Sexta-feira, Outubro 31, 2008

Son Salvador, hoje, em O Estado de Minas (BH) e Nani, em Charge On Line.



Há 70 anos os EUA foram "invadidos" por ETs

Orson Welles tinha apenas 28 anos quando causou toda a confusão.
Além de ator e cineasta genial, Orson Welles protagonizou um dos mais conhecidos episódios de pânico coletivo já registrados nos Estados Unidos. Foi há exatos 70 anos, em 1938, 31 de outubro, data que, nos EUA, é uma espécie de primeiro de abril brasileiro - o Dia das Bruxas, dos bobos, das brincadeiras e dos trotes.

No caso, levava-se ao ar a adaptação do famoso livro de H. G. Wells, The War of the Worlds, "A Guerra dos Mundos", publicado no ano de 1989 e um dos clássicos dos primórdios da ficção científica, narrando a invasão da Terra por seres alienígenas - marcianos, no caso. Na época acreditava-se na existência de uma civilização marciano e nos famosos "canais" do planeta vermelho. Nesse dia, por volta das 8 horas da noite, a emissora Columbia Broadcasting System, CBS, de Nova Iorque, passou a transmitir ao vivo a adaptação do romance encenada no The Mercury Theatre. Super-realista, muito bem feita, a peça - uma adptação de Howard Koch - foi tida como um fato verdadeiro, embora vários avisos, antecedendo o programa e mesmo ao longo deste, avisassem que aquilo era apenas ficção. Não adiantou: mal o "Theatre Mercy" iniciou a sua introdução padronizada, tocando músicas de dança, muito ouvidas em hotéis e salões de baile, a música cessou e entrou a voz de um locutor: "Senhoras e senhores, interrompemos a nossa programação de dança para um boletim especial da Intercontinental Rádios News. Aos 20 minutos para as 8 horas, o professor Farrel, do Observatório do Monte Jennings, em Chicago, comunicou haver observado uma série de explosões de gás incandescente a intervalos regulares no planeta Marte. O espectroscópio indica que o gás é hidrogênio e se dirige para a Terra com fantástica velocidade (...)"

Minutos depois, a música seria interrompida novamente para outros boletins, dando conta de que o Governo norte-americano havia solicitado aos observatórios que viagiassem Marte, uma vez que um astrônomo canadense havia confirmado as explosões iniciais e que um abalo, "quase da intensidade de um terremoto" havia ocorrido perto de Princeton. Em breve as informações se tornaram mais alarmantes: "Informa-se que um enorme objeto flamejante, possivelmente um meteorito, caiu numa fazenda nas vizinhanças do Grovers Mill, Nova Jersey. O rastro de luz no céu foi visto num raio de centenas de quilômetros, e o impacto foi ouvido em Elisabeth, muito ao norte". O pânico começou a se instalar entre ou ouvintes, que julgavam tratar-se de autênticos boletins jornalísticos, tanto que várias pessoas pegaram seus automóveis e saíram a procurar o local da queda, incluindo aí o próprio diretor do Departamento de Geologia da Universidade de Princeton. O próximo informe era ainda mais alarmante: "O flamejante objeto que caiu do céu não era meteorito, mas um enorme cilindro de 30 metros de diâmetro, semi-enterrado numa cratera. O professor assegura que o cilindro é, positivamente, extraterrestre".

Quando isso foi levado ao ar, os telefones da polícia e dos jornais de inúmeras cidades começaram a estrilar histéricamente, com multidões apavoradas perguntando se aquela história era verdadeira - só o Times recebeu 875 chamadas. O mesmo aconteceu com o escritório da Associated Press de Kansas City. As ligações vinham de diferentes cantos do país - Los Angeles, Salt Lake City, do Texas. Algumas pessoas asseguravam ter visto as chamas e um velhinho, vestindo apenas pijama, correr para a casa do vizinho, dizendo "não querer morrer sozinho." Em bando, congestionando todas as vias de saída da cidade, os nova-iorquinos amontoavam-se em seus carros para fugir da "invasão marciana". Alguns homens se ofereceram para lutar e "expulsar" o invasor e uma mulher tentou o suicídio ingerindo veneno - só não conseguiu pois o marido conseguiu tomar-lhe os comprimidos das mãos. Em algumas localidades do Alabama o povo se reuniu para rezar e centenas de médicos e enfermeiros se apresentavam para prestar serviços. Pessoas com crises nervosas, muitas delas em estado de choque, baixavam os hospitais - somente na localidade de Newark foram 15.

Nessas alturas o monstro marciano já tinha mostrado a sua cara e já fazia estragos incríveis. Conforme o programa "a batalha que teve lugar esta noite terminou com a nossa derrota (era a voz de um capital do Exército) (...) Sete mil homens esmagados pelos pés de metal do monstro ou reduzidos a cinzas pelo raio quente. (...) O monstro domina a parte central de Nova Jersey (...) As estrada para o norte, para o sul e para o oeste estão congestionadas pelo tráfego humano".

O invasor marciano era mesmo de aparência apavorante - uma espécie de serpente cinzenta, se arrastando sobre tantáculos, a boca em forma de V, "com as salivas pingando dos lábios sem borda, que parecem tremer e pulsar."Orson Welles, apesar de já conhecido em seu País, ganhou notoriedade mundial com o episódio da "invasão dos marcianos". Ele contava apenas 28 anos de idade e ainda não havia feito o seu célebre filme - Cidadão Kane, de 1941. De qualquer forma a "invasão alienígena" de 1938 mostrou a que ponto as pessoas são influenciáveis e, de certa forma, como isso é contagioso. (Pesquisa: Conselheiro X.)

Biblioteca da PUC será a mais moderna da AS

Biblioteca Irmão José Otão: a mais moderna da América do Sul. Acesso aos leitores do Jardim Botânico.
Porto Alegre recebe em novembro um novo espaço cultural, para leitura, aprendizado e reflexão. A PUCRS inaugura a sua nova Biblioteca Central Irmão José Otão, com 21 mil metros quadrados distribuídos em 14 pavimentos, com tecnologia avançada de rastreamento e identificação de documentos, auto-devolução e auto-empréstimo de obras, sendo considerada a mais avançada biblioteca da América do Sul. "É um novo conceito de biblioteca. O usuário terá mais autonomia e acesso facilitado aos conteúdos", explica o diretor, César Mazzillo.
Além disso, estão disponíveis mais computadores, em bancadas com iluminação especial, dezenas de salas de estudo coletivas e individuais equipadas com computadores, cadeiras e mesas confortáveis, rede sem fio de internet e espaços para descanso e leitura, com sofás, luz natural e tranqüilidade. Na solenidade de inauguração, dia 7 de novembro, às 10h, a Universidade também comemorará os seus 60 anos, lançando o livro "PUCRS - 60 Anos de História" e o Catálogo de Pesquisas PUCRS 2008. O evento contará com a participação de autoridades, da administração superior e da comunidade acadêmica, com abertura da Orquestra Filarmônica da Universidade. Ainda na Biblioteca, as áreas de conhecimento Ciência e Tecnologia, Linguagem e Artes, Humanas, Sociais Aplicadas, são representadas por cores. Os livros, periódicos, CDs ou teses de cada área, foram unificados, e podem ser encontrados no mesmo local. O espaço não é restrito aos alunos, professores e funcionários. A comunidade pode usufruir da biblioteca para leitura de obras, jornais, revistas, utilizar os computadores, só sendo necessária a realização de um cadastro prévio. No 2º e 3º pavimento, por exemplo, há um espaço com mesas, cadeiras e sofás, criado para o aconchego, com abundante luz natural e visão das árvores, plantas e flores do Campus. Dois pavimentos são dedicados aos acervos especiais e obras raras. O 6º recebe mapas, obras iconográficas e publicações da Universidade, disponíveis a pesquisa e leitura. O 7º está com o Delfos ¿ Espaço de Documentação e Memória Cultural, com acesso restrito e ambientes próprios para estudo individual e em grupo, pesquisa, consulta e armazenamento de 24 acervos culturais e literários detidos pela Universidade.Tecnologia
"O diferencial está na tecnologia", garante o diretor. Além da Pesquisa Múltipla, que possibilita pesquisas em várias fontes de informação da Biblioteca utilizando os programas Metalib e SFX, todos os exemplares estão recebendo etiquetas de identificação por radiofreqüência, o que deve ser finalizado no primeiro semestre de 2009. Equipamentos como o guarda-volumes e o auto-atendimento darão autonomia aos usuários, o que, conforme o diretor, era uma das prioridades das mudanças. Os guarda-volumes são armários digitais com senhas voláteis, e serão usados por alunos, professores, funcionários e visitantes. Mecanismos pioneiros no Brasil permitirão o auto-empréstimo e a auto-devolução de materiais, sem a necessidade de atendimento no balcão.A construção
As obras iniciaram em maio de 2006, e o primeiro passo foi construir a Torre de 14 andares a partir do centro da parte mais antiga. Depois começaram as reformas no prédio antigo, que tinha três andares. O antigo prédio, inaugurado em 1978, teve seus 10 mil metros quadrados reformados e outros 11 mil acrescentados. O que determinou o projeto de ampliação, explica a coordenadora geral da Biblioteca, Sonia Vieira, foi o crescimento do acervo e as necessidades de adequação dos espaços às demandas de tratamento e recuperação da informação.
Reinterpretações das linhas de Piet Mondrian, pintor holandês representante do neoplasticismo - que propõe reduzir a arte a funções matemáticas - marcam o design dos ambientes internos e estão presentes em painéis, portas, totens das estantes e lixeiras, dando a idéia de "janelas para o mundo da informação".Espaço para deficientes visuais
A Biblioteca conta também com uma sala especial, no 2º pavimento do prédio, para atender deficientes visuais, composto de computadores e softwares especiais com mídia sonora. O ambiente reunirá dois microcomputadores, três fones de ouvido e um scanner para digitalização de textos, acervo, equipamentos e softwares com gravações sonoras em CDs, como os livros falados, além de internet, bases de dados e Portal Periódicos da Capes.

Cada pavimento tem uma história

Térreo - Setores responsáveis pela Aquisição da Informação, Coordenação de Serviços, Tratamento da Informação e Laboratório de Preservação e Recuperação. Esse andar conta com uma Sala de Estudos externa, uma Sala de Treinamento, local para realização de fotocópias, a Recepção e os serviços de empréstimo e devolução de materiais.

2º pavimento - Acervos das áreas de Ciências Humanas, no lado sul (em direção à Avenida Bento Gonçalves) e de Ciências Sociais Aplicadas, no lado norte (voltado para a Avenida Ipiranga). Há também um espaço aberto a toda a comunidade com recursos e serviços de tecnologia assistida voltada a pessoas com deficiência visual, com computadores, equipamentos e softwares com sintetizador de voz, que fazem a digitalização de textos e leitura de tela, além de um amplo acervo de livros falados recebidos da Fundação Dorina Nowill para Cegos.

3º pavimento - Acervos das áreas de Ciência e Tecnologia (lado sul) e de Linguagens e Artes (lado norte). Assim como no 2º pavimento, aqui bibliotecários atendem aos alunos, professores e pesquisadores para pesquisa bibliográfica e auxílio na elaboração de trabalhos acadêmicos. Também conta com equipamentos de auto-empréstimo.
4º pavimento - É o andar que não se mostra no elevador, onde fica a central de tecnologia da Biblioteca, a rede lógica de dados e de telefonia, somente acessível a funcionários.

5º pavimento - Área administrativa da Biblioteca.

6º pavimento - Acervos especiais e obras raras, mapas, obras iconográficas e aquelas publicadas pela Universidade. Esse ambiente, aberto à comunidade, também conta com salas de estudo individual e em grupo, com computadores.

7º pavimento - Delfos - Espaço de Documentação e Memória Cultural, com ambientes próprios para estudo individual e em grupo, pesquisa, consulta e armazenamento de acervos culturais e literários detidos pela Universidade. O acesso é restrito.

8º, 9º e 10º pavimentos - Espaços especialmente desenvolvidos para os alunos, professores e pesquisadores para estudos e produção de conhecimento. Nesses locais há mesas amplas, computadores com acesso à internet além de salas de estudo individual e em grupo. Somente o 8º andar está acessível, os outros serão disponibilizados futuramente, de acordo com a demanda.

11º e 12º pavimentos - São andares de reserva técnica da Biblioteca, que foi projetada para que possa crescer com o tempo.

13º andar - Está armazenado o acervo histórico, com materiais que não são tão procurados quanto os outros do chamado acervo dinâmico. Mesmo estando lá, continuam no sistema e acessíveis, bastando solicitá-los a um funcionário.

Os números
Média de pessoas que circulam na Biblioteca, ao mês: 27 milMédia do número de acessos ao site da Biblioteca, ao mês: 147 milExemplares de livros: 418.803Fascículos de periódicos: 410.864Exemplares de teses e dissertações: 21.970Exemplares de CDs, DVDs, mapas, slides e outros materiais diversos: 6.222
Permite o acesso a 2.733 livros eletrônicos, a mais de 24 mil periódicos eletrônicos e a 88 bases de dadosUniversidade completa 60 anos
No dia 7 de novembro também serão comemorados os 60 anos da Universidade - completados no dia 9 de novembro. Na oportunidade será lançado o livro "PUCRS - 60 anos de História" e o "Catálogo de Pesquisas PUCRS 2008". Às 17h30min ocorrerá uma missa na Igreja Universitária Cristo Mestre e à noite ocorre a entrega da medalha Irmão Afonso.
A PUCRS surgiu como universidade em 1948, mas a sua origem remonta a uma série de acontecimentos anteriores, entre os quais se destacam a fundação da Ordem dos Irmãos Maristas por Marcelino Champagnat, na França, em 1817; a chegada dos primeiros religiosos a Bom Princípio, no Rio Grande do Sul, em 1900; a abertura da Escola Nossa Senhora do Rosário, em 1904, em Porto Alegre; a criação do Instituto Superior do Comércio, em 1927; e o início do curso superior de Administração e Finanças, em 1931, mesmo ano em que se tornou Faculdade de Ciências Políticas e Econômicas, cuja primeira turma formou-se em 1934.
Quando o então presidente Eurico Gaspar Dutra assinou o decreto 25.794, dando-lhe a condição de Universidade Católica do Rio Grande do Sul, o que hoje é a PUCRS funcionava junto ao Colégio Rosário, na Avenida Independência. Os cursos disponíveis eram os de Estudos Políticos, Estudos Sociais, Filosofia, Letras, Letras Clássicas, Letras Neolatinas, História, Geografia, Física, Matemática, Química, História Natural, Pedagogia, Didática, Serviço Social, Ciências Contábeis e Atuariais e Direito. O título honorífico de Pontifícia foi concedido em 1950 pelo Papa Pio XII, mesmo ano de inauguração da Faculdade de Odontologia.
Hoje a Universidade conta com mais de 25 mil alunos de graduação e pós-graduação, cerca de 1500 professores e 2 mil funcionários, já tendo formado mais de 120 mil profissionais. É reconhecida como referência nacional e internacional pela relevância, pela qualidade e pela excelência.
Catálogo inédito apresenta produção científica da Universidade
As principais pesquisas desenvolvidas na Universidade, nas diferentes áreas do conhecimento (Ciências Biológicas e da Saúde; Exatas, da Terra e Engenharias; Humanas; Sociais Aplicadas), estão concentradas numa publicação inédita, que também será lançada no dia 7 de novembro, às 10h. O Catálogo de Pesquisas da PUCRS reúne, em 200 páginas, textos jornalísticos, fotos e tabelas com demonstrações da excelência da produção científica nos campi Central e Uruguaiana. Investigações realizadas em laboratórios, grupos, núcleos e centros de expressão regional, nacional e internacional têm espaço no livro ilustrado, à disposição da comunidade acadêmica na nova Biblioteca Central e em fase de distribuição para Instituições de Ensino Superior, governamentais e empresariais do Brasil.
Elaborado ao longo de dois anos, o trabalho teve a participação e depoimentos de professores, pesquisadores, técnicos, coordenadores de Programas de Pós-Graduação e diretores de Faculdades, Institutos e Órgãos Suplementares. A coordenação das atividades foi feita pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PRPPG), com execução das equipes da Assessoria de Comunicação Social (Ascom) e da Agência Experimental de Publicidade e Propaganda (Agexpp).
Com linguagem acessível e respeito às especificidades e realidades de cada área, o Catálogo de Pesquisas da PUCRS foi elaborado para servir como instrumento dinâmico de consulta, contemplando de leigos a especialistas.
O que: Inauguração da Nova Biblioteca da PUCRS e Lançamentos do livro "PUCRS - 60 anos de História" e do Catálogo de Pesquisas da UniversidadeQuando: sexta-feira, 7 de novembroLocal: saguão do prédio 16, na Biblioteca Central Irmão Jose Otão (avenida Ipiranga, 6681 - Porto Alegre)Horário: 10h

Relatos de governança policial serão premiados

Seis autores premiados ganharão R$ 1.200,00.

Estão abertas as inscrições para o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O evento conta com o apoio do Núcleo de Apoio à Pesquisa e Educação Continuada (Napec). As inscrições podem ser feitas até 11 de novembro. O Fórum publicou um edital público com objetivo de selecionar doze (12) estudos de caso, estruturados em forma de relatos, que apresentem experiências de governança policial e práticas democráticas de governabilidade das polícias brasileiras, desenvolvidas em diferentes unidades da federação.
Os autores dos trabalhos selecionados participarão do Terceiro Encontro Anual do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, com despesas pagas. Terão, igualmente, a publicação de seus textos na Revista Brasileira de Segurança Pública. Como premiação, seis autores selecionados farão jus a um pró-labore de R$ 1.200,00. Inscrições e mais informações podem ser obtidas junto ao endereço eletrônico contato@forumseguranca.org.br.

