança, alongamento (R$ 20,00 para o semestre), entre outras, serão admitidos pela ordem de chegada - com abertura as 8h30min. Durante o recesso a Secretaria da entidade funciona normalmente, o mesmo ocorrendo com o aluguel da cancha e o agendamento do campo. Informações pelo Tel.: 3338-3304.
* Curso de Especialização Gestão Estratégica de Pessoas continua com inscrições abertas até o dia 31. Informações pelo site www.pucrs.br/face/latosensu/pessoas ou 3320-3524
* Academia de Polícia Civil, em parceria com o Ministério da Justiça, realiza, nesta segunda-feira, o seu Curso de Polícia Comunitário. Voltado a policiais civis e militares, guardas municipais e líderes comunitários.
* Restaurante Calamares (Bourbon Shopping) está com a sua campanha Vou de Táxi, em função da nova lei de tolerância zero ao consumo de álcool por motoristas. Os clientes que comprovarem ter vindo de táxi e não de carro particular ganham 20% de desconto no consumo de bebidas alcoólicas, mediante a apresentação do recibo do táxi. A promoção é válida até 30 de setembro.
* Pessoas que tenham artrite reumatóide e usem o medicamento Metotrexato estão sendo selecionadas pelo Centro Clínico do Hospital São Lucas da PUC para uma pesquisa com um novo medicamento. Informações pelos Tels: 3339-9022 e 9988-8822, depois das 11 horas.
* Voluntários que desejam participar do estudo que visa avaliar modificações no estilo de vida e risco cardiovascular da Faculdade de Enfermagem, Nutrição e Fisioterapia da PUCRS têm até o dia 31 para entrar em contato. É necessário ter entre 30 e 60 anos, e estar com o peso acima do ideal, pressão arterial elevada, ter glicose e colesterol e não praticar qualquer atividade física. Os selecionados terão acompanhamento nutricional e participarão de um programa de condicionamento física por três meses. Informações pelo Tel.: 3320-3938, das 8 às 11 horas.
* Exame de Proficiência de Língua Inglesa Toefl, na modalidade Internet-Based Test acontece no próximo dia 23 de agosto, na Faculdade de Letras da PUC (campus da avenida Ipiranga). O exame avalia a competência de candidatos a universidades e centros de estudos em países de língua inglesa. Os interessados podem inscrever-se e pagar a taxa correspondente pelo site http://www.ets.org/. Até 8 de agosto.
* Curso de Especialização em Direito e Cultura Indígena tem inscrições abertas até o próximo dia 25 de agosto, como parte do Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Direito da PUCRS. O objetivo é proporcional uma compreensão maior sobre a cultura e as formas de contato existentes entre as populações indígenas e outros povos. Os encontros serão às sextas-feiras à tarde e noite, e sábado pela manhã, com início previsto para o dia 5 de setembro. Informações pelo Tel.: 3320-3537 e www.pucrs.br/direito/pos/especializacaoculturaindigena
* Faculdade de Informática da PUCRS promove o Segundo Simpósio Brasileiro de Componentes, Arquiteturas e Reutilização de Software. O evento - que acontecerá entre 20 e 22 de agosto, no auditório da Faculdade - reunirá pesquisadores, estudantes e profissionais com uma ampla gama de interesses em engenharia de software. Haverá sessões técnicas e industriais, palestras internacionais, mini cursos e sessões de demonstração de ferramentas. Informações e inscrições pelo site www.inf.pucrs.br/sbcars2008
* Obra "Estrela da Vida Inteira", de Manuel Bandeira, será tema do próximo encontro do projeto Relendo a Literatura, neste dia 6 de agosto, no prédio 9 do campus da avenida Ipiranga. Inscrições gratuitas pelo e-mail: relendoaliteratura@pucrs.br. Destinado a estudantes e professores de literatura, o evento acontece mensalmente, com aulas dinâmicas e debates. Nos próximos, Fernando Pessoa, Eça de Queiróz e Milton Hatoum.

Sábado, Julho 26, 2008

Ana Paula Arósio e o namorado suicida


Um rosto lindo, uma carreira de modelo e de atriz em curva ascendente, um namorado obsessivamente ciumento e desequilibrado, um tiro na cabeça, um drama que completará 12 anos.
No dia 3 de novembro de 1996, um domingo, em São Paulo, a jovem atriz e já modelo consagrada, retratada em dezenas de capas de revista em todo o mundo, Ana Paula Arósio, então com 21 anos, viu o seu namorado, o empresário Luiz Carlos Leonardo Tjurs, de 29 anos, se matar à sua frente com um tiro na boca. Motivo alegado: ele acreditava que ela o traía com outros homens e afirmava não ter mais motivos para viver neste "mundo sujo".

Ana Paula trabalhava então no SBT, onde fazia uma das personagens da novela Os Ossos do Barão.O fato aconteceu apenas quarenta dias antes do anunciado casamento entre os dois, tanto que ela já escolhia as peças do enxoval e fazia planos para o futuro. Quanto ao seu noivo, era - segundo descreveram os próprios amigos - uma pessoa insegura, doentiamente ciumento, um homem bonito que, mesmo assim, era tímido e retraído, preferindo evitar as badalações tão comuns ao meio artístico. Descendente de imigrantes russos, de uma família que outrora fora muito rica, Luiz era proprietário de uma produtora de vídeo, uma revendedora de carros importados e havia, sem sucesso, gravado um disco independente (era vocalista). Ele, então, fazia uso de medicamentos fortíssimos como o Lexotan e o Rohypnol - remédios que, dizem os médicos, podem gerar quadros de alucinação, especialmente se ingeridos com álcool.

Luiz acusava Ana Paula de tráí-lo com o apresentador Serginho Groissman - ouvido pela imprensa, após a tragédia, Groissman negou isso com veemência. Quanto à modelo, era descrita como uma moça de comportamento marcado pela discrição e seriedade. Não trocava de namorado todo mês, como não raro acontece em círculos badalados, e quase sempre tinha sua mãe a acompanhá-la.

No domingo, 3 de novembro, pela manhã, a modelo foi visitar o namorado, com o qual já havia se desentendido na noite anterior (ele, entre outras coisas, a seguia de carro com frequência, para ver aonde ia). Depois de muita discussão entre os dois (ele estaria transtornado), o rapaz sentou-se na cama, com um revólver calibre 38 na mão, e teria pedido a Arosio que o matasse. Em seguida, escreveu um bilhete no qual explicava o porquê do seu ato. Apavorada, a modelo tentou tirar a arma da sua mão mas foi repelida por Luiz, o qual correu para o quarto da casa, enfiou o revólver na boca e disparou.

Em estado de choque, Ana Paula Arósio passou dois dias abaixo de sedativos. Ao acordar, delirava, passando a pedir para experimentar o vestido de noiva do casamento que nunca se realizou. Superado o episódio, ela seguiu na carreira de modelo e de atriz de sucesso. Hoje é uma mulher de 31 anos, tão ou mais linda do que era dez anos atrás.

Le Petit Bistrot atrai clientela de outros bairros


Único bistrô do Jardim Botânico, o Le Petit Bistrot (rua Serafim Terra, 66, próximo da ESEF) está no bairro desde o ano de 2001 - a data, inclusive, está afixada em sua fachada.

Localizado no térreo de um pequeno prédio residencial, funciona sempre a partir das 18h30min e vai até a meia-noite - nessa hora as portas são cerradas. Isso de segunda a sábado (o dia todo), quando é frequentado por uma clientela que gosta de jazz, blues, bossa nova e MPB - o som da casa.

"Muitos músicos gostam daqui", informa o proprietário Eduardo Majewski, um engenheiro mecânico que deixou de lado a profissão para abrir um pequeno bar que lhe desse prazer no que faz, além de lucro, é claro. Ao lado da esposa, Rosana, arquiteta e funcionária pública, ele administra um ambiente pequeno, discreto, aconchegante e intimista, com música baixa. As paredes são decoradas com reproduções de obras de pintores impressionistas franceses - Monet, Van Gogh - que trouxeram de uma viagem a Paris.

Eduardo pertencia à confraria de gourmets União Cook, do Grêmio Náutico União. De posse dessa habilidade, e querendo ter um negócio seu, fez um estudo de mercado e abriu o Le Petit Bistrot no dia 14 de novembro de 2001. Para atrair a clientela do bairro, passou a distribuir panfletos - que não deram o efeito desejado. "Aí comecei a trazer meus amigos de outros bairros, e hoje eles, e os amigos deles, são metade da minha clientela". Clientela cativa, que já se conhece entre si.

Com a modificação do perfil do Jardim Botânico - que está se sofisticando e ganhando mais moradores - surgem novos fregueses, e essa tendência sinaliza favoravelmente.

Morador do bairro desde 1996, quando veio da Santana, Eduardo foi descobrindo seu público aos poucos. "É um pessoal na faixa de 30 a 40 anos, não é gurizada. De início até tentei trazê-los, mas descobri que esse não é meu público", informa.

De início não houve lucro (até porque paga aluguel), o que só aconteceu "passados uns 10 meses, um ano." Sem empregados (já teve um e viu que não havia necessidade), ele controla perfeitamente o local, não cobra a taxa de 10% ("até porque não tem garçon) e oferece uma boa área em frente para estacionamento, além de segurança - há dois vigilantes naquele trecho da rua. A capacidade é para 30 pessoas, sentadas.
Se de início abria durante o dia e aos domingos, logo descobriu que o melhor mesmo é trabalhar sempre à noite, nas atuais características: serve bebidas destiladas (uísques, vodkas, martini, conhaques, steinhager etc), cerveja, absinto, vinhos, petiscos e acompanhamentos: baguettes, quiches, salsinhas, fritas, casquinha de siri e "lanchinhos para o happy hour". Todo o dia 29 tem nhoques, além de sopas. Não há restrições quanto ao cigarro - pode-se fumar à vontade e há marcas de cigarros à venda.

"Também faço muitos eventos, comemorações de pequenas empresas, aniversários, festas de família", afirma. Na calçada em frente há quatro mesas para quem prefere o ar livre.

O dia de maior movimento continua sendo a sexta-feira, e o inverno - a exceção deste agora - o melhor período. Ambiente intimista, seus preços não são populares e tampouco elevados - estão na média dos demais estabelecimentos do mesmo gênero.


Serviço:

Le Petit Bistrot

* Rua Serafim Terra, 66 (perto da Escola Superior de Educação Física)

Tel.: 9977-0217

Aberto de segunda a sábado, a partir das 18h30min, até a meia-noite.


* Nesta sexta-feira, 25, na Travessa João do Rio, 80, na vila Maria da Conceição, a guarnição do Pelotão de Operações Especiais do Décimo Nono BPM prendeu I.A.B., de 25 anos, que já tem antecedentes criminais. Ele estava com um revólver Taurus 38, com numeração raspada, e mais seis cartuchos. No dia anterior, quinta-feira, ele já havia sido preso no mesmo local, com sete buchas de cocaína, um celular e R$ 280,00 em dinheiro. Levado ao Departamento de Polícia Metropolitana, foi autuado em flagrante por porte ilegal de arma e tráfico. (Assessoria)
* A Academia de Polícia Civil, em parceria com a Secretaria Nacional de Segurança Pública e Ministério da Justiça inicia nesta segunda-feira, 28, nova edição do Curso de Polícia Comunitária. Destinado a policiais civis, militares, guardas municipais e líderes comunitários, abordará temas como as relações interpessoais e formas de intervenção, direitos humanos, mediação de conflitos, polícia comunitária e sociedade, mobilização social e estruturação dos conselhos comunitários e gestão na segurança pública. (Assessoria)

Sexta-feira, Julho 25, 2008

Incêndio destruiu casa na Guilherme Alves


Um incêndio, ocorrido por volta da 1 hora da madrugada desta sexta-feira, destruiu uma casa na rua Guilherme Alves, trecho entre a Felizardo e a Itaboraí. De madeira, de propriedade do falecido sr. Braulino, a construção ( de madeira) estava abandonada há um certo tempo. A propagação das chamas foi rápida, mas a falta de vento impediu que estas atingissem o edifício localizado ao lado. Mesmo com a presença dos Bombeiros, a destruição foi completa - como pode ser ver na foto.
* Clique na foto para ampliá-la

Paróquia comemora 40 anos e nova igreja

Padre Paulo: "Uma igreja com cara de igreja".

Uma igreja moderna, espaçosa, sólida - e com cara de igreja. Esta idéia - surgida ainda em 2001 - deverá estar concretizada ainda no primeiro semestre do próximo ano, no máximo. Quem garante é o padre Paulo Aloísio Kunrath, pároco da paróquia de São Luíz Gonzaga, na rua Guilherme Alves - a igreja católica do Jardim Botânico.

A nova igreja - orçada em cerca de 800 mil reais - está sendo levantada com recursos da paróquia, dos paroquianos e alguma contribuição internacional, que o padre Paulo conseguiu em sua última viagem à Alemanha. "Não trabalhamos com dívidas, não fazemos empréstimos, nem os bancários", informa o pároco.

Moderninha, a construção - em fase final - terá uma ponta triangular apontada para o céu, e sua cor ainda não está definida. O padre Paulo bem que gostaria que ela fosse azul - a cor do seu time, o Grêmio, mas acha que o azul da edificação poderia se confundir com o azul do céu em dias mais claros. De qualquer forma, terá mais ou menos as mesmas dimensões da atual (talvez um pouco menor), que tem uma área construída de cerca de 700 metros quadrados, e poderá abrigar 400 pessoas em dias de missa. Destes, 280 poderão ficar na parte baixa e mais 120 no mezanino. Uma capelinha, uma sacristia e mais quatro salas com outras finalidades comporão o ambiente.

Quanto à igreja atual, será remodelada e será aproveitada, basicamente, para festas e eventos, tornando-se, por assim dizer, um grande salão paroquial. Com isso o padre espera conseguir mais casamentos para a paróquia de São Luís - hoje acontecem um ou dois ao ano, o que é muito pouco. É precico, porém, entender que a paróquia do Jardim Botânico sofre a concorrência de igrejas fortes e tradicionais das redondezas - a de São Jorge, no Partenon, fundada em 1952, a de São Sebastião, em Petrópolis, de 1933, a de Santa Cecília, de 1943, e mesmo a de Santo Antonio, datada de 1916.

1968 - A história da paróquia de São Luís remonta ao ano de 1968. Naquela data, mais precisamente no dia 15 de agosto, a pequena capela que havia no local se transformou em paróquia, sendo o seu primeiro pároco o padre Amadeo Scopel - que permaneceu 12 longos anos à frente da instituição. Nos anos 80, já com o padre Irineu Brandt, levantou-se os pisos, as paredes e os telhados da atual igreja. "De 1985 para cá não houve novidades", conta o padre Paulo.

Foi dele, entre outros, a idéia - já em 2001 - de construir uma nova casa, em vez de reformar a antiga, como era a idéia antiga. Apresentado o projeto, este, aos poucos se tornou realidade. "Nossa igreja é meio escondida, muita gente passa por aqui e nem se dá conta que é uma igreja", observa o religioso. Arregimentando a comunidade - pessoas físicas e jurídicas - e contando com uma equipe de vendas, além do seu próprio trabalho pessoal, o religioso conseguiu o que queria. "Mas não é fácil captar os recursos, vamos nos virando", diz ele.

Pedra sobre pedra, aos poucos, lentamente, surge a nova igreja de São Luís Gonzaga, o patrono da Juventude. E surge em concordância com uma data extremamente expressiva: os 40 anos da fundação da paróquia, que serão comemorados no dia 17 de agosto, um domingo, com a presença, entre outros, do arcebispo de Porto Alegre, D. Dadeus Grings. Uma missa festiva acontecerá às 10 horas, seguida de um amoço comemorativo na nova igreja.

Natural do município de Harmonia, ordenado sacerdote em 1975, o padre Paulo Kunrath tem 60 anos e uma longa e rica vida religiosa. Antes de vir para o Jardim Botânico, esteve em Bom Retiro do Sul, Gravataí, Vale Real, Cruz Alta, além de ter sido paróco da igreja de Mont´Serrat por seis anos.
Neste sábado, às 18 horas, acontece, na paróquia, a missa em homenagem ao Dia dos Avós. O padre Paulo pede aos paroquianos que tragam seus avós, para a bênção.
* E-Mail do Padre Paulo: pakunrath@yahoo.com.br
Igreja de São Luís - rua Guilherme Alves, 574, Tel.: 3336-1065

* O Centro de Pesquisa Clínica do Hospital São Lucas (avenida Ipiranga, Jardim Botânico) seleciona mulheres que tenham osteoporose para participar de pesquisa com um novo medicamento. É preciso ter mais de 60 anos e apresentar redução da função dos rins - diabetes, pressão alta, aumento de uréia/creatina nos exames. O tratamento dura um ano, é gratuito e tem acompanhamento médico periódico. Maiores informações pelos Tels.: 3339-9022 ou 9988-8822, a partir das 11 horas.


Quinta-feira, Julho 24, 2008

Roberto, vendedor de frutas há 20 anos


Ele sai de casa as 8 horas da manhã e volta às sete da noite. Caminha pelas ruas (estava no Botânico) muitos e muitos quilômetros, faça sol ou faça chuva - e nem tem idéia do quanto anda. Ele é Roberto da Silva, 27 anos, vendedor de frutas - ultimamente, de laranjas e bergamotas. "Faço isso há 20 anos", informa.

Roberto vende uma média de 100 sacos de frutas diariamente - e embolsa, segundo ele, um lucro diário de 100 reais, "líquido". Agora está vendendo laranjas e bergamotas, mas no verão vende melancia, uva, pêssego, as frutas da estação. Morador da Vila Cruzeiro, casado, pai de quatro filhos, ele próprio compra as frutas que vende. Roberto vende melhor no verão do que no inverno, e mais nos finais de semana do que durante a semana. Grande Roberto.

Jardim Botânico: para alguns, um desconhecido
















O nome do bairro é Jardim Botânico - por causa do Jardim Botânico de Porto Alegre, criado no final dos anos cinquenta e uma das áreas mais conhecidas da Capital. Porém, mesmo estando ali, muitas pessoas - talvez até a maioria - não o conhecem, não o visitaram, assim como muitos cariocas nunca foram ao Cristo Redentor. Fizemos uma pequena enquente a respeito. A pergunta é: você já foi ao Jardim Botânico? (Na foto, por ordem, em escadinha: Erci, Sérgio, Jorge, Paulo e Flávio).


Erci Lopes Gomes, 89 anos, comerciante, moradora da avenida Bento Gonçalves, Partenon (menos de dois km do Jardim Botânico).
"Não, nunca fui. Moro em Porto Alegre desde 1947 e nunca fui lá, não tenho tempo. Nem sei bem o que tem. O que tem, mesmo?"
Paulo Amarante, 36 anos, vigilante, morador do Partenon.
"Realmente, nunca fui. Passei pela frente, até senti vontade de entrar, mas pensei que aquilo era propriedade particular. A fachada não atrai. Imagino que tenha muitas variedades de plantas, e eu gosto disso. Morro no Partenon, na Bento, mas acho que aquela fachada deles não atrai. Vou muito ao Saint Hilaire. Pelo que eu sei, no Jardim Botânico só tem plantas, não tem lanchonete. Sinceramente, eu não quero ir lá só para olhar plantas. Se eu vou com a minha família, tenho que comprar lanches. Tem isso lá? No Saint Hilaire tem."
Jorge Carada, 54 anos, bancário aposentado.
"Já fui, sim. Há uns cinco anos. Já fui várias vezes. Gosto da flora. Mas não é um programa comum, para mim.
Valmor Chagas de Souza, 53 anos, comerciante, aposentado, morador do bairro Jardim Botânico.
"Só passei na rua. Moro no Botânico há 14 anos. Não fui porque não fui, não tenho tempo, trabalho muito. Nem sei o porquê. Acho também que falta divulgação, eles nos procurarem mais, a gente precisa ser estimulado".
Sérgio Schaedler, 69 anos, funcionário público aposentado, morador do JB.
"Já fui ao Jardim Botânico, faz um eito, muito tempo. Acho que as pessoas não vão por falta de hábito e também por falta de divulgação da parte deles.
Flávio Cambruzzi, 62 anos, comerciante, aposentado, morador do JB.
"Já fui. Há uns seis ou oito anos, com os filhos. Fui por causa deles, eles pediram. Achei bacana. Acho que uma lanchonete lá faz falta. Também falta uma maior divulgação. E acho que eles deveriam fazer um relacionamento maior com o bairro, com os colégios daqui."

Talidomida, o calmante monstruoso


As pessoas mais velhas e bem informadas ainda lembram bem deste nome: Talidomida. Prescrito como calmante e sonífero no final dos anos cinquenta e início dos sessenta, o medicamento (na verdade Talidomida é o seu nome químico e não o de vendas) transformou-se em um sinistro sinônimo da ganância monstruosa da indústria farmacêutica.
Lançada sem a devida comprovação de seus efeitos colaterais, testada apenas em ratos, produzida em dezenas de países com nomes comerciais diferentes (Contergan, Distaval, Kevadon, Softnon, Talimol etc), a substância foi sintetizada pelo laboratório Chemie Grünenthal, de Nordrhein-Westfalen, na então Alemanha Ocidental e, dentro em breve, logo após o seu lançamento comercial, em 1956, (como anti-gripal e com o nome de Grippex), transformou-se em uma mina de ouro para a indústria, a qual investiu pesadamente na sua divulgação. Na verdade, a partir de tal substância, fabricava-se inúmeras marcas comerciais que, somente em um ano, na Alemanha, venderam a assombrosa quantidade de 14 toneladas. Mais de 20 outros laboratórios, em diferentes países de todo o mundo, foram licenciados para a sua produção.
No Brasil, a Talidomida chegou em março de 1958, nas marcas Ectiluram, Ondosil, Sedalis, Sedim, Verdil e Slip, todas vendidas sem a exigência da receita médica. Era, então, considerado o melhor soporífero jamais inventado, passando também a ser utilizado contra a gripe, a nevralgia, a asma, a tosse e, sobretudo, como antiemético para as mulheres grávidas. Foi justamente aí que ele fez história - uma tétrica história: receitado para muitas grávidas em início de gestação, ingerido em pílulas brancas, era um sedativo barato que provocava um sono rápido, profundo e natural, sem a característica "ressaca" da manhã seguinte. De igual forma, podia ser ingerido em doses maciças que não causaria a morte do paciente, nem mesmo se este quisesse praticar o suicídio.
BRAÇOS DE FOCA - Ideal, e, como logo se viu, fatal, ou pior que isso, para os fetos em início de formação. Usado nos primeiros 40 dias da gestação, atuava como teratogênico - ou seja, produzia monstros, se é que, infelizmente, assim se pode falar de suas vítimas, calculadas em cerca de 10 mil em todo o mundo. As crianças nasciam muitas vezes sem dois, três ou até quatro membros, dentre tantos outros efeitos observados. A má-formação dos membros tinha um nome científico: focomelia (do grego "phoke" - foca- e "melos" - membros), ou "membros de foca". Os braços dos recém-nascidos surgiam como tocos abaixo dos ombros, semelhantes às nadadeiras das focas. Também se observou deformação dos olhos, do esôfago e do tubo digestivo. De cada duas crianças nascidas assim, apenas uma sobrevivia.
Sem entender o porquê daquilo, com problemas de consciência, algumas mães enlouqueceram e outras chegaram a praticar o suicídio. Em 1961, os casos de "focomelia" já eram tantos que se falava em uma "epidemia". De início foi extremamente difícil descobrir-se a origem de tal fenômeno, o elo comum. Pensou-se nos alimentos, na água, até em poeira atômica. Porém, graças a duas pessoas precisou-se exatamente a Talidomida como o fator causador. Uma delas, o advogado Karl Schulte-Hillen, de 32 anos, não havia aceito a explicação "genética" como a causadora da focomelia do seu filho recém-nascido. Homem saudável e esclarecido, ele descobriu que, coincidentemente, um casal de amigos seus tivera um filho em condições idênticas. Intrigado e inconformado, Karl passou a fazer investigações por conta própria, conversando com as mães que haviam dado a luz a tais "monstros". Ao tentar chamar a atenção da comunidade médica para o que estava se passando, encontrou uma revoltante indiferença e ignorância.
Foi então que surgiu em seu caminho o médico Widukind Lenz, um pediatra especializado em genética que aliou-se a Karl, encampando a causa. Lenz, por fim, achou o nexo causal. No dia 16 de novembro de 1961, Lenz comunicou oficialmente à indústria fabricante dos efeitos nocivos dos medicamentes a base de Talidomida - Contergan, no caso da Alemanha Ocidental. Ele, pessoalmente, já conhecia 13 casos. A Chemie Grünenthal, porém, não retirou o remédio do mercado - o que de fato só ocorreu quando a história virou manchete de jornal. O Contergan era o carro-chefe das suas vendas, uma verdadeira "galinha dos ovos de ouro", rendendo milhões e milhões de marcos. Sooou então o alarma em todo o mundo. Nesse tempo, às suas próprias custas, Schulte-Hillen contratou oito fisioterapeutas que, juntamente com ele, passaram a percorrer a Alemanha Ocidental, à procura de vítimas da Talidomida.
Entre agosto de 1964 e dezembro de 1965, visitaram 1.600 das 3.000 vítimas vivas da substância. Com seu endereço publicado nos jornais, choveram cartas, narrando novos casos.A maioria das vítimas da Talidomida estava na Alemanha e na Inglaterra. Nos Estados Unidos, graças a uma mulher, o medicamento (lá chamado de Kevadon), não chegou a causar tantos danos e sofrimentos (não mais do que 20 vítimas). A ser fabricado pela Merrel Co., uma empresa de Cincinati, Ohio (e que ainda hoje é uma das grandes do mercado farmacêutico), não chegou a ser liberado pela Secretaria de Alimentos e Remédios (FDA, sigla em inglês). Apesar das terríveis pressões da indústria, a médica responsável pela aprovação, Dra. Frances Oldham Kelsey, recusou-se a dar o parecer favorável, alegando que as provas de garantias de não havier efeitos colaterais deletérios eram insuficientes.
Em agosto de 1961, quando o escândalo veio a público, ela recebeu do presidente John Kennedy a medalha por Destacados Serviços Civis, por reter a aprovação da Talidomida - medalha esta que é uma das mais altas condecorações daquele país.
NO BRASIL - A Talidomida chegou ao Brasil em março de 1958, com os nomes de Ectiluram, Ondosil, Sedalis, Sedim, Verdil, Slip. Em março de 1962, o Serviço Nacional de Fiscalização de Medicina e Farmácia proibiu o uso da Talidomida em todo o país, mandou apreender os estoques e cassar as licenças de fabricação. A medida, no entanto, não surtiu lá grandes efeitos pois o medicamento continuou ainda a ser usado durante anos devido à falta de informação da população, do descontrole na distribuição e, sobretudo, graças à omissão do governo e ao poder econômico dos laboratórios. Em 27 de novembro de 1973 foi criada, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, a Associação Brasileira dos Pais e Amigos das Crianças Vítimas da Talidomida, entidade declarada de utilidade pública. Nos últimos anos o interesse pela Talidomida trouxe novamente o debate à tona. Conforme alguns testes - ainda não plenamente comprovados - ela teria eficácia na luta contra a lepra e contra a tuberculose. (Pesquisa: Conselheiro X.)

Casa Branca, a boate que marcou época


Nos anos sessenta, por aí, o Jardim Botânico tinha um cabaré muito frequentado - inclusive por pessoas que vinham de outras partes da cidade. A Boate Casa Branca não mais existe, porém a sólida casa de dois pavimentos - hoje pintada de amarela - continua de pé, na rua Cervantes, 68, na parte alta do bairro.

Em vez de luz vermelha, de muitas mulheres, de quartos decorados, abriga agora moradores bem mais pacatos, que pagam aluguel pelos cômodos. Antes disso, anos atrás, o local sediou um posto da Brigada Militar, que fazia o policiamento da região.