Quinta-feira, Outubro 30, 2008

Resultados do amador na categoria veteranos


A chuva deu uma trégua e ontem, 25, começou em quatro campos da cidade a fase quartas-de-final do Campeonato Municipal de Futebol Amador, na categoria veterano. Destaque para a goleada da Portuguesa sobre a equipe do Gaúcha por 7X0 no campo do Ramiro Souto.
Também aconteceu a vitória do Roma por 2X0 contra a Lomba do Sabão. Nos outros dois confrontos aconteceu empate entre Canarinho e Palmeiras em 2X 2 e, finalizando a rodada, um empate sem gols entre Comerciário e Associação.
Próximos jogos - Dando prosseguimento a competição, neste sábado, 1º, ocorre a segunda rodada das quartas-de-final do veterano. Nesta fase, as equipes são divididas em duas chaves e as duas melhores passam para as semifinais.
No domingo, 2, acontecem os confrontos de oitavas-de-final da categoria livre. O sistema é de jogos mata-mata em uma única partida. Caso ocorra empate, a partida é decidida em pênaltis. Os oitos melhores estão classificados para as quartas-de-final da competição.
Confira toda a programação deste final de semana:
Categoria Veterano - 1º/11Campo do Parcão - Avenida Goethe - Bairro Moinhos de Vento14h30 - Lomba do Sabão x Palmeiras16h30 - Roma x Lomba do Sabão
Campo do Ararigbóia - Rua Saicã, 6 - Jardim Botânico, 14h30 - Gaúcha x Associação16h30 - Portuguesa x ComerciárioCategoria Livre - 2/11Campo do Ararigbóia - Rua Saicã, 6 - Jardim Botânico14h30 - 12 Horas Paineira x Barão Ciatron16h30 - Planeta Mundial x F.M.Q
Parque Tamandaré - Avenida Taquara, 609 - Petrópolis14h30 - Vila Real x Figueira16h30 - Academia do Morro x Chácara/Sperb
Parque Ramiro Souto - Avenida Osvaldo Aranha, 969 - Bom Fim14h30 - Banguzinho x Agrosantos16h30 - A.S.Roma x América (Liarb)
Campo do Parcão - Avenida Goethe - Bairro Moinhos de Vento14h30 - Treze x Unidos/Flamengo16h30 - Ájax/Cruzeiro x Barão de Bagé

Viva o Centro a Pé tem roteiro neste sábado

O tempo chuvoso do fim de semana passado transferiu a caminhada orientada do Viva o Centro a Pé para o próximo sábado, 1º. O roteiro vai passar pelas ruas e alamedas de um dos mais exuberantes e tradicionais bairros da Capital: o Moinhos de Vento. Parte do passeio será feito de ônibus e parte a pé, quando os participantes poderão apreciar as “tipuanas tipas” tombadas pelo município no Túnel Verde da Marquês do Pombal, percorrer a escadaria da Rua Santo Inácio e deliciar-se com a bela vista da cidade desde o Belvedere do Morro Ricaldone.
Com duração de aproximadamente duas horas, o passeio sairá de ônibus, às 10h, do totem do Caminho dos Antiquários, na Praça Daltro Filho, em frente à Demétrio Ribeiro, no encontro das ruas Coronel Genuíno e Marechal Floriano. Após passar pelo Túnel Verde, o ônibus seguirá pela 24 de Outubro até a Praça Julio de Castilhos, onde inicia o passeio a pé com visita interna à Hidráulica do Moinhos de Vento, hoje estação do Dmae.
O passeio segue pela Rua Barão do Santo Ângelo, Luciana de Abreu e Dinarte Ribeiro, até a Praça Maurício Cardoso, que possui espelho d´água, córrego, playground com escorregador balanços e estruturas, floreiras, bebedouros, uma fonte, uma escultura em forma de puma, bancos e vasos ornamentais em estilo marajoara, em 6.420 metros quadrados .
A praça data de 1878, mas teve seu nome alterado em 1938, quando já se tornara um centro de residências elegantes. O término da caminhada será na Félix da Cunha, junto à Associação Leopoldina Juvenil, onde o ônibus estará esperando o grupo para retornar ao Caminho dos Antiquários, na Praça Daltro Filho.
Quem orienta - O roteiro será orientado e comentado pelo arquiteto Silvio Belmonte de Abreu Filho. Formado pela Ufrgs (1975), é mestre pelo Iedes da Université de Paris I Panthéon-Sorbonne (1979), doutor em arquitetura pelo Propar-Ufrgs (2006) com a tese "Porto Alegre como Cidade Ideal: Planos e Projetos Urbanos", professor e pesquisador no Propar e no Departamento de Arquitetura da Ufrgs desde 1981, atualmente como Professor Associado e Coordenador do Trabalho Final de Graduação.
Diretor Técnico da Cohab-RS (1988-90), Silvio Belmonte é associado da Abreu e Portugal Arquitetos Consultores desde 1990, representante da Ufrgs no CMDUA desde 2007, com autoria e participação em diversos planos e projetos de arquitetura, urbanismo, planejamento urbano e regional, com artigos e trabalhos publicados e/ou apresentados em congressos sobre esses temas.
Inscrições - As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelos telefones (51) 3289-3738 e 8114-5504 ou pelo e-mail vivaocentro@yahoo.com.br. Os participantes podem colaborar com instituições do município, doando alimentos não-perecíveis. Existem caixas para o recolhimento no ponto de saída das caminhadas. A caminhada tem o apoio da Companhia Carris, com realização das secretarias do Planejamento Municipal (SPM) e da Cultura (SMC) e do Programa Viva o Centro.

Neste sábado tem mais uma Feira do Gibi


No sábado, 1º, será realizada mais uma edição da Feira do Gibi, das 9h às 18h, nos altos do Mercado Público. Nove bancas colocarão à venda mais de 4 mil revistas em quadrinhos, entre clássicos e novidades, com preços que variam de R$ 1 a R$ 50. A Feira do Gibi é realizada no primeiro sábado de cada mês. Duas vezes por ano, o evento tem edição especial, com sete dias de duração. A promoção é da Secretaria Municipal da Produção, Indústria e Comércio (Smic) (Veja Vídeo)

Feira do disco de vinil começa na segunda-feira


A partir da próxima segunda-feira, 3, colecionadores e interessados em LPs têm mais uma oportunidade de participar da Feira do Disco de Vinil, que prosseguirá até sábado, 8, no segundo piso do Mercado Público Central. A feira vai funcionar das 9h às 19h30.
Dez expositores pretendem comercializar cerca de 30 mil discos, entre raridades como o primeiro disco de Renato e seus Blue Caps e dos Mutantes, além de grandes sucessos nacionais e internacionais. Os preços variam entre R$ 5 e R$ 600. Entre os discos mais procurados estão os dos Beatles, Elvis Presley, Janis Joplin e pop rock em geral.
A Feira do Disco de Vinil é uma iniciativa da prefeitura, pela Secretaria Municipal da Produção, Indústria e Comércio (Smic).


Vende-se raridades impressas







Clique sobre a imagem para ampliá-la.Vendo jornais históricos: O Globo (RJ) e Diretrizes (RJ), de outubro de 1945, com a deposição de Getúlio Vargas. O Globo de 6 de junho de 1944, o "Dia D", com a notícia da invasão da Normandia. Jornais franceses e alemães. Revista O Cruzeiro de maio de 1961, com grande matéria sobre a invasão da Baía dos Porcos em Cuba, a apresentação de Yuri Gagarin ao mundo depois do primeiro vôo espacial tripulado e o julgamento de Einchmann, o carrasco nazista capturado pelos israelenses. Raridades.
- Jornais da década de 30, do RGS, com Flores da Cunha.


Preço: R$ 100,oo cada. Ou pacote, a combinar. Boa conservação. Tratar pelo fone (51) 9304-6414

O dia de abril que parou a cidade de porto Alegre




Vitor Minas
* Texto inédito e exclusivo para o Conselheiro X.