A atual proprietária (o imóvel continua a ser da família), Cátia, é sobrinha da antiga dona, dona Otilia Elly - que ainda vive e está em uma clínica para idosos, no bairro Menino Deus.

"De vez em quando alguém pára algum carro aqui, para olhar, recordar, tirar fotos", diz Cátia, orgulhosa. Ela só lamenta não ter fotos dos tempos antigos, quando o Casa Branca - pintado de branco e azul - era só festa e reinava soberano nesta parte do bairro, agora muito valorizada. Hoje, ao lado da antiga boate, está um grande e alto edifício, como se pode ver na foto.

Quarta-feira, Julho 23, 2008

O casal Salvador França e dona Inocência

Quem foi, afinal, o doutor Salvador França, que dá nome a uma das mais importantes artérias do Jardim Botânico, hoje parte integrante da Terceira Perimetral?
Pois o Doutor Salvador França não era médico e sim advogado. Nascido e falecido em Porto Alegre, foi um grande proprietário de terras na cidade, isso no final do século XIX e início do século XX. Formado em Ciências Jurídicas e Socais pela Faculdade de Direito de São Paulo, era casado com Dona Inocência - também nome de uma rua do nosso bairro.
Dona Inocência Prates de Castilhos era irmã do líder republicano e Presidente do Estado, Júlio de Castilhos, um dos rio-grandenses mais ilustres. (Júlio de Castilhos redigiu praticamente sozinho a Constituição do Rio Grande do Sul e teve como discípulo Borges de Medeiros. Era o mandatário do Estado quando estourou a sangrenta Revolução Federalista de 1893-1894, na qual morreram mais de 10 mil soldados.)
Talvez por isso, pelo fato de Salvador França e dona Inocência formarem um casal, as duas vias se encontram e se unem, como se vê na foto acima, feita justamente naquela esquina na tarde nublada e cinzenta de hoje.
* Clique na imagem para ampliá-la.

* Paróquia São Luis Gonzaga - No próximo sábado, dia 26, acontece a homenagem aos avós na igreja de São Luís (rua Guilherme Alves, 574 Tel.: 3336-1065). O dia 26 é o dia de São Joaquim e Santa Ana, os avós de Jesus. Em razão disso, o padre Paulo, pároco, pede a todos que tragem seus avós para a missa das 18 horas, quando estes últimos serão homenageados e receberão uma benção especial.
* Instituto de Cultura Hispânica da PUCRS, com apoio da Faculdade de Letras, realiza o curso de extensão "Literatura e Língua Espanhola: Escritoras". As aulas serão em português e espanhol, com diversos palestrantes que abordarão temas como Carmen Laforet, Isabel Allende, Laura Esquivel e Rosália de Castro, entre outras. Atividades às segundas-feiras, às 17h30min, entre 18 de agosto e 17 de novembro. No prédio 8 do campus central da avenida Ipiranga. Informações no site www.pucrs.br/ich
* A PUCRS realiza, de 24 a 31 de julho, as matrículas dos alunos de graduação da Universidade. O procedimento pode ser realizado conforme a escala de matrículas, nas respectivas faculdades, ou no site https://webapp.pucrs.br/matricula
* Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Administração, Contabilidade e Economia da PUC realiza, até 31 de julho, inscrições para o Curso de Especialização em Gestão Estratégica de pessoas. O objetivo é dar aos participantes uma visão estratégica de gestão de pessoas, com o aprimoramento da adoção de ferramentas, diagnóstico, análise intervenções. Aulas às terças e quartas-feiras, à noite. Inscrições no site www.pucrs.br/face/cursoslatosensu ou 3320-3524
* A obra "Estrela da Vida Inteira", de Manuel Bandeira, será tema do próximo encontro do projeto "Relendo a Literatura". A atividade, promovida pela Faculdade de Letras da PUCRS, será ministrada pela professora Gláucia de Souza e acontece no dia 6 de agosto, no prédio 9 do campus da avenida Ipiranga. Inscrições gratuitas pelo e-mail relendoaliteratura@pucrs.br . Destinado a estudantes e professores de literatura e é realizado mensalmente, com aulas dinâmicas e debates. Nos próximos encontros, Fernando pessoa, Eça de Queiroz e Milton Hatoum.

Terça-feira, Julho 22, 2008


Toniolo, o crepúsculo do "Rei da Pichação"

Toniolo: ele escreveu seu nome com suas próprias mãos. E muito spray.

Uma idéia na cabeça – divulgar o seu próprio nome – e um spray na mão. Autodenominado-se o “Rei Mundial da Pichação”, Sérgio José Toniolo levou isso às últimas conseqüências e tornou-se quase uma lenda viva em Porto Alegre: quem, com mais de 30 anos, alguma vez não viu a palavra “Toniolo” escrita em algum muro, algum prédio, alguma passarela, algum monumento ou até mesmo alguma calçada ou asfalto?
CELEBRIDADE - Um rei cujo reinado não é nada recente – iniciou, mais exatamente, no final dos anos setenta e ganhou força nos anos 80, quando, de fato, se tornou uma celebridade incontestável, foi preso, ameaçado de morte, algemado, internado e até levou alguns tiros.
Nada disso, naqueles anos, tirou a disposição desse homem calvo, hoje com 60 anos, escrivão de polícia aposentado, solteiro, segundo grau completo, sem filhos e morador do vizinho bairro de Petrópolis – mais exatamente na avenida Taquara, onde reside na parte baixa de um edifício. Hoje Toniolo está mais sossegado, não freqüenta mais as manchetes de jornais, não é notícia. Está, por assim dizer, apagado, ou em recesso. Talvez seja a idade, o tempo, o cansaço, a saúde. Sem reposição, seu nome, antes tão onipresente, foi se apagando dos edifícios, dos muros e vias públicas, por força do tempo, da limpeza, da chuva. É a fase do crepúsculo.
Mas a lenda urbana chamada Toniolo persiste – o Pai e o Rei dos Pichadores, ou, como ele dizia, “o único pichador que não faz símbolos incompreensíveis e assina o seu próprio nome”.
Louco ou não, Toniolo entrou para a História por suas próprias mãos. Literalmente. Em um tempo em que a pichação se tornou uma praga, obra de gangues sem rosto e muitas vezes violentas, de pessoas semi-alfabetizadas e toscas, Sérgio José Toniolo distingue-se por ter pertencido a uma outra espécie: inteligente, esse homem que os médicos apontaram como “esquizofrênico paranóide” (aposentou-se por força da doença), e que foi interditado e preso, julgava-se um “anarquista”. Isso, é claro, depois de ter sido impedido de se candidatar a deputado estadual pelo PMDB no início dos anos 80. Depois, em sua própria cabeça, tornou-se várias vezes candidato pelo inexistente Partido Anarquista Brasileiro – foi inclusive, em sua cabeça, candidato à Presidente da República, usando, em todas as vezes, o seu número cabalístico 1543.
"O BRASILEIRO É ACOMODADO" – Segundo a Medicina, quem sofre de esquizofrenia paranóide tem, geralmente, mania de grandeza e de perseguição. As duas coisas não faltaram a Toniolo: foi, nos anos setenta, o recordista brasileiro em colaborações às seções de “Cartas do Leitor” de todos os jornais possíveis – escreveu mais de mil, sobre todos os assuntos, da sujeira das ruas, das fezes dos caos à cretinice dos políticos. E vivia fugindo da polícia e dos donos de imóveis.
Quanto às pichações, garante que fez bem mais de 70 mil delas, gastando, pelos seus cálculos, mais de 100 mil reais ao longo de tantos anos, tudo do seu próprio bolso. Gastou em sprays (às vezes mais de um por noite), tintas, pincéis. Mandou fazer pandorgas com seu nome escrito para lançá-las ao ar.
Defendeu o voto nulo, o anarquismo. Costumava dizer que o brasileiro é “frouxo e acomodado” – o que ele, de fato, não era: grão-mestre da autopromoção e da publicidade-artesanal-em-série-ininterrupta, apanhou, desafiou deliciosamente, experta e inocentemente o Poder com seu spray, divertiu os cidadãos da cidade e demonstrou o poder de fogo de um homem só – maluco, com certeza, mas, vá lá, incrivelmente e determinado como só estes podem ser. E divertido. Palhaço. Cavaleiro solitário. Carlitos com mania de grandeza.
ENGANANDO A BRIGADA - Matéria de reportagens e notícias em jornais, sua história foi ao ar no programa Fantástico, da Rede Globo, em 1981. Em 1984, quando Jair Soares era o Governador do Rio Grande do Sul, anunciou a todos – telefonava às redações – garantindo que iria pichar seu nome na fachada do Palácio Piratini.
A segurança foi alertada e reforçada. Não contavam eles, porém, com a astúcia do Rei Mundial da Pichação: para identificá-lo e barrá-lo, tinham apenas uma foto sua, antiga, em que aparecia com cabelos.
Toniolo, contudo, já era careca àquelas alturas. Caminhando, saiu tranquilamente da vizinha Catedral Metropolitana e, passando pelos brigadianos, chamou-os angelicamente de “meu irmãos”. Quando se deram conta, já havia pichado a quase totalidade do seu nome (faltaram duas letras) na imponente sede do Governo do Estado. Mandado então ao Hospital Psiquiátrico São Pedro, aplicou outro golpe digno dos melhores filmes de Hollywood.
Conhecido dos plantonistas, disse a estes que os dois policiais civis que o escoltavam eram colegas seus, “com mania de polícia”. Desconcertados, os plantonistas foram para cima dos homens da lei – e Toniolo, sorrateiramente, fugiu pelos fundos do prédio.
Mais tarde, anunciou que iria pichar o Palácio do Planalto, mas essa parada ele perdeu – foi detido dentro do ônibus que seguia para Brasília. “Mas consegui o que queria”, disse o mestre da Publicidade. “Não tenho medo de ser preso: é uma propaganda”, alardeava ele, com toda a razão. Quanto ao conteúdo do seu discurso, as suas “propostas”, bom, deixa pra lá: ele não é diferente da grande maioria dos políticos brasileiros.
CACHÊ – Toniolo sempre disse que ninguém nunca contou, verdadeiramente, a sua história, e por isso ele cobrava, mais recentemente, 10 mil reais por entrevista a qualquer veículo de comunicação e 100 mil para estrelar comerciais, onde apareceria, inclusive, com seu célebre spray. Obviamente, nenhum jornal, revista ou tevê pagou o que ele pediu e nenhuma agência o convidou para ser garoto-propaganda, nem mesmo da Casa das Tintas. Talvez tenha sido um talento não aproveitado da propaganda gaúcha.
O dinheiro, que nunca veio, serviria, afirmava, para ressarci-lo das despesas com o material de pichação, desde quando iniciou na atividade para realizar a missão que, afinal, conseguiu: firmar no mercado a “marca Toniolo”. Firmar uma marca custa muito dinheiro. Quanto vale a marca Toniolo?
Rei da publicidade artesanal, Dom Quixote, da idéia na cabeça e do spray na mão, Toniolo é, dizem, um homem solitário que não dá entrevistas e não permite fotos. Há quem diga que está com problemas de saúde. A pessoa que ligar para sua residência (como fez este blog) ouvirá a indefectível gravação: “Mensagem gratuita: este telefone temporariamente fora de serviço. A Brasil Telecon agradece.”
Nesta campanha eleitoral que se avizinha Toniolo estará fora e não será candidato, nem mesmo pelo seu imaginário Partido Anarquista. Um dia, talvez, a lenda viva da propaganda pessoal vire tema de filme ou documentário, do tipo “Contador de Histórias”. Quem sabe. (Conselheiro X.)

Historiador previu JB como "o mais próspero"

Riacho Ipiranga: o Jardim Botânico, antiga Vila São Luiz, nasceu às suas margens, como parte do "Vale do Sabão".

Oficialmente, o Jardim Botânico nasceu no ano de 1959, pela lei número 2022, de autoria do vereador e historiador Ary Veiga Sanhudo. Nesse ano foram oficializados inúmeros outros bairros de Porto Alegre, com a criação de um novo Plano Diretor para a cidade.
A história do Jardim Botânico corre paralela a da avenida Ipiranga e da canalização do riacho Dilúvio, obras que levaram décadas. No passado, toda essa região ribeirinha ao rio, desde a Agronomia até o Beira-Rio, era conhecida como o “Vale do Sabão”, uma área baixa e alagadiça. As constantes inundações do arroio eram, então, um sério problema.
Em seu livro “Crônicas da Minha Cidade”, que parece ter sido escrito na década de 50, o historiador Ary Veiga Sanhudo é profético quando ao futuro promissor da região - “a zona mais próspera da cidade”. Escreveu ele, meio século atrás:
“O bairro São Luiz, como aliás foi por muito tempo conhecido, não apresenta verdadeiramente qualquer notabilidade maior do que as ajardinadas terras do nosso futuro horto botânico. É um lugar de condições modestas e pela circunstância de se achar encravado entre o Riacho e o cerro de Petrópolis, viveu sempre jugulado à sua embaraçante situação de bairro sem uma via própria de acesso com maior desenvoltura. A sua radial, todavia, é a perimetral rua Barão do Amazonas. (...) No entanto, não nos cabe dúvida que, no dia em que as formidáveis laterais do Arroio Dilúvio – avenida Ipiranga – estiverem completamente urbanizadas, propiciando o extraordinário tráfego desse imenso Vale do Sabão, desde a Agronomia até a Beira-Rio, todo este bairro, como os demais quarteirões ribeirinhos, tomarão outro aspecto e constituirão a zona mais próspera da cidade”.
QUERO-QUERO – Há menos de vinte anos, o Correio do Povo (23 de maio de 1987), em matéria da jornalista Magda Wagner, traçava um perfil do JB:

“É um bairro tranquilo, de ruas largas, que mais parece uma cidade do interior (...) Em frente ao maior conjunto habitacional do bairro, na rua Felizardo Furtado, nos deparamos com uma inesperada plantação de agrião, reforçando a idéia de que o Jardim Botânico é, no mínimo, um bairro diferente. Os quero-queros, ave típica dos descampados, proliferam no bairro, alimentados pelas folhas de agrião.”
Antes de ser Vila São Luiz, o JB chamava-se Vila Russa, o que é explicado pela presença de imigrantes russos que chegaram aqui no início do século passado, instalando-se na parte alta, do outro lado da hoje avenida Doutor Salvador França.

* Laboratório de Mercado de Capitais da PUCRS (LabMec) promove o Quarto Curso "Bolsa de Mercadorias & Futuros", direcionado a estudantes, professores, profissionais liberais, executivos e investidores. As atividades serão no sábado, 26 de julho, das 8 às 12 horas e das 13 às 18 horas, no Prédio 40, no campus da avenida Ipiranga. Ver http://www.labmec.com.br/
* Projeto Sobremesa Musical desta quarta-feira contará com a apresentação do Quinteto de Cordas Gauchesco. Serão executadas músicas tradicionalistas, como trova, milonga, chamamé e danças gaúchas. Entrada franca. O evento acontece todas as quartas, no átrio da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, no prédio 9 do campus. Sugestões de repertório podem ser enviadas ao site www.pucrs.br/icm ou pelo Tel.: 3320-3582.
* Instituto de Cultura Japonesa da PUCRS está comemorando os 100 anos da imigração japonesa no Brasil com atividades especiais. Nesta sexta-feira, 25, às 19 horas, haverá o lançamento do selo comemorativo do Centenário da Imigração Japonesa. A seguir, um concerto de músicas japonesas pelo grupo Nagauta-Bayashi no Kai, do Japão. Entrada franca. No prédio 9. Programação completa no site www.pucrs.br/icj
* Diretora do Departamento de Gestão da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Ana Haddad, visitou, na tarde de segunda-feira, a Biblioteca Infanto Juvenil do Hospital São Lucas da PUCRS. O espaço é destinado à recreação de crianças hospitalizadas pelo SUS no serviço de Pediatria e conta com 2.000 livros para entretenimento dos pequenos pacientes e seus acompanhantes. Ana parabenizou e enalteceu a iniciativa.

Segunda-feira, Julho 21, 2008


* Já se encontra no site http://www.igp.rs.gov.br/ o edital do concurso público para o Instituto Geral de Perícias, IGP, visando o provimento de 133 cargos: 55 peritos criminais, quatro peritos químicos forenses, 19 peritos médico-legistas, 18 papiloscopistas, 18 fotógrafos criminalísticos e 19 auxiliares de perícia. Inscrições pela Internet, de 28 de julho a 11 de agosto, no site http://www.fdrh.rs.gov.br/
* Faculdade de Informática da PUCRS promove o Segundo Simpósio Brasileiro de Componentes, Arquiteturas e Reutilização de Software, reunindo pesquisadores, estudantes e profissionais com uma ampla gama de interesses em engenharia de software. Serão sessões técnicas, sessões da indústria, palestras internacionais, mini-curso e sessões de demonstração de ferramentas. As atividades acontecerão entre 20 e 22 de agosto, no auditório da Faculdade de Informática, no prédio 32 do campus da avenida Ipiranga. Inscrições somente via Internet no site www.inf.pucrs.br/sbcars2008
* A Academia de Polícia Civil, com apoio da Polícia Federal e da Secretaria Nacional de Segurança Pública, inicia, nesta terça-feira, 22, a primeira edição do curso sobre crimes praticados na Internet. O objetivo é capacitar agentes e tem como foco o combate ao crime cibernético, visando o preparo e a instalação de redes de segurança e inovação, formatação e perícia em computadores e meios eletrônicos. O agente da PF, Rogério Meirelles, falará sobre os conceitos e tipologias de crimes cibernéticos, com análises de sistemas e aplicativos. O local é a sede da Academia, rua Comendador Tavares, 360, Navegantes, Porto Alegre. Informações pelo Tel.: 3288-9308 e 3288-9309. (Assessoria)

São Lucas inaugura seu novo Diagnóstico

Vista aérea do HSL: inaugurado em 1976, é hoje um dos melhores de Porto Alegre.

O Hospital São Lucas da PUCRS (avenida Ipiranga, Jardim Botânico) inaugura oficialmente, no próximo dia 28 (segunda-feira), às 11 horas, o seu novo Centro de Diagnóstico e Tratamento Intervencionista, CDTI. Em um amplo espaço, no terceiro pavimento do HSL, o equipamento instalado é de última geração, permitindo que casos complexos sejam solucionados com grande agilidade. O serviço beneficiará cinco especialidades médicas e atenderá a pacientes particulares, conveniados e do Sistema Único de Saúde, SUS.

Segundo o cardiologista Paulo Caramori, chefe do CDTI, o grande diferencial do Centro será a alta tecnologia e a equipe qualificada de médicos, que oferecerão não somente diagnósticos mas também o tratamento de várias doenças cardíacas, vasculares e neurológicas. Isso será feito através da introdução de um pequeno cateter na circulação sanguínea - cateter este de apenas 2 milímetros e a espessura de uma carga de caneta. Esse pequeno objeto navegará por artérias e veias de qualquer parte do corpo - uma viagem que poderá demorar de 20 minutos a duas horas. O paciente também poderá recuperar-se rapidamente e voltar à sua vida normal.

Tangos e boleros no Café com Pecado


O Café Com Pecado, no Bourboun Shopping Ipiranga, já é um tradicional ponto de cultura e lazer nas tardes de domingo. Neste último, reuniu, como sempre, um bom público para ouvir tangos e boleros, a cargo de dois bons músicos.

A estranha história de Meio-Quilo


Essa história me foi contada por um gringuinho baixo e pequeno, da Serra, que tinha o singelo apelido de Meio-Quilo. Caminhoneiro, dono de um Mercedez Benz, ele fazia frequentes viagens ao Norte e Nordeste, transportando as mais variadas cargas - a vida normal de um profissional da estrada. Em meados dos anos oitenta - já faz um tempo, portanto - Meio-Quilo viajava muito para o Amazonas e o Pará. Numa dessas viagens, foi a Belém do Pará, que, como todos sabem, é banhada por rio, ou rios - na me perguntem se é o Amazonas ou não: consultem os mapas.
Uma vez lá, depois de descarregar o seu caminhão, Meio-Quilo foi a um restaurante, desses típicos de caminhoneiros, com comida farta e barata. Loiro, chamava a atenção em meio a tantos rostos morenos. Sentado à mesa, foi, subitamente, abordado por um homem que perguntou se ele era gaúcho. O rapaz respondeu que sim, que era gaúcho. Então o homem sentou-se junto dele e disse que tinha uma proposta a lhe fazer. Mas primeiro queria saber qual era o seu caminhão e quanto valia. Meio-Quilo deu um valor qualquer, meio por alto, esperando uma proposta de compra.
Mas o homem disse que a proposta era outra: ele, caminhoneiro gaúcho, toparia fazer o seguinte?: deixar o seu caminhão vazio ali mesmo, com a chave, aos cuidados desse senhor desconhecido. Este último, por sua vez, assumiria a responsabilidade do caminhão e o carregaria com uma carga que não seria do conhecimento de Meio-Quilo - nem a carga nem o destino. Durante uma semana ficaria em um hotel da cidade, com tudo pago antecipadamente pelo contratante, esperando a volta do Mercedez Benz. Para garantir que o negócio era sério o desconhecido lhe daria um cheque, no valor que ele disse ser o do veículo - um cheque quente, poderia consultar o banco para ver se tinha fundos ou não. O caminhão, afirmou o homem, certamente voltaria - porém em caso de não voltar ele teria dinheiro para comprar outro. Como lambuja, receberia cinco vezes o valor de um frete normal, além das despesas pessoais totalmente pagas.
Meio-Quilo, que era jovem, cobiçoso e aventureiro, mediu bem os riscos e vantagens - pensou, pensou. E topou.
Feito o acordo, com o cheque nas mãos, devidamente verificado, mais o dinheiro vivo das despesas, hospedou-se em um hotel, deixando o caminhão lá - que seria carregado à noite e seguiria de balsa, rio abaixo.
Meio-Quilo ficou uma semana assim, um tanto ansioso, é verdade, mas por outro lado feliz por poder faturar uma bela grana. Combinaram encontrar-se no mesmo local, dali a sete dias.
Exatamente uma semana depois o caminhoneiro gaúcho sentou-se à mesma mesa, no horário combinado, esperando o homem, com o cheque de garantia no bolso. O desconhecido logo chegou e perguntou se ele tinha o cheque, pois o caminhão estava ali fora, tal como estava uma semana antes. Meio-Quilo foi lá verificar, vistoriou para ver se não faltava nada - estava tudo ok, conforme o combinado: o caminhão lavado e bonito, sem faltar uma só peça.
O homem então lhe pagou cinco vezes o valor de um frete normal entre a Serra gaúcha e a Amazônia, em dinheiro vivo, e pegou o cheque de volta. Apertaram-se as mãos e nunca mais se viram.
Até hoje penso nessa história, penso em Meio-Quilo e no que aquilo significou. Perguntei a ele se tinha idéia do que fora transportado rio abaixo no seu caminhão - algo ilegal, certamente. "Sei lá", respondeu o gringo. "Imagino muitas coisas, inclusive drogas. Mas acho que ele estava transportando as pedras preciosas do Abi-Ackel". Para quem não se recorda, Ibraim Abi-Ackel foi ministro da Justiça no Governo Sarney e protagonizou um rumoroso escândo de contrabando de pedras preciosas, tanto que teve de sair do cargo.
É, meus amigos, esse Brasilzão tem muitas histórias, e os caminhoneiros ainda mais. (Conselheiro X.)

Domingo, Julho 20, 2008


AMMPA: a Rede que surgiu no Jardim Botânico



Odir: patrono de uma entidade que congregou os pequenos comerciantes. Acima, produtos com o selo da Associação.

A primeira luta, a que levou eles a se unirem, foi perdida. Paradoxalmente, essa derrota serviu ainda mais para uni-los e levá-los à frente. Hoje, a AMMPA - Associação dos Mini-Mercados de Porto Alegre - é uma entidade associativa consolidada, com 52 membros na Grande Porto Alegre, patrimônio próprio, e uma representatividade que não pode ser ignorada. E tudo isso tem a ver com o Jardim botânico, onde a AMMPA nasceu. Mais exatamente: a rua Barão do Amazonas, 856 (esquina com a Itaboraí), no Mercado Guarani - empresa que existe há 38 anos no bairro.
É lá que está o empresário Odir Otto Fetzer, fundador, ex-presidente e patrono da Associação, surgida no ano de 2001, como um canal de luta dos pequenos comerciantes contra o que lhes parecia (e de fato, se tornou) a grande ameaça aos seus negócios - a abertura dos supermercados, especialmente das grandes redes, aos domingos. Para quem não se lembra, não faz muito o comércio de Porto Alegre era proibido de abrir aos domingos. Se, de um lado, isso parece arbitrário, de outro parte beneficiava os micro e pequenos comerciantes, os donos de mercados, mercearias e açougues, que tinham no domingo o seu melhor dia de faturamento.
BATALHA PERDIDA? - A batalha foi perdida - as grandes redes, hoje, funcionam aos domingos - mas isso não impediu que a Associação fosse adiante e se consolidasse como uma rede associativa e se tornasse uma marca conhecida do grande público.
"Procuramos, de início, nos unir para termos força. Mas logo vimos que, pela lei, não dava para proibir ninguém de trabalhar aos domingos", recorda Odir. "Queríamos que aquela lei continuasse, mas não deu".
Metendo a mão na massa, procurando os comerciantes, um a um, Odir foi convocando-os para reuniões e discussões, que aconteciam, então, na antiga sede da Associação dos Moradores do Jardim Botânico, na rua La Plata. "Chegamos a ter 180 pessoas lá, de toda a Porto Alegre", afirma. Quando descobriram que a lei não poderia ser alterada, procuraram outras formas de luta e aí surgiu a questão: se formassem uma associação, esta seria uma cooperativa ou uma rede (há distinções jurídicas entre as duas formas)? Como se fossem cooperativa teriam um sistema centralizado, em que a diretoria se responsabilizaria por todos, optaram por ser uma rede, na qual cada qual responde por si - tal como é hoje.
A Prefeitura Municipal (final do governo de João Verle) lhes deu apoio, contratando consultores da FEVALE - Faculdade do Vale do Rio dos Sinos, os quais prestaram serviços à Associação durante dois anos.
"Era necessário, nós não conhecíamos nada nessa área", informa Odir. A AMMPA passou a congregar proprietários de mini-mercados, açougues e padarias, com estatuto, diretoria e obrigações: o estabelecimento associado deve ter de 100 a 400 metros quadrados de área e nome limpo na praça (não pode ter títulos protestados, por exemplo), além de uma fachada igual e o mesmo lay-out interno.
A idéia da união em uma rede não só reduziu custos como serviu - o que é mais importante - para integrar e dar respeito aos pequenos comerciantes.
LONGO PRAZO - "O mais importante, porém, não é a questão imediata da redução de custos e sim a mudança de mentalidade", diz Odir. "O pequeno comerciante sempre pensa que o seu concorrente é o outro pequeno que está perto dele, quando na verdade o concorrente é o grandão. Ele precisa mudar essa mentalidade, ser parceiro e não concorrente".
Ainda mais importante, afirma Odir, é a troca de informações entre eles. Hoje isso é uma realidade, e se consolida ainda mais nas reuniões semanais que fazem em sua sede própria (600 metros quadrados), no interior da CEASA, no Porto Seco. A sede foi adquirida com recursos próprios e é lá que as coisas acontecem: as negociações com os fornecedores, a compra, a estocagem.
"Mas pra fazer isso tudo, nós tivemos muitas dificuldades, é um trabalho a longo prazo", informa o patrono. A sede conta com uma câmara fria, que serve para estocagem de carne. Comprando coletivamente, conseguem melhores preços - o que se reflete em menores preços ao consumidor.
"Temos contratos com 30 empresas fornecedoras, distribuidoras, indústrias, e compramos mais de 100 itens, carne, arroz, feijão, carne, tudo". Logo surgiram as parcerias - com a Blue Ville, por exemplo, indústria sediada em Camaquã, além de mídia gratuita na Rádio Farroupilha. Mais: mediante a cobrança de 300 reais mensais do associado, a Rede fornece a eles cartazes e embalagens e divulga seus nomes.
"Temos promoções, sempre em cada um associado diferente, cinco vezes por semana". Hoje, a AMMPA compra entre 80 a 100 toneladas mensais de produtos, que são repassados aos 52 associados.
LADO SOCIAL - "Também não descuidamos da parte social, fazemos festas e eventos. A gente trabalha a parte social, fizemos a Campanha do Agasalho, da Alimentação, coisas assim", esclarece o ex-presidente. "Todos os meses temos promoções. O consumidor encontra os mesmos produtos pelo mesmo preço em qualquer um dos nossos associados". A carne, por exemplo, é distribuída coletivamente por um caminhão contratado para isso. Comprar melhor significa, obviamente, vender melhor - e assim enfrentar a concorrência dos grande supermercados e redes. Uma prova cabal do poder de força surgiu no dia em que a AMBEV - uma das maiores fabricantes mundiais de cerveja, e que responde pela marca Pepsi-Cola no Brasil, resolveu esnobá-los. Sem querer conceder desconto, dizendo que, para eles, "essa associação não existia", levaram o troco de uma forma contundente. Sentindo-se menosprezados, os integrantes da AMMPA resolveram, durante um final de semana, fazer uma promoção: duplicaram o preço da Pepsi litro e baixaram levemente o da Coca - só para mostra o poderio da Associação. Comunicaram isso à AMBEV: "Nos dias seguintes eles vieram nos procurar, dizendo que a coisa não era bem assim, que eles nos reconheciam, blá-blá-blá. A verdade é que viram a queda sensível nas vendas e recuaram. Foi a demonstração do nosso poder de fogo", conta Odir Fetzer.
Nascida no Jardim Botânico, a Associação tem hoje filiados em quase toda a Grande Porto Alegre. A grande maioria são mini-mercados. E não são só os muito pequenos. "Temos empresas com até 25 funcionários", diz Odir. Uma agência de publicidade foi contratada para cuidar da imagem da AMMPA, aberta a novos associados. O atual presidente é Mauro Pinheiro, proprietário de um mercado no bairro Jardim Leopoldina, e que foi vice de Odir - hoje o dono do Mercado Guarani é "diretor de marketing", além de patrono da entidade. Presentes na Internet, têm o seguinte endereço: http://www.ammpa.com.br/

Sábado, Julho 19, 2008

Ele deu uma canja na Casa do Vinho


Ele tem um nome gozado: Woolceu Freita, mas já tocou com Mari Terezinha, Berenice Azambuja e Túlio Piva - pelo menos, é o que diz. Aos 70 anos, morando na vila Mathias Velho, em Canoas, Freire toca violão e cavaquinho como ninguém. Natural de Bagé, onde tinha a dupla "Irmãos Freire", é também compositor e tem letras de música gravadas. Neste sábado, deu uma canja na Casa do Vinho, na avenida Bento Gonçalves, 1716, com seu tradicional chapéu. Cantou o que gosta: Nelson Gonçalves, Ataufo Alves, Vicente Celestino etc.