Eram 13h45min de 27 de abril de 1976, uma terça-feira com “temperatura em elevação, ventos soprando de leste a norte, fracos”, quando alguns rolos de fumaça começaram a sair do interior das Lojas Renner. Três horas depois a sede de uma das mais tradicionais redes de magazines do Sul do País transformava-se em um esqueleto calcinado e fumegante.
Dezenas de vítimas e desaparecidos, quase oitenta feridos, desabamentos, explosões, pânico, histeria, caos urbano, linhas telefônicas congestionadas, desencontros, confusão, choros, acusações recíprocas e velhas cobranças – este o saldo da tragédia que parou Porto Alegre naquele outono dos anos setenta.
Cerca de 200 mil pessoas, entre moradores e trabalhadores do centro, curiosos vindos dos bairros mais distantes, mórbidos natos, desocupados, batedores de carteiras, bombeiros, policiais, médicos, enfermeiros, soldados do Exército, brigadianos a cavalo e dúzias de alvoroçados repórteres acompanharam ou participaram de um pesadelo que lembrava o ocorrido no edifício Joelma, em São Paulo, dois anos antes, quando, oficialmente, 188 pessoas perderam a vida em circunstâncias semelhantes.
Por um bom tempo o incêndio do Joelma - e o sucesso do filme-catástrofe “Inferno na Torre”, assistido por milhões de brasileiros - alimentou um justificado sentimento de insegurança e sinistrose nos habitantes dos grandes centros urbanos. A revelação a olhos vistos de que a mais rica cidade do País não tinha condições de fazer frente ao perigo das chamas e, pior, que isto representava a regra geral, rendeu dezenas de inflamadas matérias na imprensa, gerou verbosos discursos políticos, modificou algumas leis específicas, alterou e melhorou determinadas coisas no varejo sem, contudo, resultar em uma nova política na área de segurança contra o fogo nas principais cidades brasileiras.
Em meados de 1976 seria a vez de Porto Alegre ter o seu Joelma e de demonstrar mais uma vez o quanto a incúria, o descaso e, talvez, alguma dose de fatalidade, podem se combinar para repetir um enredo que só se modificou em detalhes e cifras de óbitos e feridos. Foi, disparado, a maior tragédia repentina que se abateu sobre a cidade e certamente, por sua alta voltagem emocional, a que mais marcou seus então 1 milhão de habitantes. Comparado a ela, o incêndio das Lojas Americanas, em dezembro de 1972, parecia café pequeno.
Nada, é óbvio, indicava que aquela banal terça-feira, nem quente e nem fria, com termômetros que oscilavam entre 20 e 24 graus, fosse se transformar em um filme de horror para seiscentas pessoas e desorganizar completamente a vida dos porto-alegrenses.
Os jornais que chegavam às bancas traziam manchetes pouco emocionantes, a maioria versando sobre a viagem que o presidente Ernesto Geisel fazia à Europa (Valery Giscard D’Estaing enchia o Brasil de elogios: segundo ele, desde o final da Segunda Guerra, emergíramos como “potência mundial”) , a situação de Angola e o auxílio cubano, as eleições em Portugal, a Argentina (onde ocorrera o golpe militar em 24 de março), o Oriente Médio (a Síria invadira o Líbano, em um banho de sangue) e os ecos dos jogos da dupla Grenal. Em Paris, onde foi recebido pelo embaixador Delfim Neto, Geisel – o condutor da “abertura política lenta, gradual e segura” - reafirmou publicamente a boa notícia que já havia dado aos gaúchos e ao governador Synval Guazzelli em setembro do ano anterior: o Terceiro Pólo Petroquímico seria mesmo instalado no Rio Grande do Sul – e com parcelas de recursos franceses. Na área das telecomunicações, um telefonema do ministro Quandt de Oliveira para o presidente brasileiro, no Palácio de Versalhes, inaugurava a Discagem Direta Internacional entre o Brasil e a Europa.
Na área esportiva, no estádio Olímpico, o Grêmio de Paulo Lumumba vencera o Atlético de Carazinho por 2 a 0, com gols de Zequinha e Iúra. Trinta mil pessoas assistiram ao jogo, no domingo. Já no estádio Centenário, o Internacional havia derrotado o Caxias por 1 a 0, gol de Batista. Os dois jogos eram válidos pelo Campeonato Gaúcho, liderado pelo Inter, que seria bicampeão brasileiro brasileiro. E no dia seguinte, quarta-feira, no Maracanã, a seleção brasileira enfrentaria o Uruguai pela Copa Atlântico (acabou vencendo por 2 a 1, gols de Rivelino e Zico, com cenas de pugilato entre os jogadores). No plano doméstico, o vereador governista Paulo Santana (Arena) defendia o cercamento do Parque Farroupilha, palco de um crescente número de assalto e crimes de morte. Por sua vez, o prefeito Guilherme Sociais Vilela alertava para o inchaço de Porto Alegre e propunha uma série de obras e medidas para evitar que a cidade se tornasse inviável nos próximos vinte anos (conforme as mais recentes estatísticas, a região metropolitana somava 1.481.518 habitantes e 30% das famílias possuíam rendimentos de até 1,5 salário mínimo).
Nos cinemas estreavam “Zorro”, uma refilmagem com Alain Delon no papel principal, e “W. – A Marca do Terror” – a história de uma mulher que é vítima de vários acidentes estranhos, sempre precedidos pela aparição da letra W. A “Macaca Esquecida”, peça infanto-juvenil do jornalista gaúcho Caco Barcelos, contando os problemas de uma cidade grande, prosseguia suas apresentações no Teatro de Câmara.Para os trabalhadores gaúchos e brasileiros, porém, a grande novidade a ser anunciada dizia respeito ao aumento do salário mínimo – o Primeiro de Maio cairia no próximo sábado e aguardava-se o pronunciamento do Ministro do Trabalho informando o reajuste. A programação das emissoras de tevê – canal 12, Gaúcha, Canal 10, Difusora, Canal 5, Piratini, e Canal 7, Educativa – podia ser consultada nas páginas dos seis diários que circulavam então na Capital: Correio do Povo, Folha da Manhã, Folha da Tarde (que completava 40 anos de circulação naquela Terça), Zero Hora, Diário de Notícias e Jornal do Comércio.Sabia-se, assim, que às 14 horas, na tevê Difusora, teríamos o filme “Caminhos Incertos, enquanto a Gaúcha exibiria, no mesmo horário, “Os Monkees Estão Soltos”. Na Segunda-feira, 3, estrearia a nova novela das 10, Saramandaia, com Dina Sfat, Sonia Braga, Wilza Carla, Juca de Oliveira e Milton Moraes. Havia meses, logo depois do Jornal Nacional, os brasileiros acompanhavam as peripécias do taxista Carlão em “Pecado Capital”.
A partir das 14 horas daquela terça-feira, no entanto, todas as emissoras de rádio e televisão da cidade voltaram suas atenções para o incêndio das Lojas Renner, transmitindo a todo momento flashes do da esquina da rua Doutor Flores com a Otávio Rocha.
Ali erguia-se um edifício construído no início dos anos trinta, um grande magazine ofertando uma extensa linha de produtos que ia de roupas infantis a eletrodomésticos.
No alto funcionava o Terrasse Renner, restaurante e casa de chá.Justamente naquela terça, às 15 horas, o Terrasse apresentaria a nova coleção de inverno da indústria de roupas Renner, griffe tradicional de vestuário masculino e feminino cujo slogan – estampado em peças publicitárias na mídia local – centrava-se no chamativo mote “Basta uma vontade louca e viver e pronto”.
O fogo iniciou as 13h45min, no terceiro pavimento, em um pequeno depósito de tintas – elemento de facílima combustão – talvez causado por problemas no ar condicionado, algo que já ocorrera antes e não merecera maiores atenções, e foi devorando tudo pela frente. Calcula-se que, naquele momento, cerca de 600 pessoas estavam no interior do edifício, a maioria clientes da loja, além de casais e executivos que almoçavam no restaurante. Por sorte, metade dos 300 funcionários da casa trabalhavam em um sistema de “horário ronda”, muitos haviam largado às 13 horas para o almoço e só deveriam voltar às 15. Isso, aliado ao movimento comercial, ainda fraco no princípio da tarde, evitou um número maior de vítimas.
ARAPUCA - Neste momento, no primeiro andar (na verdade o terceiro pavimento) o funcionário Luis Carlos Bandeira atendia a clientes na seção de eletrodomésticos.
“De repente chegou um colega e falou que a loja estava incendiando, que era pra descer todo mundo. Eu e outros seis colegas não descemos, queríamos apagar o fogo, pois eu tinha a certeza de que o incêndio tinha começado ali mesmo, no depósito de tintas. Procurei extintores mas foi tarde. Havia muita fumaça e a gente percebeu que não adiantava mais nada. Então decidimos salvar clientes e colegas. Subimos três vezes até o terceiro andar, nas duas primeiras vezes foi fácil, mas no último já tinha muita fumaça e estava quente. Cada vez a gente trouxe para baixo três ou quatro pessoas. A gente precisava ajudar porque o pessoal estava meio perdido, tinha até gente subindo as escadas ao invés de descer”.
Na última tentativa encontrou, agarrada às cortinas, uma moça completamente histérica que parecia querer fugir pela parede. Luís precisou aplicar-lhe um tapa no rosto para que saísse do estado de choque e recobrasse a razão. Agarrando-a com os dois braços, ele pode afinal carregá-la sem resistência.
Outra que escapou do inferno, uma moça de 24 anos chamada Maria Helena, fazia compras no quarto pavimento da loja quando foi avisada do fogo. Barrada pela cortina de fumaça, não conseguiu descer e rumou instintivamente para o terraço.
“- Todo mundo foi pra cima e um homem me ajudou a subir. Eu disse a ele que estava me sentindo mal e que ia desmaiar. Ele falou: se tu desmaia, tu não sai daqui.”No terraço, viu pessoas deitadas no chão, sem entender se era uma forma de se proteger da fumaça ou se haviam desmaiado. Em seguida, retirou o lenço que prendia seus cabelos e amarrou-o na boca.
“Esperei uns dez minutos e durante todo o tempo tropecei numa porção de gente que estava caída. Tinha uma senhora que queria se jogar e eu gritava para ela não pular que a escada vinha chegando”.(Salva pelos bombeiros e medicada no Hospital de Pronto Socorro, Maria Helena seguiu para a casa de uma colega. Lá acalmou-se um pouco, tomou banho e jantou. Antes de tentar um difícil sono a base de tranquilizantes, disse a todos que não teria condições de passar por aquilo tudo novamente e que, se visse que morreria queimada, teria preferido saltar do alto. Mal sabia ela que, 50 horas depois, experimentaria o mesmo horror em novo endereço).
Em pânico, atropelando-se e pisoteando-se umas às outras, as pessoas corriam para o alto, erro que custaria muitas vidas e transformaria o trabalho dos bombeiros um penoso confronto contra uma implacável estrutura de cimento e ferro - o prédio era uma autêntica “arapuca” com apenas duas saídas no térreo. Mais tarde se saberia: havia, sim, saídas em cada andar, ligando o edifício ao prédio ao lado e uma outra, de emergência, no alto. É bem provável que todas estivessem trancadas àquela hora, e mesmo que não estivessem poucos funcionários conheciam tal recurso salvador: afinal, ninguém havia sido orientado sobre como proceder em caso de incêndio.Isso tudo – janelas quadriculadas e vedadas por ferro, corredores estreitos, equipamentos antiquados e que não funcionavam e nenhum esquema previsto para situações de risco – explicariam o elevado número de mortos e feridos.
Posteriormente, o major Ricardo Kelleter, comandante do Centro de Operações da capital, informou: os extintores de incêndio do edifício seriam suficientes para controlar as chamas em seu início, se utilizados corretamente e, claro, se estivessem todos em perfeitas condições de uso. Segundo o major, um soldado da Brigada Militar encontrava-se no quarto andar no momento em que as chamas irromperam no setor de tintas e poderia – com dois ou três extintores – ter dominado a situação. Porém, por mais que procurasse, o PM não encontrou nenhum desses equipamentos. Ademais, na confusão que se seguiu, não havia ninguém que pudesse informar da localização do equipamento. Ele então tratou de salvar a própria pele, descendo as escadas e ganhando a rua.
“Veio o estouro desencadeado pelo medo, e na correria dos que procuravam escapar do inferno já prenunciado, pessoas caíram ao chão, feriram-se, tiveram suas roupas rasgadas. Eva Maria Braga Cançândino, atendida no Pronto Socorro com algumas escoriações, estava na sobreloja e declarou que não chegou a ver nem fumaça e nem fogo. De repente sentiu-se empurrada, recebeu pancadas de todos os lados e acabou desmaiando. Quando recobrou os sentidos estava no HPS”. (Correio do Povo, 28.04.1976)
Porém, para as três dezenas de pessoas que almoçavam no terraço, a percepção de que algo extraordinário estava acontecendo demoraria mais alguns minutos.
Eram 14h10min quando o garçon Kurt notou gritos e um inusitada movimentação nos andares abaixo. Ao descer para o pavimento inferior, viu rolos de fumaça obscurecendo a estreita escada de ligação entre os pavimentos. Imediatamente, ele voltou para o restaurante, onde o pânico já se instalara.Assim como Kurt, Paulo, um confeiteiro de 59 anos, revestiu-se de sua coragem máxima e não se deixou levar pelo desespero. Paulo e Kurt ganhariam a condição de “homens fortes” da tragédia, acalmando os mais histéricos e orientando-os nos procedimentos de sobrevivência. De posse dos extintores – que, ao contrário da maioria, sabia utilizar corretamente – Kurt tentou de pronto combater as chamas. Ao constatar a inutilidade do ato, ordenou que todos molhassem as próprias roupas e colocassem panos umedecidos junto à boca e nariz para evitar o efeito tóxico da fumaça e atenuar o crescente calor.
“Calma, vamos esperar o socorro dos bombeiros, que já estão chegando!”Uma hora depois, já salvo e sem maiores ferimentos, ele contou aos repórteres: “Se eu não mantivesse a calma para orientar os funcionários que estavam nos últimos pavimentos, mais da metade teria se jogado para o chão. Todos estavam desesperados. Eu molhei as roupas do corpo e o avental, fazendo o mesmo com a roupa dos outros. Ensinei que deveriam manter um pano molhado próximo ao rosto”.
Sidnei Marques da Silva, 40 anos, cozinheira do restaurante, irmã de Everaldo, campeão mundial de futebol na Copa do México e ex-craque do Grêmio, não manteve essa calma indispensável e tornou-se a primeira vítima conhecida da tragédia que mal iniciava – desesperada, saltou no espaço com seu uniforme branco, caiu por quase trinta metros, bateu em uma proteção de marquise e desabou no chão da praça Otávio Rocha em meio à correria e aos gritos da multidão.
Eram então 14h10min. Se ficasse onde estava, protegendo-se com panos molhados, Sidnei, que estava grávida de três meses, certamente seria salva pelos bombeiros. Coincidentemente, ela morreu no mesmo dia em que seu irmão, sua cunhada e uma filha destes, de apenas três anos, perderam a vida em um acidente de carro: 27 de outubro de 1974, um ano e meio antes. Também por um desses desígnios do Destino que parecem acompanhar os grandes dramas outro irmão seu, o massagista Ariovaldo, chegava no local naquele exato momento.Alguns minutos depois foi a vez de um funcionário da Renner, mais tarde identificado como Paulo Roberto Apolo, 19 anos, passador de roupas no quinto andar, voar para a morte. Os dois sequer haviam sido tocados pelo fogo.
Embaixo, a multidão hipnotizada tentava acalmá-los, gritando em coro: “Não pulem!, não pulem!”Quem quase pulou foi Ilasir Barreto Gonçalves, de 21 anos, caixa do restaurante:
“Tudo aconteceu com uma rapidez incrível. Primeiro veio o cheiro da fumaça e os funcionários e os frequentadores fizeram alguns comentários, sem grandes preocupações. Os funcionários chegaram a lembrar o que aconteceu há alguns meses, quando um circuito no ar condicionado provocou um cheiro parecido, mas que desapareceu logo. Mas desta vez em dois minutos já tinha muita fumaça. Aí todo mundo começou a correr e a gritar. Uns querendo descer, outro querendo subir. O seu Jonas (ecônomo e arrendatário do Terrasse) tentava acalmar as pessoas. Eu gritava “socorro”, chamando pelo seu Jonas e pela dona Teresinha (esposa deste). Corri para a janela, olhei para baixo e pensei em me jogar. Mas fiquei com medo da altura e voltei. Procurei a porta mas a fumaça tava me sufocando cada vez mais. Aí eu voltei pra janela. Nesse momento eu vi uma escada grande, de ferro, que vinha subindo na minha direção. A escada não chegava nunca, parece que passou toda uma vida. Rezei muito, em voz bem alta, até que eu consegui pegar na ponta da escada. Nessa altura eu já estava quase desmaiando. Depois não lembro de mais nada. Acho que desmaiei. Não sei quem me tirou daquele inferno. Me levaram para um hospital e eu nem sei qual é. Quando me recuperei já estava em casa”.
(No dia seguinte Ilasir, moradora na Vila Esmeralda, em Viamão, na região metropolitana, voltou ao local para saber dos colegas e para recuperar a bolsa com dinheiro e documentos que havia jogado lá de cima. Recebeu-a um tanto chamuscada, mas com todos os pertences dentro).Já o garçon Gentil da Silveira Porto, 37 anos, havia oito trabalhando no Terrasse (conhecia perfeitamente a escada e o desvio enganoso que esta sofre na sobreloja), escapou ileso por uma questão de segundos. Graças sobretudo à sua presença de espírito.Contou ele: logo depois de ouvir gritos de “fogo” a primeira coisa que lhe passou pela cabeça foram os conselhos que lera em um livro - em caso de incêndio, não pegar elevador ou subir para o terraço. Seu raciocínio providencial: Gentil desatou a correr pelas escadas, “sem ver nada pela frente”. Ao alcançar o terceiro andar deparou-se com uma cortina de fumaça que se espraiava pelos pavimentos abaixo sem contudo invadir a sobreloja, onde muita gente gritava e corria às tontas.“Se tivesse demorado um pouquinho mais ou tentasse salvar alguém eu não conseguiria sobreviver”, explicou na saída.
Outra pessoa que conseguiu descer pela escada relatou na saída: “Passei por várias seções da loja e vi pelo menos os corpos de umas doze pessoas estendidos no chão. Não se mexiam, não diziam nada. Coisa horrível, meu Deus. No meio de tanta fumaça eu às vezes tropeçava nos corpos”.Quem teve ao lado alguém que o contivesse nessa hora pode escapar do pior. Ilma Coutinho Costa, uma senhora que almoçava no Terrasse Renner em companhia do marido, Ari, deve a sua vida ao companheiro.
No dia anterior Ilma chegara de Jaguarão, para fazer exames médicos na capital. Depois de feitas as compras na loja, os dois decidiram almoçar ali mesmo. Confrontada com a fumaça e o calor, desesperada com o inferno que se originara nos andares abaixo, ela chegou a ensaiar o salto, colocando um pé na amurada e projetando meio corpo para fora – nesse instante foi segura por Ari.
Com muito esforço, agarrando-a pelo pescoço, ele evitou a queda da mulher durante uma meia hora que lhe pareceu interminável. Salvos pela escada, foram dos primeiros a descer. Ari, chorando, com sangramentos na cabeça e os cabelos chamuscados, contou aos repórteres: “Nós estávamos almoçando quando todos começaram a sentir cheiro de fumaça. Corremos para a escada de emergência mas não dava mais. Ela estava cheia de fumaça. Era melhor ficar pois se tentássemos descer certamente morreríamos sufocados. Mas a fumaça foi aumentando e o calor também. Aí começou o desespero. Era correria para todos os lados. Não sei como eu caí e quebrei minha cabeça. Mas isso não foi nada. O pior foi a crise de nervos que deu na minha mulher, ela não agüentava mais, tossia muito e me convidou para se atirar do prédio. Como eu disse para ela que era melhor esperar que a qualquer hora a escada dos bombeiros chegaria até nós, ela correu para a janela e só deu tempo de eu agarrar metade do seu corpo. Sabe lá o que é ficar quase meia hora agarrando ela com a metade do corpo balançando para fora? Eu estava a ponto de largá-la. Não tinha mais forças para agarrar. Minhas mãos estavam doentes e eu senti que aos poucos ela estava escorregando. Até que a escada apareceu e nós dois descemos. Se os bombeiros levassem mais um minuto para colocar a escada perto de nós, eu ia largá-la, não aguentava mais”.
A chegada dos bombeiros, das ambulâncias e de um batalhão de fotógrafos e repórteres logo seria seguida por soldados do Exército e por helicópteros da Base Aérea de Canoas que sobrevoavam o local – toda a região central e bairros mais próximos estavam paralisados pela tragédia.Temendo assaltos, e também porque não havia outra coisa a fazer naquelas circunstâncias, os comerciantes do centro fecharam as portas e uma turba de comerciários, escolares, office-boys, curiosos de todos os tipos e procedências, passou a disputar o melhor ângulo de visão.
Dos prédios mais próximos pessoas jogavam sacos de leite para quem estava no terraço das Lojas Renner. Em breve tais locais estratégicos seriam evacuados e ocupados pelos soldados do Corpo de Bombeiros, que ali instalaram mangueiras. Atendendo ao pedido das autoridades médicas, as emissoras de rádio transmitiam urgentes apelos para que a população acorresse aos hospitais a fim de doar sangue.
A sessão plenária da Assembléia Legislativa que acontecia na Palácio Farroupilha, na Praça da Matriz, a 500 metros dali, foi suspensa por “falta de condições psicológicas para o prosseguimento dos trabalhos”, isso depois que o deputado Waldir Walter (MDB) ocupou os microfones para relatar o que tinha visto minutos antes: “O caso é tão grave que o Rio Grande do Sul compreenderá. Há dezenas de pessoas lá em cima do prédio, os helicópteros não podem descer. E, na minha opinião, queira Deus que não haja vítimas, mas é da maior gravidade o incêndio que está lavrando nas Lojas Renner, eu vi de perto, testemunhei uma das grandes tragédias do nosso Estado”.
Prontamente, o presidente João Carlos Gastal, colocou a ambulância e o corpo médico da Casa à disposição do Hospital Cristo Redentor, na Zona Norte da cidade, especializado em traumatologia e queimados e para onde seguiam muitos feridos. O hospital montou uma operação de emergência, com dezenas de novos leitos. A direção do Pronto Socorro, por seu lado, proibiu a visita aos pacientes e mobilizou-se toda para o atendimento, recebendo o auxílio de mais de uma centena de médicos que para ali convergiram. A Companhia Rio-Grandense de Laticínios e Correlatos, Corlac, enviou dois caminhões carregados de saquinhos de leite para distribuir aos intoxicados pela fumaça. Ambulâncias de clínicas particulares chegavam ao centro a fim de auxiliar na remoção dos feridos.O cabo Alcides Gonçalves, 28 anos, 13 no corpo de bombeiros, era um dos que passavam pelo local na hora do início do fogo. Mesmo com problemas nos pés (estava em licença médica) e sem nada a protegê-lo das chamas, correu para dentro do edifício e tentou salvar os que lá se encontravam. Pouco tempo depois, com o rosto e os braços cobertos de remédios contra as queimaduras, explicou singelamente a sua atitude: “Numa hora dessas a gente não pensa em nada, não quer saber o que vai acontecer. E, depois, bombeiro não pode ver bombeiro mal”.
Duas faces do mesmo drama: ao tempo em que centenas de homens e mulheres faziam fila no posto do Banco de Sangue no Largo da Prefeitura para suprir a demanda nos hospitais, aproveitadores, punguistas e assaltantes agiam quase impunemente na cidade fragilizada. Ao ouvir os apelos no rádio o auxiliar de enfermagem José Jorge Escalante, 32 anos, quatro filhos pequenos, saiu de sua casa, na avenida Getúlio Vargas, no bairro Menino Deus, e seguiu apressadamente rumo ao HPS. Ao atravessar o parque da Redenção, próximo ao auditório Araújo Viana, foi interceptado por uma dupla de assaltantes. Esfaqueado no peito, morreu quarenta minutos depois, no próprio HPS.
TERCEIRA VÍTIMA - Abrindo caminho em meio à multidão, o primeiro carro do Corpo de Bombeiros, vindo do quartel na avenida Silva Só, chegou ao local às 14h20min, seguido de outros da estação Floresta. Dez minutos depois um veículo equipado com escadas Magirus encostou em frente ao prédio. Os bombeiros ligaram as mangueiras nos hidrantes existentes e deram início efetivo ao salvamento.A primeira escada, a maior, subiu lentamente. Outras duas foram dispostas no lado, na rua Doutor Flores. A multidão acenava para as pessoas que estavam nos últimos andares. Ambulâncias começam a chegar de todos os lados. Das janelas do edifício pessoas acenam com as mãos ou com lenços, implorando socorro imediato. Muitas delas jogavam seus pertences do alto.De súbito, a cabeça de um homem projeta-se pelo interior das grades de uma janela. Sufocado pela fumaça, e na intenção de alcançar a escada que se aproximava, ele havia quebrado os vidros para respirar ar puro quando – provavelmente intoxicado – desmaiou sobre os cacos pontiagudos e morreu devido aos cortes no pescoço. Exatamente nesse instante um bombeiro pulava no parapeito para resgatá-lo.