A poluição do riacho Dilúvio, na avenida Ipiranga, já dura décadas. Mas neste sábado, em uma manhã de sol, ela se tornava ainda mais evidente, como mostra esta foto, com garrafas boiando sobre as águas de um riacho que já foi límpido, e onde se pescava e tomava banho nos anos sessenta.

Manson, Polanski e o "Bebê de Rosemary"



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Foi pior e muito, muito mais assustador do que as principais cenas de "O Bebê de Rosemary", filme de Roman Polanski que fez (e faz) um tremendo sucesso no final dos anos sessenta. Assassinada a facadas, pendurada no teto, a atriz e mulher do diretor Polanski foi uma das cinco vítimas de um psicopata chamado Charles Manson (foto) e de sua "família" - na realidade uma seita satânica formada por jovens desajustados, "hippies" do mal, todos na faixa dos vinte e poucos anos, e que viam em Manson o seu profeta e guru, obedecendo-o cegamente.Na noite de 8 para 9 de agosto de 1969, na cidade de Los Angeles, Califórnia, um grupo de cinco discípulos de CM penetrou na mansão de Polanski (que estava viajando) e Tate, no elegante bairro de Bel Air, e consumou um dos mais chocantes e rumorosos crimes dos anos sessenta. Vestidos com roupas pretas e capuzes, os assassinos (dois rapazes e três moças) cortaram os fios de eletricidade e do telefone e deram início à matança. À exceção de um, que estava armado com um revólver calibre .22, os demais portavam facas. Sharon, 26 anos, teria implorado pela vida de seu filho, pois estava nos dias finais da gravidez de um bebê que se chamaria Paul. Suas súplicas, no entanto, foram inúteis. Os assassinos penduram o corpo da atriz em uma viga no teto, ao lado do de um outro amigo seu, e depois escreveram à sangue, na porta da casa, a palavra "pigs" (porcos).O crime - chocante, por si mesmo - atraiu a atenção da imprensa internacional por envolver uma jovem, bela e promissora atriz e seu marido, Polanski, que recentemente havia lançado o estrondoso sucesso "O Bebê de Rosemary", com Mia Farrow - a história de uma seita satânica que se apossa de um bebê, considerado o filho do Diabo.Ouvido por uma emissora de TV, o escritor Truman Capote - também recente sucesso com o seu romance de não-ficção "A Sangue Frio" - era da opinião de que havia um só assassino, provavelmente um maníaco sexual.Na verdade, errou feio, embora a polícia, nos primeiros meses, também não conseguisse chegar a resultados palpáveis.Nesse meio tempo, o pai de Sharon visitava acampamentos hippies, fingindo-se de um deles. Nesse mundo à parte, corria à boca pequena a história do crime; todos sabiam que aquilo fora praticado pela seita de Manson, que vivia em um rancho localizado em um vale próximo a Goler Canyon, arredores de Los Angels. Foi dessa comunidade satânica de mais de 20 pessoas - a "família" - que saíram os assassinos àquela noite.Manson, nascido em 11 de novembro de 1934, o líder da seita, tinha uma biografia apropriada para um psicopata: sua mãe foi abandonada pelo pai aos 16 anos de idade, quando estava grávida. Criado por uma avó materna, a princípio, depois por um casal de tios que não o suportava, acabou em reformatórios do Governo. Místico, racista, tinha poder absoluto sobre a seita. Condenado à morte um ano depois, teve sua pena permutada por prisão perpétua, que hoje cumpre.
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Sexta-feira, Julho 18, 2008

Confeitaria Rocco foi um marco de Porto Alegre




A célebre Confeitaria Rocco, na esquina da rua Riachuelo com a Dr. Flores, reunia a nata da sociedade porto-alegrense, na primeira metade do século XX. O proprietário, Nicolau Rocco (1861-1932) veio da Itália e, antes de radicar-se em Porto Alegre, trabalhou na afamada confeitaria El Molino, em Buenos Aires. Ele mandou construir o prédio (arquitetos italianos) em 1910 e inaugurou-o em 1912: era fábrica de doces, confeitaria e salão de festas - uma área total de 1560 metros quadrados, distribuídos em quatro pavimentos. Luxuosamente decorado, tinha mesas e balcões de mármores. Passaram pela Rocco figuras como Getúlio Vargas, Daltro Filho, Eurico Gaspar Dutra e Mário de Andrade. O prédio foi tombado pela Prefeitura Municipal em 1997. A foto antiga é de 1920.

* Clique na imagem para ampliá-la

Daqui pra frente vai ser assim...


As eleições ainda estão longe, mas os candidatos à sucessão do prefeito de Porto Alegre, José Fogaça, já estão nas ruas. Pelo visto, nesse aspecto, Maria do Rosário, da coligação PT/PRB/PTC e PSL, largou na frente. Um carro de som, enaltecendo a deputada, percorreu as ruas do Jardim Botânico na ensolarada tarde de ontem, enquanto militantes - ou cabos eleitorais - se postavam nas esquinas, distribuindo santinhos e panfletos. Estes, na foto, estavam na esquina da Felizardo com Felizardo Furtado, defronte ao condomínio do mesmo nome. Daqui para a frente, vai ser assim.

* Centro de Pesquisa Clínica do Hospital São Lucas seleciona pessoas que tenham diagnóstico de artrite reumatóide para participar de pesquisas com um novo medicamento. Estão sendo recrutados voluntários que façam tratamento com Metotrexato. Informações pelo Tel.: 3339-9022 e 9988-8822, a partir das 11 horas.
* Mais de 45 mil fotos do acervo fotográfico da Revista do Globo foram doados à PUC na última quinta-feira, em solenidade da qual participou o neto do fundador da revista e livraria, Claúdio Bertaso. O material estará à disposição para consultas no Delfos - Espaço de Documentação e Memória Cultural, coordenado por Luis Antonio de Assis Brasil. A Revista do Globo circulou de 1929 a 1967 e seu acervo é uma importantíssima peça documental da história gaúcha e brasileira.
* XXIX ENEEF - Encontro Nacional de Estudantes de Educação Física inicia amanhã, sábado, e vai até o dia 26, na Escola Superior de Educação Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (rua Felizardo, 750, Jardim Botânico). É a primeira vez que acontece em Porto Alegre. Organizado pelo Movimento Estudantil de Educação Física (diretórios e centros acadêmicos de todo o Brasil), com o tema "Professora e Professor regulamentado e a educação se ajoelhando para o mercado".
* Faculdade de Informática da PUCRS promove o Segundo Simpósio Brasileiro de Componentes, Arquiteturas e Reutilização de Softwares. O evento acontece entre os dias 20 e 22 de agosto, no auditório do térreo da Faculdade de Informática, prédio 32 do campus da avenida Ipiranga. Reunirá pesquisadores, estudantes e profissionais com uma ampla gama de interesses em engenharia de software. Serão sessões técnicas, sessões da indústria, palestras internacionais, mini-cursos e sessões de demonstração de ferramentas. Inscrições só via Internet no site www.inf.pucrs.br/sbcars2008
* Faculdade de Enfermagem, Nutrição e Fisioterapia da PUC seleciona voluntários, até este dia 31 de julho, para estudo que busca avaliar modificações no estilo de vida e risco cardiovascular. Podem candidatar-se pessoas entre 30 e 60 anos, peso acima do ideal, pressão arterial elevada, circunferência do abdomen aumentada, glicose de jejum alta, alteração no índice de colesterol e triglicerídeos e que não pratiquem nenhuma atividade física. Os selecionados terão acompanhamento nutricional quinzenal e poderão participar de um programa de condicionamento física para um período de três meses. Informações (51) 3320-3938, das 8 às 11 horas, de segunda a sexta-feira.
* Almoço para a arrecadação de fundos para a construção da nova igreja de São Luís (rua Guilherme Alves, JB) acontece neste domingo, no salão paroquial. Comida italiana. R$ 15,00
* Brechó da Associação de Assistência à Criança Deficiente, AACD (avenida Cristiano Fisher, 1510 - Tel.: 3382-2200) apela à comunidade para que doem roupas, brinquedos, sapatos, utensílios domésticos etc à sua loja. A AACD é uma instituição filantrópica, sem fins lucrativos, que tem a missão de tratar, reabilitar e reintegrar à sociedade crianças, adolescentes e adultos portadores de deficiência física. Quem quer colaborar deve ligar para 3382-2218.

Quinta-feira, Julho 17, 2008


Parque Ararigbóia: união e recursos próprios


Hervè, o presidente da Associação Comunitária, acima. Abaixo, a turma feminina de Veteranos do Voleibol (acima de 50 anos), coordenada pelo professor Nilo Sena.



Na divisa entre o Jardim Botânico e Petrópolis, o Parque Ararigbóia, se falasse, teria muitas histórias a contar. Na antiga "Várzea de Petrópolis", em um terreno que já foi alagadiço, ocupa um quarteirão inteiro, entre as ruas Felizardo Furtado, Saicã, Lavradio e Mariz e Barros. Tradicional ponto de lazer dos dois bairros, já foi conhecido como o "campo do Sul Brasil", um clube de futebol que marcou época nas redondezas. Somente em 1953 é que foi batizado como "Ararigbóia", em homenagem ao cacique índio que ajudou os portugueses a expulsar os invasores franceses do Rio de Janeiro, no século XVI.
Conhecer a história do Ararigbóia é um passeio por muitas décadas. Hoje um centro de esporte, lazer e saúde, o local foi fundado por um empreiteiro chamado Arino Bernardino de Souza, em fevereiro de 1942 - hoje ele é o nome do Ginásio, inaugurado em 30 de setembro de 1995.
Quem sabe tudo, ou muito, da história do Parque Ararigbóia, é o presidente da Associação Comunitária do Parque Ararigbóia, Hervè Paschoto Saciloto, de 72 anos, um geólogo aposentado, durante muitos anos funcionário da Petrobrás (trabalhou mais de 30 anos na Bahia) e que, quando mudou-se para a rua Mariz e Barros, em 1991, ao olhar o local, quase abandonado, mal-cuidado, decidiu: "Vou cuidar disso aqui".
O Ararigbóia, então, já tinha muitos anos de história, mas estava sendo muito mal aproveitado e não integrava a comunidade à sua volta. Havia um barracão de tijolos, mal ajambrado, e uma cancha de bocha na rua Saicã. O pessoal do futebol tinha o seu presidente, e o da bocha, outro. Hervè - que nem sabia jogar bocha - entrou para a segunda turma e ficou como presidente deles, e, em 1992, fez um movimento para integrar os dois grupos. Conseguiu, e elegeu-se presidente da Associação Comunitária, fundada em 1980. Ficou nessa condição até 1995, quando foi sucedido por Pedro Paulo Machado, o "Pedrinho" - uma das referências maiores quando se fala no Parque.
Nesse tempo eles iniciaram uma luta para reformar o barracão que ali havia, "até que vimos que isso não valia a pena". Surgiu então o projeto de um novo ginásio de esportes, que foi aprovado e construído pelo Orçamento Participativo da Prefeitura de Porto Alegre, do qual seu Hervè era conselheiro. "Aí tivemos que criar uma cultura para que a comunidade cuidasse da sua conservação, sendo que a Prefeitura entraria com professores e a parte pedagógica para as atividades que nós queríamos", conta ele.
TERCEIRA IDADE - O Parque Ararigbóia, com seus mais de 700 frequentadores fixos e inúmeras atividades para todas as faixas etárias, de toda a cidade, não é mantido com verbas da Prefeitura - ao contrário do que muita gente pensa. O poder público apenas auxilia na manutenção e algumas melhorias, mas o dinheiro que sustenta a entidade vem da comunidade e das rendas obtidas pelo Parque.
"A maior parte vem da mensalidade paga pelos associados da Associação Comunitária, que são cerca de 700 e contribuem, a cada semestre, com 20 reais cada. É gente de toda a cidade, a maioria daqui dos nossos bairros, e pagam certinho", relata Hervè. "Tudo o que tem dentro do ginásio foi comprado com dinheiro da comunidade. E, com isso, conseguimos fazer muitas coisas. Agora vamos pintar o ginásio e botar ar condicionado no salão de ginástica, no segundo pavimento".
O Parque Ararigbóia conseguiu arregimentar a comunidade à sua volta, não só pelas várias atividades ali desenvolvidas - futebol, bocha, basquete, vôlei, ginástica, alongamento, musculação - como também em palestras realizadas em colégios. É o chamado "Grupo de Educação para o Envelhecimento", uma iniciativa de Hervè que consiste na ida aos colégios dos bairros vizinhos para troca de experiências com crianças e adolescentes. A idéia surgiu no ano 2000 e segue em pleno curso. Uma vez por semana um grupo da Terceira Idade vai às salas de aula, conversar com alunos sobre temas tão diferentes como a sexualidade, a saúde, a carreira profissional, o bem estar, os bons hábitos, a importância do exercício físico, da boa alimentação, do carinho - sem nenhum moralismo. "Já nos encontramos com mais de 2500 crianças, e agora estamos nos encontrando com adolescentes", informa Hervè. "Falamos de nossas vidas, do que era no passado, do que era um fogão a lenha, de coisas que eles nem conhecem. E a aceitação nos surpreendeu".
Um vez por mês o grupo, integrado por cerca de 16 idosos, reúne-se para fazer uma avaliação do trabalho.
ARQUIBANCADA - Arino Bernardino da Silva dá nome ao ginásio. O empreiteiro, construtor de ruas e calçados, foi quem deu "formato" ao atual parque, em 1942 - antes o local era um espaço público, um charco que ele aterrou e deu vida.
"Ele fez o campo de futebol, uma arquibancada de madeira e criou o time do Sul Brasil, que fazia campeonatos de futebol entre os bairros", conta seu Hervè. Em 1953, (quando passou a se chamar Ararigbóia) a Prefeitura de Porto Alegre juntou-se com a Federação de Bocha "para usurpar o direito da comunidade de ocupar esse espaço". Segundo o presidente da Associação, eles se apropriaram do campo: "As pessoas, para jogar no campo, tinham que ir na Prefeitura às 4 horas da manhã para tentar marcar um horário".
Acontecia ali o Campeonato Estadual de Bocha. Em 1963 foi criada a associação dos Veteranos do Futebol, que lutou para ter um dia seu no calendário do campo - e conseguiram. No início dos anos 70 a cancha de bocha foi extinta, restando o barracão - havia disputas de vôlei, então. Nesse tempo foi criado um grupo infantil de dança e outro de ginástica. Em 1980, finalmente, foi criada a Associação Comunitária do Parque Ararigbóia, usada mais pelo pessoal do futebol.
Do outro lado, na rua Saicã, havia a cancha de bocha - cada qual com um presidente. Em 1992 é que aconteceu a unificação dos dois grupos e a eleição de Hervè para a presidência.
RECESSO - O Parque Ararigbóia, como acontece todos os anos, estará de recesso do dia 26 próximo a 4 de agosto, reabrindo normalmente dia 5. A Secretaria, no entanto - com agendamento de campo - permanecerá aberta. Dia 5, aliás, é o dia de inscrição para os cursos e atividades, o que deve feito a partir das 8 horas da manhã: a inscrição é feita por ordem de espera - quem chega antes, fica com a vaga.
* Informações: Tel.: 3338-3304


Acidente da TAM: a morte do professor Antonio







Missa em memória dos professores Antonio Carlos Araújo de Souza e Valdemarina Bidone de Azevedo e Souza e da aluna Raquel Soares Warmiling será realizada hoje, quinta-feira, às 18h30min, na Igreja Cristo Mestre, no campus da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, na avenida Ipiranga. Os três foram vítimas do acidente do vôo 3054 da TAM, acontecido há um ano, no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, e que matou 199 pessoas.

Antonio Carlos, 56 anos, era médico e dirigia o Instituto de Geriatria e Gerontologia da PUCRS. Fez doutorado em metabolismo ósseo pela Universidade de Tóquio e colaborava com a Organização Mundial da Saúde. No momento, iria participar de uma reunião no Ministério da Justiça, em Brasília, sobre Segurança Pública. Ele mantinha uma clínica na rua Guilherme Alves, esquina com a Felizardo, no Jardim Botânico. A clínica continua em atividade.

Raquel, de 19 anos, era aluna da Faculdade de Letras da PUC e participava como voluntária em projetos sociais. Seguia para Cuiabá, no Mato Grosso, de férias. Adorava escrever e apreciava chocolates.

Academia na Ipiranga ensina a arte do Kung-Fu



Quem quer aprender Kung-Fu, Tai Chi Chuan e Boxe Chinês tem uma boa opção no bairro: a Associação Gaúcha de Kung-Fu, academia (é uma empresa) que está há cerca de seis meses no Jardim Botânico (avenida Ipiranga, 3960, quase esquina com a rua Machado de Assis). Com cerca de 25 alunos atualmente, em local amplo (300 metros quadrados), funciona das 17 às 22 horas. O responsável é o professor Milton Fonseca (foto menor), que veio de Petrópolis - tinha academia semelhante na avenida Protásio Alves. Ele pratica Kung Fu há 27 anos e mantem outra academia, em Novo Hamburgo, no Vale dos Sinos.
"A maioria dos meus alunos é do bairro", informa ele. Com predominância de jovens (homens e mulheres), há pessoas de todas as idades - muitas delas utilizam o Kung-Fu como exercício físico e uma forma de conseguir o bem estar corporal. "O Kung-Fu pode ser praticado em todas as idades".
As mensalidades variam de R$ 80,00 (duas vezes por semana) a R$ 120,00 (três vezes por semana). O telefone é 3013-6264. Site: http://www.agkf.pro.br/
MILENAR - O Kung Fu é a mais antiga das artes marciais, originária do Templo Shaolin, na China. Possibilita ao praticante reflexos rápidos, grande coordenação motora, equilíbrio e consciência mental e física para a defesa pessoal, e se utiliza de socos, golpes com a palma das mãos, chutes e rasteiras, bem como saltos e acrobacias. Há ainda trabalho com armas tradicionais chinesas - bastão, espada, lança, etc.

Biblioteca do Otávio de Souza empresta livros


Aberta à comunidade, inclusive para empréstimo de livros, a biblioteca da Escola Estadual Professor Otávio de Souza (rua Afonso Rodrigues, 100) conta com boas obras para leitura, especialmente ficção. Os interessados devem apresentar um comprovante de residência, preencher um formulário de inscrição e podem levar dois volumes por um período de duas semanas, renováveis.

A biblioteca funciona também à noite, até ás 22 horas, de segunda a sexta-feira.

Quarta-feira, Julho 16, 2008


Classi X.

FRETES. Mauro. Tel.: 3339-2579 e 8145-4681.
ALMOÇO comunitário na igreja de São Luís, rua Guilherme Alves, Jardim Botânico. Neste domingo, 20, com galeto, massa com molho, maionese e salada verde. Apoio à construção da nova igreja. R$ 15,00.
VENDE-SE Poodle macho. Três meses, bicolor, duas vacinas. Desverminado. Luis - 3339-4209 e 9355-3353.

XXIX ENEEF - Encontro Nacional de Estudantes de Educação Física acontece de 19 (sábado) a 26 de julho, na Escola Superior de Educação Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, ESEF, na rua Felizardo, 750, bairro Jardim Botânico. O evento - inteiramente organizado pelo Movimento Estudantil da Educação Física (diretórios e centros acadêmicos de todo o Brasil) - acontece pela primeira vez em Porto Alegre e tem como tema: "Professora e professor regulamentado e a educação se ajoelhando para o mercado. Vamos à luta para acabar com esse reinado". Informações no site http://www.eneefpoa.wordpress.com/

* Até o dia 31 de Julho a Vivo realiza, na rede Bourbon Shopping, uma promoção em que os comprovantes de compras a partir de 100 reais efetuadas em qualquer shopping Bourbon podem ser trocada por um celular da Vivo, plano pós-pago. Para os titulares dos cartões Bourbon Card e Zaffari Card a promoção vai até 15 de agosto, e basta apenas a apresentação da fatura para ganhar, além do aparelho, um pacote de ligações locais ilimitadas durante quatro finais de semana. A troca pode ser feita nos quiosques da Vivo da rede Bourbon ou em qualquer loja própria da operadora no Estado. Estarão à disposição cinco modelos de aparelhos, todos com câmera fotográfica. www.vivo.com.br


* Mostra fotográfica O Espelho de Porto Alegre está em exibição na sala JB Scalco do Solar dos Câmara, na Assembléia Legislativa (rua Duque de Caxias, 968), até o dia 31 de Julho. São imagens de Porto Alegre refletidas nas poluídas águas do cais do porto, e foram feitas no início da década de 70 pelo irmão Adelino Martins, criador da disciplina de Cinema da Faculdade de Comunicação Social, Famecos. Gratuito. De segunda a sexta-feira, das 8h30min às 11h30min, e das 13h30min às 18h30min. Ver www.pucrs.br/imprensa

* Laboratório do Mercado de Capitais da PUCRS promove o curso Mercado de Opções, ministrado por Fernando Pisa, operador da XP Investimentos. As aulas buscam desenvolver o conhecimento do mercado de opções. Voltadas a profissionais liberais, executivos, investidores, professores e estudantes. No sétimo andar do prédio 50, no campus da avenida Ipiranga. http://www.labmec.com.br/, ou Tel.: 3384-4449

* Segundo Curso de Inverno de Ciências Farmacêuticas acontece de 21 a 25 de julho, de segunda a sexta-feira, das 8 às 20 horas, e no sábado das 8 às 12 horas. Voltado a professores e estudantes das áreas biomédicas. É necessário ter cursado disciplina de Farmacologia. www.pucrs/farmácia, ou Tel.: 3320-3680.

O amor aos cachorros que virou uma empresa


Em fevereiro deste ano, em meio ao Carnaval, a decoradora Rosana Sousa - apaixonada por cachorros - teve uma idéia: já que há tantas pessoas sozinhas no bairro, a maioria residindo em apartamentos, a maioria com um cão de estimação, por que não se oferecer para levar esses animais para um passeio, cobrando por isso?


Meio na brincadeira, como explica ela, surgia a primeira "passeadora de cachorros" do Jardim Botânico. Hoje, menos de seis meses depois, a idéia deu tão certo que Rosana e o marido, Leandro, têm uma empresa registrada e com mais de 60 clientes - a Ro-Lê Alimentos e Passeios. Aproveitando o crescimento do "mundo cão" (cada vez há mais cachorros no bairro), ela entrou firme nesse ramo. "A gente já era conhecida por ter cachorros em casa, três rotweiller e um vira-latas. Em um final de semana começamos a distribuir panfletos e, já na segunda-feira, tínhamos o nosso primeiro cliente", lembra ela.


Sem nunca terem atuados nesse segmento, os dois levaram a coisa a sério e foram se inteirando das necessidades dos donos dos cães. Moradora do bairro há muitos anos (rua Itaboraí), ex-aluna do colégio Otávio de Souza, Rosana logo percebeu que, de simples "passeadora de cães" - ou "dog walker" - poderia evoluir para algo ainda mais rentável: comercializar alimentos e produtos de higiene e beleza para os cães, criando uma espécie de mercado e boutique para os bichanos - incluindo aí gatos. Aos poucos, ela foi procurando pets e agropecuárias, oferecendo produtos que trazia, principalmente de São Paulo: aditivos alimentares, petiscos, xampus, sabonetes, talcos, higienizadores etc. Hoje a clientela está por toda Porto Alegre, (é representante exclusiva da Boccaditos) e não cessa de crescer. "Começamos em março com os alimentos, que compramos direto das fábricas, e o crescimento foi rápido", afirma ela. "O meu interesse, hoje, é vender em quantidade, para donos de pets e agropecuárias, mas se um deles me fizer o pedido, por exemplo, de um único xampu, eu vou lá e entrego, sem problemas".


SEM EPREGADOS - Trabalhando em casa ("nosso ponto de contato"), sem nenhum funcionário, marido e mulher se desdobram para atender uma clientela que vai de uma simples dona de casa a um proprietário de um grande Pet Shopping. A atividade inicial - passeador de cães - já pode ser considerada secundária, mas nem por isso é descuidada: todas as segundas, quartas e sextas-feiras, Rosana e Leandro podem ser vistos, caminhando pelas ruas do Jardim Botânico, com um ou mais cachorros à sua volta.


"A função de dog walker é pouco conhecida em Porto Alegre, ainda, e nós fomos os primeiros aqui no bairro. Hoje nós temos clientes fixos e trabalhamos sete dias por semana, sem parar, de manhã até às 10 horas da noite", conta Rosana.


Rosana fez questão de profissionalizar tudo. Passear com cães, ao contrário do que se possa pensar, não é algo tão simples assim. "Primeiro, é preciso ter amor pelos animais, conhecer a psicologia e as necessidades deles", relata ela. Cheia de cuidados, ela, ao passear, não deixa o cão cheirar ou comer coisas estranhas, "até porque há o risco de envenenamento". O procedimento inicial é ir até a residência da pessoa interessada, conhecê-la e tomar conhecimento das características do cão - se está com as vacinas em dia, se tem algum problema de saúde, se é nervoso ou calmo, se está estressado, se gosta de correr, qualquer detalhe é importante. Com base nisso tudo é feito o preço - os passeios vão de 15 minutos a uma hora, e os preços variam - um cachorro é um preço, dois ou mais é outro - de 13 reais (um cão, passeio de 15 minutos 3 vezes por semana) a 52 reais (passeio de uma hora, três vezes por semana). O passeio de 15 minutos geralmente basta para desestressar o cão - em especial os que moram em apartamentos.


Os clientes são pessoas de classe média, a maioria residindo em apartamentos. "A clientela é bem diversificada. Muitos são mulheres, a maioria moram sozinhos e são separados, e todos residem aqui no Jardim Botânico", conta Rosana. "Há o caso, por exemplo, de um rapaz que mudou-se para São Paulo, para trabalhar, e deixou seu cachorro com os pais. Como estes não tem muito jeito com animais, eles me contratam para fazer os passeios e dar orientações sobre o cão".


Meticulosa, ela tem tudo organizado em fichas, com informações sobre os cães e seus donos. Em sua casa, na rua Itaboraí, o seu "ponto de contato", tudo é higiênico e transmite uma aparência profissional. Hoje a Ro-Lê também tem tele-entrega de seus produtos - cujos preços vão de 1 real a mais de 30 para os lojistas (para os demais clientes é cobrado o preço normal de pets, sem descontos). "E pretendo, em breve, trabalhar com decoração de ambientes para cães e gatos", anuncia ela.




Serviço


* RO-LÊ Alimentos e Passeios - rua Itaboraí, 1139. Tel.; 3336-0432 e 9116-2425.




Terça-feira, Julho 15, 2008


* Amanhã, dia 16, às 18 horas, o professor Luis Roberto Malabarba fará uma palestra sobre A Importância das Coleções Biológicas para o Desenvolvimento Sustentável. O evento, no anfiteatro do Museu de Ciências da PUCRS (avenida Ipiranga), integra as atividades do Ano Iberto_Americano dos Museus. Malabarba diz que as coleções biológicas contêm não somente dados atuais, mas também o registro histórico da distribuição dos organismos numa determinada região. Inscrições gratuitas pelo site www.pucrs.mct/eventos
* Estão abertas, na PUC, as inscrições para o Curso de Ética, que ocorrerá de 21 a 24 deste mês. O tema será relacionado com diversas áreas, como educação, justiça, política em Maquiavel, medicina e sexualidade na cultura grega. Dentre os palestrantes estarão professores da PUCRS, UFRGS, UFSC, FURG e Unisinos. O curso será realizado no Instituto Goethe (rua 24 de Outubro, 112), sempre das 19 às 22 horas. As inscrições podem ser feitas pelo aebars@portoweb.com.br , enviando nome completo, e-mail e telefone. O interessado deve aguardar instruções quanto ao pagamento. Informações: 3320-3555.
* Curso de Especialização - Gestão Estratégica de Pessoas está com inscrições abertas até o dia 31, no site www.pucrs.br/face/cursoslatosensu/pessoas. Informações pelo Tel.: 3320-3524.
* Cursos de Enfermagem, Nutrição, Fisioterapia e Farmácia da PUCRS, com o apoio do CNPq, estão recrutando voluntários para um estudo que visa à modificação do estilo de vida por meio de intervenção nutricional e prática regular de exercício físico. Os interessados devem ter entre 30 e 60 anos, peso acima do ideal, circunferência do abdomen aumentada, pressão arterial elevada, glicose de jejum alta, triglicerídeo alto e que não pratiquem nenhum tipo de atividade física. Informações e inscrições pelo Tel.: 3320-3938, de segunda a sexta-feira, das 8 às 11 horas.
* Faculdade de Farmácia da PUC promove, de 21 a 25 deste mês, a Segunda edição do Curso de Inverno de Ciências Farmacêuticas, com aulas de segunda a sexta-feira, das 8 às 12 horas. Direcionado a profissionais e estudantes das áreas biomédicas e é necessário ter cursado a disciplina de Farmácia. Informações pelo site www.pucrs.br/farmacia, ou Tel.: 3320-3680
* Inauguração da escolinha de futebol do Círculo Militar (rua dona Inocência, 321) acontece no dia 5 de agosto. As inscrições já estão abertas na secretaria. Idade entre 7 e 16 anos. Informações pelos Tels.: 8427-6897 e 9303-7595.
* Almoço comunitário acontece neste domingo, 20, no salão paroquial da igreja de São Luis (rua Guilherme Alves). galeto, massa com molho, maionese e salada verde. Movimento de apoio à construção da nova igreja. R$ 15,00
* Unidade do Projeto Pescar do Jardim Botânico oferece aos interessados curso de Iniciação Profissional em Mecânica Automotiva, para homens de 17 a 21 anos e que tenham, no mínimo, a oitava série. O curso inicia em fevereiro de 2009 e é totalmente gratuito. Inscrições na Escola Estadual Professor Otávio de Souza, rua Afonso Rodrigues, 100. 18 vagas.
* Restaurante Calamares está com uma promoção especial, em razão da nova lei de tolerância zero ao consumo de álcool por motoristas. O "Vou de Táxi" dá descontos de 20% no preço das bebidas alcoólicas consumidas na casa (shopping Bourbon Ipiranga). Basta o cliente apresentar o recibo do táxi, confirmando que não está dirigindo. A promoção é válida até o dia 30 de setembro.
* XII Congresso Ciências do Desporto e Educação Física acontece de 17 a 20 setembro, com os temas Paz, Direitos Humanos e Inclusão social. No campus central da UFRGS. Preços a 130 e 200 reais. www.ufrgs.br/xipalops
* Biblioteca da PUC, no campus da avenida Ipiranga, estará fechada nesta quinta, sexta e sábado, para reorganização do seu acervo. Reabrirá normalmente na segunda-feira, no horário das 7h45min às 22h50min.
* Laboratório de Tratamento de Imagens e Geoprocessamento da Faculdade de Geografia da PUCRS recebe, até dezembro, visitas gratuitas de alunos da quinta a oitava série, e ensino médio. Os estudantes poderão observar, em imagens de satélite, os parques e outros pontos de Porto Alegre. É permitido o manuseio de GPS e de software para observação de imagens. Visitas de quartas a sextas-feiras, à tarde, com lotação máxima de 150 pessoas. O Laboratório fica na sala 306 do prédio 5. Ver www.pucrs.br/ffch/lab-geo

Barão do Amazonas lutava "de perto"


A rua Barão do Amazonas é a artéria central do Jardim Botânico, com um comércio em expansão. Mas nem todos sabem quem foi, afinal, o Barão do Amazonas.

Barão do Amazonas é, na realidade, o Almirante Barroso, que ganhou tal título por ter sido herói na Guerra do Paraguai e se celebrizado ao vencer a Batalha do Riachuelo, que decidiu os rumos da Guerra em favor do Brasil. Estrategista destemido, ele ordenou aos comandantes dos navios que se jogassem diretamente contra o inimigo, abalroando-os. Fez o mesmo, inclusive, com o seu próprio navio, a fragata "Amazonas". Barroso gostava de lutar "de perto".

Nascido em Lisboa, Portugal, em 23 de setembro de 1804, com o nome de Franscisco Manuel Barroso da Silva, chegou ao Brasil com cinco anos de idade. Formou-se pela Academia da Marinha do Rio de Janeiro em 1821 e participou das campanhas militares do Rio da Prata e do Pará. Condecorado pelo governo imperial, recebeu a Ordem do Cruzeiro e o título de "Barão do Amazonas". Faleceu em Montevidéo, Uruguai, a 8 de agosto de 1882. Seus restos mortais foram transladados para o Rio de Janeiro.

Acidente da TAM: Missa em memória


Missa em memória do professor Antonio Carlos Araújo de Souza (foto), Valdemarina Bidone e da aluna Raquel Warmiling será realizada pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul nesta quinta-feira, na igreja Cristo Mestre, no campus da avenida Ipiranga.

Os três foram vítimas do acidente da TAM (vôo 3054), em São Paulo. Antonio Carlos, 56 anos, era médico e dirigia o Instituto de Gerontologia e Geriatria da PUCRS. Sua clínica, no Jardim Botânico (rua Guilherme Alves, esquina com a Felizardo) está em funcionamento.

Valdemarina, 62 anos, bioquímica e pedagoga, coordenava o curso de Pós-Graduação em Gerontologia Biomédica do mesmo Instituto.

Raquel, 19 anos, era aluna da Faculdade de Letras e voluntária em projetos sociais.

Segunda-feira, Julho 14, 2008


Classi X.

MATRICULE seu filho na escolinha de Futebol do Círculo Militar. Idade entre 7 e 16 anos. Início dia 5 de agosto. Inscrições na secretaria. 8427-6897 e 9303-7595. Rua Dona Inocência, 321, Jardim Botânico.
ALMOÇO comunitário na Igreja de São Luis, na rua Guilherme Alves. Dia 20, domingo. Galeto, massa com molho, maionese e salada verde. Apoio à construção da nova igreja. R$ 15,00.
VENDE-SE filhote de poodle. Micro toy. Com 35 dias. (51) 9227-6510 ou 9988-0572.
VENDE-SE Poodle. Macho. Três meses. Bicolor. Duas vacinas. Desverminado. Luis. 3339-4209 ou 9355-3353.
RO-LÊ. Passeador de Cães. Levamos: água, sacos para recolher dejetos e telefoene celular para emergências. Será preenchido um cadastro sobre rotina, saúde e temperamento do cão. Agendar visita. (51) 3336-0432 e 9116-2425.
VENDO linda roupa para a Dança do Ventre. Vermelha. 9223-0653.

* Para ver mais Classi X. vá rodando esta página.

Classi X.

*Laboratório de Mercado de Capitais da PUCRS realiza a palestra gratuita "Mercado de Opções". Nesta terça-feira, 15, das 18 às 19 horas, no sétimo andar do prédio 50 do campus central da Universidade, na avenida Ipiranga. Inscrições gratuitas www.labmec.com.br ou 3384-4449.
* Projeto Sobremesa Musical desta quarta-feira, 16, apresentará o Quarteto de Cordas da Orquestra de Filarmônica da PUCRS, com obras de Mozart. O evento acontece todas as quartas, com entrada franca, das 13 às 13h30min, no átrio da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, no prédio 9, do campus da avenida Ipiranga, 6681. www.pucrs.br/icm
* As Emoções e o Envelhecimento no olhar da Psicologia serão os temas no ciclo "Palestras para o IGG", aberto à comunidade, nesta quinta-feira, no terceiro andar do Hospital São Lucas da PUCRS (avenida Ipiranga, Jardim Botânico), Instituto de Geriatria e Gerontologia da PUCRS. A entrada é franca. Necessário inscrição prévia pelo Tel.: 3336-8153.

Plauto Cruz e seus chorinhos no Café com Pecado


O flautista Plauto Cruz atraiu um grande número de pessoas ao Bourbon Shopping no final da tarde deste domingo. Ao lado de outros músicos, ele apresentou-se no Café com Pecado, espaço que está se tornando tradicional para a cultura do bairro.

Plauto é um dos grandes nomes do chorinho brasileiro. Gaúcho de São Jerônimo, nascido em 15 de novembro de 1929, mudou-se para Porto Alegre em 1944. Iniciou sua carreira profissional em 1952, tocando em rádios como a Metrópole, a Itaí e a Farroupilha. Em 2002 sofreu um acidente que fez com que andasse por meses em uma cadeira de rodas - foi atropelado por uma moto.


Este é um dos prédios mais antigos do Jardim Botânico, na Salvador França, esquina com Jacob Vontobel. A propósito: lembram da fábrica da Mu-Mu, na avenida Ipiranga?

A noite em que a Alemanha assombrou o mundo


Ele foi o símbolo da divisão do mundo - o mundo capitalista e o mundo socialista, ou comunista. Construído em 1961, o Muro de Berlim foi, durante décadas, um marco de opressão, dividindo a hoje unificada Alemanha em duas, a Ocidental, capitalista, e a Oriental, ou "República Democrática da Alemanha", que de democrática não tinha nada.

O ano era 1989, o mês era novembro. Em uma noite de quinta (dia 8) para sexta-feira, 9, todos os meios de comunicação passaram a transmitir, via satélite, ao vivo, as imagens de jovens munidos de martelos, picaretas, porretes, qualquer coisa - jovens, em sua grande maioria, que botaram abaixo uma grossa e extensa murada de concreto que impedia os habitantes da parte oriental da Alemanha de passarem para o outro lado.

Prisioneiros em seu próprio país - na verdade um satélite soviético - eles cantaram, beberam, se abraçaram e festejaram a derrrubada de um símbolo da tirania. Na noite de 12 para 13 de agosto de 1961, uma serpente de cimento e arame farpado de três metros de altura foi erguida às pressas pelo regime comunista para evitar a fuga de seus cidadãos. Ao longo de 28 anos, 191 pessoas morreram tentando a arriscada travessia. Mesmo assim, 5 mil berlinenses conseguiram fugir para a liberdade. A fortaleza (66 km de extensão) era ponteada por torres de onde guardas armados com fuzis, metralhadoras, cães amestrados e potentes holofotes fuzilavam quem tentasse escolher a metade ocidental e capitalista da cidade dividida.

No Brasil vivia-se a primeira eleição direta para Presidente da República (Collor seria eleito), depois de quase três décadas sem eleições. Gorbachev era o presidente soviético (a República soviética se desintegraria nos anos seguintes) - o pai da "Gasnost" (degelo" e da "perestroika" (reestruturação econômica) da então "superpotência".

A queda do Muro não foi algo aleatório: no dia 4, um sábado, o regime comunista alemão liberou a passagem dos seus cidadãos através da Checolosváquia, transformada em longínqua escala da "fuga para a liberdade". Em seis dias, mais de 50 mil pessoas seguiram essa rota. O regime vivia uma crise política, com a demissão coletiva do Politburgo.

Em pouco tempo a brecha se transformou num rombo monumental, ampliando-se para a Checoslováquia e até a Polônia, por onde escaparam dezenas de milhares de pessoas. Em pouco tempo, a piada de sentido universal - "O último que sair apague a luz do aeroporto" - começou a ficar perigosamente próxima da realidade. O êxodo em massa provocou uma dolorosa hemorragia social na Alemanha comunista. Os emigrantes eram, em sua maioria, trabalhadores qualificados, jovens no auge de sua capacidade produtiva. Tantos motoristas de caminhões saíram do país que, em muitas cidades, o abastecimento ficou prejudicado. Trinta por cento dos maquinistas de trem e quase 50% dos motoristas de ônibus largaram seus empregos. Soldados do exército foram colocados a dirigir ônibus.

LOUCURA COLETIVA - Em sua edição de 15 de novembro de 1989, a revista Veja escreveu, sob o título "Já Raiou a Liberdade": "Do lado oriental, a loucura é completa", informou Jeans Richter, cidadão de Berlim Oriental, exultando, depois de cruzar o Checkpoint Charlie, o mais conhecido posto de ligação entre os dois lados de Berlim. Loucura - mas loucura de alegria - provavelmente foi a palavra mais adequada para descrever as cenas que se seguiram. Primeiro em pequenos grupos, como se para testar se o anúnico feito pouco depois das 19 horas (o governo anunciava o direito de ir e vir dos cidadãos, além da liberdade de imprensa) era mesmo para valer, depois às centenas, em seguida aos milhares, os berlinenses foram chegando. Por volta da meia noite, já eram uma multidão enorme, incontrolável. Do lado ocidental, outra massa humana os aguardava. Ao se encontrarem, explodiam em gritos e abraços, como se comemorassem o fim de uma dura e longa guerra - uma guerra iniciada há 28 anos e três meses, quando o monstrengo de concreto foi erguido da noite para o dia. "Acabou, acabou, acabou. Eu não consigo acreditar", dizia um berlinense depois de se arrastar sob as barreiras brancas e vermelhas da travessia da Rua Bornholmer - um ato que, até o começo do ano, lhe custaria a vida". (...) "Não há duvida de que a História está sendo escrita agora. Nós, alemães, devemos enfrentar o desafio", declarava, quase à mesma hora, o chefe do governo da Alemanha Ocidental, Hermuth Kohl. Surpreendido, como o resto do mundo, pela abertura do mundo e de todas as fronteiras entre as duas Alemanhas, no início de uma visita à Polônia, Kohl exibiu perplexidade diante da velocidade vertiginosa dos acontecimentos. "Os desdobramentos disso ainda são imprevisíveis", admitiu com franqueza antes de voltar às pressas para o seu país. Kohl não estava sozinho em seu espanto. Desde que o furacão da abertura tomou de assalto a União Soviética de Mikhail Gorbachev e começou a soprar por toda a Europa Oriental, nunca se viu um processo tão acelerado de desagregação de um regime comunista como na Alemanha do Leste.

"Considerado como o mais ortodoxo, o mais dura, o mais inflexível membro da combalida família comunista na Europa, o regime alemão liderava a resistência às reformas. (...) "O Muro vai durar um século", costumava dizer o homem que o ergueu e depois assumiu o comando máximo do regime, Erich Honecker."

Somente no primeiro dia após a derrubada, 60 mil pessoas cruzaram a fronteira. "Para mim, ir a Berlim Ocidental foi como fazer uma viagem á Austrália", comparou um alemão que, indo na direção contrária à da grande multidão, já tratava de voltar para casa, na madrugada de quinta para sexta-feira. "Ainda não consigo acreditar". Escreveu VEJA: "As idas e vindas continuaram madrugada adentro e prosseguiram durante toda a sexta-feira. Do outro lado do Muro, os berlinenses orientais eram recebidos com palmas, garrafas de champanhe e 100 marcos alemães - equivalente a 54 dólares - a título de "dinheiro de boas vindas", pois a moeda da Alemanha comunista não é conversível. Um mundo novo aguardava os visitantes, principalmente os que nunca tinham encontrado um jeito de convencer as autoridades de seu país a deixá-los cruzar o muro. "É coisa demais para a primeira vez. Não consegui escolher nada", disse Uwe Michalski, que, com olhos espantados e o "dinheiro de boas-vindas", firmemente seguro na mão, parecia um tanto perdido num dos maiores paraísos de consumo do mundo. "Para mim, é como se estivesse em outro planeta", comparou uma adolescente que namorava a seção de equipamentos de som numa grande loja de departamentos.

"Em um mês, esses alemães - crianças, puks, donas de casa, estudantes, trabalhadores - realizaram o impossível, o inimaginável, o assombroso", escreveu VEJA. "

Domingo, Julho 13, 2008

Os três anos de Santiago, no Condomínio Felizardo Furtado, com festa e presentes
















Pois é: Santiago nasceu em 2 de julho de 2005 e comemorou os seus três anos de idade neste domingo. O garotão - que recebeu muitos presentes - fez festa no salão do Condomínio Residencial Felizardo Furtado (rua Felizardo), onde moram seus pais, Alexandre e Liane, no Bloco G. Parabéns, Santiago!
Ah, Santiago é o garotão loiro da primeira foto! No foto abaixo estão os pais.

Calamares dá descontos para quem chegar de táxi

O Restaurante Calamares, do Bourbon Shopping Ipiranga, no Jardim Botânico, lançou a campanha "Vou de Táxi", como parte da nova lei de tolerância zero ao álcool para quem dirige. Assim, os clientes que comprovarem a utilização de um táxi na ida até o restaurante ganharão 20% de desconto no consumo de qualquer bebida alcoólica. Segundo Maria José Cassado, uma das sócias da casa, "para ganhar o desconto, basta o cliente apresentar o recibo da ida de táxi até o restaurante, confirmando não estar dirigindo carro".
O Calamares oferece ainda outras opções não alcoólicas aos seus clientes, como cerveja sem teor de álcool e sangrias de frutas frescas.
A promoção é válida até o próximo dia 30 de setembro.
Calamares - Tel.: 3384-4561
TURISMO: CVC NO BOURBON IPIRANGA
Inaugurou, no último dia 26, a CVC Viagens, no Shopping Bourbon Ipiranga. A operadora oferece pacotes turísticos nacionais e internacionais, marítimos e cruzeiros.
Esta é a décima unidade da empresa em Porto Alegre. Segundo a representante da operadora de turismo, Elisabeth Costa, será dado destaque para a comercialização de roteiros internacionais, muito estimulados ultimamente em razão da valorização do real frente ao dólar - principalmente pacotes para os Estados Unidos e a Europa.
A CVC Viagens foi criada no Brasil há 36 anos e é a maior da América Latina em seu ramo. Possui 353 lojas no país, sendo 16 no Rio Grande do Sul.
A agência da CVC no shopping Bourbon Ipiranga funciona diariamente das 10 às 22 horas, e aos domingos das 14 às 20 horas.

O Dia D, em O Globo




O dia 6 de junho de 1944 ficou conhecido como o "Dia D", o mais longo dos dias, o da Invasão da Normandia, na França. Foi, até hoje, a maior operação militar da história, e mobilizou mais de dois milhões de homens, somente do lado aliado. O Brasil, que já estava na Itália, festejou o avanço aliado, o início do fim de Hitler. E um dos mais importantes jornais brasileiros da época, O Globo, noticiou o fato com letras garrafais. Veja as imagens (clique em cima para ampliá-las, e com zoom para ler a matéria) da edição do dia 6 de junho. (Coleção do Conselheiro X.)

Sábado, Julho 12, 2008

Festa "julina" no Otávio de Souza, neste sábado

Neste sábado, a Escola Estadual Professor Otávio de Souza (Rua Afonso Rodrigues, 100) fez a sua festa "julina", com os tradicionais motivos caipiras. Bombou gente, entre alunos, pais, professores e comunidade. O tempo - céu azul, sol, calor - ajudou. Veja neste vídeo, gravado quando o festejo recém estava começando. Clique na seta para rodar o filme.
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Paulão, um dos pioneiros, viu tudo se transformar


Bar do Paulão (ao fundo, com mesas vermelhas, na foto maior), na Valparaíso, esquina com Terceira Perimetral. Na foto do alto, o local onde existia o antigo "Armazém da Versa", também na Valparaíso, ainda hoje um ponto comercial.

Paulo Soares dos Santos, 64 anos, o Paulão, faz parte da história do Jardim Botânico – incluindo aí a própria Fundação Zoobotânica, onde trabalhou como vigia por muitos anos, antes de se tornar comerciante. Dono de um tradicional bar e armazém na rua Vaparaíso, bem na esquina com a Salvador França, hoje um local movimentadíssimo e barulhento, ele pegou o Botânico em uma fase bem diferente, tanto que trabalhou no bairro como carroceiro, vendendo verduras de porta em porta.
Tempos bem diferentes, reconhece ele, escorado no balcão. “Cheguei aqui com cinco anos de idade, vindo do interior de Viamão. Meus pais vieram de carreta e fomos morar inicialmente na Barão do Amazonas, depois nos mudamos para a “travessa municipal”, na antiga Vila Russa”, recorda.
Dos anos cinqüenta, quando era menino, lembra do armazém do Caboclo, na Barão, do Armazém Parafuso, onde hoje está o Fome Zero (“O dono tinha esse apelido, vendia querosene, alface, queijo), da Dona Versa, na própria Valparaís, o Estrela Dalva, na rua Dona Inocência.
CHÃO BATIDO - As famílias, naqueles anos cinqüenta, podiam ser citadas pelos nomes, os Correia, os Lucena, os Santos, os Pieretti, os Maraschin, entre tantas outras. Todos se conheciam e quase todos freqüentavam os mesmos locais – o Clube Amazonas, o Leal Santos, o Clube São Pedro, os bailes de carnaval, o pingue-pongue, a cancha de bocha, as pescarias no arroio Dilúvio – então um curso de águas limpas onde podia-se tomar banho e fazer piqueniques às suas margens.
A gurizada também costumava caçar na mata onde hoje está o a Fundação Jardim Botânico, subindo pela hoje avenida Tarso Dutra, que naquela época não existia. “Para subir para Petrópolis tinha que ir pela Barão, ou pela Cristiano Fischer, era tudo de chão batido.
Nesse bairro, por assim dizer, quase rural, as chácaras predominavam, especialmente as que plantavam agrião vendido depois no Mercado Público. “Ia-se de carroça”, lembra Paulão.
Havia ainda várias olarias que fabricavam tijolos – uma das quais perto de onde hoje é o DEEPS, na Ipiranga, e outras mais adiante, para os lados da Cristiano Fischer, onde algumas famílias criavam porcos para a venda, sem contar as galinhas.
“Se comprava lenha e querosene na Dona Versa e no Caboclo. Todo mundo tinha fogão à lenha. Tinha também uma fábrica de papelão na Ipiranga, onde hoje é a concessionário Peugeot. Lembro do doutor Francisco, que era o médico, atendia em casa, ele morava na Bento, se não me engano. O pessoal daqui ia muito para a avenida Bento Gonçalves, fazer compras. Lá já existiam muitas ferragens, o Tico-Tico (restaurante), e, do outro lado, a churrascaria aquele, da dona Erci e marido, a “Poletto”.
PESCARIAS E CAÇADAS – A avenida Ipiranga – hoje uma das mais movimentadas da cidade – não existia, por assim dizer. “Havia uma ponte de madeira, onde é aqui a Salvador França, e a gente pescava embaixo. Do outro lado havia uma vila”.
Outra lembrança bem presente daqueles tempos era a fábrica de carroça do seu Lúcio, na rua Guilherme Alves, defronte à atual igreja de São Luís. “Eles faziam carroças, arreios, alugavam carroças também, e havia uma ferraria do lado, para ferrar os cavalos. Ali tinha movimento direto, muitas carroças paradas, cavalos.”
Nesse tempo, o esgoto era recolhido pelos famosos “cubeiros”, que faziam parte de um sistema municipal e arcaico de coleta in natura do esgoto cloacal: colocava-se recipientes em forma de cubos embaixo das privadas , ou “patentes”, que depois, quando cheios, eram lacrados e recolhidos pelos “cubeiros”, que vinham em caminhões, em datas marcadas. “O cheiro era horrível, às vezes aquilo tudo derramava”, diverte-se hoje Paulão.
“Quem não tinha esse cubos tinha que apelar para a velha casinha, com o buraco da fossa, fora da residência”. Quanto ao lixo doméstico, como não havia recolhimento diário, quase sempre era queimado ou enterrado.
Nesse tempos existia o famoso cabaré Castelo Branco, na dona Inocência, e depois o Casa Rosada, na La Plata. “O Castelo Branco tinha muitos quartos, lembro que ia lá, vender verduras e frutas para as mulheres”, afirma Paulo. Depois de fechado, o cabaré serviu como posto de policiamento da Brigada Militar e atualmente é uma espécie de pensão, com aluguel de peças.
O único conjunto habitacional do bairro era a Vila dos Bancários, na Barão do Amazonas (que territorialmente, já é Petrópolis), o empreendimento mais “luxuoso” de então e que, durante anos, deu nome a uma linha de ônibus.
Depois de quase trinta anos como dono de bar, Paulo Soares dos Santos está prestes a sossegar: Vendeu o seu negócio e a sua propriedade, os filhos se dedicam a outras atividades, e talvez seja a hora de parar – ou pelo menos, de trabalhar menos, “só na manha”.
TRANQUILIDADE - Paulão abriu o seu bar e armazém em 1985, do outro lado da Salvador França, onde “bombava gente aos finais de semana”. Nos anos noventa veio para o seu atual endereço, já como proprietário, de onde não mais saiu e fez a sua clientela. Nada mau para quem começou a trabalhar em vendas com sete anos de idade, foi carroceiro, verdureiro, porteiro de edifício, vigia e funcionário de ferro-velho.
“Para mim o Jardim Botânico é um dos melhores bairros de Porto Alegre. Acho tudo bom, não tem coisas ruins. Aqui namorei, noivei, casei, tive filhos, netos”, resume ele.