A vítima foi identificada como Germano Jonas, 67 anos, ecônomo do restaurante Terrasse Renner, um alemão naturalizado brasileiro. Nascido em Frankfurt, Germano morava no próprio edifício com a esposa Teresinha e a sogra de 82 anos, que também pereceram no incêndio.No alto do prédio, o confeiteiro Altair Giacometti tirou o casaco e iniciou uma arriscada descida segurando-se em uma calha. No meio do caminho esta entortou e Altair quase caiu. Mesmo assim, conseguiu escorregar até o terraço e ali agarrou-se à escada dos bombeiros, chegando são e salvo ao solo. Lá recebeu o abraço de um sobrinho que observava a cena junto à multidão.Às 15h05min as primeiras pessoas – os garçons Nelson e Flávio – puderam finalmente colocar os pés na escada, sob aplausos da multidão. Já na calçada, Flávio bebeu alguns goles de leite e informou que ainda havia mais de trinta pessoas no terraço, muitas delas desmaiadas. Em seguida, ele próprio desmaiou. Minutos depois foi a vez do casal de Jaguarão ser salvo.Com isso estava evidente que quase todos, inclusive aqueles que penduravam-se nas cornijas, poderiam sair dali com vida. A escada – que parecia não conseguir elevar-se além do penúltimo andar – chegava agora ao terraço, onde destacavam-se as figuras de outras pessoas à espera do salvamento. Elas vão descendo em fila indiana, algumas chorando, muitas tremendo. Quando chegam ao solo são brindadas com goles de leite e rapidamente embarcadas nas ambulâncias que seguem rumo ao Pronto Socorro e aos demais hospitais da cidade. Algumas precisam de respiração artificial.A essas alturas, a compacta massa humana tem que ser afastada à força. Helicópteros sobrevoam o local. O deslocamento do ar espalha a fumaça e atiça as chamas, o que irrita sobremaneira os bombeiros.Na verdade, a não ser por uma presumida função psicológica – serviria, em tese, para demonstrar o curso das iniciativas e, por conseguinte, acalmar as vítimas – nunca se entendeu, de fato, o que tais máquinas faziam no local do incêndio. Não havia heliporto algum e nem os tripulantes dos helicópteros estavam preparados para tais ações de salvamento.Não bastasse a falta de roupas especiais e de suficientes máscaras a protegê-los da fumaça e dos gases – algo que havia sido prometido à corporação depois do que acontecera nas Lojas Americanas – os bombeiros enfrentavam dificuldades adicionais em terra. Os poucos hidrantes revelaram-se insuficientes e a saída foi recorrer ao rio Guaíba, em cujas margens lanchas da Companhia de Socorro Naval bombeavam água para os carros-pipa que faziam um penoso vai-e-vem de abastecimento.
Às 15h15min, através de megafones, a Polícia Militar apelou a todos para que se retirassem – são auxiliados nisso por tropas da Polícia do Exército que imediatamente afastam os populares.Por sua vez, a energia elétrica dos prédios mais próximos já fora desligada. O comandante geral da Brigada Militar, coronel Jesus Linares Guimarães, recém havia chegado ao local quando um soldado informou que alguém acendera uma vela em um dos apartamentos do último andar do edifício localizado na esquina da rua Vigário José Inácio, onde, no térreo, funcionava a loja Escosteguy. Minutos depois, os PMs e o comerciante respiraram aliviados: tratava-se apenas da lanterna do zelador que fazia uma ronda de verificação.A esse tempo os bombeiros estavam convictos de que nada mais de efetivo restava então a fazer. Emílio Rocha Fontoura, 20 anos de profissão, irritado, disse aos repórteres: “Isso aqui é uma verdadeira ratoeira humana”. Outro colega seu, o soldado Jandir Carvalho, lamentou: “Tentei tirar várias pessoas lá de dentro, mas elas não passavam pelas janelas”. No interior do edifício explodiram botijões de gás. Um homem desacordado continuava dependurado com uma perna e um braço para fora da janela. Um bombeiro aproximou-se e lançou-lhe um jato de água. O homem se refez imediatamente, e o soldado foi aplaudido pela multidão.Quem estava no terraço do edifício Apesul, defronte ao Renner, na avenida Alberto Bins, pode ver o corpo carbonizado de uma pessoa que agarrava-se a uma janela de um dos últimos andares. O jornal Folha da Manhã – que mobilizou uma grande equipe de repórteres, sendo recompensando com uma das mais completas coberturas do fato - retratou este momento.“Quinto andar. Não dava para sair por nenhuma das janelas, eram muito pequenas e com grades. O fogo já alcançava as escadas do quinto andar e as pessoas corriam desesperadas, em pânico, tentando alcançar o terraço, único lugar onde poderiam fugir daquela ratoeira.Um bombeiro, que subiu na escada Magirus para retirar as pessoas que ocupavam o terraço, vindas de todos os andares do prédio, contou depois, desolado: “Da escada deu pra ver o interior do restaurante, no terraço da loja. Entre as cadeiras e mesas, vi perto de uns dez corpos pelo chão, ou mais. Não sei se estavam mortos ou se procuravam se proteger, no desespero.”A água era jogada pelos bombeiros, posicionados com as mangueiras nos terraços e andares superiores dos prédios vizinhos, todos agora evacuados. Quem estava no terraço do edifício da Apesul (financeira), na avenida Alberto Bins, pode ver o corpo carbonizado de uma pessoa, não dava para distinguir direito se era homem ou mulher, agarrado numa janela do quinto andar.Quem falou com essa pessoa, antes de morrer, foi o PM Eusébio: “Era uma mulher, eu falei com ela, tentei agarrar para trazer para a escada Magirus onde eu estava. Mas não deu. Eu senti o medo e o desespero nela. A janela era estreita demais, ela conseguiu quebrar um vidro e passar um braço e a cabeça. Atrás dela, dentro da loja, estava tudo escuro por causa da fumaça e dava pra ver o fogo também. Não deu pra tirar ela dali.”
No prédio do Hospital de Pronto Socorro, na avenida Osvaldo Aranha, a tarefa da direção tampouco era das mais fáceis: tratava-se de improvisar da melhor forma possível um satisfatório esquema de atendimento a dezenas de feridos que ali aportavam, a grande maioria intoxicados pela fumaça (entre os socorridos no HPS e nos hospitais da cidade poucos apresentavam queimaduras mais sérias e não houve nenhum óbito de feridos nos dias seguintes).Um apelo do diretor da instituição, Ubirajara Motta, atraiu rapidamente centenas de médicos que não pertenciam aos quadros da casa. Unidades móveis haviam sido deslocadas até as proximidades do edifício Renner, porém era no HPS que os familiares das possíveis vítimas da tragédia poderiam agora ter alguma certeza ou colher informações mais seguras.Obviamente, a confusão era total dentro e fora do HPS, e o desespero atingia paroxismos. Outro apelo do diretor para que os motoristas deixassem livres as vias de acesso aos hospitais da cidade, especialmente a avenida Osvaldo Aranha, a Ramiro Barcelos e a avenida João Pessoa, por onde passavam as ambulâncias e as viaturas, foi devidamente atendido e evitou o caos absoluto.Soldados da Polícia do Exército organizaram um cordão de isolamento em torno do Hospital, ameaçado de invasão por parte dos parentes das vítimas. O capitão da Brigada Militar, Servo Tellier e sua esposa, Alba, buscavam informações do filho, Paulo.Sem conseguir identificá-lo entre os feridos, o militar voltava para junto da mulher quando avistou os dois – mãe e filho – abraçados do lado de fora, ela chorando e ele tentando acalmá-la.
Paulo explicou: com folga das 12 às 14 horas, havia saído a fim de matricular-se no exame supletivo e, quando voltou ao local de trabalho, deparou-se com o prédio ardendo em chamas. Preocupado com a sorte de seus companheiros, correu para o HPS – e ali reencontrou a mãe. Quando viu o desfecho feliz o capitão Tellier, com voz embargada, disse que agora era a sua vez de colaborar, doando sangue. E prontamente voltou para o interior do hospital.Poucos mantinham esse autodomínio. José Wilson Rodrigues, cuja irmã trabalhava na loja, não conseguiu sequer chegar ao balcão de informações: antes disso teve um ataque convulsivo e caiu ao chão. Uma moradora das proximidades do Edifício sofreu uma crise nervosa e ao chegar ao HPS só conseguia pronunciar uma palavra: “terremoto, terremoto...”Terremoto era o nome de um filme-catástrofe lançado no ano anterior.
A estas alturas, por assim dizer, Porto Alegre havia parado. Nenhum ônibus podia largar passageiros nos terminais da Praça XV e da praça Rui Barbosa. Todas as guarnições da Brigada Militar, do Primeiro Batalhão, do Nono, do Décimo Primeiro e até os soldados que faziam o policiamento do Palácio Piratini, estavam no local.A Polícia isolou a rua Voluntários da Pátria até o elevado da Conceição, a Pinto Bandeira, a Coronel Vicente, a Vigário José Inácio, a Doutor Flores e a Salgado Filho, no sentido bairro-centro. Linhas de ônibus foram desviadas e proibiu-se o estacionamento em muitas áreas. A avenida Júlio de Castilhos, uma das principais artérias do centro, transformou-se em um imenso calçadão de pedestres. Sensível à tragédia, a comissão organizadora do Primeiro Seminário Internacional de Investimentos no Estado do Rio Grande do Sul, cujo encerramento deveria acontecer à noite, com um banquete na Associação Leopoldina Juvenil, cancelou o evento. Ao mesmo tempo a Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, OSPA, divulgava uma nota à imprensa cancelando a apresentação do maestro Isaac Karabtchevsky e do solista Roberto Szidon, também programado para aquela noite. O prefeito Guilherme Socias Vilela compareceu ao Pronto Socorro e, irritado, condenou o que definiu como “exploração da tragédia para fins políticos”: “Não posso admitir que oportunista algum pretenda tirar proveito eleitoral disso”, atacou, sem dar nome aos bois.Vilela referia-se ao líder da oposição, Brochado da Rocha, e ao também medebista Carlos Serafim Pessoa de Brum.
O primeiro havia convocado a bancada oposicionista para uma precipitada “tomada de posição quanto ao incêndio das Lojas Renner”, enquanto o segundo distribuía aos jornalistas cópias de seu projeto-de-lei estabelecendo normas mais rígidas de “habite-se” e prevendo a construção de heliportos nos edifícios mais altos de Porto Alegre, projeto aprovado pelos vereadores, porém vetado pelo prefeito anterior, Telmo Thompson Flores sob a alegação de que isso iria encarecer a construção de moradias em um país carente nesse setor. “Lamento não haver heliporto no edifício, o que poderia ter salvo vidas”, retrucou Pessoa de Brum.De fato, pouco ou nada mudara desde o incêndio das Lojas Americanas. A imprensa aproveitou para lembrar os grandes incêndios que marcaram a Capital: o do edifício Malakoff, primeiro “arranha-céu” da cidade, com quatro andares, construído em 1864; o do Grande Hotel; o do Tribunal de Justiça; o do Palácio da Polícia; o do colégio Júlio de Castilhos; o da Casa de Correção; o do depósito de fogos Fulgor; o do Restaurante Dona Maria.
O FOGO EM OUTROS PONTOS DA CIDADE - Às 15h30min um pedaço do edifício não resiste ao furor das chamas e à devastação das explosões.
No lado da rua Doutor Flores, entre a construção principal e a loja Imcosul, parte das paredes externas – o equivalente a cinco andares – vem abaixo. Vinte minutos depois desabariam aquelas situadas entre o edifício principal e o Armazém Riograndense. Vidraças, anúncios e objetos próximos às janelas aos poucos também vão caindo. Um velho bombeiro caminha na direção da rua Voluntários da Pátria para ajudar na junção das mangueiras e diz aos repórteres: “Não se pode fazer mais nada”.Do total de mais de 200 homens mobilizados para o combate ao fogo e salvamento de vidas, 12 estavam feridos. Um deles – o soldado Manoel dos Santos – teve de ficar internado no Pronto Socorro para se recuperar da intoxicação dos gases.A fumaça é agora mais intensa do que nunca e, quando se dissipa, revela a figura carbonizada de uma pessoa com o braço para fora de uma das janelas. Pelos megafones os bombeiros pedem a evacuação dos andares ocupados sobre a loja Comercial Louro, na esquina da rua Doutor Flores.Um cena emblemática é colhida pela lente dos fotógrafos: os manequins, nas vitrines, incendiando como se fosse tochas humanas e derretendo-se à vista do público.
Nesse momento um dos carros-tanques deixa o local para atender dois outros incêndios, um na rua Fernando Machado, também no centro, e outro na rua Otávio Correa, no bairro Cidade Baixa. Neste último, no edifício Cury, a senhora Albertina Giacomini assistia pela televisão as imagens da tragédia das Lojas Renner quando uma garota bateu à sua porta, dizendo que “tudo estava queimando”.“Eu sei, estou assistindo”, respondeu ela. Somente alguns minutos depois é que entenderia o que estava se passando ao ver os moradores correndo em pânico pelas escadas: um princípio de incêndio lavrava ali mesmo, junto à porta do apartamento do zelador. Os soldados rapidamente debelaram as chamas e descobriram a causa – um capacho embebido em gasolina, colocado junto à zeladoria.Já na rua Fernando Machado, em uma velha casa de cômodos, a situação era mais séria. Segundo os moradores, um dos pensionistas, conhecido como “Jamanta”, deixou aceso o fogareiro que costumava usar para o preparo de suas refeições e saiu à rua, “aperitivar”. O pequeno botijão explodiu e as chamas tomaram o quarto e invadiram as outras peças. A destruição foi completa e 11 famílias tiveram de ser encaminhadas a um albergue público a fim de passar a noite.
Enquanto isso, nas cercanias do edifício Renner, a multidão – acrescida por levas de novos curiosos – não queria perder nenhum detalhe da tragédia que já completava quatro horas. Coube aos PMs a cavalo afastar e conter os mais inconvenientes. Alguns punguistas foram presos e conduzidos algemados à delegacia.
O fogo continuava lavrando e, surpreendentemente, parecia recobrar intensidade. Por medida de segurança, máquinas e móveis começaram a ser retirados do prédio ao lado do Armazém Riograndense.Cai a noite e a cidade adormece com um pesadelo real: um número ainda desconhecido de mortos (falava-se em mais de cinquenta), dezenas de feridos, caos urbano e, para alguns dos familiares e amigos das prováveis vítimas, a incerteza de saber, afinal, quem estava ou não lá dentro.
Já no final da tarde de terça, sem transporte, centenas de pessoas que trabalhavam na área central da cidade voltaram a pé ou de carona para casa. Os raros táxis disponíveis foram disputados aos berros ou transformaram-se em lotações. Muitos porto-alegrenses preferiram esperar pelos cafés e bares até que o torvelinho maior passasse. O assunto é um só: o incêndio das Lojas Renner.
Na redação da Folha da Manhã, a 300 metros dali, Janer Cristaldo – na época um dos cronistas mais lidos da imprensa gaúcha – estava concluindo o seu artigo a ser publicado na edição do dia seguinte no qual comentava o grande número de mortes causadas pelo trânsito nas cidades e estradas do País (o automóvel, no seu entender, é a arma preferida dos brasileiros). Ao final, acrescentaria: “Enquanto escrevo estas linhas, irrompeu um incêndio no centro da cidade. Pelo ruído dos bombeiros, ambulâncias e helicópteros, deve ser um dos mais graves. Preparem-se os porto-alegrenses para: a) debates apaixonados de políticos em véspera de eleições; b) novos projetos para segurança dos edifícios; c) reuniões de condomínio para estudar o problema; d) aumento do preço das cordas; e) reprise de “Inferno na Torre”. Daqui a seis meses ninguém mais lembrará do assunto. Ocorrerá então outro incêndio. E recomeçará mais uma vez o blá-blá-blá.”Dezenove horas. Os repórteres correm para as redações a fim de escrever às pressas suas matérias. O sinistro seria igualmente manchete em todos os jornais e telejornais brasileiros.
Enquanto isso, do topo dos prédios vizinhos, bombeiros estafados continuavam lançando água sobre os focos restantes. Para os soldados, o dia seguinte reservava a mais desagradável e inglória das tarefas – o resgate dos corpos e a contagem das vítimas que não tiveram a sorte de escapar daquela gaiola de cimento.
O RESCALDO - Na quarta-feira, 28, os tablóides de Porto Alegre circularam com uma única grande manchete: o grande incêndio, o maior que a Capital já assistira em toda s sua história. As edições rapidamente se esgotavam. Até aquele momento havia reconhecidamente três vítimas fatais.
Os trabalhos de rescaldo iniciaram pela manhã. Desde às 7 horas, como se fosse um mórbido piquenique urbano, centenas de pessoas haviam afluído ao centro especialmente para “ver o incêndio”. Desciam dos ônibus, dos táxis, de automóveis particulares. Muitas procediam de bairros distantes e não queriam de forma alguma perder o segundo capítulo do espetáculo – a retirada dos corpos. Os jornalistas também já estavam a postos: todos tinham alguma história para contar e todos se mostravam irritados com o tratamento dispensados pelos soldados da Brigada Militar. Em grupos, os PMs – com caras de poucos amigos - cercavam os repórteres para verificar as credenciais. Um cordão de isolamento isolava o local.A rigor, os bombeiros já não tinham mais nada a fazer. Durante a noite os soldados prosseguiram lançando jatos de água e preparavam-se agora para entrar no prédio, identificar a quantidade e a localização das vítimas, bem como averiguar as condições para um resgate seguro. Zero Hora relatou aquela manhã: “Os bombeiros conversando, os brigadianos complicando pela mínima coisa e o público aumentando”.
Um pouco antes do meio-dia, a assistência foi acrescida por uma leva de balconistas e funcionários de bancos e financeiras. O major Clóvis Defensor dos Santos, comandante do Primeiro Batalhão de Incêndio (e de toda a operação), de binóculo à mão, observava o prédio dos mais diferentes ângulos e fechava-se em copas, respondendo aos repórteres com palavras breves e que pouco acrescentavam às informações já obtidas.Em “off” alguns bombeiros deixavam vazar suas queixas. Um dos heróis do dia anterior – um tenente um pouco mais loquaz – observou: “Só se lembram dos bombeiros quando ocorre um caso como este. Não se lembram que não temos recursos para fazer o mínimo necessário. E bombeiro ganha muito pouco. Como as pessoas esperam tudo de um homem que ganha por volta de mil cruzeiros por mês, enquanto os que dependem do nosso trabalho às vezes ganham milhões”. Naquele sábado o salário mínimo regional seria majorado para 768,00 cruzeiros.
Outro herói – o estafeta Alcides, aquele que estava passando pelo local, o primeiro a entrar no prédio para tentar debelar as chamas – estava de volta, desta vez para solicitar ao comandante seu internamento em um hospital. Precisava realmente, pois as queimaduras ulceravam seu rosto.Ainda pela manhã, um advogado e mais alguns integrantes da diretoria das Lojas Renner chegaram para retirar documentos que estavam no prédio número 148, em cima do Armazém Riograndense, parcialmente atingido pelas chamas.Saíram discretamente, levando papéis, fichas e pastas da folha de pagamento dos funcionários e sequer deram declarações. Mas confirmaram: o prédio estava totalmente segurado, o suficiente para cobrir as despesas de reconstrução e reposição de estoques.
No mesmo dia, em comunicado oficial, a empresa lamentou a tragédia, agradeceu o auxílio e a compreensão de todos e informou que a sede passaria a funcionar provisoriamente na filial do bairro Passo da Areia, zona norte da cidade. Nenhuma loja abriu suas portas naquele dia, voltando a funcionar normalmente apenas na quinta-feiraA primeira investida aos andares superiores aconteceu às 9h30min e durou apenas alguns minutos. Nas ruas mais próximas e no calçadão da Otávio Rocha via-se toda sorte de objetos queimados e uma grande quantidade de saquinhos de leite vazios. Antes mesmo de removerem quaisquer escombros, os soldados contaram 19 corpos. Do interior do edifício - divisava-se ali um monturo de tijolos queimados, ferros retorcidos e toda espécie de objetos irreconhecíveis - ainda vinham estouros constantes.
Às 12h30min os bombeiros fizeram uma demonstração de ordem unida, logo imitada pelos PMs e, em seguida, pegaram pás, picaretas e enxadas, preparando-se para entrar no prédio.A remoção, entretanto, só começaria mais tarde, quando quatro camionetas estacionaram em frente, três delas entrando até onde foi possível. As vítimas – ou o que delas restou – deveriam ser acondicionadas dentro de sacos plásticos, mas estes revelaram-se impróprios e foram substituídos por lençóis de pano branco, mais resistentes e respeitosos. Uma emissora de rádio, sintonizada em alto volume nas proximidades do edifício, foi estrepitosamente vaiada ao “informar” que 25 corpos já estavam prontos para serem identificados no IML.” Isso às 14h30min, quando nem haviam sido iniciados os trabalhos de remoção.
À tarde, já eram 23 os corpos avistados, a maioria nos dois últimos andares, de pessoas que provavelmente desmaiaram ou morreram intoxicadas pela fumaça. Outras foram encontradas perto das janelas ou na escada. Em apenas um andar havia corpos no meio do pavimento. Do elevador – onde, comentavam alguns, muitos tinham se refugiado – nada restava e nada foi encontrado.
O jornal Folha da Manhã retratou o que foi aquele dia seguinte.“Junto às cordas de isolamento os argumentos eram os mais diversos, todos com a mesma intenção: chegar mais perto do prédio. “Preciso pagar o imposto predial, posso passar?, é lá no décimo andar”, diz o rapaz ao brigadiano, que é irredutível: “O Sindicato está fechado”.
Um público bem menor, constituído basicamente de estudantes, tinha também pessoas moradoras da grande Porto Alegre, que vieram “ver o que aconteceu” bem de perto para depois contar às famílias e vizinhos. “É o tipo de gente que vai na tourada e torce pelo touro”, desabafou Ismael Rodrigues, executivo que estava fazendo um lanche na galeria A Nação.
Velhas senhoras aproximam-se dos cordões de isolamento, olham para cima, em direção ao prédio sinistrado e fazem caretas de horror e espanto, como se o fato estivesse ainda acontecendo, enquanto uma grande maioria é impassível e não sabe dizer, objetivamente, por que está ali.
Mão na boca, cigarros acesos, braços cruzados, como se protegessem alguma coisa, ali estão muitos estudantes, crianças e pessoas, mulheres em particular, que foram fazer compras no centro e aproveitaram para dar “uma espiada” na cena.
Quando alguém consegue furar o cordão de isolamento, através de qualquer argumento, as outras pessoas, as que continuarão atrás da corda, lançam-lhes um olhar misto de simpatia e inveja, pois afinal tiveram a “sorte” de assistir as coisas mais de perto.
Em sua maioria, são jovens. Muitos ofice-boys, mães e desocupados ficam satisfeitos pelo fato de fazer parte de tal espetáculo. Não é um público constante, todavia. Pelo contrário, há uma espécie de “rodízio” que possibilita a todos tomarem seu lugar junto à corda(...)”
Populares assistiam a tudo em silêncio, voltando o pescoço a cada translado. Um menino de uns 12 anos ultrapassou o cordão de isolamento e, assediado por um policial carrancudo, exclamou: “Que barato!” Agarrando-o pelo braço, o soldado respondeu: “É uma zorra mesmo, meu amiguinho, mas o teu lugar não é aqui”.
Calçando “gigantescas e negras luvas”, os bombeiros prosseguiam no trabalho de remoção, “a pior parte”. Duas vítimas, irreconhecíveis, estavam, por assim dizer, coladas: uma mulher que abraça e protege uma criança.No Instituto Médico Legal a tarefa de identificação é um penoso exercício de paciência e lógica, um trabalho “lento, mas o único possível”, conforme reconheceu um legista. Familiares, parentes, amigos e principalmente dentistas que tratavam das vítimas são convocados para tanto.Ao final do dia, 14 corpos já haviam sido identificados: Joaquim Brum Fernandes, 61 anos, e a esposa Ieda Marisa Furtado Fernandes, 44, residentes à rua Luciana de Abreu, em Porto Alegre. Os dois viviam de rendas e estavam almoçando no restaurante Terrasse.