Sexta-feira, Julho 11, 2008

A morte dos Mamonas: erros de comunicação

A torre não entende o piloto. O piloto não entende a orientação da torre. Nesse meio tempo, há uma troca de torres, pois os operadores do tráfego aéreo precisam atender a mais dois aviões que se preparam para pousar no aeroporto de Guarulhos. Na troca, uma torre não sabe a orientação que a outra passou e ninguém mais se entende - mas todos acham que está tudo bem.

Resultado: às 23h15min58 seg, o piloto do Learjet prefixo PT-LSD deixa de falar com a torre e, dois segundos depois, o avião se espatifa sobre a Serra da Cantareira, matando os cinco integrantes do grupo Mamonas Assassinas e mais dois tripulantes, também da equipe.

Esta é a conclusão de um relatório confidencial da Aeronáutica, ao qual a revista Veja teve acesso, e revelou em sua edição de 29 de maio de 1996, poucos meses depois do acidente com os Mamonas, na noite de 2 de março de 1996. O relatório é baseado na caixa preta e nas gravações.

Foi possível reconstituir o que aconteceu, especialmente nos últimos trágicos três minutos - e como, segundo a revista, "a incompetência e o azar mataram os Mamonas".

TUDO ERRADO - O avião decolou de brasília - onde fizeram o último show - quando faltavam dois minutos para as 10 horas da noite de 2 de março. A 15 minutos do pouso em Guarulhos, o Learjet perdeu contato com brasília e passou a comunicar-se com Guarulhos.

Está tudo normal, o tempo é bom, o vento também, e tudo indica que não haverá nenhum problema. Cinco minutos após o primeiro contato, a 40 km da pista, a torre pede ao co-piloto que informe a sua posição.

Aí, o início da tragédia: ele diz que é "180", mas não era. Era 170. A torre manda que vire 10 graus. Ele vira. Minutos depois a torre pede ao co-piloto para informar a velocidade do vento. Ele consulta o equipamento de bordo, que informa um vento de 400 km por hora - velocidade impossível, quase um tufão. Nesse momento, o co-piloto percebe que o equipamento não está funcionando e diz à torre que não tem condições de falar do vento. A torre concorda que a velocidade era um dado absurdo e o desconsidera. Até aqui, problema nenhum. As condições do vento eram normais.

Prossegue a revista, em sua matéria "Três Minutos Fatais": "Há tranquilidade no avião, tudo corre bem, mas os Mamonas estão a cinco minutos e 29 segundos da morte. O avião está a 18 km da pista."

(...) "Coisas estranhas começam a ocorrer. A torre informa que o Learjet está voando a 370 km por hora, velocidade maior até do que um Mirage em operação de pouco. Mesmo assim, limita-se a informar ao co-piloto sua posição e diz para, daí em diante, comunicar-se com outra central, a Torre Guarulhos. (...) "Sete segundos mais tarde o avião dos mamonas informa para a nova torre.

" - Sierra delta arremetendo.

"Começou o desastre. Faltam três minutos e 32 segundos para o choque. (...) "Agora quem fala com a torre não é mais o co-piloto Takeda. É o próprio piloto Jorge Luiz Germano martins, que será encontrado morto com o microfone no colo. Ele informa que levantará o avião e fará a volta para tentar o pouso de novo. A manobra é correta, só que o retorno deveria ser feito virando á direita. O piloto informa que fará "curva à esquerda" e a torre não o corrige, mandando "curva à direita". Em seguida, nova falha de comunicação.

" - Prossiga então para o setor sul - diz a torre.

" - Afirmativo, setor norte - responde o piloto.

" Estava tudo errado. A torre diz "sul" e o piloto entende "norte". Se fosse na direção "sul", o avião faria o retorno. Como ia na direção errada, rumava para a Serra da Cantareira. Havia ainda uma chance. O piloto, mesmo sem saber se ia para a serra, informa que fará a curva para ficar de novo, de frente para a pista. Se fizesse essa manobra, não haveria acidente. Mas a torre pede que não faça isso, pois há outros dois aviões prontos para pousar e terá de monitorá-los. Pede ao piloto que volte a comunicar-se com a torre original. À torre original, o piloto informa que, em vez de fazer a curva que pretendia, está "alongando a perna do vento", ou seja, está seguindo reto.

" - O.K. - diz a torre - mantenha a perna do vento

"Faltam dez segundos para a morte. O avião dos Mamonas não tem aparelhos de bordo para detectar obstáculos à frente. Segue reto. Não há nenhum sinal de pânico ou tumulto na tripulação. mas, para os passageiros, leigos no assunto, há motivo para tensão, pois o avião não pousou como deveria. mas ninguém suspeita que há uma enorme montanha ali na frente.

"- Afirmativo - diz o piloto, seguindo a orientação de manter-se em linha reta. Faltam dois segundos.

"O avião se estraçalha na Serra da Cantareira. Eram 23h16minutos."





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Eles sacam tudo de primeira, e nos fazem rir. Lembram da falsificação do leite, que levava até água sanitária? E a tal tevê digital que ninguém ainda viu? E da visita do presidente Bush, com seus seguranças que quase pararam São Paulo?



* Escola Otávio de Souza (Afonso Rodrigues, 100) realiza a sua festa junina atrasada neste sábado, a partir das 13h30min. Toda a comunidade está convidada a comparecer. Para quem não sabe, o Otávio de Souza conta com uma pequena biblioteca, aberta à comunidade, inclusive para empréstimo de livros e revistas, de segunda a sexta, até às 22 horas.
* 35 CTG com seu tradicional Baile do Candeeiro, neste sábado, a partir das 22 horas, no seu galpão da avenida Ipiranga, ao lado do Bourbon Shopping. Neste baile dispensa-se a luz elétrica e a iluminação é toda feita com candeeeiros, como no passado. Ingressos a 15 reais.
* Está acontecendo, no Centro de Eventos da PUCRS, o Décimo Sétimo Congresso Odontológico Rio-Grandense. Até amanhã. http://www.abors.org.br/
* Estudantes de graduação de qualquer curso e período podem participar do Primeiro Prêmio Varejo Sustentável Wal-Mart Brasil. São aceitos projetos destinados à aplicação imediata no segmento varejista supermercadista, em áreas como ecoeficiência, redução e reciclagem de resíduos, produtos e embalagens sustentáveis e processos e métodos de avaliação dos impactos ambientais dos produtos comercializados no varejo supermercadista. Os alunos vencedores serão premiados com um notebook, bolsa de estudo de até R$ 5 mil. Caso o projeto seja implantado, um prêmio adicional de 15 mil reais. Informações e inscrições: http://www.premiovarejosustentavel.com.br/
* Cursos de Enfermagem, Nutrição, Fisioterapia e Farmácia da PUCRS, com apoio do CNPq, desenvolvem um estudo que visa à modificação do estilo de vida por meio de intervenção nutricional e prática regular de exercício físico. Para a pesquisa estão sendo selecionados voluntários com as seguintes características: idade entre 30 e 60 anos, peso acima do ideal, circunferência do abdomen aumentada, pressão arterial elevada, glicose de jejum alta, triglicerídeo alto e que não pratique nenhum tipo de atividade física. Informações e inscrições pelo Tel.: 3320-3938, de segunda a sexta-feira, das 8 às 11 horas.
* Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento (Idéia) da PUC lança o Edital de Pré-Incubação de Projetos de Pesquisa e Desenvolvimento, voltado a professores e pesquisadores da Universidade. A inscrição vai até o próximo dia 18. O objetivo maior é incentivar o surgimento de produtos inovadores que possam ser úteis à sociedade. Informações: www.pucrs.br/ideia
* Hospital São Lucas realiza, nesta quarta-feira, 16, às 19 horas, a palestra Nutrição na Doença Inflamatória Intestinal, voltada a pacientes com essas enfermidades. Entrada franca. No anfiteatro Irmão José Otão, no segundo pavimento do HSL. Informações Tel.: 3336-4243.
* Biblioteca da PUC, que está reorganizando seu acervo e modernizando suas dependências, estará fechada para expediente externo nos próximos dias 17, 18 e 19 - quinta, sexta e sábado. Reabrirá normalmente na segunda-feira, das 7h45min às 22h50min, horário de segunda a sexta. No sábado, a biblioteca funciona das 7h45min às 15h30min. Informações pelo site www.pucrs.br/biblioteca ou tel.: 3320-3544.
* A Famecos, Faculdade dos Meios de Comunicação, está com inscrições abertas para a segunda edição do Curso de Extensão em História em Quadrinhos - História, An´´alise, Crítica. Trata-se de uma abordagem terórica e não prática, buscando compreender este gênero. As aulas acontece de 16 de agosto a 22 de novembro, sempre aos sábados, no prédio 7. Informações http://www.pucrs.br.cursoseeventos/
* Laboratório de Tratamento de Imagens e Geoprocessamento da Faculdade de Geografia da PUCRS recebe, até dezembro, visitas gratuitas para alunos da quinta à oitava séries e ensino médio. Os estudantes poderão observar em imagens de satélites os parques e outros pontos de Porto Alegre. Também é permitido o manuseio de GPS - Sistema de Posicionamento Global - e softwares para observação de imagens. Visitas de quartas às sextas-feiras, à tarde, com lotação máxima de 150 pessoas. O Laboratório fica na sala 306 do prédio 5 do Campus da avenida Ipiranga, 6681. Informações: www.pucrs.br/ffch/lab-geo
* XXIX ENEEF - Encontro Nacional de Estudantes de Educação Física - acontece na Escola Superior de Educação Física, ESEF (rua Felizardo, Jardim Botânico) , no dia 19 (sábado) e vai até o dia 26 de julho. O evento - que pela primeira vez se realiza em Porto Alegre - é um fórum anual que reúne estudantes e professores de Educação Física para discutir temas de cunho social, político, econômico, pedagógico, científico e cultural. Desta vez a temática gira em torno do seguinte assunto "Professora e professor regulamentado e a educação se ajoelhando para o mercado. Vamos à luta para acabar com esse reinado". O encontro é organizado pelo Movimento Estudantil da Educação Física, composto por diretórios e centros acadêmicos de todo o Brasil. Contatos para http://www.eneefpoa.wordpress.com/ ou DAEFI UFRGS (51) 3308.5864, ou Pedro Silveira (51) 93081355, ou Luiz Celso "Piranha" (51) 91.02.77.09, ou Eduardo Pergher "Alemão" (51) 8419.12.48
* XII Congresso de Ciências do Desporto e Educação Física acontece no Campus Central da UFRGS, de 17 a 20 de setembro. Inscrições a R$ 130,00 para estudantes e R$ 200,00 para professores. Informações site www.ufrgs.br/xipalops

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Quinta-feira, Julho 10, 2008

Tiririca, o palhaço sem pai que veio de Itapipoca



Ele é feio (já foi desdentado), nordestino, semi-analfabeto, não gosta de cinema, não vai ao teatro, nunca leu nenhum livro e seus ídolos são Zico, Fábio Júnior e Roberto Carlos. Religioso, é devoto de Nossa Senhora Aparecida e tem sangue mestiço – filho de mãe negra e pai desconhecido.
Seu nome: Francisco Everardo Oliveira, 43 anos, o “Tiririca” – aquele que aparece no programa “O Infeliz”, de Tom Cavalcante, uma sátira ao programa de Roberto Justus, “O Aprendiz”, na rede Record.
Cearense, Tiririca é uma espécie de Chaplin subdesenvolvido, do quarto mundo, se é que a comparação pode, em algum momento, ser válida.
Mas a sua cara de coitado, de cachorro surrado, de pobre-diabo, não é mera coincidência e tem tudo a ver com a história da sua vida – antes do estrondoso sucesso de “Florentina” (Florentina, Florentina, Florentina de Jesus, não sei se tu me ama”), em 1996. Em apenas três meses, no inverno daquele ano, tiririca vendeu 320 mil discos e foi a campeã de execuções. Hoje, ele já não canta mais, mas seu rosto é conhecido de todos pela tevê. Não que alguém o leve a sério como artista, e ele nem o deseja.
O MACACO QUE DEU AZAR – Palhaço por profissão, Tiririca teve uma vida dura, logo que nasceu, na cidade de Itapipoca, Ceará. O pai dele fugiu quando sua mãe, Alice, ainda estava grávida, e esta – que trabalhava no circo – logo depois casou-se com um palhaço, o Palhaço Barata. O menino Everardo viveu em barracas até completar 16 anos, quando assumiu o nome de Palhaço Tiririca e foi à luta sozinho, passando a trabalhar em um circo que havia vindo de Minas Gerais. Neste circo, ele conheceu a filha do dono, uma acrobata de nome Márcia Rogéria, com quem passou a viver e trabalhar juntos.
Os dois passaram por vários circos e até fundaram um que, nos anos 80, percorria o interior do Ceará, Piauí, Maranhão e Pará, no estilo “Bye-Bye Brasil”, o filme. O circo, conta-se, era tocado só pelo casal que, para fingir haver um elenco maior, trocava de roupas, disfarces e de voz inúmeras vezes. Assim, foi não apenas palhaço como acrobata, malabarista, locutor, tudo.
Os dois viveram nessa por sete anos, conseguindo progredir e até comprar o primeiro animal para o circo – um macaco-prego. Esse macaco não trouxe felicidade e nem dinheiro á Tiririca e sua mulher, pelo contrário: um dia, em uma cidade do Maranhão, o bicho mordeu um garoto. Para cúmulo do azar, o menino era filho de um chefe político local. No dia seguinte, os capangas do coronel botaram fogo no circo e o casal só conseguiu salvar-se a si mesmos e a sua filha, de três anos de idade, além de resgatar uma televisão.
Voltaram de carona para Fortaleza e, lá, em uma cidade onde os humoristas são mato e fenômeno, tornou-se humorista, trabalhando em bares, ruas, qualquer lugar. Na Capital, passou a usar uma peruca loira e a exibir o seu sorrido sem um dente frontal – uma marca por muitos anos.
BETO CARRERO DEU UMA FORÇA - Mas deu para ganhar algum dinheiro: comprou uma casa, tinha carro, telefone fixo e celular. Detalhe: sua casa não tinha água encanada, nem forro, e estava em um terreno invadido. Coisas da vida de palhaço.
Como acontece com quem quer fazer sucesso, especialmente os nordestinos, Tiririca veio para o Sul, como eles chamam o Sudeste. Quem primeiro percebeu o potencial do artista foi Beto Carrero, já falecido, que assistiu um show do palhaço em uma pizzaria de Fortaleza. Gostou tanto que mandou gravar um vídeo e o apresentou à emissoras e gravadoras. Todos responderam um sonoro “não”, e fecharam suas portas. Mas o produtor musical Arnaldo Sacomani – o mesmo que apresentou os Mamonas Assassinas à gravadora japonesa EMI – conseguiu o primeiro grande contrato, justamente com a mesma. Ficava com 30% do cachê de Tiririca. O sucesso veio rápido e Tiririca passou a percorrer o Brasil fazendo shows, aliás de muito agrado das crianças.
Em 1996, seu ano de ouro, Tiririca, quando estava em São Paulo, morava numa casa de 15 cômodos, seis banheiros e piscina, na Granja Viana, um bairro chique. Pagava 3.500 reais de aluguel, mas não morava sozinho – trouxe mais 18 colegas e formou uma república, estilo o sítio dos Novos Baianos dos anos setenta. A mulher, filhos, a sogra, a equipe de produção, todos moravam com ele.
Depois de Florentina, Tiririca gravou uma outra música que lhe rendeu incomodações e fez com que respondesse a acusações de racismo. Era “Veja os Cabelos Dela”, e tinha trechos como este: “Essa nega fede/fede de lascar/bicha fedorenta/fede mais que um gambá”. Logo ele, filho de uma negra. Tiririca defendeu-se, dizendo ser uma brincadeira e uma referência à sua mulher, (da qual se separou com estardalhaço algum tempo depois). A própria confirmou que sempre foi complexada por ter cabelos crespos. Quanto ao mau cheiro, ele diz ser coisa da vida do circo. “É que a vida no circo é muito dura, e ele não tinha tomado banho naquele dia, aí tirei esse caco”.

Cirurgia do estômago aberta aos interessados




* A Faculdade de Comunicação Social, Famecos, promove a campanha Leia e Passe Adiante. O objetivo é estimular estudantes, professores, funcionários ou quem circular pela Universidade a deixar uma obra disponível aos interessados. As doações - livros, revistas etc - podem ser depositadas em uma prateleira instalada no saguão do prédio 7. O material poderá ser retirado para a leitura e depois devolvido. Saiba mais pelo site www.pucrs.br/famecos/leiaepasseadiante
* Fundação Thiago Gonzaga está com inscrições abertas para a segunda turma do programa de Capacitação de Voluntários 2008. O treinamento iniciará no dia 14 de julho e objetiva formar multiplicadores das idéias de preservação e valorização da vida. As atividades são gratuitas e acontecem na sede da entidade, rua Botafogo, 918, Menino Deus, POA. Inscrições pelo site http://www.vidaurgente.org.br/ ou pelo Tel.: 3231-0893.
* Centro de Obesidade e Síndrome Metabólica do Hospital São Lucas promove nesta sexta-feira, 11, a reunião mensal oferecida a pacientes e comunidade em geral. Entre os temas, está a cirurgia de estômago. O evento é gratuito e não precisa de inscrições. A partir das 17 horas, no Anfiteatro, no segundo andar do HSL, no campus da avenida Ipiranga, 6690, bairro Jardim Botânico, POA. Informações pelo site http://www.centrodaobesidademorbida.com.br/

* O Centro de Inovação da PUC, em parceria com a Microsoft, promove, a partir de 14 de julho, uma série de cursos de inverno, entre os quais o de Excel 1 e 2, Windows Sharepoint, Introdução ao Gerenciamento de Projetos de Software, Programação orientada a Objetos com C#Básico, Programação para Web com ASP.Net e C# e Introdução ao Microsoft Silverlight 2.0. As inscrições podem ser feitas na sala 201 do prédio 40, no campus da avenida Ipiranga, com descontos para acadêmicos da PUC e do Tecnopuc, ou pelo site www.pucrs.br/centrodeinovacao, ou ainda 3320-3680.

* Até 14 de julho o Museu de Ciências e Tecnologia está com inscrições abertas para a Feira de Ciências que acontecerá nos dias 21 e 22 de outubro e cujo objetivo é incentivar a produção científica juvenil. O evento é voltado a professores e alunos das escolas públicas do ensino fundamental e médio de Porto Alegre e Região Metropolitana. Gratuito. Informações pelo site www.pucrs.br/mct/feiradeciencias

* A Faculdade de Educação Físicas e Ciências do Desporto da PUC recebe inscrições´, até o dia 15 de agosto, para o seu curso de Pós-Graduação em Ciências da Saúde e do Esporte. Voltado a profssionais de educação física, médicos, fisioterapeutas, nutricionistas e enfermeiros, ou pessoas com comprovada experiência na área. Aulas aos sábados. Inscrições e informações pelo site www.pucrs/fefid/pos

* O Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Administração, Contabilidade e Economia realiza, até 31 de julho, as inscrições para o Curso de Especialização em Gestão Estratégica de Pessoas. Aulas às terças e quarta-feiras, à noite. Inscrições e informações pelo site www.pucrs.br/face/cursolatosensu

* A Faculdade de Letras aplicará o exame de Proficiência em Língua Inglesa TOEFL, na modalidade Internet Based Test, no dia 8 de agosto, no campus da Ipiranga. O objetivo é avaliar a competência de candidatos a universidades e centros de estudos em países de língua inglesa. Inscrições e pagamento de taxa com cartão de crédito pelo site http://www.ets.org/

* Curso de Especialização em Direito e Cultura Indígena está com inscrições abertas até o próximo dia 25 de agosto, como parte do Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Direito. O objetivo é proporcionar uma compreensão sobre a cultura e as formas de contato existente entre as populações indígenas e outros povos. O evento, idealizado por Édison Hüttner, coordenador do Núcleo de Cultura Indígena, terá encontros às sextas-feiras e aos sábados, com início previsto para 5 de setembro. Informações pelo site www.pucrs.br/direito/pos/especializacaoculturaindigena ou Tel.: 3320-3537.

* Faculdade de Farmácia promove, de 21 a 25 de julho, a segunda edição do Curso de Inverno de Ciências Farmacêuticas, com aulas de segunda a sexta-feira, das 8 às 12 horas. Direcionado a profissionais e estudantes das áreas biomédicas, e é necessário ter cursado a disciplina de Farmacologia. Informações pelo site www.pucrs.br/farmacia, ou Tel.: 3320.3680


Abraços aos amigos canadenses!


Foi Mcluhan quem cunhou essa expressão, Aldeia Global, ainda nos anos sessenta. Fez isso sem imaginar (ou talvez imaginasse, já que não li os livros dele) que surgiria, muitos anos depois, a rede mundial de computadores, o e-mail, o site, o blog.
Pois hoje, de fato, o mundo é uma aldeia global, no qual um sujeito do Sri Lanka se comunica com um outro de Itapipoca, no Ceará, que por sua vez conversa com um alemão, um inglês, um grego, um sul-africano, um coreano, um saudita. Todo mundo fala com todo mundo, instantaneamente, manda fotos, tem acesso a filmes, troca informações. Isso sem sair do sacrossanto recesso do seu lar: lá está o internauta, de madrugada, dialogando com outras partes do mundo, tendo acesso a informações (nem sempre confiáveis) que antes eram dificílimas e custosas - geralmente estavam nas enciclopédias.
Falo isso porque, a medida que os dias passam, fico mais fascinado com a "aldeia global", e com o poder da Internet e do blog - que serão ainda mais avassaladores a cada ano, a cada mês. Hoje, a gente não pede o telefone de outra pessoa ao conhecê-la - quer o seu e-mail, o seu endereço eletrônica, e diz "te mando isso pela Internet".
Vejam o caso deste blog do Conselheiro: olhando as procedências dos navegadores que nos acessam, encontro gente dos cinco continentes, de quinze países, em quatorze línguas. Caramba, é isso mesmo! Tenho (e acredito que aconteça isso com todos os outros) visitantes de países tão remotos como Coréia, Arábia Saudita, Grécia, Romênia, Peru (esse nem tão remoto assim), Timor Leste, Hungria, Alemanha, Japão, China, e por aí afora. No caso do Brasil, São Paulo é a segunda cidade que mais nos acessa, seguida de Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Mas tem gente lá dos interiorzão de Goiás, da Bahia, de Rondônia.
Quando eu era criança - e isso foi ontem, acreditem - morava em zona rural, quase no meio do mato, onde não havia luz elétrica, água encanada, geladeira, televisão, nada praticamente. O mundo nos chegava através do rádio de ondas curtas. A Rádio Globo do Rio de Janeiro chegava lá, no noroeste gaúcho, com um som melhor do que qualquer rádio de Porto Alegre (sou Flamengo até hoje, adorava os comentários de João Saldanha: "Meus amigos!) . À noite, eu sintonizava as ondas curtas e ouvia a Rádio Canadá Internacional, a BBC, a Rádio Japão, a Voz da América. Esses países mantinham tais emissoras com transmissão de uma hora, toda noite, direcionada aos "países de língua portuguesa".
Eles pediam que escrevêssemos a eles, dizendo como estava a qualidade do som, dando sugestões de programação. Comecei então a escrever - cartas escritas à mão, com a caligrafia sofrível (até hoje é assim) de um menino de dez anos, e que depois eram levadas até a pequena agência postal da cidadezinha mais próxima e de lá seguiam para o exterior - acreditem - via navio. A correspondência levava quase um mês para chegar ao seu destino e a resposta outro mês para chegar.
Mas chegava, que se tem alguma coisa que funciona no Brasil são os Correios. Aquele envelope, vindo de outro continente, era motivo de emoção e orgulho. Geralmente continha o que eu pedia - selos, muitos selos de todos os cantos do mundo (eu era metido a filatelista), além de fôlderes e prospectos enaltecendo as maravilhas desses países. Todos eram muito legais, porém os canadenses se superavam. Não só mandavam tudo o que eu pedia como uma vez - suprema emoção - leram a minha cartinha e disseram o meu nome no ar, orgulhosos de terem um ouvinte lá no sertão brasileiro. Mais, uma criança que os ouvia toda noite e pedia selos.
Que emoção aquela, suprema glória: ter meu nome lido para "todos os países de língua portuguesa" e ainda receber elogios pela voz de uma mulher que, com certeza, tinha a voz mais doce e bonita do mundo.
Até hoje gosto muito do Canadá e dos canadenses, mesmo sem nunca ter ido lá. Quanto aos selos, perdi todos. Mas, na era da Internet e da comunicação global instantânea, fui, por assim dizer, um dos precursores. Fui no papel, na carta, no navio - mas já fui ao Canadá, posso dizer aos meus visitantes que acessam o Conselheiro lá desse simpático país, o segundo maior do mundo, terra de gente civilizada. Abraços, amigos canadenses.
A propósito: Mcluhan era canadense. Fiquei saben do pela busca na Internet. (Conselheiro X.)

Quarta-feira, Julho 09, 2008

Imagens do dia




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Uma moça passeia com seu cachorro, na Itaboraí, enquanto fala ao celular. Na mesma rua, antes tão simplória, os altos edifícios, contruídos ou em construção, quase tapam o sol.


* Estão abertas as inscrições para a Missão Porto Alegre/Vila Fátima, do Centro da Pastoral e Solidariedade da PUCRS. Os aprovados desempenharão trabalhos voluntários, além de conviver com os moradores e realizar experiências de fé e solidariedade na Vila Fátima, durante uma semana. A Missão acontece de 25 a 31 de julho, quando os estudantes terão a oportunidade de transmitir seus conhecimentos a crianças e jovens carentes. Informações pelo Tel.: 3320-3576 ou www.pucrs.br/pastoral.
* Centro de Obesidade e Síndrome Metabólica do Hospital São Lucas promove, neste sexta-feira, 11, a reunião mensal voltada a pacientes e comunidade em geral. Em pauta, temas como a cirurgia bariátrica. O encontro se divide em dois momentos: às 17 horas, para os operados. Às 18 horas, para a comunidade em geral. O evento - que acontece no Anfiteatro Irmão José Otão, no segundo andar - é gratuito e não há necessidade de inscrição. Informações pelo Tel.: 3336-0890 ou http://www.centrodaobesidademorbida.com.br/

* O laboratório de Mercado de Capitais da PUCRS (LabMec) promove, nesta quinta-feira, 10, a palestra Análise Gráfica. A iniciativa busca oferecer noções gerais de análise de Gráficos de ativos, com apresentação de ferramentes e estudos de análise. A aula será ministrada pela administradora de empresas Mariana Pimentel, das 18 às 19 horas, no sétimo andar do prédio 50, no campus da avenida Ipiranga.
Inscrições gratuitas pelo site www.labmec.com.br

Otávio de Souza tem curso de informática gratuito aberto a qualquer interessado


Zilah: "Estamos oferecendo uma alternativa profissional".

Há questão de dois anos, quando ganhou dez computadores do Banrisul, a Escola Estadual Otávio de Souza (rua Afonso Rodrigues), no Jardim Botânico, pode deslanchar dois projetos que, na realidade, já estavam em curso desde 2004: o Projeto Informática Educativa e o Laboratório de Informática.
Embora pouco conhecidas do grande público, tais iniciativas contam com cerca de 20 alunos, a maioria moradores do próprio bairro. Devidamente orientados por professores especializados, eles estão aprendendo os princípios da computação e da Internet. Ou seja: se antes eram "analfabetos digitais", agora passam a ser incluídos no crescente contingente de pessoas que dominam uma ferramenta que está se tornando básica em todos os cantos do mundo. No Brasil, a venda de microcomputadores explodiu nos últimos anos, o mesmo acontecendo com o acesso à Internet, a rede mundial de computadores que iniciou no Brasil, de forma tímida, em 1995.
"A iniciativa foi nossa, e partiu do CPM, Clube de Pais e Mestres", informa a professora Zilah Carvalho, assistente financeira do colégio e ex-supervisora da Informática. "E estamos satisfeitos, temos muitas pessoas da Terceira Idade, tanto homens como mulheres, incluindo até motoristas de táxi. Na realidade, estamos oferecendo uma alternativa de formação profissional".
CARÊNCIAS - São duas modalidades de cursos, sendo que um deles é voltado exclusivamente aos alunos e professores da escola. O primeiro - aberto ao público - é o Curso Básico de Informática, dividido em dois módulos. O primeiro é constituído de introdução ao processamento, windons, world e internet. Já o módulo dois é calcado nas planilhas de cálculos, excel e power point (trabalho com sláides).
As aulas acontecem uma vez por semana, com duração de uma hora e 40 minutos, e são, praticamente, gratuitas. "Pedimos apenas uma colaboração, já que temos poucos recursos", explica a professora Zilah.
Embora não sejam de última geração, os computadores do Otávio de Souza são modernos e, o melhor, estão todos conectados à Internet, em banda larga. Ou seja, não dependem de discagem telefônica e são de rápida navegação.
Os interessados - e ainda há vagas, nos três turnos - devem ir ao colégio nas quartas-feiras, em qualquer horário, conversar com a professora Isabel. "Se a pessoa não puder vir na quarta, pode vir outro dia e deixar suas informações e disponibilidades de horário", solicita Zilah.
Dirigido há seis anos pela professora Liramar Cortizo Garcia, o Otávio de Souza está desenvolvendo uma série de ações em diferentes áreas e driblando com criatividade a falta de recursos do ensino público. Recentemente, em abril, foi criado o blog do colégio - www.otaviodesouza.zip.net. Muito bem feito, com fartura de fotos, ele traz todas as informações necessárias aos pais e aos alunos - calendário escolar, cronogramas, histórico da escola, formas de avaliação etc. "Já tivemos mais de dois mil acessos desde a criação", garante a professora.
Quem fez o design do blog foi uma filha da professora Zilah, que é profissional nessa área e já organizou os blogs de personalidades globais, incluindo os "BBB" Alemão, Iris e Natália, entre outros. "Como a gente não tem recursos, apelamos para colaboradores e vamos superando as dificuldades", diz a professora Zilah.
FESTA JUNINA - Neste sábado, a partir das 13h30min, o Otávio de Souza realiza a sua festa junina - na realidade, julhina. Toda a comunidade está convidada.

SERVIÇO
Escola Estadual Professor Otávio de Souza - rua Afonso Rodrigues, 100 (transversal com a Guilherme Alves)
Tel.: (51) 3336-0769 - blog: www.otaviodesouza.zip.net

Astronautas da Apolo 11 carregavam cianureto?


Pouca gente sabe, mas a missão Apolo 11 - aquela que chegou à superfície lunar pela primeira vez, em julho de 1969 - tinha grandes possibilidades de acabar em tragédia. Conforme um memorando encontrado nos Arquivos Nacionais dos Estados Unidos, por ocasião dos 30 anos da conquista da Lua, havia o temor de que os dois astronautas que colocaram os pés no solo do satélite terrestre, Armstrong e Aldrin, não conseguissem mais retornar para a Nave Mãe, que ficou orbitando no espaço, com Collins no comando. Se houvesse algum problema com o módulo lunar Eagle (Águia), aquele que pousou na Lua com os dois astronautas e, duas horas e meia depois, voltou à nave principal, a ordem da Nasa era para que eles fossem abandonados na superfície lunar. Collins, então, deveria regressar à Terra, sozinho, já que não teria condições de efetuar uma missão de salvamento.
Segundo os documentos, os três astronautas sabiam desse risco e estavam preparados para serem "heróis ou mártires".
O presidente Nixon, inclusive, já tinha preparado uma mensagem presidencial ao Mundo, falando da tragédia.
Um dos trechos: "O destino determinou que esses homens que foram à Lua explorá-la em paz nela descansassem em paz para sempre. Outros exploradores seguirão rumo ao espaço e certamente encontrarão o caminho de volta. A busca humana não será abandonada. Mas esses homens foram os primeiros e eles permanecerão para sempre no nosso coração como os verdadeiros pioneiros."
Mais: se não conseguissem voltar, Armstrong e Aldrin teriam oxigênio para apenas 36 horas lá em cima, e certamente experimentariam uma morte nada agradável, a 382 mil quilômetros de casa. Segundo informações não confirmadas, os dois carregavam consigo cápsulas de cianureto, a fim de abreviar o sofrimento.
O arquivo do memorando está arquivado sob o título "Na eventualidade de desastre na Lua", e foi redigido pelo então porta-voz de Richar Nixon, William Safire.
Para saber mais, consulte a revista Veja de 21 de julho de 1999, página 56 e 57, "Prontos para Morrer", de Daniel Hessel Teich.

Terça-feira, Julho 08, 2008


Angra dos Reis, litoral do Estado do Rio. Segunda-feira, 12 de outubro de 1992, feriado da padroeira do Brasil (Nossa Senhora Aparecida) e Dia da Criança. O tempo está ruim, com chuvas, trovoadas e ventos naquela região da costa sul fluminense quando o deputado Ulysses da Silveira Guimarães, 76 anos, sua esposa Mora, e mais o casal Severo Gomes (ex-ministro, ex-senador) e Henriqueta partem de volta a São Paulo. Dirigido pelo experiente piloto Jorge Comeratto, o helicóptero de prefixo PT-HMK, emprestado pelo empresário paulista Jorge Chammas Neto (Moinho São Jorge), é avistado pela última vez meia hora depois da partida, por volta das 17 horas, voando baixo, a cerca de 50 metros acima do nível das ondas, costeando o litoral, abaixo de uma impiedosa chuva de granizo.

O industrial Arthur Vicintin Neto - que tem casa ali e pescava naquele momento - avistou a aeronave tentando romper a barreira das espessas nuvens que tomavam conta do céu: "O piloto ciscava, procurando um buraco no meio das nuvens", lembraria ele mais tarde. Naquele momento sopravam ventos de mais de 100 quilômetros por hora e só por milagre não aconteceria uma tragédia.
O milagre, porém, não aconteceu: as forças da Natureza foram mais fortes e em breve o Brasil saberia que o líder máximo das oposições durante o regime militar, o Senhor Diretas, o Anticandidato a Presidente da República, Ulysses Guimarães, estava morto, junto com todos os demais ocupantes do helicóptero.
A morte de Ulysses (até hoje o corpo, ou o que dele sobrou, não foi encontrado) representou, de certa maneira, o fim de uma era. Calvo, de voz grave, incisivo e destemido, o Senhor Diretor personificou a intransigente oposição ao regime de arbítrio que se instalou com o AI-5. Democrata, de tendências moderadas, o paulista Ulysses Guimarães elegeu-se deputado estadual em 1947, quando contava apenas 30 anos de idade. Em 1950 tornou-se deputado federal, também por São Paulo. Em 1956 foi escolhido presidente da Câmara Federal e, em 1961, no curto gabinete parlamentarista de Tancredo Neves, tornou-se ministro da Indústria e Comércio. Com o golpe militar de 1964, Ulysses - que, discretamente, apoiou o movimento - parecia estar marchando para um direto apoio à chamada "revolução". Porém, ao constatar que a volta à democracia não estava entre as prioridades dos militares e que muitos atos de arbítrio já estavam sendo praticados, Ulysses - advogado por formação - imediatamente bandeou-se para as hostes oposicionistas - ele, que tinha sido do PSD, enfileirou-se com o recém criado Movimento Democrático Brasileiro, o MDB. Candidato por este partido (então rebatizado de PMDB) na primeira eleição direta do período da redemocratização, amargou o quinto lugar na contagem final dos votos, não tendo sequer ido ao segundo turno.
A morte de Ulysses - que havia ido passar o final de semana no litoral de Angra, mais exatamente na casa do empresário Luis Eduardo Guinle - encerrou uma carreira política de quatro décadas, com onze mandatos consecutivos, vigorosos pronunciamentos em favor da democracia e um estilo incandescente de oratória que marcou época. Com ele, no mesmo vôo, desaparecia outra figura destacada da oposição ao regime militar, regime ao qual, curiosamente, serviu em seu início - o ex-ministro da Agricultura do governo Castelo Branco, ministro da Indústria e Comércio de Ernesto Geisel, ex-secretário de Ciência e Tecnologia do governo paulista de Fleury Filho, o ex-senador Severo Gomes. Udenista por formação, Severo desencantou-se com a Revolução de 1964 e, em 1979, bandeou-se para a oposição. Franco e direto, reconhecia ter mudado, "tarde, mas não demasiado tarde".

Jet Car, lavagem de carros e tapetes na Itaboraí


A Lavagem Jet Car está na rua Itaboraí, 825, no Jardim Botânico, há 25 anos. Com uma clientela fixa - incluindo pessoas que vêm de outras zonas da cidade - a Jet Car (na foto Flávio, o proprietário) lava todo tipo de carros de passeio e também faz polimento.

Outra especialidade é a lavagem de tapetes, com preços a partir de 15 reais.

O funcionamento vai de segunda a sábado, das 9h30min às 18 horas. Contatos pelo Tel.: 81784702, com Flávio.


* Fundação Thiago Gonzaga está com inscrições abertas para a segunda turma do Programa de Capacitação de Voluntários 2008. O treinamento inicia dia 14 de julho e tem o objetivo de formar multiplicadores das idéias de preservação e valorização da vida. Entre os conteúdos, estão a cidadania, o trânsito, convivência e a cultura do herói. As atividades são gratuitas e acontecem na sede da entidade - rua Botafogo, 918. Inscrições pelo site http://www.vidaurgente.org.br/, ou pelo Tel.: 3231-0893.
* Hospital São Lucas da PUCRS promove, na próxima quarta-feira, 16, às 19 horas, a palestra Nutrição na Doença Inflamatória Intestinal, voltada a pacientes com essas enfermades. A palestrante é a médica Marta Machado, do Serviço de Endoscopia Digestiva do HSL. O evento, com entrada franca, acontece no Anfiteatro Irmão José Otão, no segundo pavimento. Informações pelo Tel.: (051) 3336.4243.

35 CTG: berço da tradição aceita a modernidade

Clóvis: "Não somos contra a Tchê Music, eles até nasceram aqui".

Pai dos Centros de Tradições Gaúchas, berço do movimento tradicionalista, o 35 CTG está no Jardim Botânico desde 1975, em um terreno próprio ao lado do Bourbon Shopping, na avenida Ipiranga.

Ponto de referência no bairro, com sua churrascaria, seus eventos culturais, sua domingueira, o 35 atrai não só a gauchada costumeira - dos quais a maioria são crianças e jovens - como também turistas dos mais diferentes locais - turistas, visitantes e curiosos que desejam conhecer um pouco da vivência, da história e dos costumes e hábitos gauchescos.

"Somos uma sociedade cultural e recreativa, aberta a todos, com regras próprias", informa Luiz Clóvis Fernandes, durante seis anos patrão da entidade e que hoje é uma espécie de faz-tudo do local. Com cerca de 5 mil sócios, o 35 mantem departamento cultural, artísticos e a culinária típica campeira, do qual a churrascaria Roda de Carreta (que existe há 25 anos) é uma espécie de mostruário, muito embora sirva também buffet normal diariamente. Funcionando diariamente, a Roda de Carreta, com seu espeto corrido (é um dos poucos locais do JB que tem chopp), só não abre aos domingos à noite.

ATIVIDADES - O 35 CTG não pára nunca, com suas atividades diárias, e aluguel de espaço (são 2.100 metros quadrados de área construída) a terceiros, além de venda de souvenires gaúchos - camisetas, bottons, etc. Isso garante a renda que permite a manutenção da entidade, algo que nem sempre é fácil, como diz Clóvis.

Além das atividades internas, há ainda as campeiras, como cavalgadas e rodeios. Com a proximidade da Semana Farroupilha, em setembro, o 35 se torna ainda mais frequentado. "Temos cerca de 300 pessoas que participam das mais diferentes atividades, como grupos de dança, e a participação dos jovens é expressiva", afirma Clóvis, para quem "o tradicionalismo é estável, se mantem".

O Movimento Tradicionalista Gaúcho foi fundado, oficialmente, em 1948, pelo chamado "grupo dos oito", uma iniciativa que buscava resgatar e valorizar a cultura gaúcha no pós-guerra, quando a influência norte-americana se propagava pelo mundo. O 35 foi fundado em 24 de abril de 1948 - completou 60 anos recentemente. Do "Grupo dos oito", restam dois vivos - dos quais um é o ícone Paixão Cortes, um dos mais destacados folcloristas brasileiros.

TCHÊ MUSIC - Quando se fala em tradições gaúchas, se fala no 35. Não fa muito, a atriz e apresentadora Regina Casé esteve aqui, gravando um programa televisivo que foi para o ar em rede nacional, pela Globo.

Guardiã dos hábitos e costumes culturais do Rio Grande do Sul, a entidade, entretanto, não parou no tempo e convive harmonicamente com algumas novidades, como o chamado "Tchê Music", um movimento musical híbrido que mesclou ritmos gauchos com outras influências.

O Tchê Music faz muito sucesso comercial nos Estados do Sul e Centro-Oeste, e gerou algumas irritadas manifestações dos tradicionalistas. Mas Clóvis diz que o 35 não tem nada contra esta novidade, que eles não aceitam como música gaúcha, mas dizem respeitar.

"É algo válido, até porque eles precisam sobreviver, ganham um bom dinheiro com isso, fazem sucesso comercial, abriram uma nova frente. Não temos nada contra, e vou lhe dizer que a maioria deles nasceu aqui dentro. E, quando tocavam músicas gaúchas, eram excelentes."

Conhecido por suas domingueiras, o 35, no próximo sábado, terá o seu "Baile de Candeeiro", evento que acontece há vários anos. "É um baile à moda antiga, sem luz elétrica, com candeeiros iluminando, e tem café campeiro", informa Clóvis Fernandes.

Conservador por natureza, o CTG - ao contrário do que muitos pensam - não existe pilcha (o traje gaucho típico) para quem vai frequentá-lo. "À exceção dos fandangos, quando a pilcha é obrigatório, a pessoa pode se apresentar com traje esportivo discreto", esclarece o tradicionalista.

"O tênis também é permitido, até porque é da vestimenta dos jovens", diz Clóvis Fernandes, um empresário natural de Santana do Livramento, sócio do 35 há 44 anos e que reside no bairro Partenon.
SERVIÇO
35 Centro de Tradições Gaúchas - av. Ipiranga, 5300, Jardim Botânico, Porto Alegre.
Tel.: (510 3336.0035 e 3336.0795
Endereço eletrônico: www.35ctg.com.br

Segunda-feira, Julho 07, 2008

Manoel, almoxarife em 1974, lembra a obra de 2.500 operários e "que não parou nunca"


Seu Manoel Barros da Silva (de boné) tem 81 anos, nasceu em Portugal e mora no Jardim Botânico desde os 13 anos de idade. Entre outras coisas, é testemunha ocular da construção do Conjunto Residencial Felizardo Furtado.
Mais que testemunha: trabalhou na obra, do seu início, no verão de 1974, até o término desta, em 1976. “Comecei e terminei. Foi uma obra rápida. Tinha mais de 2.500 pessoas trabalhando, em certa época”, conta ele. “A construtora foi buscar gente no interior e veio até uma turma de Santa Catarina”.
Funcionário do almoxarifado, durante 20 anos empregado da empreiteira Gus Livonius (que não mais existe, tal como era), ele recorda do ritmo intenso da construção e da seriedade como ela foi feita.
“A obra não parou nunca, eram dez horas da noite e tava chegando concreto. E o fiscal do Inocoop estava sempre junto, conferia pessoalmente cada detalhe e às vezes mandava desfazer e refazer porque não estava de acordo. Também havia muito cuidado com a segurança, tanto que não me lembro de nenhum acidente sério”, relata.
Outra coisa: os peões tinham alojamento no local e refeições no local, com café da manhã, almoço e janta. Seguindo um cronograma rígido, cada edifício era concluído inteiramente, partindo-se então para a execução de outro dos oito prédios. Um posto de vendas, no lado da rua Ferreira Viana, recebia a visitas dos interessados, que adquiriam os apartamentos confiando nas especificações da própria planta arquitetônica.”Quando terminou, tava quase tudo vendido”, assinala seu Manoel.
AMAZONAS – Residindo ainda hoje na Barão do Amazonas, seu Manoel pegou o Jardim Botânico em um tempo quase rural, a época da Vila Russa. “Meu pai tinha uma chácara na Salvador França. Lembro do Chico Tatão, os filhos dele tinham vacas de leite, no lado de cá da Salvador, que era de chão batido, quase não tinha casas, eu caçava passarinhos ali. A Ipiranga não existia, era só um caminho, e o arroio Dilúvio era um riacho desgovernado.”
As águas do arroio Dilúvio da década de 40 e 50 eram então límpidas, garante ele, e nelas se pegava cascudos, que alguns meninos vendiam nas ruas.
“Era uma água branquinha, limpinha”, recorda seu Manoel.

André Damasceno, professor de Matemática?


André Damasceno é hoje um nome nacional no humor. O "Magro do Bonfa" - o seu primeiro personagem de sucesso, na Escolinha do Professor Raimundo, de Chico Anysio, na Globo - divertiu muita gente. Hoje ele participa de diferentes programas, incluindo o Zorra Total, e, segundo o presidente Lula, é o seu melhor imitador. André também faz shows por todo o Brasil. Em Porto Alegre costuma se apresentar no Teatro da AMRIGS, aqui na avenida Ipiranga.

O que pouca gente sabe é que ele foi professor de Matemática em cursinhos pré-vestibulares, como mostra esta matéria da revista Veja de 1991, a Vejinha RS (que não mais existe).

André, então, era quase um desconhecido que animava casas de espetáculos e bares da Capital.


* Clique em cima da imagem para ler a matéria.

Café com livros na Felizardo


Esta é Mara, dona do Muitas Ondas, livrolocadora e café na rua Felizardo 351. Professora, Mara é apaixonada por livros - já escreveu um, infantil. Um dia resolveu abriu um negócio que tivesse algo a ver com ela - surgiu o Muitas Ondas.

Em ambiente aconchegante e protegido, o local conta com capuccino, refrigerantes, cerveja, crepe, petiscos, salgados e doces, além de um mini Golfe na entrada. Os livros são locados a 0,40 centavos a diária e estão em bom estado de conservação. São cerca de 3 mil títulos, sem contar as revistas. "Tenho a lista dos dez mais vendidos da revista Veja e sempre compro os lançamentos", informa ela.
Para locar (livros, revistas, jogos infantis e adultos) é preciso fazer uma ficha de inscrição, com comprovante de residência e um documento de identidade.

O telefone do muitas Ondas é 3061.4753. O horário de funcionamento vai das 10 às 20 horas, de segunda-feira a sábado. Confira.

Sobremesa Musical nesta quarta-feira, na PUCRS

* Projeto Sobremesa Musical desta quarta-feira, 9, apresenta um recital de canto e piano, intepretado pelo tenor Flávio Leite e o pianista Paulo Bergmann, com repertório de Bellini, Rossini e Tosti. O local é o átrio da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, prédio 9 do campus central da PUCRS. A entrada é franca e novas sugestões de músicas podem ser enviadas para o site www.pucrs.br/icm

* Congresso Reúne Educadores Maristas, de 15 a 18 de julho, no Centro de Eventos da PUCRS, no campus da avenida Ipiranga, 6681. Entre os temas a serem debatidos, estão questões como o que a sociedade espera do professor do Século XXI e quais os novos desafios de educar. Serão quatro dias de debates e atividades temáticas, com a presença de conferecistas de renome internacional que falarão para 2.500 pessoas, vindas de todo o Brasil. Este é o Terceiro Congresso Nacional Marista de Educação, com organização da Rede Marista. Os maristas estão presentes em 78 países e chegaram ao Brasil em 1887.
Informações pelo site www.maristas.org.br/congresso, ou então pelo Tel.: 0800 54 11 200.
* A FAMECOS, Faculdade de Comunicação Social da PUC, realiza, de 8 a 17 de julho, Curso de Extensão em Jornalismo Criminal (Policial). Os ministrantes são Adriana Irion, Humberto Trezzi e Renato Dorneles. Informações pelo Tel.: 3320-3680.

Telefonia ruim adiou a chegada da Internet


Era dezembro de 1995, e o Brasil ainda enfrentava grandes dificuldade para entrar com tudo no mundo da Internet. A culpa - em uma época sem banda larga - era do precário sistema de telefonia do Brasil, que ainda não havia sido privatizado. O presidente da República era Fernando Henrique Cardoso, e Sérgio Motta, o seu ministro das Comunicações.

A Internet não contava - vejam só - nem com 100 mil usuários.

Leia a matéria "Confusão na rede", transcrita de VEJA de 27 de dezembro de 1995.


"Houve até quem tentasse alcunhar 1995 como o ano de entrada do Brasil no mundo da Internet. Mas, com um número de usuários que não chega a 100 000, não colou. A partir de primeiro de janeiro de 1996, o sonho de se conectar ao universo da comunicação digital será jogado ainda mais para longe. Na entrado do ano novo, fecha-se uma das maiores portas de acesso à Internet no Brasil, a administrada pela Embratel. O prazo para a estatal interromper seu serviço de conexão de usuários à Internet foi dado pelo ministro das Comunicações, Sérgio Motta, em abril. Sua intenção era boa. Ele imaginava, à época, que no final deste ano a rede já estaria funcionando a pleno vapor e a Embratel poderia deixar a função de provedora de acesso para as empresas particulares e dedicar-se apenas ao trabalho de expandir a infra-estrutura necessária.

"Sete meses depois, a situação é bem diferente da pretendida. A principal estrutura de fios e computadores, que deveria estar cobrindo todo o país em setembro, só ficou pronta há poucos dias. Mesmo assim, não está completa. Falta criar centrais de atendimento para receber as chamadas telefônicas dos usuários e encaminhá-las ao destino na rede Internet, seja ele nos Estados Unidos, seja na Austrália, seja no Amazonas. Por conta desse atraso, várias empresas interessadas em servir de porta de acesso à rede ficaram em compasso de espera. Agora, com a saída da Embratel dessa função, ainda não estarão aptas a absorver os 6 000 clientes deixados na mão, muito menos a captar novos.

"Jogo de Paciência - Mesmo com a infra-estrutura básica resolvida em breve, as provedoras terão de enfrentar outro obstáculo: a falta de linhas telefônicas. Não adianta a Embratel ter um sistema de transmissão para a rede internacional impecável, se as provedoras não tiverem linhas disponíveis para que seus clientes a acessem. Elas precisam de dezenas ou mesmo centenas de números de uma só vez. "A carência de linhas é tanta que, apesar de termos separado uma verba de 1 milhão de dólares para investir em telefones, não conseguimos estar nem na metade", lamenta Marcelo Lacerda, um dos diretores da Nutec, empresa provedora de acesso à Internet, hoje com 1 500 assinantes. "Se aceitarmos muito mais clientes com esse número de linhas, corremos o risco de deteriorar a qaualidade do serviço", diz Lacerda. Algumas empresas colocam até 200 usuários para disputar uma mesma linha de acesso, o que torna a entrada na Internet um jogo de paciência insuportável. "Tenho muita curiosidade, mas não consegui uma senha de entrada e tenho receio de ecolher um provedor de acesso de péssima qualidade", diz o analista de recursos humanos Roberto Santanna.

"Ao grupo de ansiosos por entrar na rede, no qual se inclui o analista, provavelmente se juntarão os clientes da Embratel. Isso só não acontecerá se a pressão que a estatal está fazendo para não largar o serviço der resultado. Em outros países, como a França, onde o sistema de telecomunicações também é gerido pelo monopólio estatal, a empresa cuida da infra-estrutura e também é provedora de acesso à Internet. Apenas seguem uma rígida regulamentação que tenta tornar justa a concorrência entre a iniciativa privada e a estatal responsável por traçar os projetos de expansão da telefonia. No Brasil, pelo ritmo em que as decisões sobre Internet andam, isso é assunto para 1997."

Os 10 anos do Maníaco do Parque, preso em Itaqui


O nome dele é Francisco de Assis Pereira e tinha 30 anos quando se tornou conhecido como o "Maníaco do Parque". Há dez anos - em agosto - Francisco foi preso na cidade de Itaqui, no Rio Grande do Sul, acusado de ter assassinado oito mulheres em São Paulo. Condenado, cumpre pena e até se casou na cadeia.

O caso do Maníaco do Parque foi um dos mais comentados, senão o mais, do ano de 1998. Foragido durante 23 dias, ele foi reconhecido por pescadores, em Itaqui, para onde havia viajado, usando documentos falsos.

Os crimes, que aconteciam no Parque do Estado, na capital paulista, desafiavam a polícia: no local foram encontrados os corpos das mulheres, que ele estuprava, enforcava e roubava e depois largava, mortas, em clareiras de uma das maiores áreas verdes de SP.

À polícia informou terem sido, na realidade, nove vítimas, e falou do seu "lado negro":

"Eu tenho um lado ruim dentro de mim. É uma coisa feia, perversa, que eu não consigo controlar. Tenho pesadelos, sonho com coisas terríveis. Acordo todo suado. Tinha noite em que não saía de casa porque sabia que na rua ia querer fazer de novo, não ia me segurar. Deito e rezo, pra tentar me controlar."


Os atos de Francisco ganharam as manchetes em 12 de julho de 1998, quando os jornais publicaram o primeiro retrato falado do maníaco. No mesmo dia, a manicure Selma Rodrigues Goes, 35 anos, afirmou ter visto uma fumaça saindo de dentro da empresa J.R. Express, na rua Alcântara Machado, em São Paulo. O morador do local era ele: Francisco de Assis Pereira, o único funcionário que trabalhava e dormia na empresa.

Ao chegar ao trabalho, o empresário Jorge Sant' Ana, o patrão, encontrou um bilhete sobre a mesa, com um recorte do jornal em que havia o retrato falado. No bilhete, Francisco lamentava ter ido embora e pedia desculpas pela partida.

No mesmo dia, o empresário percebeu que havia algo de errado com o vaso sanitário da empresa. No conserto, foi encontrado um bolo de papéis queimados, que entupira o esgoto. Junto, estava a carteira de identidade de Selma Ferreira Queiroz, uma das vítimas Alguns dias depois, a estudante Sara Adriana Ferreira reconheceu na polícia a voz do homem que, no dia 4 de julho, telefonou para a sua casa, na cidade de Cotia, exigindo mil reais pela libertação de sua irmã Selma. Ele identificou a voz ao ver uma entrevista que Francisco havia dado a uma rede de televisão, em 1994, sobre um grupo de patinadores noturnos: era ele.

Todas as mulheres mortas foram namoradas ou se relacionaram com o maníaco, um motoboy que adorava patinação, usava roupas coloridas, era jovial e alegre e, segundo alguns mulheres, era também carinhoso e brincalhão. O tipo comum, que não desperta desconfianças e com quem pode se puxar conversa no elevador.

Ao fugir, Francisco passou pela Argentina e voltou ao Brasil. Em Itaqui, na fronteira com a Argentina, chegou a frequentar missas e se tornou familiar aos pescadores do rio Uruguai, que logo desconfiaram dele e imediatamente o associaram ao retrato falado que saía na televisão.

O motoboy era popular no Parque do Ibirapuera, onde costumava fazer malabarismos sobre patins, esporte que ele dominava e ensinava a outras pessoas. Era querido e respeitado até pelas crianças, que costumavam cercá-lo e falar com ele.