José Wiest, 38 (ou 36) anos, o primeiro a ser identificado pelos legistas. Com queimaduras leves, foi reconhecido pelo cunhado. Era cozinheiro do restaurante havia cinco anos. Morreu pendurado em uma das janelas.Manoel Couto Carvalho, 81, e a esposa Olga Pacheco Carvalho, 79. Também estavam almoçando no Terrasse. Identificados pela arcada dentária.Teresinha Fonseca Precioso, 34 anos. Morava em Bagé e tinha vindo sozinha a Porto Alegre, a passeio. O marido, Aloisio, capitão do Exército, afirmou reconhecê-la por uma “melindrosa” com os nomes do casal e pelo fato de portar um anel de brilhantes e um relógio de ouro.Vera Lúcia Feijó Rodrigues, 25 anos, funcionária das Lojas Renner. Retardou-se no prédio, tentando salvar o dinheiro do caixa. Foi encontrada na escada, com diversas bolsas de colegas ao seu redor. Residia na Vila Medianeira, Viamão.Jaci Vieira D‘Avila, 47 anos. Trabalhava como cabeleireira da loja e residia ali perto, na rua Doutor Flores. Natural de Passo Fundo.Doly Teresinha Ballestrin, 47 anos. Também funcionária, morava na sua Silveiro, bairro Menino Deus, em Porto Alegre.Edmeo Lobo, 48 anos. Advogado, maçom. Trabalhava no consultório jurídico da Caixa Econômica Estadual há 20 anos. Almoçava na hora o incêndio.Germano Jonas, 67 anos. Gerente do restaurante Terrasse Renner. Nascido em Frankfurt, Alemanha, e naturalizado brasileiro.Fátima Elaine Castro Pinheiro, 18 anos. Funcionária da loja. Morava na rua Edgar Pires de Castro, Zona Sul de Porto Alegre.Luis Carlos Machado, 42 anos. “Maitre” do Terrasse há mais de 10 anos. Morreu porque se retardou muito, ajudando os clientes a se salvarem. Quando tentou sair, já era tarde. Identificado por uma ponte móvel na arcada dentária e por uma perfuração na perna direita.
À tarde de Quarta e durante todo o dia seguinte, centenas de pessoas concentraram-se na entrada do Instituto Médico Legal, na avenida Ipiranga, na tentativa de identificar parentes e amigos desaparecidos.Na maioria dos casos isso só era possível mediante o exame da arcada dentária – única parte do corpo humano que mantém suas características originais depois da carbonização – seguida pela conseguinte comparação com a ficha fornecida pelo dentista. Segundo explicaram os peritos, mesmo um anel de ouro derrete-se inteiramente quando exposto à altas temperaturas. Obturações, serviços de prótese, dentes ausentes ou em tratamento específico eram minuciosamente analisados.
Para evitar maiores tumultos o local foi isolado por policiais. Às 15h15min chegaram três carros fúnebres: homens e mulheres, em desespero, disputavam cada fiapo de informação.Consolado por um policial, Olinda Wiest, 41 anos, irmã de José Wiest, o cozinheiro, repetia: “Como meu irmão foi morrer? Não consigo suportar tudo isso”.
Chorando muito, Jani Borges tentava identificar o corpo de sua única filha mulher, de 23 anos, funcionária da loja e que tinha sido dada como desaparecida. “Como é que ela vai ser identificada? Minha filha era perfeita, parecia uma artista de cinema, tinha uma dentadura perfeita, nunca precisou de dentista. Agora isto, que sempre foi motivo de alegria para nós, vai dificultar o seu reconhecimento”, dizia ela.
O major Clóvis admitiu a dificuldade do trabalho de reconhecimento das vítimas: “Será praticamente impossível determinar o número total de mortos”.O farmacêutico Norberto Silva procurava sua esposa, Luisa Maria Moreira da Silva, de 28 anos, balconista do terceiro andar. Até às 18 horas, depois de preencher a ficha de identificação no Centro de Operações da Brigada Militar, ainda não havia ainda conseguido qualquer informação.Em igual estado, José Dili Cerqueira, 48 anos, buscava o filho José Francisco, de 26 anos, cozinheiro do restaurante Terrasse. Ele, pai, tinha vindo de Pelotas e caminhava desorientado pela capital: “Já procurei por aí tudo e nada”.
Mais intrigante era o caso vivido por João de Deus Carvalho, que veio do município de Santiago à procura de seu filho Rui, de 19 anos. Passados dois dias em Porto Alegre, ainda mantinha esperanças de que o rapaz não estivesse no edifício no horário do incêndio. Segundo alguns colegas, Rui estava no quinto andar quando o fogo começou. Outros disseram que não, que ele tinha saído à rua um pouco antes. Uma pessoa chegou a afirmar tê-lo visto caminhando na avenida Júlio de Castilhos, àquela tarde. Rui morava no bairro Petrópolis.“- Juro que vi meu filho caminhando transtornado por uma rua de Petrópolis. Ele não morreu no incêndio, outras pessoas também viram ele na hora do incêndio, fora do prédio. Eu vinha para cá (IML), hoje pela manhã, e na avenida Protásio Alves avistei meu filho. Ele tava de calça branca, camisa branca listrada de azul. Pedi para o taxista voltar, ele teve que fazer um retorno mais adiante. Quando voltamos, ele já não estava mais lá.”
Confuso e desesperado, João não sabia mais o que fazer. Para todos os efeitos a família já estava providenciado a ficha dentária.Cabisbaixa, olhos vermelhos, o rosto inchado, Vera Lúcia Palmeira era a imagem do desconsolo. Pudera: perdeu quatro parentes. Na tarde do incêndio, Vera estava na Praça XV quando viu a fumaça e a agitação das pessoas. Imediatamente correu até o edifício, onde trabalhavam uma tia e três primas suas. Uma delas, a balconista Sandra, tinha noivado não fazia muito.
O desencontro de informações era tanto que duas pessoas cujos nomes apareceram nas listas de mortos divulgados em meio ao burburinho do Instituto Médico Legal na realidade estavam bem vivas: o médico José Mariano Vieira Haensel e Fernando de Araújo Carvalho.O primeiro trabalhara no próprio Instituto, como voluntário na identificação das vítimas, e o segundo era neto do casal Manoel Couto Carvalho, de 81 anos, e Olga Pacheco de Carvalho, 79 – estes sim, vítimas do incêndio. Outras duas dadas como desaparecidas reapareceram pouco depois: um rapaz que viajou para Caxias e o outro que reapareceu sexta à tarde, na casa dos pais.
OS “PAPA-DEFUNTOS” - Em frente ao IML um novo personagem - para quem o cheiro da morte é perfume - dava agora o ar de sua graça: o agente funerário, facilmente identificável pela conversa animada, risos nem sempre discretos, piadas e olhares ansiosos em direção aos clientes em potencial. Um grupo de oito ou nove deles, representando as principais funerárias da cidade, tentava, um de cada vez, cabular a freguesia e fechar ali mesmo seus negócios.
A técnica de aproximação do “papa-defuntos” era quase sempre a mesma: a máscara facial contrita, gestos curtos e respeitosos, achegava-se a algum familiar, aquele que tem cara de quem vai pagar a conta – e fazia a proposta.“O senhor está procurando algum amigo, algum parente? Eu posso conseguir que o senhor entre no IML, eu conheço bem o pessoal de lá. Ah, leve este cartãozinho aqui... Na volta fale comigo, tá?”Quase sempre dava certo.
Por volta das 14h30min de quinta feira, horário em que muita gente se aglomerava junto aos cordões de isolamento, tais “corretores” pareciam insuficientes para atender a crescente clientela. Pela manhã boa parte deles empenhara-se em pescar clientes nas ante-salas dos hospitais, anotando nomes e endereços de quem havia falecido pela madrugada ou estivesse em estado muito grave. Mas era em frente ao IML – onde a categoria sempre gozou de boas relações – que os negócios realmente frutificavam. Um dos estratagemas – o de sugerir “que, a essas alturas, já estão faltando caixões” – influenciava os espíritos mais ingênuos: “Pai, vai logo lá na funerária porque o homem disse que se a gente não for depressa não consegue caixão”, disse uma senhora aflita ao marido. O casal procurava um filho, dado como desaparecido e ainda não identificado pelos legistas.
Ao sentir à aproximação de alguém estranho – em especial os repórteres – os agentes funerários mudavam de atitude e assumiam um imediato ar arredio que podia se tornar hostil em poucos segundos. Desviavam a conversa, emudeciam ou recusavam-se a dar nomes. Ou mesmo ameaçavam: “Se tu botar qualquer coisa contra nós aí no teu jornal, tu vai te arrepender, viu?”À tardinha – movimento fraco, negócios feitos - partiam rapidamente em suas inconfundíveis Kombis sem nenhum letreiro de identificação.
Até o final da quarta, 14 vítimas já haviam sido identificadas. Na quinta-feira, os bombeiros ainda prosseguiam no perigoso trabalho de remoção e de procura de corpos: um foi encontrado nesse dia.O comércio próximo ao edifício já havia fechado suas portas e os prédios da rede de lojas Imcosul e do Armazém Riograndense – abrasados pelo calor – foram declarados impróprios e condenados. Um forte cheiro de fumaça e de carne humana queimada que saía dos escombros atestava a existência de vítimas – ou parte delas – ainda não localizadas.Os técnicos do Instituto de Criminalística sequer haviam iniciado a perícia para determinar as causas do acidente e versões divergentes já vinham à tona – problema em um aparelho de ar condicionado, um curto-circuito – embora parecesse certo a localização do foco inicial, o pequeno depósito de tintas do terceiro pavimento.Carlos Guido, perito criminal, explicou didaticamente as linhas de raciocínio a serem seguidas para determinar a origem de qualquer sinistro desse gênero.
Primeiro, seria feito um vasculhamento de toda a área atingida e, em seguida, um exame de condensação de fuligem e enegrecimento das paredes capaz de denunciar a incubação inicial do fogo. Nesse caso é também de grande valia o boletim dos técnicos do Corpo de Bombeiros que, sempre que acontece um incêndio, vão ao local e registram em detalhes o seu desenvolvimento. Eles observam onde há maior incidência de chamas, a sua cor e a cor da fumaça emitida, estabelecendo assim a natureza dos objetos queimados. Outro item relevante é o exame da rede elétrica, de força e de iluminação (a rede elétrica das Lojas Renner havia sido trocada há cerca de dois anos e estava dentro dos padrões exigidos, informaram). A fiação, revisada, pode determinar o ponto exato onde ocorreu o curto-circuito – se é que ocorreu. Todo material considerado útil é recolhido aos laboratórios do Instituto, para detidos exames. Obviamente, isso tudo não é uma tarefa fácil, pois o fogo destrói elementos preciosos, sem falar nos danos causados pelo próprio trabalho dos bombeiros.
São três as causas de incêndio, explicou. A comum: combustão espontânea, determinada pela ação de bactérias, habitual em matas. A acidental: faíscas, eletricidade estática, pontas de cigarro acesos, tocos de vela esquecidos, fósforos jogados descuidadamente ao chão e também o clássico curto-circuito. A proposital: casos de piromania, vingança, para esconder crimes ou obter vantagens ilícitas, cobrar seguros etc. De certa forma, a causa proposital é a mais fácil de ser esclarecida pelas perícias, já que dificilmente existe o crime perfeito.
SÍNDROME DO PÂNICO - A estas alturas a cidade inteira mostrava-se absorvida e atônita pela tragédia. Porém, nas cercanias do local do incêndio, os lojistas, ariscos e nervosos com a súbita notoriedade, preferiam lamentar a interdição da área e a queda no movimento de clientes. O barulho infernal das máquinas revirando os escombros, o mau cheiro que emanava do interior do prédio e que persistiria nas próximas semanas, o irritante zum-zum das pessoas – o fantasma do sinistro, tudo isso estava bem vivo e presente.
(Passados quinze dias Maria Beatriz, funcionária de uma loja da Otávio Rocha, já não aguentava mais: “É um martírio ter de vir para o trabalho diariamente. Depois do incêndio não tive mais sossego, chego até a sonhar que o que restou do prédio está vindo abaixo”. Neusa, empregada do Café Haiti, nas proximidades, sofria com o barulho ininterrupto: “O barulho das máquinas começa pela manhã e vai até o final do dia. É tão forte que parece que vai arrebentar com os nervos da gente”).
Vivendo uma espécie de melancolia pós-traumática, os balconistas aproveitavam a ociosidade reinante para atender os jornalistas que fuçavam tudo e ouviam a todos, anotando às pressas impressões e medos daquelas privilegiadas fontes.Iara, 24 anos, funcionária de uma loja da Otávio Rocha, folgara na terça-feira e tinha sido poupada do espetáculo – quando soube, ficou traumatizada a ponto de não ter coragem de voltar para casa. Seu marido estava viajando e os dois, como diz, “também moram em uma gaiola”.
“Eu estava pensando em comprar um apartamento para mim. Queria um lugar para morar mas agora mudei de idéia, acho que vou comprar uma casa. Onde eu moro tem um extintor pequeno em cada andar, mas ninguém sabe mexer neles”. Faz uma pausa e acrescenta, como se falasse do mundo lá fora: “É tudo um absurdo, eles não pensam nunca na gente, só em vender, e quando acontece alguma tragédia ainda é que vão pensar. Porque antes ninguém pensa.”
O trânsito de veículos na área central da cidade desorganizou-se completamente (demorou uma semana para voltar à normalidade), apesar do apelo das autoridades para que os motoristas deixassem os carros em casa. Em vão.Nos dias seguintes, o que se viu foi uma loucura coletiva. Na auinta-feira a avenida Farrapos congestionou, a Mauá engarrafou e o Túnel Conceição transformou-se em uma neurastênica garagem coletiva. A Júlio de Castilhos, a Independência, a Osvaldo Aranha a avenida Protásio Alves eram intermináveis fileiras de carros.
Em sua edição de sexta-feira, 30, sob o título “Morbidez e Sadismo”, o jornal Zero Hora, em sua coluna “Informe Especial”, anotou:“Até ontem à noite uma multidão de curiosos continuava firme ao redor do prédio semidestruído das Lojas Renner, enquanto continuavam os trabalhos de localização e remoção das vítimas. Insensíveis aos apelos das autoridades e mesmo ao perigo representado pela possibilidade de um desabamento, centenas de pessoas ali continuavam, atrapalhando o trânsito e o deslocamento de gente que, por força do trabalho, teria obrigações a cumprir naquela área. Move-as a morbidez e o sadismo, os mesmos sentimentos baixos que fizeram com que muita gente, aos gritos, mandasse saltar as pessoas que apareceram às janelas da galeria Malcon, quando apareceu fumaça no prédio. E mais: diversas pessoas estiveram no IML a pretexto de identificar supostos parentes e amigos, apenas para olharem os restos mortais das vítimas. Triste, mas verdadeiro.”(Uma loja de material fotográfico da praça Otávio Rocha foi mais além e colocou à venda em sua vitrine uma série de instantâneos do incêndio, como se o prédio queimado fosse uma espécie de sinistro cartão-postal da cidade)
O jornal referia-se a um falso alarma de incêndio que causou pânico na Galeria Malcon, na rua dos Andradas. No meio da tarde de quarta-feira alguns rolos de fumaça começaram a sair pelas janelas de um dos andares superiores do edifício. À simples menção da palavra “fogo” uma multidão apavorada precipitou-se para a rua enquanto outros penduravam-se nas janelas, aos gritos – a mesma reação irracional de 24 horas antes. Desta vez boa parte da assistência – talvez por expresso sadismo ou então querendo manifestar sua reprovação a histerias inúteis – torcia declaradamente pelo touro. Muitos gritavam “pula! Pula!”
Minutos depois, com a chegada dos bombeiros, o circo foi desmontado. O incêndio, na realidade, resumia-se a um lixo que pegara fogo. O fogo estava em toda a parte – real ou imaginário.
Em São Paulo, onde a tragédia também repercutira intensamente, no dia da tragédia, uma doméstica pulou do décimo primeiro andar de um prédio vizinho ao de uma fábrica de tintas que estava incendiando no bairro de Cambuci. Ela não corria nenhum risco real de vida e imolou-se estupidamente.Na tarde de Quinta, em Alvorada, na região metropolitana, uma casa de três peças virou cinzas. Os moradores – um casal e três filhos – tinham saído um pouco antes e ninguém ficou ferido. Segundo um vizinho, um escapamento de gás foi a causal.Em Porto Alegre, um pensionato feminino que funcionava na rua Riachuelo pegou fogo: desta vez o incêndio era real, obrigando mais de 50 mulheres a fugirem às pressas em trajes de dormir. Entre elas estava Maria Helena – aquela que havia escapado do incêndio da Renner e que disse não ter condições psicológicas para enfrentar tal drama novamente. Muitas moças, driblando o frio e a fome, sem dinheiro e sem ter para onde ir, passaram a noite no salão ao lado, cedido pelo Sindicato dos Metalúrgicos. O fogo – presumiu-se – havia sido provocado por um ferro elétrico esquecido em uma tomada. Por sorte ninguém se feriu gravemente. O major Clóvis – com marcadas olheiras e um aparência de profundo cansaço – comandou pessoalmente a operação.Um pouco antes, no térreo do edifício Continental, na avenida Borges de Medeiros, a principal artéria do centro da cidade, aconteceu um princípio de incêndio logo debelado pelos soldados, possivelmente causado por alguém que jogou um fósforo ou um cigarro aceso no poço de energia. No local funcionava uma loja de calçados e o cinema Lido – em sessão naquele horário. Mas não houve tumulto.Na Sexta-feira à tarde, na rua Itaboraí, no bairro Jardim Botânico, populares avistaram fumaça saindo das janelas do sexto pavimento de um prédio com cerca de 300 moradores. Dona Porfíria estava chegando em casa e surpreendeu-se com o alvoroço da vizinhança. Informada de que a fumaça vinha do seu apartamento, exclamou:- Meu Deus, o pão está queimando!
Ela estava fazendo pão no forno a gás e, distraída, saiu à rua. Os bombeiros – que já estavam escalando o oitavo andar- recolheram as escadas.
Na segunda-feira um curto-circuito em uma máquina de costura assustou mais de 50 funcionárias e clientes de uma loja de modas na rua Marechal Floriano e provocou frisson no comércio em volta. A chave-geral da energia foi desligada e a calma restabelecida.
Na terça-feira outro curto-circuito, desta vez em uma agência do banco Bradesco da avenida Assis Brasil, causou corre-corre e gritaria. Minutos antes, na vizinha Caixa Econômica Estadual, alguém acionou o alarma geral, assustando mais de 30 funcionários e alguns clientes – eles não sabiam se era assalto ou incêndio.
Na quarta os bombeiros correram para a rua Santana – o fogo estava se alastrando em um prédio de 18 apartamentos – e encontraram lá um morador que dormia com o cigarro aceso.Na quinta, na rua Leopoldo de Freitas, bairro Passo da Areia, uma mulher jogou-se do segundo andar depois que um “espiriteira” pegou fogo e atingiu a sua empregada doméstica. As duas foram encaminhadas ao Pronto Socorro – a doméstica com algumas queimaduras e a patroa em estado grave.
Enquanto isso alguns vigaristas aproveitavam o momento para a práticas de golpes manjados. Na sexta-feira soldados da Brigada Militar prenderam dois homens que se faziam passar por bombeiros. Eles visitavam o comércio, pedindo dinheiro para “restaurar” a corporação.Nas semanas seguintes o Estado, o Brasil e, por extensão, o Mundo, pareciam regidos pelo elemento fogo – ao menos nos noticiários da imprensa, que destacava com lentes de lupa tudo que cheirasse a queimado: um incêndio destruiu um depósito no bairro Navegantes e um pavilhão de um clube de futebol de São Borja (a cidade não tinha Corpo de Bombeiros e as chamas foram apagadas a base de baldes de água); em Caxias do Sul uma fábrica de acordeões pegou fogo e em Paso de Los Libres, na Argentina, fronteira com o Brasil, uma farmácia só livrou-se graças ao auxílio dos hermanos brasileiros do outro lado da ponte. Um curtume de Sapucaia do Sul escapou por pouco da destruição total e um incêndio numa das balanças do terminal graneleiro da Cooperativa Tritíticola Ijuí, Cotrijuí, em Rio Grande, deixou sete operários feridos – quatro em estado gravíssimo. Na costa da Espanha um grande navio petroleiro ardeu em chamas.Bem antes disso, na sexta-feira, 30 de abril, o jornalista e escritor Sérgio Jockymann escreveu em sua coluna diária na Folha da Tarde: “Pois há três dias que Porto Alegre tem pelo menos um milhão de peritos em prevenção de incêndio”. Para ele, “o milagroso, o extraordinário, o espantoso é que essas calamidades só aconteçam de vez em quando. O normal seria que tivéssemos uma tragédia por dia.” Em Zero Hora, o humorista Carlos Nobre não perdeu o trocadilho: “As discussões dos políticos para tomar medidas contra incêndios servem apenas para botar mais lenha na fogueira”.Um mês depois a Folha da Manhã observaria: “Uma espécie de histeria coletiva vem envolvendo os habitantes de Porto Alegre”. Nesse período, a mera menção da palavra “fogo” bastava para estrilar os telefones do Corpo de Bombeiros.
A população – antes adormecida e quase insensível ao perigo – via agora um Joelma e um Renner em cada prédio. Pessoas evitavam tomar elevadores, síndicos faziam reuniões extraordinárias para discutir medidas de segurança, instalações elétricas eram vistoriadas de cabo a rabo, fumantes eram denunciados como incendiários em potencial e corretores de seguros – mais desembaraçados e seguros do que nunca – festejavam a boa fase em seus negócios. Vivia-se a era de Mercúrio.Mercuriais e igualmente candentes eram os debates e as cobranças. Todos concordavam em um ponto: a tragédia poderia ser evitada, embora ninguém assumisse a culpa e dela, na realidade, todos saíssem chamuscados.“Aproximadamente 50% dos prédios de Porto Alegre poderão oferecer cenas tão ou mais dramáticas que as da Renner”, declarou o técnico Cláudio Hansen, integrante da Comissão de Estudos e Prevenção de Incêndio da Prefeitura. Mais original, o secretário municipal de Obras e Viação, Jorge Englert, afirmou que “janelas não são fundamentais” em casos de incêndio e enumerou algumas vantagens dos edifícios “gaiolas”: economia de ar condicionado e, em caso de fogo, seu abafamento, pois “não há alimentação de oxigênio: “O importante são as saídas especiais e isoladas”. E acrescentou que no caso do proprietário recusar-se a cumprir a lei, a Prefeitura não teria como obrigá-lo a isso. Já o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Rio Grande do Sul, Mário Maestri, concordou com a exigência de normas mais rígidas, “mas não levadas a extremos”.A imprensa variava de tom. Enquanto o Correio do Povo apressou-se a elogiar o que chamou de “esquema perfeito” de socorro e atendimento às vítimas (“digno de aplausos em todo o sentido foi a ação imediata do Corpo de Bombeiros e todas as autoridades de qualquer nível”) a Folha da Manhã ressaltou que, no dia da tragédia, “a cidade, de um modo geral, não funcionou”.
No item prevenção os principais órgãos evitaram críticas diretas à direção das lojas Renner, algo explicável pelo grande volume de anúncios que a empresa – um dos orgulhos empresariais do Rio Grande do Sul - carreava para seus departamentos comerciais.
EM CAXIAS DO SUL, 21 HIDRANTES - O grupo Renner – um símbolo de operosidade e da solidez empresarial gaúcha - nasceu a 2 de janeiro de 1912, quando Antonio Jacob Renner (Alto Feliz, 1884-1966), neto de imigrantes alemães, fundou uma modesta indústria de fiação e tecelagem na cidade de São Sebastião do Caí, a 70 quilômetros da Capital.
A principio a empresa destacou-se pelo pioneirismo na fabricação de capas de chuva impermeáveis, as quais – por sua qualidade e resitência - se tornaram famosas em todo o Estado. Em 1914 a indústria chegou a Porto Alegre.
Vinte anos depois estava produzindo roupas, comercializadas em mais de 5 mil pontos de venda em todo o Brasil, além de calçados de couro, máquinas de costura, resinas e tintas para construções. Em 1922 nascia as Lojas Renner. No final da década de trinta o grupo, com mais de 2 mil funcionários, já era um dos principais empregadores do Estado e, mais tarde, nome de um clube de futebol, campeão gaúcho de 1954, o primeiro a superar a dupla Grenal e no qual jogava o craque Enio Andrade. No início dos anos setenta as Lojas conquistavam o primeiro lugar entre as redes de magazines do Estado, investindo pesadamente em anúncios publicitários.