Em depoimento de muitas horas à Polícia paulista, o Maníaco do Parque confessou os oito assassinatos e mais um. Também admitiu outros cinco estupros. Foi nesse momentos que falou de seu "lado ruim", de sua "fixação em seios" e contou uma dramática história de relacionamentos, de molestamento sexual na infância, de um ex-patrão, com quem teria um relacionamento homossexual.

O maior caso policial do ano logo se transformou em um grande circo midiático. Um encontro entre Francisco e os pais foi transmitido ao vivo no programa do Ratinho e alcançou 38 pontos no Ibope - quase o mesmo da novela da Globo em horário nobre. Cinco mulheres se apresentaram à polícia identificando o homem que as havia violentado no Parque do Estado - as sobreviventes. Todas indicaram Francisco como o autor.

Entre as vítimas fatais do Maníaco, estava Elisângela Francisco da Silva, de 21 anos, cujo corpo foi encontrado no Parque em 28 de junho. Ela estava nua. Paranaense, de família humilde, Elisângela era conhecida pela excessiva timidez e pertencia à igreja Batista e, depois, à igreja Deus é Amor.

Outra, Raquel Rodrigues, de 23 anos, era "uma moça muito ingênua", como diziam suas amigas. Sua família vivia em Gravataí, na grande Porto Alegre. Nos finais de semana, em São Paulo, Raquel costumava frequentar barzinhos com suas amigas e trabalhava como vendedora, no bairro de Pinheiros. No dia da sua morte, telefonou para uma prima, dizendo que conhecera um rapaz e que aceitara posar de modelo para ele. Seu corpo foi encontrado em um matagal do Parque, no dia 16 de janeiro.

Outra, Selma Ferreira Queiroz, balconista, ainda não havia completado 18 anos. Desapareceu em uma sexta-feira. No dia seguinte, um homem telefonou para sua irmã, dizendo que ela havia sido sequestrada e exigindo mil reais de resgate. Mas não ligou de volta. O corpo foi encontrado no dia seguinte: ela estava nua, com sinais de estupro e espancamento. Nos ombros, seios e interior das pernas havia marcas de mordidas. Francisco também fazia sexo anal com a maioria de suas vítimas. Ele não usava armas, apenas as mãos.

Já Patrícia Gonçalves Marinho, 24 anos, saiu da casa da avó, onde morava, e nunca mais foi vista com vida. Seu corpo só foi encontrado no dia 28 de julho, em uma área erma do Parque do Estado. Morreu por estrangulamento e foi estuprada. Seu sonho era se tornar modelo e, segundos seus conhecidos, tinha uma confiança ingênua nas boas intenções de todo mundo.

O Maníaco do Parque mantinha um diário onde flava de suas conquistas amorosas, romances impossíveis e momentos de muita agressividade. Em um desses dias, ele escreveu: "Quando lembro daqueles momentos fico completamente excitado, malvado, carente, as coisas de englobam de uma só vez. (...) Estou procurando uma criança de 12 ou 13 anos que eu possa dominar" (...)

Transformado em superestar do Mal, Francisco deu entrevistas coletivas, falou em Deus, em Igreja - uma de suas fixações - e disse aos repórteres: "Eu sou ruim, gente, muito ruim."

Há dez anos trancafiado, Francisco foi um dos mais conhecidos seriall killer do Brasil - um clube que inclui Chico Picadinho, esquartejador, e Marcelo de Andrade, que estuprou e degolou nada menos do que 14 crianças e foi preso no Rio de Janeiro, em 1991.

Condenado a 269 anos de prisão, ele cumprirá, no máximo, 30 anos, como prevê a lei brasileira.

Domingo, Julho 06, 2008

Botânico, neste domingo







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Imagens do Jardim Botânico, neste domingo, 6: muito sol, temperatura amena e muitos estabelecimentos comerciais fechados. E edifícios em construção.

Um novo banco para o Jardim Botânico?

Banco: será aqui?

*Finalmente, depois de dias nublados, cinzentos e úmidos, o sol apareceu, mudando o ânimo das pessoas. Coincide com o início do mês, o que sempre significa pagamento de salários e dinheiro no bolso.

* Vocês repararam o crescente número de empreendimentos que estão surgindo no Botânico? Na Barão dos Amazonas isso é ainda mais visível. A maioria são micro ou pequenas empresas, geralmente na área de prestação de serviços.

* Na Guilherme Alves, quase esquina com a Felizardo, abrirá, nesta segunda-feira, um restaurante, estilo familiar. Está localizado em uma casa, que foi toda reformada, e promete ser um ponto movimentado não só durante o dia como à noite. Atravessando a rua temos o Arado, o pub, que abre diariamente e já conquistou a sua clientela.

* Infelizmente, fechou aquela lan-house da rua Valparaíso, esquina com a Barão. O local era bem frequentado, mas talvez - uma opinião - o aluguel tenha comprometido o empreendimento.

* O Centro Comercial da Felizardo, defronte ao Condomínio, definitivamente já provou ser um bom ponto. Todas as lojas que se estabeleceram ali estão indo bem: a casa de carnes, a lan-house (que tem, entre outras coisas, um xerox de primeira qualidade), os salões de beleza.

* Esse Centro, para quem não se lembra, demorou a ser inaugurado. Mas, quando inaugurou, veio com tudo.

* A clínica de gerontologia, na Guilherme Alves, também parece estar indo bem. Discreta, sólida, bem localizada, recebe pessoas de outros bairros.

* O proprietário - ou talvez um deles - era um emérito médico da PUC, estudioso da velhice, e que faleceu naquele terrível desastre do avião da Gol, em São Paulo.

* Como nem tudo são flores, cresce a mendicância no bairro. Mas é assim em toda a parte.

* Quem investe em divulgação - e colhe os louros disso - é a professora Lalla Ghull, na rua Barão do Amazonas, 792, bem no coração do bairro. Ela agora está com aulas de Dança do Ventre - aulas particulares, e também avulsas. Também confecciona roupas sob medida. O telefone dela é 8424.2122 e 8428.4684.

* Não podemos esquecer do Stúdio Dança de Paulo Pinheiro, também na Barão. É um dos melhores e e mais conhecidos de Porto Alegre e já foi tema de uma extensa reportagem da TVE.

* Direção do Condomínio Felizardo Furtado, com seus 944 apartamentos, está alertando sobre os famosos telefonemas dos bandidos que dizem ter um filho ou parente nosso em seu poder, e exigem resgate. Geralmente os autores são presidiários e é tudo cascata - mas que amedronta, amedronta. O melhor é desligar de cara.

* Vocês já repararam que o Botânico está se transformando em um bairro canino? É tal a quantidade e diversidade de cães - de todas as raças, cores e tamanhos - que temos praticamente um mostruário do que existe de raças pelo mundo.

* O JB tem duas agências bancárias - a da Caixa Federal, no Bourbon Shopping, e o Itaú, na Barão. Mas há rumores, bem consistentes, de que um outro banco vai se instalar no bairro. O local seria aquele terreno na Barão, ao lado do Cavanhas, e bem pertinho do Itaú. Banco é assim: um gosta de ficar ao lado do outro. Bom.

* Bar do Paulão, que foi vendido para Elton, do Bora-Bora, continua com sua tradicional clientela. Muito antigo no bairro, o bar e armazém, na Valparaíso com a Terceira Perimetral, está localizado em uma zona de grande valorização.

* Aliás, o que se comenta é que os corretores imobiliários andam a mil pelo Botânico, fazendo propostas de compra a muita gente. Querem terrenos em que possa construir edifícios. Muita gente está vendendo, enquanto outros resistem, esperando uma valorização ainda maior.

* Pena que o HomeStore da Colombo, na Ipiranga, tenha saído do bairro. O que será que vem em seu lugar?
* Quem quiser iniciar a semana lendo um bom livro pode passar no Muitas Ondas, a locadora de livros e jogos da Felizardo, 351, onde também há café, petiscos e crepes.
* Turma de trilheiros e jipeiros continua se reunindo no Tia Zefa, outro ponto tradicional.

Sábado, Julho 05, 2008

Moradores do Botânico são desunidos, diz presidente da associação comunitária

O crescimento do bairro (foto da Salvador França) trouxe moradores que ainda não se identificam com a sua história

Criada em 1998, a Associação Comunitária e Beneficente dos Moradores e Amigos do Jardim Botânico “está praticamente se extinguindo”, afirma o seu presidente, Carlos Boa Nova, aposentado, 63 anos, morador da rua Roque Gonzales.
Quando do seu início, a entidade chegou a congregar cerca de 500 associados, dos quais restam poucos. Motivo básico: a AMOJB não soube mobilizar a comunidade.
“A Associação estava sem atividades e os sócios foram se afastando”, explica Carlos. Outra razão apontada pelo presidente tem a ver com as transformações que o Jardim Botânico tem sofrido nos últimos anos - a chegada de novos moradores, gente que vem de outras regiões e não tem maiores vínculos com o bairro. “O Jardim Botânico está em transição, os moradores mais antigos foram se mudando daqui, vendendo suas casas para se fazer edifícios, hoje há o predomínio de jovens casais, geralmente sem filhos, que trabalham fora e só vem para dormir. Eles não participam da vida comunitária e nem tem interesse nisso”, argumenta Boa Nova. “E, por outro lado, a Associação teria, necessariamente, que se adaptar aos novos tempos, ter mais canais de comunicação com a comunidade.”
DIVIDAS – Até há algum tempo a entidade mantinha uma sala alugada na Felizardo, no edifício dos Mocelin. Sem associados, sem recolher dinheiro (as mensalidades, de 3 e 5 reais, são quase simbólicas) e sem desenvolver atividades arrecadatórias, a AMOJB está praticamente desativada. Até mesmo o telefone não mais existe, e os poucos móveis da Associação estão guardados em um depósito. Portanto, a menos que surjam fatos novos, a Associação caminha para o seu fim, assegura Carlos.
Líder comunitário, morador do Botânico desde 1977, ele, logicamente, lamenta isso, sobretudo quando se sabe da importância de uma entidade de moradores. Além de presidente da Associação desde o final do ano passado, ele é conselheiro do Orçamento Participativo, integrante do Conselho Municipal de Transporte Urbano, diretor de departamento da União das Associações Moradores de Porto Alegre, UAMPA e membro da CPA – Comissão Permanente de Acessibilidade, um órgão que cuida dos direitos dos deficientes físicos.
SHOPPING – Vivendo um momento de transição de “classe média baixa para classe média e média alta”, o Jardim Botânico é hoje uma área de crescente expansão imobiliárias. Dezenas de novos prédios estão sendo erguidos em quase todas as ruas. “O Botânico é um bairro emergente. Dentro de uns cinco anos a Terceira Perimetral vai ser como a Carlos Gomes é hoje, vai ser uma avenida Paulista”, prevê Boa Nova. A localização, os serviços, a infra-estrutura do baixo, a proximidade do centro, são alguns dos fatores que explicam tal progresso.
Outra possibilidade é o projeto de um mega shopping que deverá ser construído entre a Salvador França, a Senador Tarso Dutra e a Cristiano Fischer, em terrenos da Máquinas Condor. As informações a respeito são poucas e imprecisas e nem mesmo ele, presidente da Associação dos Moradores, sabe dar maiores informações a respeito.
“Não sem nem quem vai construir, mas sei que está previsto para ser uma coisa muito grande. Só que a coisa está parada, já que foi encontrado um depósito de água mineral próximo do Posto do Darci, e essas coisas de subsolo são complicadas, dizem respeito à União”, afirma Carlos.
POSTO DE SAUDE - Uma velha reivindicação do bairro (e muito usada para fins eleitoreiros), o Posto de Saúde, deverá mesmo sair, informa o presidente, sem contudo fixar prazos para o início das obras. “O Posto já foi aprovado pelo Orçamento Participativo e tem até recursos alocados, 67 mil reais. Mas não dá para falar em prazos porque as obras do OP seguem um cronograma, tem outras, de outros bairros, na frente, é um processo burocrático”, afirma.
A área, próxima à rua Itaboraí, já foi doada pelas Máquinas Condor, empresa que possui muitos terrenos no bairro (e no restante da cidade também). “Será um Posto de Saúde de Atendimento Familiar”, informa Carlos Boa Nova. Hoje o posto mais próximo é o das Bananeiras, já que o da Vicente da Fontoura foi desativado.

Jardim Botânico é considerado uma "região mista", com proteção ao patrimônio cultural


Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, o Jardim Botânico contava (Censo do ano 2000), 11.494 habitantes, o que representava 0,84% da população do município. Destes, a maioria eram mulheres: 5.163 contra 6.331 homens, dos quais, no geral, 1,61% eram analfabetos.
Considerando a pequena área do bairro (2,03 kms quadrados, ou 0,43% da área de Porto Alegre), a densidade demográfica chegava a 5.662,07 habitantes por quilômetro quadrado. O JB integra a Região 16 do Orçamento Participativo.
Oito anos atrás, tínhamos aqui 4.171 domicílios, com um rendimento médio dos responsáveis de 12,32 salários mínimos mensais – menor do que Petrópolis e superior ao do Partenon.
CIDADE RADIOCÊNTRICA – O Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano e Ambiental, datado de 1999, divide o território de Porto Alegre em nove macrozonas. O Jardim Botânico faz parte da Macrozona 1, a chamada “Cidade Radiocêntrica”, englobando o território compreendido pelo centro histórico até a Terceira Perimetral.
Esta é considerada a zona mais bem estruturada do município, uma região mista, residencial, comercial, de prestação de serviços e até de pequenas indústrias, com proteção ao patrimônio cultural. Ou seja, pode-se fazer muitas coisas por aqui, mas sempre dentro de regras que não alterem o perfil do bairro, a chamada “miscigenação”, ou “mistura de atividades”.
A Cidade Radiocêntrica inicia junto ao Laçador e segue pelas avenidas D. Pedro II, Carlos Gomes, Senador Tarso Dutra, avenida Salvador França, Aparício Borges, seguindo por Teresópolis, avenida Campos Velho (faixa preta) e Icaraí.
Oficialmente, a Prefeitura Municipal estimula, nesta área, uma grande variedade de usos dos terrenos e atividades, como hospitais, shopping centers, universidades, parques, centros culturais, sempre com o objetivo de que a população local tenha como atender as suas necessidades sem fazer grandes deslocamentos. É o que a Secretaria de Planejamento chama de “Corredores de centralidade”. Já a região entre a avenida Protásio Alves e o Porto Seco, por exemplo, é chamada de “Corredor da Produção”. Lá, são estimuladas as atividades produtivas juntamente com as residenciais.
UMA DAS QUE MAIS CRESCEM – O Plano Diretor, que deverá ser modificado e adaptado em não muito tempo, permite que se construa, em certas partes do Botânico, edifícios com até 18 andares (altura de 52 metros máximos). É o caso, por exemplo, das margens da Salvador França e de alguns trechos de esquina da Ipiranga. Porém, para se fazer uma construção desse porte é preciso dispor de um espaço amplo – ou quatro lotes de 11 metros.
Conforme o arquiteto Hermes Puricelli, da Secretaria do Planejamento Urbano, o Jardim Botânico “é uma das zonas que mais está crescendo na cidade, embora ainda não tenha explodido. É uma zona em crescente valorização e daqui a algum tempo vai ser difícil, por exemplo, sobreviveram as velhas casas de madeira que sempre existiram no Botânico. O setor imobiliário está de olho nesta região da cidade”.
LIMITES OFICIAIS – Segundo a Prefeitura Municipal, o Jardim Botânico inicia no ponto de convergência da avenida Ipiranga (ponte do arroio Dilúvio), com a General Tibúrcio. Dali o limite segue pela Eça de Queiroz, Itaboraí e Machado de Assis. Da Machado vem até a Felizardo e encontra a Felizardo Furtado. Da Felizardo Furtado segue até o limite norte com o Jardim Botânico e, por este limite, sempre por uma linha reta e imaginária, na direção oeste/leste, até a avenida Cristiano Fischer. Da Cristiano segue até a Ipiranga (linha do arroio Dilúvio), até novamente o ponto de convergência do arroio Dilúvio.

PUC Notícias


* Estão abertas, até 11 de julho, as inscrições para o programa Bolsas de Apoio do Desenvolvimento Tecnológico às Micros e Pequenas Empresas. A promoção é do Instituto Euvaldo Lodi, em pareceria com o Sebrae, Senac e CNPq. Serão oferecidas 600 bolsas para os estudantes de graduação, com duração de seis meses. A iniciativa busca os aperfeiçoamento de produtos, processos e serviços. Informações pelo Tel.: 3347-8961 ou idalmas@ieirs.org.br

* A PUCRS divulgou, na sexta, a relação de classificados na Segunda Chamada e a Lista de Espera da Segunda Chamada do Vestibular de Inverno 2008. Veja os nomes no site www.pucrs.br/vestibular. Os candidatos relacionados na segunda chamada deverão comparecer nesta segunda-feira, no segundo pavimento do prédio 50 do campus da avenida Ipíranga, para entregar a documentação e fazer a matrícular. O mesmo acontece com os relacionados na lista de espera.

* Faculdade de Farmácia da PUCRS promove, de 21 a 25 de julho, a segunda edição do Curso de Inverno de Ciências Farmacêuticas. As aulas acontecerão de segunda à sexta-feira, das 8 às 20 horas, e aos sábados pela manhã. O curso é direcionado a estudantes e profissionais das áreas biomédicas e é necessário ter cursado a disciplina de Farmacologia. Informações pelo tel.: 3320-3680.

* Canal 15, da NET, a UNITV, está com o seu programa Entrevistas & Debates. O UNITV é feito nas dependências da PUC, na avenida Ipiranga. Acesse o site http://www.unitv.tv.br/ para conhecer a programação.

Aos aficcionados


Amanhã, domingo, 6, no Ginásio Bolão Gaúcho, em Canoas (rua Araçás, perto da estação do Trensurb), acontece mais um torneio de boxe olímpico - torneio Punhos de Ouro. São cerca de quatro horas de lutas ( masculino e feminino), em praticamente todas as categorias.
Início às 16h30min. Uma promoção da Federação Gaúcha de Pugilismo, Boxergs (acesse o site linkado ao Conselheiro X.), com ingressos a 5 reais. Vá e confira as feras do boxe gaúcho.

Rumo ao alto







Imagens do botânico, ontem, quando ainda não fazia este belo sol.

PUC Notícias


* A Editora Universitária da PUCRS (Edipucrs) publicou um livro on-line - Comunicação e Gênero: a Aventura da Pesquisa.
Organizado pela professora Ana Carolina Escosteguy, o e-book é resultante de artigos escritos por pesquisadores do Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Comunicação Social, Famecos, e reúne relatos de pesquisa sobre as relações do gênero no campo da comunicação, incluindo relatos de presidiárias. O acesso ao livro pode ser feito pelo site www.pucrs.br/edipucrs/comunicacaogenero.pdf

A volta do Americano

No passado, o Clube Recreativo Americano era um dos locais de lazer do Jardim botânico, e seus bailes e festas deixaram saudades. Com um terreno restante, na rua Serafim Terra, 49, onde hoje é uma área baldia, o Americano pertence a uma época em que o nosso bairro tinha um perfil completamente diferente do atual - todo mundo se conhecia, as ruas eram de terra, a grande maioria das casas eram de madeira.
Época em que havia o Amazonas, o Universal, o Leal Santos, o Cometa, o Ararigbóia, e, mais adiante, o São Pedro - estes, todos, times de futebol. Já o Americano se destacava pela vida social. Por que não poderá ressurgir?, eis a pergunta. Veja este depoimento de Joel Duarte, 57 anos, contador aposentado, morador da rua Itaboraí.
* Clique na seta para ver o filme rodar. video

Sexta-feira, Julho 04, 2008

Allure, hoje


Planejado para receber seus primeiros habitantes no próximo verão, o condomínio Allure, da Residencial Rossi, está com suas obras a pleno vapor. Veja esta imagem desta sexta-feira (quando o sol apareceu por poucos minutos), na rua Felizardo. A imponência da torre (18 andares) se destaca sobre a paisagem. Dizer que neste local, antigamente, havia uma chácara de agrião.
Em acelerado processo de transformação, o Jardim Botânico está se transformando em um dos bairros preferidos para quem quer morar bem, perto de tudo.
* Para ver a foto ampliada, clique em cima dela.

O shopping que mudou o perfil do bairro Botânico irá completar 10 anos de existência


Ele foi, e é, o mais importante estabelecimento comercial do Botânico, o empreendimento que modificou as características e valorizou toda a região à sua volta. Visto da Ipiranga, torna-se ainda mais grandioso – e quem não se lembra dos vários anos da sua construção, em um terreno que faz parte da história do JB, com dois campinhos de futebol varzeano?
Pois ali (avenida Ipiranga, 5200), em 16 de novembro de 1998, implantou-se o Borbon Ipiranga, empreendimento do grupo Zaffari, empresa que fatura mais de 1,5 bilhão de reais por ano, emprega cerca de 8 mil pessoas e é a quarta maior receita do setor no Brasil e a única entre as quatro grandes redes de supermercados com capital cem por cento nacional.
Fazer compras ou simplesmente passear no shopping Ipiranga é um programa quase obrigatório para todos os moradores do Jardim Botânico e dos seus arredores. Pudera: de porte médio, para shopping, acolhedor, com 70 mil metros quadrados de área construída, 52 pontos comerciais, vários quiosques de serviços, uma praça de alimentação com 700 lugares, o local conta ainda com um hipermercado aberto das 8 horas da manhã até à meia-noite e que também funciona aos domingos.
Aqui é possível se assistir aos mais recentes lançamentos cinematográficos, para todas as idades, em algum dos oito cinemas da marca Cinemark, inclusive em horários matinais, a preços reduzidos. Também no verão se encontra um bom chope, uma comida portuguesa (Restaurante Calamares), café e música ao vivo, além de concertos comunitários e cantores e instrumentistas de qualidade que tocam de quartas aos sábados, na praça de alimentação, não só música popular brasileira, como pop, rock, baladas, bossa nova.
No interior do Ipiranga estão vários caixas eletrônicos, uma agência da Caixa Econômica Federal, uma casa de jogos e uma banca de revistas extremamente sortida, com centenas de títulos em todas as áreas. Há, ainda, mais de uma dezena de telefones públicos, banheiros em perfeito estado de limpeza e fraldários. Externamento, no subsolo, o estacionamento abriga centenas de veículos.
GIGANTE – O grupo Zaffari é totalmente gaúcho, o único entre os quatro grandes com capital totalmente nacional e gestão familiar (apesar de muito assediado por grupos estrangeiros).
Os hipermercados Zaffari são voltados para um público classe A e B, que buscam variedades de produtos, atendimento especial e conforto na hora das compras. Costuma-se dizer que o Zaffari não briga por preços pois disputa um segmento mais abastado. No ano de 2004 a rede faturou 1,3 bilhão de reais, com receita por metro quadrado de 11,2 mil reais – maior que o líder mundial norte-americano Wal-Mart. A empresa, no entanto, não costuma revelar os valores dos seus investimentos.
Além de, recentemente, ter comprado o estádio do Força e Luz, no vizinho bairro de Santa Cecília (negócio de 9,5 milhões de reais), está investindo pesadamente em São Paulo, mo bairro de Perdizes, área nobre da cidade, onde, recentemente, abriu um Bourbon voltado para a classe, com175 mil metros quadrados (quase três vezes maior do que o Ipiranga) de área construída, cerca de 200 lojas e 10 cinemas. A idéia é competir com o grupo Pão de Açúcar e suas lojas especiais – o investimento total não foi revelado. No Rio Grande do Sul, o Zaffari compete com o grupo Sonae (marcas Nacional, Big e Maxxi), que agora pertence a Wal-Mart.
Nada mau para uma empresa que iniciou em 1935, quando o fundador Francisco José Zaffari e sua esposa Santini de Carli montaram uma pequena loja de comércio na Vila Sete de Setembro, no interior de Erechim. Anos mais tarde a empresa expandiu-se para Herval Grande. Nos anos cinquenta os negócios iam tão bem que a família inaugurou as primeiras filiais nas localidades vizinhas e, em 1960, chegou a Porto Alegre, abrindo um atacado. O Zaffari atua, desde os anos 80, na industrialização e comercialização de alimentos e é dono, hoje, das marcas Café Haiti e biscoitos Plic-Plac.
ZAFFARI BOURBON IPIRANGA – Tel.: 3315.5111
Arthur Moreira Lima na inauguração

A inauguração do Bourbon foi uma solenidade e tanto: naquele dia 16 de novembro de 1998 mais de 2 mil pessoas se acotovelaram na esquina da Ipiranga com Guilherme Alves para assistir aos festejos e aos discursos. Primeiramente o consagrado pianista carioca Arthur Moreira Lima executou o hino nacional brasileiro. A orquestra e o coral da PUC também se apresentaram para o público e para uma comitiva de autoridades que incluía o prefeito em exercício de Porto Alegre, José Fortunatti. A matriarca da família Zaffari, dona Santina, viúva do fundador Francisco José, fez o corte da fita inaugural, tendo ao seu lado o diretor-superientende da Cia Zaffari, Marcelo Zaffari.
Disse Marcelo: “Este shopping é uma flor com pétalas de concreto e vidro que se abre no bairro Jardim Botânico para tornar Porto Alegre ainda mais bela e agradável”.
PRÉDIO INTELIGENTE – Concebido pelos mais modernos padrões arquitetônicos, tendo em vista a satisfação e o bem estar dos clientes e visitantes, o Bourbon ocupou 1350 empregados diretos na sua construção. O terreno tem 39 mil metros quadrados (dos quais o hipermercado ocupa 10,8).
Um sistema de última geração controla toda a infra-estrutura do prédio: climatização, segurança das portas, rede hidráulica e até a refrigeração automática dos alimentos. A energia elétrica é garantida por três subestações que atendem de forma independente os cinemas, o shopping e o hipermercado. O Borbon faz parte dos chamados “prédio inteligentes”, tanto que, em caso de queda da energia elétrica, ela é automativamente ativada por um sistema automático que garante energia contínua por mais 24 horas, bem como a regulagem da temperatura do ar condicionado central.
A obra, que revolucionou a vida do Jardim Botânico, trouxe inúmeros benefícios para a comunidade. A ponte sobre o Dilúvio, na Guilherme, por exemplo, foi construída naquela ocasião, em uma parceria entre a empresa e a Prefeitura. Também foram asfaltadas as ruas em volta do complexo, foi aberta a 18 de Setembro para o tráfego e se investiu em iluminação pública e em obras do esgoto cloacal na Guilherme Alves, na 18 de Setembro e na avenida Ipiranga.
Por outro lado, a Associação dos moradores acompanhou de perto todo o processo de instalação. Em reunião com representantes da Cia Zaffari, a AMAJB (conforme a então secretária Laura Ferreira) cadastrou cerca de 500 moradores do bairro e imediações que desejassem trabalhar ali, sujeitos posteriormente ao processo de triagem e seleção.

Feira da Felizardo Furtado







A feira da rua Felizardo Furtado aconteceu nesta sexta, à tarde e à noite, ao lado do condomínio residencial Felizardo Furtado. Tradicional, ela ocorria antes na rua Itaboraí. Veja algumas imagens.