Em abril de 1976 havia, no entanto, uma conjuntura de mercado extremamente benéfica para o público leitor: a existência de cinco diários de circulação em bancas, pertencentes a três grupos econômicos diferentes – Caldas Júnior, Rede Brasil Sul e Diários Associados – competindo entre si e contando com uma tarimbada equipe de profissionais. Como era usual naquele tempo – e também pela necessidade de resguardo em um período de fortes pressões governamentais – as matérias não eram assinadas e raras fotos recebiam o crédito de seu autor. De qualquer modo, a cobertura do incêndio das Lojas Renner foi, nas circunstâncias possíveis, um bom momento da imprensa gaúcha.
Já no dia posterior à tragédia todos os correspondentes foram mobilizados para checar as condições de segurança contra fogo nas principais cidades do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.
De Caxias do Sul, Pelotas, Santa Maria, Rio Grande, Passo Fundo, Novo Hamburgo, Lages, Florianópolis – emergiam as mesmas constatações: em todos os casos, sem exceção, o que acontecera em Porto Alegre apenas mudaria de data, nome e endereço. Em Caxias do Sul só existiam 21 hidrantes para uma população de 180 mil habitantes e mais de uma centena de edifícios. Uma pesquisa feita por uma emissora de rádio local descobriu que apenas dois em cada quinze caxienses sabiam utilizar um extintor.
Nesse contexto, em Caxias, pontificava uma honrosa exceção: com seus 17 andares, a recém inaugurada agência do Banco do Brasil dispunha de um moderno sistema de segurança contra fogo: duas saídas de emergência, paredes externas feitas de concreto em vez de tijolos, paredes internas sem a presença de material inflamável ou combustível, amplas janelas de vidro e alumínio e um moderníssimo mecanismo de evacuação estilo “tobogã”. Em caso de incêndio podia-se soltar um tubo de lona desde o alto até o chão e escorregando por ele desceriam as pessoas. Dois elevadores – ou “jaús” – presos em trilhos nas paredes externas e capazes de parar em qualquer ponto do prédio serviriam como opções de fuga.Ainda assim restavam duas perguntas: quem sabia disso tudo e quem estava treinado para uma situação de emergência?Por outro lado, não havia surpresas quanto à precariedade das corporações especializadas. Em nenhum – absolutamente nenhum – município gaúcho eram oferecidas aos bombeiros condições operacionais sequer razoáveis. Nem mesmo a Câmara Municipal de Porto Alegre ou a Assembléia Legislativa do Estado, com 12 andares, mostravam-se de acordo com os padrões de segurança. Na região metropolitana um caso chamava a atenção: a cidade de Viamão, colada à Capital e com quase 100 mil habitantes, não apenas dependia inteiramente da ação dos soldados como nem mesmo dispunha de uma só linha telefônica para comunicar uma ocorrência urgente.
De um modo geral, assim era o Brasil de Norte a Sul. Sob o título “Trágica ratoeira humana” a revista Veja que circulou no dia 5 de maio tentava, sem êxito, achar uma exceção.São Paulo, Belo Horizonte, Recife, Salvador, Rio de Janeiro – o Brasil pouco aprendera com a tragédia do Joelma e a população dos grandes e médios centros estava entregue às mãos do Destino”. Disse a revista: “Em Teresina, por exemplo, a precariedade da corporação chegou a provocar episódios ridículos, como no início do ano passado, quando uma turma de salvamento foi estrondosamente vaiada ao descer de um táxi e sem levar qualquer instrumento ou ferramenta capaz de apagar o fogo que destruía uma simples residência, no centro da cidade. “O Corpo de Bombeiros aqui não existe”, afirmou o comandante da Polícia Militar(...)”
No entanto, o incêndio da Renner – uma das muitas tragédias na pródiga safra da década de setenta – deixara suas marcas e alguma coisa precisava ser feita para satisfazer a opinião pública.Nas semanas seguintes a Prefeitura de Porto Alegre mobilizou o seu departamento de Fiscalização a fim de verificar as condições dos edifícios da cidade, e muitas portas lacradas que impediam a ligação entre um andar e outro foram derrubadas a golpes de marretas sob o aprovativo olhar dos moradores.No dia 14 de maio o prefeito Guilherme Socias Villela enviou projeto-de-lei à Câmara propondo a doação de uma área de mais de 6 mil metros quadrados, no bairro Praia de Belas, para a instalação da nova Estação Central do Corpo de Bombeiros. Ao mesmo tempo foi dado início a uma campanha comunitária com o objetivo de dotar a capital de uma eficiente rede de hidrantes – existiam cerca de 500 em toda a cidade quando as necessidades mínimas exigiam 5 mil. Sob o argumento de que a municipalidade não dispunha de recursos para fazer frente a tal volume de despesas, Vilela apelou para a colaboração dos empresários, que poderiam “adotar” quantos hidrantes quisessem.
Na segunda-feira o governador Guazzelli reuniu-se com o alto comando da Brigada Militar e prometeu, solenemente: “Não vou regatear recursos, tudo o que o nosso corpo de bombeiros precisar para ser reequipado eu vou dar”. E informou que uma velha reivindicação – a construção de mais três novos quartéis (além dos cinco já existentes) na capital – seria concretizada ainda em seu Governo.Na esfera municipal, uma nova lei seria em breve votada e aprovada por unanimidade – desta vez para ser realmente cumprida: a instalação obrigatória de extintores de incêndio em todos os prédios. Discutia-se, ainda, a obrigatoriedade dos chuveiros automáticos – os “sprinklers” – nos edifícios com mais de 20 metros de altura.Dois dias depois da tragédia todas as filiais das Lojas Renner reabriram normalmente. Representantes da empresa já haviam percorrido os hospitais da cidade, tentando encontrar seus funcionários com vistas a determinar o número exato de desaparecidos, embora o cálculo final somente fosse possível na sexta ou no sábado, quando os últimos se reapresentariam para receber seus salários do mês de abril.
A equipe que trabalhava no edifício incendiado foi remanejada para as demais filiais, incluindo Pelotas e Novo Hamburgo. A sede provisória, no bairro Passo da Areia, foi adaptada às pressas para a nova função, e um grupo de secretárias recebeu a dolorosa incumbência de prestar informações a respeito dos mortos e desaparecidos. A cada toque do telefone seguiam-se embaraçosas explicações, permeadas de silêncios emocionados e lágrimas nem sempre furtivas.- Sentimos muito, meu senhor, mas esse nome está na lista do Instituto Médico Legal e o senhor deve se dirigir para lá – dizia uma secretária de plantão, esforçando-se para manter um tom de normalidade.
Clientes acostumados a comprar com determinado funcionário queriam saber desta ou daquela pessoa, se estava bem ou se estava na relação das vítimas fatais ou dos desaparecidos.Nas semanas seguintes a Renner veiculou uma série de anúncios institucionais com depoimentos de antigos clientes que externavam seu apreço e carinho pela empresa.
O CIRCO PEGA FOGO - Em Porto Alegre, naquele abril de 1976, restava a viva lembrança do que acontecera ao edifício Joelma, um prédio de 25 andares da avenida 9 de Julho, no coração de São Paulo, talados pelas chamas na manhã de primeiro de fevereiro de 1974, com um saldo oficial de 188 mortos e mais de 300 feridos. O horror daquelas imagens calou fundo nos porto-alegrenses que, um mês antes, haviam acompanhado o drama das Lojas Americanas.
O Joelma foi, de longe, o caso mais famoso, talvez porque tenha sido filmado e fotografado minuto a minuto.
Isso porém não foi possível na tarde de domingo, 17 de dezembro de 1961, em Niterói, Rio de Janeiro. Àquela hora, uma multidão calculada entre 2 e 3 mil pessoas – metade das quais eram crianças - assistia à apresentação final dos trapezistas do Gran Circus Norte Americano quando o toldo de lona pegou fogo e, em menos de três minutos, deixou mais de duzentos mortos, a maioria pisoteados. Outros cento e tantos morreram nos dias seguintes nos hospitais de Niterói e do Rio de Janeiro. Os cálculos, contudo, finais falaram em 600 feridos e 323 vítimas fatais.
A tragédia chocou o mundo. Estados Unidos, Inglaterra, França, Alemanha, Argentina ofereceram ajuda às autoridades brasileiras. Os Estados Unidos enviaram uma remessa de plasma sanguíneo e medicamentos. Um avião da Força Aérea Argentina trouxe médicos e especialistas do Instituto de Queimados de Buenos Aires. Todos os cirurgiões plásticos da Guanabara – inclusive o doutor Pitanguy, que ainda não despontaram para a notoriedade mundial - foram convocados a trabalhar e estabeleceu-se uma ponte marítima entre Rio e Niterói para o transporte de feridos e toneladas de medicamentos, e outra ponte aérea entre São Paulo e o Rio.
O Rio Grande do Sul, por sua vez, coletou e enviou em um avião da FAB 50 litros de plasma sanguíneo. A secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro proibiu a venda de bebidas alcoólicas por três dias e o presidente João Goulart foi pessoalmente visitar os feridos nos hospitais. Em um emocionado apelo nos rádios e na tevê, o palhaço Carequinha pediu mais doações de sangue. O incêndio do Circo em Niterói viria a ser a maior tragédia no gênero registrada em todo o mundo.O mais chocante se revelaria nos dias seguintes, quando comprovou-se o seu caráter criminoso. Surgiu então o “monstro de Niterói” – “Dequinha”, um favelado carioca, preso inúmeras vezes por furto e “vadiagem”. Conforme confessou, havia ateado fogo no circo para se vingar de um tratador de elefantes que o esbofeteara, e também para saquear as vítimas mortas: feita a combinação sinistra, um cúmplice seu jogou gasolina na lona – síntético feito a base de derivados de petróleo – e Dequinha riscou o fósforo.
No dia seguinte, absolutamente tranquilo, o incendiário vendeu alguns litros de sangue nos hospitais do Rio e foi preso somente depois que a sua companheira de barraco comentou o fato com alguns vizinhos e estes, chocados, procuraram a polícia. Para não ser linchado, o “monstro de Niterói” foi recolhido à Fortaleza de Santa Cruz, sob a guarda de soldados do Exército.
Até então, no Brasil, o maior flagelo desse tipo datava de 14 de junho de 1953, quando centenas de pessoas, a maioria “gente de cor” e “empregadinhas domésticas”, na expressão da revista O Cruzeiro – divertiam-se ao ritmo dos sambas em um baile popular em homenagem a Santo Antonio, o santo dos casamenteiros.
Instalado na parte de cima de um velho sobrado, o Clube 28 de Setembro - rua Florêncio de Abreu, centro de São Paulo – contava com um único acesso, uma escada de madeira que rangia ao peso de poucas pessoas. Embaixo, funcionava uma loja de tecidos.Poucos perceberam o calor estranho que vinha do assoalho até que, aos 25 minutos da madrugada, rolos de fumaça invadiram o salão fazendo com que uma verdadeira onda humana se projetasse em direção à escada. Em poucos minutos muitos corpos, caídos ao chão, foram sendo esmagados, enquanto outras pessoas atiravam-se das janelas. No final de tudo contabilizou-se 53 mortos, incluindo um bombeiro. Poucos estavam carbonizados – o pânico incontrolável é que os matou.Nas duas década seguintes o fogo retornaria às páginas da imprensa. No Rio, o da boate Vogue, em 14 de agosto de 1955, com cinco mortos e cinquenta feridos; o do Edifício Astória, também com cinco mortos, em junho de 1963; o da Favela da Praia do Pinto, que destruiu 800 barracos, feriu 32 e deixou 5 mil desabrigados. E, em São Paulo, o de São Bernardo do Campo, em dezembro de 1970, com 14 operários mortos e mais de 100 feridos, seguido do edifício Andraus, em 24 de fevereiro de 1972, com 17 mortos, quase 400 feridos e seis horas de duração.
Mas é do Joelma que os brasileiros lembram. O edifício da avenida 9 de Julho, quase no coração de São Paulo, fora concluído há apenas dois anos e nele estavam instalados a sede e os escritórios da financeira Crefisul. Seus 25 andares, revestidos internamente com lambris, cortinas e muitas divisões de madeira, além de incontáveis aparelhos de ar condicionado que sobrecarregavam a rede elétrica; seu telhado de placas de cimento e amianto térmico e uma grande caixa dágua que não permitia o pouso de helicópteros - tudo isso, somado, formava o sonhado cenário para uma grande tragédia.
E ela começou, efetivamente, quando faltavam 15 minutos para as 9 horas da manhã de Sexta-feira, primeiro de fevereiro, no décimo segundo andar. Em 20 minutos o fogo chegava ao topo, tempo que os bombeiros, driblando o caótico trânsito de São Paulo, levaram para chegar ao local com suas três escadas Magirus que atingiam o limite máximo de 45 metros. Um helicóptero da Operação Para-Sar – o único apropriado para a situação - conseguiu manter-se imóvel a poucos centímetros do teto e salvou muitas vidas. Pelo menos vinte pessoas já haviam se jogado pelas janelas. Somente uma hora e meia depois do início do fogo é que o primeiro bombeiro conseguiu saltar no alto do prédio para dar início ao resgate. Dezenas de soldados e oficiais – dos 450 que participaram da operação - arriscaram a vida rodopiando na cordas e escalando andar por andar. Carros-pipa trouxeram água de uma distância de até 30 quilômetros – os hidrantes, para variar, eram insuficientes. Às 16h15min, quando as últimas chamas foram debeladas, cerca de 500 mil paulistanos tinham assistido ao vivo o drama.
A causa, presume-se, originou-se de problemas em um ar condicionado – costumeiro vilão de tais episódios. E talvez pudesse ser combatida a tempo – e quem sabe debelada - se os ocupantes do prédio soubessem manejar os equipamentos anti-incêndio instalados em cada andar. Os próprios bombeiros testemunharam: os extintores e as mangueiras estavam intactos em seus lugares.
O FOGO NAS LOJAS AMERICANAS - Até 1976 Porto Alegre já havia sentido na carne o efeito de pelos menos dois sinistros e não precisava mirar-se no exemplo do Andraus ou do Joelma para extrair lições e adotar medidas de prevenção.
Na tarde de segunda-feira, 3 de maio de 1971, ao aproximar-se as festas de São João, a cidade foi sacudida pela explosão do depósito de Fogos de Artifício Fulgor, na rua João Inácio, 150. A chamada “tragédia do Quarto Distrito”, zona operária e fabril, matou pelo menos oito pessoas – alguns jornais falaram em dezesseis – demoliu quatro prédios e vários carros, quebrou os vidros da Quarta Delegacia de Polícia e causou danos consideráveis em um raio de 2 mil metros. A vibração foi sentida até mesmo em alguns edifícios do centro. Segundo testemunhas, “parecia que haviam jogado um bomba atômica ali”. Um cogumelo de fumaça elevou-se contra o céu, onde, coincidentemente, naquele momento passava um avião a hélice – muitos moradores imaginaram que ele havia caído e explodido contra o solo.
Mais de cinquenta repórteres acorreram ao local e constataram um “cenário de filme de guerra”. Um deles, transmitindo ao vivo pela tevê, comentou: “Isso não é o Vietnã, é Porto Alegre em 197l”.
Cerca de sessenta feridos foram conduzidos aos hospitais da cidade. Sobre a ponte do rio Guaíba, a centenas de metros, recolheu-se pedaços de um homem. Não tardou a ser apurado que a fábrica de artifícios – na verdade um tosco armazém de dois pisos, concentrando não só foguetes e bombinhas de traque – estava abarrotada de explosivos a base de pólvora, em desobediência ao Plano Diretor do município que proibia tal atividade naquela área.
A tragédia, de fato, fora anteriormente sinalizada: o depósito já havia sofrido duas explosões menores e não dispunha da mínima segurança. Mas nada fora feito pelas autoridades.Entre as hipóteses aventadas como causa, a primeira dizia respeito a um caminhão carregado que teria tocado um fio de energia elétrica na rua e originado um curto-circuito na rede. Nunca se soube e provavelmente jamais se saberá de coisa alguma: o inquérito a respeito nunca foi divulgado. Em 1971 tais fatos não precisavam ser respondidos ou explicados.
Dois anos e meio depois da explosão da Fulgor e um mês antes do Joelma – a 29 de dezembro de 1973, um sábado - uma pequena festa de final de ano dos funcionários das Lojas Americanas, rede de magazines com filiais espalhadas por todo o Brasil, transformou-se em uma tragédia que estragou o reveillon de muitos gaúchos. E aconteceu também em um edifício do centro da cidade – desta vez na rua da Praia, quase esquina com avenida Borges de Medeiros, a hoje “Esquina Democrática” – e só não causou mais vítimas porque não havia movimento de clientes e, dos 300 funcionários da loja, não mais do que quinze estavam no interior do prédio àquele horário. Assim como o edifício Renner, o prédio era uma “jaula”, com apenas duas saídas para ruas diferentes e quase todas as janelas vedadas por grades.
O fogo iniciou alguns minutos antes das quatro horas da tarde, denunciado pela fumaça que vinha do painel de eletricidade da sobreloja. Das seis funcionárias que estavam no andar acima, uma jogou-se sobre a marquise e as demais trancaram-se no banheiro, gritando por socorro.Os bombeiros chegaram em 20 minutos – sem escadas, sem máscaras contra gases e com um dos carros sem água. Água que também faltou nos hidrantes – ou melhor, faltaram os hidrantes, que haviam sido retirados por força das muitas obras municipais que, em tal época, rapidamente iam cobrindo a cidade com um tapete de asfalto e concreto.
Assim, cerca de 100 mil litros precisaram ser bombeados do lago Guaíba, a meio quilômetro de distância. Mais tarde, na ritualística oficial das explicações, chegou-se a alegar que a água tratada estava muito cara e que era preciso economizar.Os bombeiros defenderam-se, pedindo maior fiscalização da prefeitura e garantindo que, neste caso, não lhes foram passadas as informações mínimas necessárias. Sequer lhes disseram que haviam gente no prédio, lembrou o comandante.
Fosse como fosse, entre as perdas e os danos estavam as cinco moças asfixiadas pela fumaça, das quais uma apresentava profundos cortes no pescoço, prova de que teria desmaiado ao tentar passar por uma das pequenas janelas basculantes – o mesmo caso de Germano Jonas. Como de praxe, abriu-se um inquérito policial que, para a surpresa de ninguém, nunca veio à luz.Comandando as investigações estava um velho conhecido da imprensa: o delegado Geraldo Ivo Gaston, o mesmo da explosão da Fulgor e o mesmo que dali a dois anos e meio iria cuidar do inquérito das Lojas Renner.
A IMPLOSÃO - Na manhã de 30 de maio, um domingo frio e chuvoso, o que havia restado da sede das Lojas Renner foi visto pela última vez por cerca de 200 curiosos que se comprimiam atrás do cordão de isolamento para assistir o derradeiro ato de tudo, o “gran finale”.
Mais de 90 quilos de explosivos tinham sido estrategicamente colocados em pontos sensíveis do prédio que, em poucos segundos, ruiria de “fora para dentro”, uma explosão peculiar, quase asséptica, sem riscos para a vizinhança e inédita no Rio Grande do Sul, garantiam técnicos e autoridades.
A implosão – neologismo cunhado a partir da bem sucedida experiência pioneira com o edifício Mendes Caldeira (30 andares), em São Paulo, por si só já era um espetáculo.Para aqueles que haviam assistido às imagens na tevê, o efeito lembrava a explosão de uma bomba atômica. Durante semanas, os técnicos da empresa contratada haviam planejado cuidadosamente a operação, anunciada ao público semanas antes, sempre envolta em um certo mistério e, até alguns dias antes, indefinida quanto ao dia e à hora. O nervosismo geral era visível: nada poderia dar errado.
Dezenas de repórteres, cinegrafistas (a tevê transmitiria ao vivo) e fotógrafos colocaram-se a postos desde o início da manhã: às seis horas, a área em volta foi isolada por soldados da Brigada Militar e, em seguida, foi feita a verificação dos prédios vizinhos, evacuados na noite anterior. Era a terceira vez que se fazia uma implosão no Brasil e a primeira em que se contratava uma empresa nacional – a Triton S.A., de São Paulo.
Segundo o engenheiro responsável, Hugo Takahashi, 365 bananas de tritonita – variante da dinamite, ou TNT – a maioria dispostos nos três primeiros pavimentos, em cartuchos espalhados em pequenos orifícios, dariam cabo da resistência das fortes estruturas construídas havia quase meio século.Três minutos antes da implosão um carro dos bombeiros fez soar a sirene, sinalizando o início da contagem regressiva. Eram exatamente 8 horas e 51 minutos quando o engenheiro acionou o detonador. Ouviu-se então um barulho surdo (90 decibéis), seguido de uma grande nuvem de poeira branca que envolveu toda a praça Otávio Rocha. Pedaços de pedras voaram a uma distância de até 30 metros. Vidraças dos prédios vizinhos rebentaram com a vibração. Do início ao fim, quando todo o prédio ruiu sobre sua própria base, passaram-se apenas seis segundos.
Assim que se dissipou a nuvem de poeira foi-se também a carga de tensão humana e os funcionários da empresa, tentando disfarçar o nervosismo, começaram a conversar animadamente com os repórteres e as autoridades. Hugo Takahashi comentou, satisfeito: “A implosão foi perfeita”. O major Clóvis repetiu a expressão e o secretário Jorge Englert foi ainda mais ufanista: “Isso é uma prova do adianto da engenharia brasileira”.Já o público – ansioso, à espera de um grandioso espetáculo – não mostrava-se muito satisfeito com o que vira, ou não vira. Empunhando um guarda chuva, envolto dos pés à cabeça em agasalhos contra o frio do final de maio, um homem queixava-se, decepcionado: “Não deu pra ver nada, só a nuvem de poeira”.
A destruição do prédio punha um termo final à busca pelos restos dos desaparecidos que supunha-se ainda estarem sob os monturos. Destes, três trabalhavam na própria loja e os demais eram pessoas que saíram de casa dizendo que iriam fazer compras na Renner e nunca mais voltaram.
Familiares e amigos vinham tentando, sem sucesso, adiar a implosão – eram, contudo, vozes fracas e anônimas demais para serem ouvidas.
Na noite do dia 15, Sábado, uma equipe de médicos, odontologistas, legistas e peritos conseguiu identificar mais três corpos: Luisa Rodrigues Fernandes, 30 anos, Shirles Chaves, 39, e José Francisco Nunes Cerqueira. Eles foram encontrados por volta das 14 horas, por um equipe de funcionários da Triton que fazia a remoção dos escombros. Estavam vestidos e não portavam documentos. “Com certeza não há mais nenhum aqui”, declarou um dos técnicos, em tom definitivo.Captada a senha, as autoridades municipais sentiram-se à vontade para proclamar que o período de resgate dos corpos estava definitivamente encerrado e o empenho para encontrar aqueles que constavam na lista dos desaparecidos cedeu lugar aos preparativos técnicos que antecediam a implosão.
Não obstante, nesse meio tempo os operários comentavam coisas que logo ganhavam às ruas e respingavam nas redações dos jornais. Sabia-se que a quilômetros dali, em um conjunto de barracos da Vila Farrapos, na Zona Norte da cidade, algumas crianças maltrapilhas habituadas a brincar com o lixo haviam encontrado coisas estranhas, mal-cheirosas e desagradáveis em um terreno baldio. Porém as caçambas prosseguiam despejando peças de roupas, máquinas e tecidos quase intactos – o espólio do grande empório Renner.No dia seguinte à implosão, uma segunda-feira fria que já anunciava o cinzento inverno gaúcho, seu João de Deus Carvalho, pai de Rui, o rapaz de 19 anos que alguns disseram ter visto caminhando pelas ruas de Porto Alegre na tarde do incêndio, arrumou suas malas e preparou-se para voltar à cidade de Santiago. Durante um mês ele vivera o pesadelo da dúvida, o exasperante drama de percorrer hospitais, albergues e delegacias à procura de uma figura intangível que vira, mas não vira. Por fim, esgotados todos os recursos, nada mais havia a fazer: o próprio cenário da tragédia, o edifício de dez andares no centro da cidade sumira do mapa para mais tarde dar lugar à uma moderna construção com amplas janelas envidraçadas – o novo prédio das Lojas Renner, tão ou mais imponente do que o anterior. E, presume-se, bem mais seguro.
Um dos maiores incêndios em vítimas fatais registrado no Brasil, o sinistro das Lojas Renner matou oficialmente 28 pessoas e deixou 14 outras desaparecidas – desaparecidos estes que nunca mais apareceram. O laudo técnico não esclareceu a possível causa.