PUC Notícias

* O Laboratório de Mercado e Capitais da PUC-RS está com inscrições abertas para o curso Apreenda a Investir na Bolsa de Valores - Ênfase na Análise Fundamentalista e Gráfica. O curso, que acontece nos dias 7,8 e 9 de julho, é destinado a profissionais liberais, executivos, investidores, professores e estudantes, e mostra os benefícicios de um planejamento financeiro pessoal, além de explicar o funcionamento do mercado de ações, de forma prática. Acesse www.labmec.com.br

O blá-blá-blá do Conselheiro


Dizem que a falta de sol, de luz, deixa o sujeito meio tristonho. Deve ser verdade, pelo menos na experiência pessoal é assim. Falo isso porque o sol anda sumido há muitos dias - nem lembro qual foi a última vez em que o astro rei brilhou sobre o céu da nossa pátria amada.
Esse clima cinzento, úmido, é bem coisa de inverno, e a gente tem que se acostumar com ele. Ou então pegar um avião e ir lá pra Bahia.
Quando garoto, morei na Bahia, e tenho a maior consideração por aquela terra e aquele povo. E por aquele sol, que reina soberano praticamente todo santo dia.
Ao contrário da grande maioria, sempre gostei mais da boa terra nesta época do ano, no inverno, quando a horda de turistas ainda não se faz presente e Salvador vive a sua rotina pacata, a sua vida real. Chove muito por lá, nestes meses, e, de vez em quando, o sol também some, o que deixa os baianos irritados e apreensivos. Três dias sem sol é, digamos, o limite: no terceiro dia os baianos já estão de olhos grudados nas nuvens, esperando por ele, e comentando a sua ausência.
Nunca fui aos países nórdicos, mas sei que lá, no inverno, passam semanas, ou meses, sem a luz solar, o que, convenhamos, deve influir no ânimo do povo. Imagine um mês sem sol, com tudo coberto de neve, frio de rachar. Não deve ser fácil. Na Rússia, então, dizem que é ainda pior. Talvez seja por isso que os russos bebem tanta vodka e fazem tantas revoluções.
Ah, a Bahia... Quando lembro nela, lembro da rua Coqueiros da Piedade, onde morei, de dona Maria, uma senhora negra, corretíssima, que mantinha a pousada mais asseada de toda Salvador. Dona Maria - que, espero, ainda esteja viva - era uma mulher rigoroso, mas sempre dentro dos limites. Proibia os homens de levarem mulheres para os quartos e, quando isso acontecia, gritava lá de dentro: "Depois eu quero falar com você!" A gente era advertido, pedia desculpas, dizia que não iria reincidir, reincindia, e assim ia a coisa.
Conhecia Salvador quando ainda havia toque de recolher no Pelourinho, na época bem diferente do que é hoje - hoje está bonito, é ponto turístico, cultural, com muitos bares.
No início dos anos oitenta, entretanto, o Pelourinho era zona de prostituição e boca de fumo. A polícia prendia que andasse nas ruas depois das dez horas da noite. Aqueles casarões centenários abrigavam todo tipo de gente do baixo mundo - ladrões, assaltantes, traficantes, putas, viciados. Havia uma senhora, com mais de setenta anos, que vendia maconha - e todo mundo sabia quem era. Dizem que guardava o produto na geladeira.
Foi no Pelourinho, em 1981, que conheci uma das minhas admirações literárias: Rubem Braga. Havia - não sei bem o motivo - uma festa que reunia toda a nata da intelectualidade baiana por lá, com convidados de fora. Acho que era a comemoração dos 70 anos de Jorge Amado, alguma coisa assim. Jorge Amado, para quem o viu pessoalmente, impressionava pela brancura da pele.
Conheci Rubem Braga por acaso. Garotão, sem dinheiro, conheci um casal que estava bebendo cerveja. Começamos a conversar e o homem - um tipo novo rico, exibicionista - ficou sabendo que eu adorava o velho Braga. "Ah, o Braguinha! É meu amigo, quer conhecê-lo?". Em seguida, me arrastou para junto de onde estava o maior cronista brasileiro e disse: "Braguinha, meu querido! Quero te apresentar um amigo".
Rubem Braga - que tinha a fama de temperamental e irascível - foi pego de surpresa. Acho que nem sabia quem era aquele seu "amigo". Mas fui até ele, apertei sua mão, disse que o admirava, troquei mais algumas palavras e caí fora - que pra chato é que não sirvo.
Recordo perfeitamente do velho Braga - um tipo leão-marinho - com seu bigode e sua pequena estatura. Sempre que o releio - e faço isso seguidamente - lembro daquela noite, lá em Salvador, uma noite estrelada, bela e agradável como a Bahia.

Quinta-feira, Julho 03, 2008

Você sabia que?

* Quinta-feira: dia cinzento, nublado e úmido.

* Em 1839, um vereador de Porto Alegre quis transformar a antiga "Várzea de Petrópolis" em um Jardim Botânico, mas não conseguiu?
* Que o arroio Dilúvio era conhecido como "Arroio do Sabão"?
* Que, no início do século XX, onde hoje é o Shopping Bourbon, era a "Casa dos Cabritos", uma escola e, embaixo, um abrigo, onde uma família cuidava do colégio?
* Que, quando chegou a água encanada, os moradores do bairro não aceitaram a novidade, preferindo continuar com seus poços?
* Que o primeiro ônibus do JB atropelava pessoas e animais e demorava mais de uma hora para ir ao centro?

PUC Notícias. A INTERNET 15 anos atrás;




* Quinze anos atrás, a Internet era quase uma promessa (tinha 500 mil usuários!). E ainda estava sob o controle do Governo... Nem passou tanto tempo assim, e ela é isso que estamos vendo hoje. Leia na VEJA, de 1993, o que eram os primórdios da rede mundial, no Brasil. Clique sobre a IMAGEM PARA LÊ-LA PERFEITAMENTE.


* Núcleo de Estudos Lusófonos e Grupo de Pesquisas de Literaturas Lusófonas, do programa de pós-graduação em letras da PUCRS, promove, dias 7 e 8 de julho, a jornada de pesquisas "Modernidade e Pós-Modernidade nas Literaturas Lusófonas". O evento acontece das 8h30min às 17 horas, no auditório Ilvo Clemente, sala 305, prédio 8, do campus central, na avenida Ipiranga.









Hospital São Lucas foi inaugurado pelo Presidente Geisel em outubro de 1976




Muita gente não se recorda, mas o Hospital São Lucas da Pontifícia Universidade Católica, PUCRS, é irmão do Condomínio Habitacional Felizardo Furtado.
Pelo menos na data de inauguração e na pessoa inauguradora – o então presidente da República Ernesto Geisel.
Foi ele quem cortou a fita inaugural do primeiro hospital da Congregação dos Irmãos Maristas em todo o mundo (hospital que muita gente, erroneamente, pensa não estar localizado no Jardim Botânico). O dia era 29 de outubro de 1976, uma sexta-feira, e o São Lucas surgiria ao mundo como “Hospital Universitário da PUCRS” - um hospital geral, destinado a pacientes adultos e crianças e também um local de estágio para os mais de 800 alunos de vários cursos da PUC.
As obras haviam iniciado em 1972 e, em 1973, estavam concluídos os laboratórios, colocados à disposição para o ensino médico, com os estudantes do curso de Medicina atendendo sob orientação dos professores da Faculdade. Em 1982, por razões jurídicas – e também por ter mudados seus objetivos iniciais – passou a ter a denominação atual.
200 MILHÕES DE CRUZEIROS
- A construção só foi possível graças a subvenções estaduais (seis hectares foram doados pelo Governo do Estado), subvenções federais e financiamentos externos, além dos recursos da própria PUC.
O São Lucas foi o trigésimo nono hospital de Porto Alegre e aproveitou a primeira turma do curso de Medicina da Universidade, formada em 1975. O custo total da obra foi de 200 milhões de cruzeiros – o que valeria isso hoje?
Na época da inauguração tinha 40 mil metros quadrados de área construída, capacidade para 600 leitos, 27 ambulatórios, além de laboratórios, salas de raio X, etc. Um completo equipamento para atendimento geriátrico veio do Japão e, em breve, passaria a contar com setor de Medicina Nuclear e Praxiterapia. O Centro Cirúrgico contava com 12 salas. O início do funcionamento, entretanto, não seria imediato.
Naquele 29 de outubro, depois do Presidente ter inaugurado o Condomínio Felizardo Furtado, sua comitiva deslocou-se até a avenida Ipiranga, onde foi recebida pelo Irmão José Otão, Reitor da PUC, pelo Cardeal D. Vicente Scherer e por um grupo de professores. Geisel – que tinha a seu lado o governador Sinval Guazzelli – descerrou a placa comemorativo e D. Vicente deu a benção.
Atualmente circulam pelo São Lucas cerca de 18 mil pessoas, todo dia, muitas delas vindas de outros Estados. A área construída, neste momento, é de 55 mil metros quadrados, sendo 49 mil de hospital e seus serviços e 6 mil do Centro Clínico. Cerca de 2.300 funcionários trabalham no local, sendo 170 médicos residentes e um corpo clínico de outros 550 médicos. O estacionamento é suficiente para 1.500 veículos. Internamente, são 549 leitos para pacientes internados, sendo 440 de internação convencional e 78 de UTIs – adultos, coronariana, pediátrica e neonatal – além de 22 leitos de observação para pacientes de urgência. O ambulatórios está projetado para 110 consultórios e atualmente passa por modificações.
CENTRO DE REFERÊNCIA - O Centro Clínico foi inaugurado em 1988 e abriga 160 conjuntos, 64 especialidades médicas e é destinado preferencialmente aos professores da Faculdade de Medicina. Mantido pela UBEA – União Brasileira de Educação e Assistência, uma entidade civil da congregação dos Irmãos Maristas em Porto Alegre – o São Lucas tem nove pavimentos, sendo o último com apartamentos de internação particular e de luxo. Atende também pelo Sistema Único de Saúde, SUS, e seu objetivo oficial é “ser reconhecido, no Brasil, até o ano 2010, como um hospital padrão de referência em gestão, assistência, ensino e pesquisa em saúde”.
O nome homenageia São Lucas, apóstolo, médico e padroeiro dos médicos. O diretor geral e administrativo da casa é Leomar Bamman, sendo o Irmão Solimar Amaro o diretor adjunto administrativo. O diretor técnico é o Dr. Mateo Baldisserotto e o diretor clínico e acadêmico é o Dr. Carlos Fritscher, tendo como diretor financeiro o bacharel Antonio Felipe Mercali.
TELEFONES: 3320.3000 (geral). 3320.5000 (centro clínico).

Juca e o uísque


Do baú: Juca Chaves, fazendo propaganda de uísque, em uma revista Realidade (lembram?), de 1967. (arquivo do Conselheiro X.)

O Blá-Blá-Blá do Conselheiro


Perca a voz e veja como ela faz falta. Foi o que aconteceu com este pobre Conselheiro, que, neste momento, desde a noite de ontem, está afônico e fala pela barriga, em tom quase inaudível, o que irrita a todos e ao próprio Conselheiro.
A culpa é desse nosso clima, desse nosso inverno, desta vez ainda úmido do que os anteriores. Culpa do inverno, do frio, da umidade, do FMI, da globalização, das perdas internacionais, do Bil Gates, desse modelo neocolonial etc etc.
De fato, estou irritado. Como disse, perca a voz para ver como ela faz falta, como o homem é um animal falante, que depende das suas cordas vocais para tudo. Fui tomar um café na padaria e levei cinco minutos tentando dizer que queria um copo de café preto. A atendente me olhou como se eu fosse um ET, um misto de espanto e desprezo, e no final tive que apelar para os gestos, naquela base do "índio quer café", "índio pede isso" - e por aí afora.
Lembrei de uma vez, em Niterói, RJ, em um bar restaurante, ao lado da rodoviária. O dono e todos os garçons eram portugueses, de origem ou nativos. Toda noite eu ia lá, beber uma cerveja (ou meio dúzia também) e tomar uma sopa restô - a sobra de tudo que sobrava, algo incrivelmente delicioso, ainda mais delicioso porque o garçon - sujeito simpático e bonachão, torcedor do Vasco - trazia o prato com o dedão dentro da sopa. Não sei o que tinha de mágico naquele dedo polegar, sei que o dia em que um outro rapaz me serviu - sem o dedão - ela já não tinha o mesmo sabor, o mesmo aroma, o mesmo tempero. Vê como um detalhe pode fazer toda a diferença.
Pois um dia apareceu neste restaurante um grupo de surdos-mudos - todos meio pilantras, daqueles que ficam pedindo dinheiro através daqueles bilhetinhos calhordas, em nome de não sei qual instituição pilantrópica. Estavam lá, em uma mesa, três homens e uma mulher, todos surdos, todos mudos, porém falando muito, na base dos sinais, obviamente.
Uma hora um deles se alterou e fez um sinal para o outro que estava à sua frente - sinal de chifres, chamando o cara de corno. O ofendido, imediatamente, pegou um copo de cerveja e jogou na cara do outro. Não lembro bem como terminou - mas que o cacete rolou, rolou.
Nem sei bem porque estou falando dessas coisas, agora que sou mudo. Talvez porque me sinta colega dos mudos, dos surdos, dos portugueses, dos garçons, ds bactérias, dos humilhados e ofendidos, dos pilantras, dos cornos. Experimentem mudos e vocês vão ver como a gente muda, meus irmãos(Conselheiro X.)

Quarta-feira, Julho 02, 2008

O blá-blá-blá do Conselheiro


Vocês já devem ter reparado: hoje em dia tudo é bastante, não existe mais muito.
Não se sabe o porquê, mas, de uns tempos prá cá, em qualquer veículo de comunicação, em qualquer conversa na tevê ou no rádio, o que sobra, e bastante, é o bastante.
Os repórteres dizem que está "bastante frio", "bastante quente", "bastante ruim", bastante bom", "bastante alto", "bastante mal feito". Tudo é bastante, e estamos conversados.
Bom, vivemos de modismos, de frases feitas, de clichês, de atentados à lingua. Já teve a época do "prazeiroso" (ou será "prazeroso"?) - que, em última instância, quer dizer "agrádável". Até o nosso presidente, com a sua língua presa, acha tudo prazeiroso - jamais agradável.
Agora vivemos a era do "bastante". Um general espartano,de dezoito estrelas, esses dias, na tevê, disse que a Amazônia tem "bastante estrangeiros".
Vou procurar no Dicionário para saber o que é, exatamente, bastante. Tenho a leve impressão que bastante é o que basta, o suficiente. Como, hoje, o dia foi bastante cinzento, acho que isso é o que nos basta, e estamos conversados. Será que me fiz entender "bastante bem"? (Conselheiro X.)

PUC Notícias


* O Laboratório de Mercado de Capitais da PUC-RS está com inscrições abertas para a palestra Bolsa de Mercadorias e Futuros, BM&F. O objetivo é oferecer noções básicas das operações, especialmente com índices, dólar e commodities. A palestra acontece nesta quinta-feira, 3, das 18 às 19 horas, na sala 705 do prédio 50, no campus da avenida Ipiranga, 6681. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo site http://www.labmec.com.br/. Informações pelo tel.: 3384.4449.

*Sexo, Drogas e Comunicação, este é o tema do debate da Faculdade de Comunicação, FAMECOS, nesta quinta-feira, 3, às 19 horas. Os palestrantes serão Carlos Gerbase, Francisco Menezes e Mirele Kruel. Gratuito. Informações: Tel. 3320-3658.

* A PUC-RS divulgou, na terça-feira, os classificados na Lista de Espera do Vestibular de Inverno 2008. Nesta quinta-feira, 3, das 9 às 17 horas, os candidatos relacionados deverão comparecer ao segundo pavimento do prédio 50 para entregar a documentação exigida para a matrícula. Acesse site www.pucrs.br/vestibular

A cara do dia, no Botânico

Um homem gordo, vestido de preto, caminhando no asfalto da rua Itaboraí, em um dia cinzento e de garoa (como foi esta quarta-feira): a imagem do dia, no JB.
*Clique em cima da imagem, para vê-la ampliada

UTI superlotada no Hospital São Lucas da PUC


A assessoria de imprensa do Hospital São Lucas da PUC-RS enviou, esta manhã, e-mail ao Conselheiro X., avisando que a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do hospital está superlotada e sem condições de receber novas pacientes. A direção solicita a estas que procurem outras instituições.


Inaugurado em 1976, o Hospital da PUC é uma das referências no bairro Jardim Botânico.

A moderna igreja de São Luís

Padre Paulo, oficiando a missa, em um dia de comunhão (clique em cima da foto p/ ampliá-la)




Uma bela igreja (foto), com 540 metros quadrados, deverá surgir até o final do ano no Botânico, mais especialmente na rua Guilherme Alves, 574, ao lado da que hoje existe. Trata-se da nova igreja de São Luis Gonzaga, dirigida pelo padre Paulo Aloisio Unrath.

Os recursos para a construção são da prória paróquia e os demais provindos de doações e eventos promocionais realizados na comunidade. O projeto é dos arquitetos Maria Inês Bolson Lunardini e Ari de Oliveira e tem o mérito de ser o trabalho de conclusão do curso de Arte Sacra da Arquidiocese de São Paulo, onde recebeu um prêmio.
A paróquia São Luis (Tel.: 3336.1065) foi fundada em 15 de agosto de 1968 e sua construção também deveu-se, em grande parte, à colaboração da comunidade. Antes dela, os fiéis católicos do bairro costumavam frequentar a igreja de São Sebastião, na avenida Protásio Alves, ou então a de São Jorge, no Partenon.
Patrono da Juventude, italiano de nascimento, São Luis Gonzaga morreu aos 23 anos, no dia 21 (quando comemora-se o seu dia) de junho de 1591, como noviço da Companhia de Jesus (jesuítas). Isso aconteceu durante uma grande peste que assolou a cidade de Roma. Luís havia sonhado com a sua morte, e resolveu então ir à Cidade Eterna, dar asssistência às vítimas do contágio. De família nobre, costumava visitar doentes e encarcerados, tendo feito voto de castidade aos nove anos.

Guilherme com Itaboraí


Imagem do condomínio residencial da rua Guilherme Alves, esquina com a Itaboraí, construído, não faz muito, pela empresa Maiojama. Belo, sólido e sereno, um dos dois edifícios mostra suas luzes em meio às noites úmidas deste nosso inverno.
* Clique na imagem para ampliá-la

PUC Notícias

* A FAMECOS, Faculdade de Comunicação Social da PUC-RS, promove hoje, às 19 horas, com entrada franca, no prédio 7, (campus da avenida Ipiranga) a sua sessão Teccine, com a exibição de filmes produzidos por alunos do Curso Superior de Tecnologia em Produção Audiovisual. Hoje serão exibidos "Tudo Bem", de Francisco Milano e Gabriel Dinnebier, "Longe de Casa", de Maria Clara Bastos, e "Fragmento do Bolo", de Paola Winck. Amanhã a sessão se repete, com novos filmes.

Manoel ajudou a construir o conjunto da Felizardo Furtado, nos anos setenta




Manoel (de boné): muitos operários, trabalhando dia e noite. Na foto maior, parte do condomínio, visto da Escola Superior de Educação Física.




Seu Manoel Barros da Silva tem 81 anos, nasceu em Portugal e mora no Jardim Botânico desde os 13 anos de idade. Entre outras coisas, é testemunha ocular da construção do Conjunto Residencial Felizardo Furtado.
Mais que testemunha: trabalhou na obra, do seu início, no verão de 1974, até o término desta, em 1976. “Comecei e terminei. Foi uma obra rápida. Tinha mais de 2.500 pessoas trabalhando, em certa época”, conta ele. “A construtora foi buscar gente no interior e veio até uma turma de Santa Catarina”.
Funcionário do almoxarifado, durante 20 anos empregado da empreiteira Gus Livonius (que não mais existe, tal como era), ele recorda do ritmo intenso da construção e da seriedade como ela foi feita.
“A obra não parou nunca, eram dez horas da noite e tava chegando concreto. E o fiscal do Inocoop estava sempre junto, conferia pessoalmente cada detalhe e às vezes mandava desfazer e refazer porque não estava de acordo. Também havia muito cuidado com a segurança, tanto que não me lembro de nenhum acidente sério”, relata.
Outra coisa: os peões tinham alojamento no local e refeições no local, com café da manhã, almoço e janta. Seguindo um cronograma rígido, cada edifício era concluído inteiramente, partindo-se então para a execução de outro dos oito prédios. Um posto de vendas, no lado da rua Ferreira Viana, recebia a visitas dos interessados, que adquiriam os apartamentos confiando nas especificações da própria planta arquitetônica.”Quando terminou, tava quase tudo vendido”, assinala seu Manoel.
AMAZONAS – Residindo ainda hoje na Barão do Amazonas, seu Manoel pegou o Jardim Botânico em um tempo quase rural, a época da Vila Russa. “Meu pai tinha uma chácara na Salvador França. Lembro do Chico Tatão, os filhos dele tinham vacas de leite, no lado de cá da Salvador, que era de chão batido, quase não tinha casas, eu caçava passarinhos ali. A Ipiranga não existia, era só um caminho, e o arroio Dilúvio era um riacho desgovernado.”
As águas do arroio Dilúvio da década de 40 e 50 eram então límpidas, garante ele, e nelas se pegava cascudos, que alguns meninos vendiam nas ruas.
“Era uma água branquinha, limpinha”, recorda seu Manoel.



* Para conhecer a história do CRFF, acesse as postagens de "abril" e "maio".

Vale a pena ver de novo: Gisele, sem a fama


Quando ainda era uma promessa - e tinha apenas 14 aninhos - Gisele Bünchen se dizia injustiçada por ter perdido um concurso de modelos. Mas conseguiu o seu primeiro contrato internacional - ganhou 50 mil dólares. Hoje a moça é dona de um patrimônio de mais de 200 milhões de dólares.
Matéria da revista Veja, de setembro de 1994.
* Clique em cima da imagem, para ler a matéria.

Terça-feira, Julho 01, 2008

Otávio de Souza iniciou como escola de madeira


Biblioteca: aberta à comunidade, inclusive para empréstimos. Dentre os alunos mais famosos, dizem, está o cantor Armandinho.

A Escola Estadual Professor Otávio de Souza – ou, mais simplesmente, o Otávio de Souza – é a escola publica de primeiro e segundo graus do Jardim Botânico. Muitos alunos do bairro freqüentam o colégio Leopoldo Titheboll, ou o Santa Inês, mas é no Otávio que passaram a maioria dos moradores mais antigos, e é dele as lembranças do tempo em que não passava de um coleginho de madeira situado no terreno da Escola Superior de Educação Física, ESEF, e não, como hoje, um prédio de alvenaria na rua Afonso Rodrigues.
“Nós somos um colégio que mistura muitas crianças de famílias de baixo poder aquisitivo com outras de melhor situação”, explica a professora Liramar Cortizo Garcia dos Santos.
Com cerca de 1.100 alunos e 15 salas de aulas, 65 professores e funcionários, o Otávio tem três turnos de aulas (manhã, tarde e noite). A grande maioria dos estudantes são do próprio Jardim Botânico ou da Vila Cachorro Sentado, do outro lado da avenida Ipiranga. Segundo a diretora, há vagas para todos os que procuram estudar.

Tempos atrás, a escola tinha dois cursos profissionalizantes – auxiliar de contabilidade e auxiliar de escritório – mas isso não mais existe.
VELHOS TEMPOS – No dia primeiro de novembro de 1978 os alunos e professores deram adeus ao modesto prédio da rua Felizardo – na verdade, uma “brizoleta” de madeira – e passaram a ocupar o atual, de alvenaria, na rua Afonso Rodrigues, 100. Naquela época a diretora era a professora Bernardete Acauan Correa.
Até então, a escola só ia até a quinta série. Em 1977, porém, já havia sido autorizado o funcionamento da sexta, sétima e oitava séries – foi então que passou a se chamar de Escola Estadual Professor Otávio de Souza. Logo depois – em 1982 – foi autorizado o Segundo Grau.
O Otávio de Souza tem uma história que acompanha a do bairro. Criado, oficialmente, em maio de 1942, e somente em 1947 passou a se chamar “Grupo Escolas Professor Otávio de Souza”, em homenagem a um conhecido médico porto-alegrense que faleceu em um naufrágio marítimo – o do navio “Astúrias”, em 2 de dezembro de 1933.

Além de médico, Otávio de Souza foi professor, diretor da Faculdade de Medicina e presidente da Sociedade de Medicina do Rio Grande do Sul. Também dirigiu uma das enfermarias da Santa Casa que, aliás, ainda hoje leva o seu nome.
As aulas só começaram, efetivamente, em 1952, no prédio da rua Felizardo, sob a direção da professora Ruth Magalhães. Eram apenas sete salas de aulas, utilizadas em três turnos. Em 1962 o colégio já contava com três pavilhões.
DISPLICÊNCIA MODERNA – Veterana no magistério, a professora Maria Aparecida não quer dar a entender que é saudosista. Mas, aos poucos, começa a contar histórias de vinte, trinta anos atrás, um tempo em que – segundo ela – os professores eram bem mais valorizados, os alunos respeitavam os mestres e os pais participavam mais da educação dos seus filhos.
“O que a gente sente é que, hoje, a família deixou nas costas da escola a missão de educar. Esqueceram que isso começa em casa, com eles próprios. Mas são os tempos modernos, né, ninguém tem mais tempo pra nada, os pais trabalham fora, é muita correria”, diz, lamentosa.
Outra que fala do passado no mesmo tom é a professora Olga Grimaldi, com mais de 30 anos de magistério.

“As coisas mudaram muito, os alunos de hoje não têm respeito, são muito diferentes do passado. Basta ver que é proibido o celular ligado em sala de aula, mas eles não estão nem aí, atendem na hora. Eu até já pensei em desistir do magistério por causa disso”.
Lembranças semelhantes tem Neusa Marina Jardim Pastor, moradora da Barão do Amazonas e que recorda do Jardim Botânico no final dos anos sessenta e nos anos setenta. “Onde tem os blocos era uma chácara de agrião. Lembro do armazém da dona Versa, na Valparaíso, do Supermercado Dalmás, o único do bairro, lá por 1976. Também lembro que, nos altos da Felizardo, perto da Fundação Zoobotânica, havia a dona Eva, uma doceira e quituteira muito solicitada, todo mundo encomendava os doces dela para as festas.”
Dentre os alunos mais famosos que passaram pelo Otávio, está um tal de Gabriel – que, dizem, jogou no Fluminense em não se sabe que época. E o cantor Armandinho, que faz sucesso nas paradas musicais: “Pelo que eu sei, ele estudou aqui”, dizem as professoras, sem total certeza do fato. Outra figura conhecida, que trabalhou na escola, foi a ex-secretária de Educação e vereadora, Margarete Moraes – ainda residente no bairro.
BIBLIOTECA E COMPUTADORES – Nem todos sabem, mas o Otávio de Souza conta com uma biblioteca aberta ao púiblico, de segundas às sextas, durante o dia e, à noite, até as 22 horas. Qualquer pessoa do bairro pode ir lá, comprovar sua residência, pagar uma taxa de inscrição que não passa de cinco reais, e retirar um ou mais livros pelo prazo de duas semanas.
Embora modesta, a biblioteca tem livros em bom estado de conservação, enciclopédias (somente para consultas), muitos best-seller e revistas variadas.
Outro atrativo: o Otávio conta com uma oficina de informática, que funciona à noite, e é aberta à comunidade.
Serviço:
* Escola Estadual Professor Otávio de Souza
* Rua Afonso Rodrigues, 100 (tranversal da Guilherme Alves). Tel.: 3336-0769

Vale a pena reler: conheça a história do "Doutor Viagra", o pai da pílula azul (que já morou no Brasil e adora futebol, música e caipirinha)



O Viagra hoje é algo tão comum, tão prosaico para muitos, que a maioria sequer sabe como ele surgiu e quem o produziu. Revirando o Baú, o Conselheiro X. descobriu esta matéria da Veja, de dez anos atrás, falando do seu inventor e da pesquisa que consumiu 500 milhões de dólares. Talvez valha a pena ler de novo. Curiosamente, o inventor do Viagra já morou no Brasil. Tá explicado...

Clique em cima da imagem, para ampliá-la, que poderá ler o texto perfeitamente.

* O fato de ser Veja é porque o C.X. tem a sua coleção quase completa, de 1985 para cá. Mas bem que poderia ser Istoé, Carta Capital ou qualquer uma outra.