Concurso público na prefeitura de Parobé

A Prefeitura Municipal de Parobé (RS) realiza concurso público para prencher 161 vagas de todos os níveis de escolaridade. O salário oferecido varia de 415,79 a R$ 2.314,35. As oportunidades de nível superior são advogado (1 vaga), assistente social (1), biólogo (1), contador (1), enfermeiro especializado (1), geólogo (1), médico (2), nutricionista (1), odontólogo (1), professor de ensino fundamental de 5ª a 8ª (64) e psicólogo (1). Para nível médio, as vagas são para topógrafo (1), técnico em contabilidade (1), oficial administrativo (12) e fiscal (6). Já quem tem nível fundamental pode concorrer aos cargos de motorista (11), operador de máquina (2), operador de retroescavadeira (2), operário (4), servente (4) e servente doméstica (40). As inscrições devem ser realizadas no período de 28 de outubro a 7 de novembro, através do site www.objetivas.com.br . A taxa de participação é de R$ 50 e deve ser paga até o dia 10 de novembro. O processo seletivo constará de três etapas: prova escrita, prova prática e avaliação de títulos. A prova escrita está prevista para ser aplicada no dia 6 e/ou 7 de dezembro. O local e horário serão divulgados no dia 24 de novembro.

Quarta-feira, Outubro 29, 2008

Os fatos e os aniversariantes de 29 de Outubro


Federico Fellini morreu hoje. E hoje Winona Ryder completa 37 anos. A atriz Lídia Brondi faz 48 e a também atriz Simone Spoladore faz 29.








Acidente mata 99 em SPEm 31 de outubro de 1996, a queda de um avião da companhia aérea TAM, em São Paulo, matou 99 pessoas, sendo 96 que estavam no avião e três que estavam em terra. O acidente ocorreu por um problema no reverso da turbina. A aeronave caiu em cima das casas no bairro de Jabaquara, após decolar.


1517 - Martinho Lutero prega suas 95 teses na porta do Palácio de Wittenberg, marcando o começo da Reforma Protestante na Alemanha.

1714 - Jorge I da Inglaterra é coroado rei da Grã-Bretanha e da Irlanda.

1790 - Surge o Periódico de Havana, primeiro jornal literário-econômico publicado na capital cubana.

1794 - O físico e químico inglês John Dalton descobre o daltonismo, anomalia ótica que impede a pessoa de distinguir certas cores, principalmente o vermelho e o verde.

1943 - Em Londres, diante do prédio da Aliança Francesa, o general De Gaulle homenageia os escritores franceses resistentes.

1952 - A primeira bomba de hidrogênio é detonada pelos Estados Unidos nas ilhas Marshall, no atol Eniwetok, região do Pacífico.

1954 - A Frente para a Libertação Nacional da Argélia começa a revolução contra a dominação francesa. A independência só seria conquistada em 1962.

1968 - O presidente norte-americano Lyndon Johnson anuncia um completo cessar-fogo de bombardeios contra o Vietnã do Norte.

1972 - Polícia paulista desvenda ramo brasileiro da máfia italiana e prende o chefe Tomaso Buscetta.

1974 - Grã-Bretanha, França e Estados Unidos vetam uma moção das Nações Unidas de expulsar a África do Sul.

1978 - Aprovada a nova constituição espanhola.

1979 - O jornalista Fernando Gabeira lança o livro O que é isso, companheiro?, que se tornou filme e concorreu ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.

1982 - João Paulo II é o primeiro papa a visitar a Espanha. Ele condena o divórcio, o aborto e os métodos contraceptivos artificiais.

1984 - A primeira-ministra indiana Indira Gandhi é morta a tiros por membros de sua guarda de segurança enquanto andava no jardim de sua casa.

1985 - Manifestantes judeus impedem a estréia de uma peça de Rainer Werner Fassbinder no Teatro Municipal de Frankfurt. A peça enfocava a especulação imobiliária na cidade nas décadas de 60 e 70. Os manifestantes acusavam Fassbinder de tendências antisemitas por ter incluído na peça especuladores judeus.

1987 - Nélson Piquet conquista o tri-campeonato mundial de Fórmula-1.

1988 - A Câmara Federal de Buenos Aires condena a 12 anos de prisão os militares que dirigiram a Guerra das Malvinas.

1988 - Paul McCartney torna-se o primeiro músico ocidental a lançar um álbum exclusivamente na União Soviética.

1988 - O Iraque anuncia que não vai mais permitir inspeções de sua indústria bélica pelas Nações Unidas.

1992 - João Paulo II reconhece que a condenação de Galileu foi injusta.

1993 - Morre Federico Fellini, cineasta italiano.

1996 - Um Fokker 100 da TAM cai logo após decolar do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, destruindo casas e matando 99 pessoas.

1998 - O finlandês Mika Hakkinen conquista o Campeonato Mundial de Fórmula 1 depois de vencer o GP do Japão.

1998 - Inicia a ajuda humanitária a Honduras, o país mais afetado pela passagem do furacão Mitch na América Central, que causou a morte de milhares de pessoas.

Circuito interno de TV para crianças na UTI

Um circuito interno de televisão com programação exclusivamente infantil será inaugurado nesta sexta-feira (31), às 11h30min, na UTI Pediátrica do Hospital São Lucas da PUCRS. O projeto TV UTIP foi desenvolvido pelo Serviço de Pediatria da instituição com recursos de um prêmio internacional recebido em 2007. No concurso, realizado em um congresso de terapia intensiva pediátrica na Suíça, a equipe inscreveu um desenho feito por uma menina internada. No papel, a pequena paciente expressou uma mensagem de paz no mundo em uma representação do mapa mundi em forma de coração. O trabalho, que concorreu com outros 100, ficou em segundo lugar.
Com o dinheiro do prêmio, concedido pela World Federation of Pediatric Intensive and Critical Care Societies, foi montada uma estrutura que inclui dez aparelhos de televisão e um aparelho de DVD. “A proposta é exibir apenas desenhos e programas educativos voltados às crianças. É um projeto que humaniza a área”, afirma o chefe da UTI Pediátrica, Pedro Celiny Ramos Garcia. O médico explica que para fazer a inscrição no concurso os serviços de Pediatria precisavam apresentar projetos voltados ao atendimento de crianças.
Outro aparelho de TV foi adquirido e beneficiará as crianças atendidas na Sala de Recreação da Pediatria, onde acontecem atividades diárias de leitura, desenho e a musicoterapia. A inauguração do projeto marca também os 30 anos da UTI Pediátrica do São Lucas, comemorados em 2008. O setor, com capacidade para 14 leitos, recebe crianças a partir dos 30 dias de nascimento.

O que: Inauguração do circuito interno de TV na UTI Pediátrica do HSL
Quando: Sexta-feira, 31 de outubro
Onde: 5º andar do hospital (passar antes na Assessoria de Comunicação, no 2º andar), na avenida Ipiranga, nº 6690 - Jardim Botânico
Horário: 11h30min (entrevistas e imagens podem ser feitas antes)

* Estão abertas as inscrições para a sexta edição do Seminário Cultura, Memória e Folclore, que a Secretaria Municipal de Educação (Smed) promoverá paralelamenta à 54ª Feira do Livro de Porto Alegre. Encontros literários e de línguas, oficina de música, concertos e palestras estão previstos no evento gratuito e aberto à participação da comunidade. A maioria das atividades ocorrerá na Casa do Pensamento, no Ateliê da Imagem e no Largo da Escrita, na feira. De acordo com a coordenadora do seminário, Cristina Rolim, o objetivo é proporcionar a oportunidade de dialogar sobre inúmeros temas e, sob diversos aspectos, além de potencializar projetos existentes nas ecolas municipais. “O evento visa apresentar ações que intensifiquem e discutam os conceitos de cultura, memória e folclore, procurando contemplar uma variedade de possíveis articulações. Assim, a cultura em geral e a memória, bem como a interface com as possibilidades apresentadas nos contextos globais de pertencimentos humanos e as expressividades, são propostas objetivadas”, adianta.
Inscrições - Inscrições e informações pelo telefone (51) 3289-1841 e pelo e-mail cristinarolim@smed.prefpoa.com.br. Para a inscrição, devem ser fornecidos nome completo, telefones, e-mail e informar as atividades de interesse no evento realizado pela Smed com apoio da Fundarte, Câmara Rio-Grandense do Livro e das editoras Saraiva/Formato/Atual, Multilivro e Companhia das Letras.
* Em virtude das chuvas ocorridas sábado, 25, em Porto Alegre, a rodada de abertura das quartas de finais do Campeonato Municipal de Futebol Amador, edição 2008, na categoria veterano, foi transferida para hoje com jogos em quatro locais, todos a partir das 19h30. A competição chega na sua reta final e só as oito melhores equipes continuam na disputa do título. Nessa fase, as equipes são divididas em duas chaves e as duas melhores passam para as semifinais. O campeonato divide-se em duas etapas: classificatória, que corresponde aos campeonatos eliminatórios realizados pelas ligas, e a etapa municipal, na qual participam as equipes classificadas nas ligas. Mais informações podem ser obtidas por e-mail (futebol@sme.prefpoa.com.br) e telefone (3232-4234), ou no site da Secretaria Municipal de Esportes, Recreação e Lazer (SME).
Rodada de hoje: Parque Tamandaré - Avenida Taquara, 609 - Petrópolis - Canarinho x Palmeiras. Campo do Ararigbóia - Rua Saicã, 6 - Jardim Botânico - A.S.Roma x Lomba do Sabão. Parque Marinha do Brasil - Avenida Borges de Medeiros, 2713 - Praia de Belas - Comerciário x Associação. Parque Ramiro Souto - Avenida Osvaldo Aranha, 969 - Bom Fim - Portuguesa x Gaúcha

Acidentes aéreos em debate nesta sexta-feira

O acidente da TAM também matou moradores do Botânico.Importantes temas da aviação brasileira estarão em debate na 2ª Jornada da Faculdade de Ciências Aeronáuticas da PUCRS nesta sexta-feira, 31 de outubro. Às 9h, o tenente coronel do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), Luis Cláudio Lupoli, explicará a situação atual e as perspectivas na área de segurança de vôo no país. Após, o comandante Ronaldo de Lemos, do Sindicato Nacional de Empresas Aeroviárias, falará sobre as conseqüências da renovação da frota na questão da segurança. Às 14h, o comandante Marco Castro da TAM - Transportes Aéreos dá dicas sobre gerenciamento de crises.
A entrada no evento é gratuita, e as atividades ocorrerão das 9h às 17h, no auditório do prédio 9 do Campus Central da Universidade (avenida Ipiranga, 6681 - Porto Alegre). Informações adicionais pelo telefone (51) 3320-3542.

Ainda sobre os nossos irmãos lusitanos...


Um clube pegou fogo em Portugal e morreram todos carbonizados. Por quê?

- Não deixaram os bombeiros entrarem pois não eram sócios.


Por que o moto-táxi não deu certo em Portugal?

- Porque não tinha lugar pro passageiro. O cobrador ia junto.


Por que o Manuel guarda uma garrafa vazia na geladeira?

- Porque sempre aparece alguém que não bebe nada.


Por que o português coloca o despertador debaixo do travesseiro quando vai dormir?

- Para acordar em cima da hora.


O que está fazendo o português quando deixa a televisão ligada o dia todo?

- Quer assistir Tela Quente.

Dálcio, hoje, no Diário do Povo (Campinas, SP) e Humberto, no Jornal do Commercio, do Recife.






* Nefropediatria, avaliação nutricional em pacientes renais e doação de órgãos são alguns dos assuntos que serão tratados na "1ª Jornada de Nutrição em Nefrologia", que será realizada no dia 22 de novembro no Hospital São Lucas da PUCRS. As atividades serão das 8 às 18h no Anfiteatro Irmão José Otão do HSL (avenida Ipiranga, 6690 - Porto Alegre). As vagas são limitadas. Informações e inscrições pelo telefone (51) 3320-3032 e (51) 3320-3144.
* O "7º Curso Avançado de Bioética - o Ensino da Bioética" e o "6º Bioética Sul - Bioética e Vulnerabilidade do Idoso" tratarão de assuntos relevantes da área. Os encontros ocorrerão nos dias 30 e 31 de outubro, no auditório térreo do prédio 40, no Campus Central da PUCRS (avenida Ipiranga, 6681 - Porto Alegre), das 8h às 12h e das 14h às 18h.
No dia 31 de outubro serão debatidos no "6º Bioética Sul" temas como "O Idoso e a relação familiar e o mercado de trabalho" e "Envelhecimento e sexualidade". As inscrições para os eventos podem ser feitas até este sábado, 25 de outubro, na Pró-Reitoria de Extensão da Universidade (Proex), sala 201 do prédio 40. Estudantes têm desconto. Outras informações pelo telefone (51) 3320-3680 ou e-mail proex@pucrs.br.
Na quinta-feira, dia 30, às 20h (após as atividades), haverá um jantar em homenagem ao Reitor da Universidade, Joaquim Clotet, que foi o 1º presidente da Sociedade Rio-Grandense de Bioética (Sorbi), e aos 20 anos da disciplina de Bioética nos cursos de Pós-Graduação da Faculdade de Medicina (Famed). Informações sobre os convites pelo telefone (51) 3320-3304.
* O diretor do Instituto de Geriatria e Gerontologia da PUCRS (IGG), Newton Terra, falará sobre Aposentadoria e qualidade de vida no próximo encontro do projeto IGG para a Comunidade, nesta quinta-feira, 30 de outubro. A palestra ocorre das 11h às 12h, no 3º andar do Hospital São Lucas (avenida Ipiranga, 6690 - Porto Alegre). A entrada é franca. Informações adicionais pelo telefone (51) 3336-8153.
* A Faculdade de Medicina da PUCRS está com inscrições abertas para os cursos de mestrado e doutorado em Pediatria e Saúde da Criança. Informações podem ser obtidas no site www.pucrs.br/famed ou pelo telefone (51) 3339-6474. As inscrições são realizadas, até 21 de novembro, pela internet e na secretaria da Faculdade, no 5º andar do Hospital São Lucas (avenida Ipiranga, 6690 - Porto Alegre).
* A Universidade inaugura nesta quarta-feira, 29 de outubro, às 10h30min, o Laboratório Analítico de Insumos Farmacêuticos (Laif), no prédio 93 do Parque Científico e Tecnológico (Tecnopuc). Dotado de uma estrutura inédita na América Latina, no local é possível caracterizar, avaliar e monitorar os insumos nacionais e importados utilizados na produção de medicamentos, contribuindo para o desenvolvimento tecnológico e industrial do setor farmoquímico brasileiro. Coordenado pelo professor e farmacêutico José Aparício Funck, o Laboratório tem impacto direto no ajuste regulatório às normas exigidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária e na criação da Rede de Laboratórios Analíticos, entre outros benefícios. As aquisições de R$ 4,5 milhões são de recursos do Ministério da Saúde, por intermédio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

Seu Manoel lembra da construção do CRFF

Hoje o Condomínio Residencial Felizardo Furtado, o maior do Jardim Botânico, comemora a sua inauguração, em 1976. Até o presidente Ernesto Geisel veio, com uma grande comitiva de ministros. Seu Manoel Barros da Silva (de boné) tem 81 anos, nasceu em Portugal e mora no Jardim Botânico desde os 13 anos de idade. Entre outras coisas, é testemunha ocular da construção do Conjunto Residencial Felizardo Furtado. Mais que testemunha: trabalhou na obra, do seu início, no verão de 1974, até o término desta, em 1976. “Comecei e terminei. Foi uma obra rápida. Tinha mais de 2.500 pessoas trabalhando, em certa época”, conta ele. “A construtora foi buscar gente no interior e veio até uma turma de Santa Catarina”.
Funcionário do almoxarifado, durante 20 anos empregado da empreiteira Gus Livonius (que não mais existe, tal como era), ele recorda do ritmo intenso da construção e da seriedade como ela foi feita.“A obra não parou nunca, eram dez horas da noite e tava chegando concreto. E o fiscal do Inocoop estava sempre junto, conferia pessoalmente cada detalhe e às vezes mandava desfazer e refazer porque não estava de acordo. Também havia muito cuidado com a segurança, tanto que não me lembro de nenhum acidente sério”, relata.
Outra coisa: os peões tinham alojamento no local e refeições no local, com café da manhã, almoço e janta. Seguindo um cronograma rígido, cada edifício era concluído inteiramente, partindo-se então para a execução de outro dos oito prédios. Um posto de vendas, no lado da rua Ferreira Viana, recebia a visitas dos interessados, que adquiriam os apartamentos confiando nas especificações da própria planta arquitetônica.”Quando terminou, tava quase tudo vendido”, assinala seu Manoel.
AMAZONAS – Residindo ainda hoje na Barão do Amazonas, seu Manoel pegou o Jardim Botânico em um tempo quase rural, a época da Vila Russa. “Meu pai tinha uma chácara na Salvador França. Lembro do Chico Tatão, os filhos dele tinham vacas de leite, no lado de cá da Salvador, que era de chão batido, quase não tinha casas, eu caçava passarinhos ali. A Ipiranga não existia, era só um caminho, e o arroio Dilúvio era um riacho desgovernado.” As águas do arroio Dilúvio da década de 40 e 50 eram então límpidas, garante ele, e nelas se pegava cascudos, que alguns meninos vendiam nas ruas.“Era uma água branquinha, limpinha”, recorda seu Manoel.

Maltês: elegante e de pelagem muito vistosa

O seu pêlo longuíssimo é uma das características que o torna muito atrativo. É inteligente e afetuoso com o dono, alegre, expressivo, qualidades que fazem dele um maravilhoso cão de companhia. A sua conformação geral é a de um cão pequeno em relação à sua forma. É um cão elegantíssimo, com cabeça, calda, membros cobertos de pêlo sedoso, branco, muito brilhante e longo. Mostra-se inteligente, de caráter vivaz e bastante apegado ao dono. Figura entre os cães de companhia preferidos, pela brancura e vistosidade da rica pelagem.
Os seus olhos expessam vivacidade e inteligência, são grandes e redondos; as orelhas tendem a ser triangulares de inserção larga e alta. São totalmente cobertas de pêlos longos, espessos, não ondulados, que chegam, pelo menos à ponta dos ombros. O Maltês tem pelagem densa, clara, brilhante, pesada, muito longa e de textura sedosa. O comprimento médio do pêlo é de 22 cm. Os exemplares machos da raça medem entre 21 e 25 cm., e as fêmeas entre 20 e 23 cm. O peso fica entre os 3 e 4 kg.

São Lucas comemora hoje seus 32 anos de vida

O Hospital São Lucas da PUCRS comemora 32 anos de fundação nesta quarta-feira (29). A programação do aniversário será aberta, às 10h, com uma missa celebrada no Anfiteatro Irmão José Otão, no segundo andar da instituição. À tarde, a partir das 15h, os mascotes da Companhia Zaffari – o Esquilo e a Esquila – visitarão as crianças internadas e os pequenos que recebem atendimento nos ambulatórios.
O HSL promoverá também neste dia uma campanha de confraternização entre os funcionários e médicos com o slogan: “Cumprimente! Abrace seu colega! Viva essa emoção porque você faz parte dessa trajetória”. Fundado em 29 de outubro de 1976, com a presença do Presidente da República à época, Ernesto Geisel, o HSL tem sua atuação focada nas áreas do Ensino, Pesquisa e da Assistência, caracterizadas por um compromisso com a humanização e com a inovação tecnológica em benefício da comunidade.

HSL é centro de excelência no Jardim Botânico

O Hospital emprega mais de 2 mil pessoas e seu corpo clínico soma quase 600 médicos.
Muita gente não se recorda, mas o Hospital São Lucas da Pontifícia Universidade Católica, PUCRS, é irmão do Condomínio Habitacional Felizardo Furtado. Pelo menos na data de inauguração e na pessoa inauguradora – o então presidente da República Ernesto Geisel.Foi ele quem cortou a fita inaugural do primeiro hospital da Congregação dos Irmãos Maristas em todo o mundo (hospital que muita gente, erroneamente, pensa não estar localizado no Jardim Botânico).
O dia era 29 de outubro de 1976, uma sexta-feira, e o São Lucas surgiria ao mundo como “Hospital Universitário da PUCRS” - um hospital geral, destinado a pacientes adultos e crianças e também um local de estágio para os mais de 800 alunos de vários cursos da PUC. As obras haviam iniciado em 1972 e, em 1973, estavam concluídos os laboratórios, colocados à disposição para o ensino médico, com os estudantes do curso de Medicina atendendo sob orientação dos professores da Faculdade. Em 1982, por razões jurídicas – e também por ter mudados seus objetivos iniciais – passou a ter a denominação atual.
MILHÕES DE CRUZEIROS - A construção só foi possível graças a subvenções estaduais (seis hectares foram doados pelo Governo do Estado), subvenções federais e financiamentos externos, além dos recursos da própria PUC. O São Lucas foi o trigésimo nono hospital de Porto Alegre e aproveitou a primeira turma do curso de Medicina da Universidade, formada em 1975. O custo total da obra foi de 200 milhões de cruzeiros – o que valeria isso hoje?
Na época da inauguração tinha 40 mil metros quadrados de área construída, capacidade para 600 leitos, 27 ambulatórios, além de laboratórios, salas de raio X, etc. Um completo equipamento para atendimento geriátrico veio do Japão e, em breve, passaria a contar com setor de Medicina Nuclear e Praxiterapia. O Centro Cirúrgico contava com 12 salas. O início do funcionamento, entretanto, não seria imediato.
Naquele 29 de outubro, depois do Presidente ter inaugurado o Condomínio Felizardo Furtado, sua comitiva deslocou-se até a avenida Ipiranga, onde foi recebida pelo Irmão José Otão, Reitor da PUC, pelo Cardeal D. Vicente Scherer e por um grupo de professores. Geisel – que tinha a seu lado o governador Sinval Guazzelli – descerrou a placa comemorativa e D. Vicente deu a benção.
Atualmente circulam pelo São Lucas cerca de 18 mil pessoas, todo dia, muitas delas vindas de outros Estados. A área construída, neste momento, é de 55 mil metros quadrados, sendo 49 mil de hospital e seus serviços e 6 mil do Centro Clínico. Cerca de 2.300 funcionários trabalham no local, sendo 170 médicos residentes e um corpo clínico de outros 550 médicos. O estacionamento é suficiente para 1.500 veículos. Internamente, são 549 leitos para pacientes internados, sendo 440 de internação convencional e 78 de UTIs – adultos, coronariana, pediátrica e neonatal – além de 22 leitos de observação para pacientes de urgência. O ambulatórios está projetado para 110 consultórios e atualmente passa por modificações.
CENTRO DE REFERÊNCIA - O Centro Clínico foi inaugurado em 1988, e abriga 160 conjuntos, 64 especialidades médicas e é destinado preferencialmente aos professores da Faculdade de Medicina. Mantido pela UBEA – União Brasileira de Educação e Assistência, uma entidade civil da congregação dos Irmãos Maristas em Porto Alegre – o São Lucas tem nove pavimentos, sendo o último com apartamentos de internação particular e de luxo. Atende também pelo Sistema Único de Saúde, SUS, e seu objetivo oficial é “ser reconhecido, no Brasil, até o ano 2010, como um hospital padrão de referência em gestão, assistência, ensino e pesquisa em saúde”.
O nome homenageia São Lucas, apóstolo, médico e padroeiro dos médicos.
* TELEFONES: 3320.3000 (geral). 3320.5000 (centro clínico).

Terça-feira, Outubro 28, 2008

Foto de Sebastião Salgado.


Charadas dos nossos irmãos lusos...


Por que o português deu água quente para a galinha?
Resposta: Para que botasse ovos cozidos.


Por que o português usa guarda-chuvas com pára-raios?
Resposta: Para evitar sequestro-relâmpago.


Por que o português não toma leite gelado?
Resposta: Porque a vaca não cabe na geladeira.


Qual a diferença do vinho português para os outros vinhos europeus?
Resposta: Embaixo da garrafa vem escrito: "A rolha é do outro lado."


Por que o português senta na última cadeira do cinema quando vai assistir uma comédia?
Resposta: Porque quem ri por último ri melhor.


O que fazem 17 portugueses na frente do cinema?
Resposta: Esperam mais um português, pois o filme é proibido para menores de 18.

* Estudo do Centro de Pesquisa Clínica do Hospital São Lucas da PUCRS está selecionando pacientes que tenham artrite reumatóide e que fazem tratamento com metotrexato. Podem participar pessoas maiores de 18 anos. Os interessados devem entrar em contato com a equipe, das 10h às 16h, pelos telefones: (51) 3339-9022 e (51) 9988-8822. A seleção seguirá até o dia 5 de novembro.

Feira do Livro de POA terá Internet sem fio

A Feira é, em seu gênero, a maior da América Latina.
Na 54ª Feira do Livro, que começa na próxima sexta-feira, 31, pela primeira vez todos os computadores em operação na Praça da Alfândega terão conexão Wireless (Internet sem fio) instalada pela Procempa, que garante a mobilidade segura do usuário. O objetivo é que todos os visitantes que tiverem dispositivos móveis possam acessar gratuitamente a Internet.
Os expositores da praça terão seus terminais conectados à rede sem fio da Procempa, que também vai instalar, em três entradas da Praça da Alfândega, os chamados “Localize-se”, totens com centrais eletrônicas de informações, onde poderá ser consultada a localização de editoras e bancas, bem como a programação completa da Feira, com atualizações em tempo real.
Em parceria com a Brigada Militar, a Procempa ainda disponibilizará oito câmeras de vigilância. Instalados em pontos estratégicos da praça, os equipamentos transmitirão imagens que serão acessadas em posto especial da corporação no local. O internauta também poderá acompanhar a feira à distância, pela Internet, no site da prefeitura, Portoweb, Procempa e Feira do Livro.
Estande Procempa - Para quem não tiver um dispositivo móvel, a Procempa oferecerá um cyber com cinco computadores ligados à Internet sem fio em seu estande, localizado em frente ao prédio do Banrisul. O cyber funcionará das 13h às 21h30.
Devido ao sucesso do espaço criado para o público infantil, no ano passado, a Procempa inova com o Gurizada.com, atividade incorporada oficialmente no calendário da Câmara do Livro. O Cyber estará localizado no Armazém A1 do Cais do Porto, e vai oferecer 10 micros com acesso à Internet, das 9h às 21h. As crianças também terão espaço específico para pintura de desenhos com motivos de Porto Alegre.
Espaço Braile - Além de acessar à Web, as pessoas com deficiência visual poderão também imprimir o material desejado no Espaço Braile da Procempa. No Armazém A1, a Companhia vai instalar equipamentos com o software Virtual Vision que lê a tela do micro e comandos de teclado, fazendo com que o usuário saiba o que está conectando e produzindo na máquina. A iniciativa é em parceria com a Secretaria Especial de Acessibilidade e Inclusão Social (Seacis) e a Fundação Bradesco.
Feira do Livro

Período: de 31 de outubro a 16 de novembro

Área total: 25 mil metros quadradosÁrea coberta: 14 mil metros quadrados

Bancas: 167

Sessões de autógrafos: 796

Oficinas: 56

Autores participantes na programação para público adulto: 649

Eventos entre mesas-redondas, oficinas, programação artística encontros com o livro: 276 (sendo 36 de fora do país)

Escritores e ilustradores da área infantil e juvenil: 120.

Jorge Braga, hoje, em O Popular (GO), e Fausto, em Olho Vivo.



Oitava Delegacia de Polícia - avenida Protásio Alves, 2914 - Tel.: 3334-3601 - 3381-6915

Os fatos e os aniversariantes de 28 de Outubro

No dia de hoje Bill Gates está completando 53 anos, a atriz Júlia Roberts 41, a cantora Zélia Duncan 44, o ator Diogo Vilela 48, o músico Ben Harper 39 e o cantor Eros Ramazotti 45.
















No dia 28 de outubro de 1962, o chefe de Estado e comunista Nikita Khruchov cedeu à pressão norte-americana, retirando os mísseis e admitindo uma inspeção da ONU. Kennedy garantiu que não faria novas tentativas de invasão a Cuba. A crise foi a maior demonstração de força da administração de Kennedy.
1636 - É fundada a Universidade de Harvard.
1746 - Um terremoto destrói quase que totalmente a cidade de Lima, no Peru.
1836 - O general Andrés Santa Cruz proclama a Confederação da Bolívia e do Peru.
1845 - Domingo Sarmiento inicia uma viagem de dois anos pela Europa e América para estudar distintas organizações escolares.
1886 - O presidente norte-americano Grover Cleveland inaugura a Estátua da Liberdade, em Nova York.
1909 - Nasce Francis Bacon, pintor britânico.
1914 - Nasce Jonas Edward Salk, descobridor da vacina contra a poliomelite.
1918 - É proclamada a independência da Tchecoslováquia.
1922 - A "Marcha contra Roma", liderada por Benito Mussolini, chega ao fim, marcando o início do regime fascista na Itália.
1924 - Irrompe no Rio Grande do Sul o movimento tenentista, composto por jovens oficiais das Forças Armadas.
1937 - Considerada uma intelectual de esquerda, a escritora Rachel de Queiroz é presa no Ceará.
1940 - Durante a Segunda Guerra Mundial, tropas italianas invadem a Grécia.
1948 - É adotada a bandeira do Estado de Israel.
1951 - Juan Manuel Fangio vence seu primeiro título mundial de Fórmula 1, na Catalunha.
1952 - Os Estados Unidos são acusados de violação da norma internacional sobre comércio.
1958 - É eleito Papa o cardeal Angelo Giuseppe Roncalli, que assume o nome de João 23, sucessor de Pio XII.
1962 - Franceses aprovam eleição presidencial direta.
1962 - Crise dos Mísseis: a URSS retira os mísseis instalados em Cuba e os Estados Unidos prometem não invadir a ilha.
1963 - China alega que não terá bomba atômica tão cedo.
1964 - Decretado estado de emergência no Sudão.
1967 - Nasce a atriz Júlia Roberts.
1968 - O programa Divino, maravilhoso estréia na TV Tupi com a participação de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa e Os Mutantes.
1972 - Pela primeira vez, o Brasil exporta sal refinado. Foram vendidas cinco toneladas para a Nigéria.
1973 - Seca causa mortes na Etiópia.
1974 - Países árabes reconhecem representatividade da OLP.
1974 - Governo da Grécia exila ex-chefes militares.
1982 - A Fundação Oswaldo Cruz, localizada no Rio de Janeiro, anuncia a produção da vacina de sarampo no Brasil.
1985 - O Brasil ganha o Campeonato Mundial de Futsal pela segunda vez ao derrotar a seleção da Espanha por três a um.
1992 - A União indeniza capitão da Aeronáutica, Sérgio Macaco, pela expulsão da corporação em 1969.
1995 - A inalação de um gás tóxico causa 289 mortos no metrô de Bakú, capital do Azerbaijão.
1996 - O ministro da Educação, Paulo Renato Souza, anuncia que os alunos que não fizessem o Provão não receberiam o diploma universitário.
1998 - O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais mostra que a seca na Amazônia é a maior em 118 anos.

Taís Araújo, atriz, que neste mês de novembro estará completando 30 anos.

Esponjas marinhas em exposição na Perimetral

O Museu de Ciências Naturais está de aniversário neste início de novembro.Para comemorar os 53 anos do Museu de Ciências Naturais, a Fundação Zoobotânica do RS promove, durante o mês de novembro, exposições e encontros temáticos.
Como parte da programação o Museu apresenta, em uma das suas Salas de Exposições, a mostra “Esponjas Marinhas da costa Sul – Brasileira: Caleidoscópio Natural”.
O Museu de Ciências Naturais foi criado em 5 de novembro de 1955 e tem como missão a conservação da biodiversidade do Estado.

Esponjas Marinhas
As esponjas marinhas surgiram há mais de 550 milhões de anos, no período Pré-Cambriano da Era Paleozóica. São organismos altamente evoluídos que se adaptaram e sobreviveram por mais tempo do que qualquer outro animal pluricelular. São constituídas de milhões de células, formando um mosaico espetacular de formas diversas e cores vibrantes.
A maioria das esponjas tem esqueleto formado por fibras de colágeno com estruturas chamadas espículas, que se assemelham a pequenas agulhas e que podem causar irritação quando em contato com a pele. Apresentam ampla distribuição pelos oceanos e mares, ocorrendo no extremo sul do Brasil, ao largo da costa, em regiões profundas, onde o substrato do fundo é duro. A faixa litorânea do Paraná à Santa Catarina é extremamente rochosa, recortada por baías e enseadas, propiciando a presença de uma fauna de poríferos de águas rasas e quentes, sendo que muitas espécies ocorrem somente nesses locais.
Pela sua condição séssil (órgão fixado diretamente a parte principal de um ser vivo) e filtradora, as esponjas são importantes organismos na indicação de ambientes degradados. Participam na reciclagem do cálcio, tornando-o disponível para o crescimento dos recifes de corais, podendo apresentar simbiose com algas nitrificantes, participando, desta forma, na produção primária dos oceanos. Vivem geralmente fixas ao fundo marinho e, por isso, desenvolveram grande variedade de sistemas de defesa contra diversos predadores e parasitas. Isto faz com que sejam muito procuradas como abrigo por outros organismos, tais como bactérias, microalgas, invertebrados marinhos, e peixes. Por outro lado, produzem substâncias tóxicas que evitam a fixação de outros organismos sobre elas, bem como sua predação. Tais substâncias vêm sendo testadas pela indústria farmacêutica em todo o mundo, na busca de novos medicamentos com atividades antivirais, citotóxicas, antiinflamatórias, vasodilatadoras, antimicrobianas e antitumorais.

Pesquisa e acervo
A pesquisa em esponjas marinhas no Museu de Ciências Naturais teve inicio em 1975, com o objetivo de identificar e descrever as espécies da costa sul-brasileira. Conta atualmente com um acervo com mais de 3 mil exemplares, sendo a segunda maior coleção de esponjas marinhas da América do Sul.
Nos últimos 10 anos, o incremento da pesquisa básica resultou na descoberta e caracterização de novas espécies de esponjas. Com a participação de importantes parceiros nacionais e internacionais, a equipe do Laboratório de Poríferos Marinhas do Museu vem desenvolvendo pesquisas de bioprospecção, que possibilita verificar a bioatividade de algumas espécies, promissoras na inibição do crescimento de tumores sólidos malignos

PROGRAMAÇÃO
O que: Exposição Esponjas marinhas da costa Sul-brasileira – Caleidoscópio Natural. Esta é a primeira exposição, no Brasil, de fotos subaquáticas e de amostras de esponjas marinhas preservadas, que
ilustram uma fauna ainda pouco conhecida na costa Sul-brasileira. As fotos são de espécimes que integram a Coleção de Poríferas do Museu de Ciências Naturais, a segunda maior da América do Sul. Representa a diversidade de formas e cores de esponjas marinhas encontradas tanto no infralitoral, como em grandes profundidades, além da plataforma continental, neste trecho do litoral brasileiro. O conhecimento das espécies e seu potencial bioativo visa a valorização da biodiversidade da costa sul-brasileira. A bioprospecção de algumas das espécies representadas nesta exposição tem despertado interesse para a pesquisa e produção de fármacos.
Quando: de novembro/2008 a maio/2009
Onde: Sala de Exposições do Museu de Ciências Naturais – Bairro Jardim Botânico (Rua Dr. Salvador França, 1427)
Abertura: dia 04 de novembro, às 16h

O que: Palestra “A origem das espécies de Charles Darwin”
Quem: Dra. Ana Carolina Regner, UNISINOS
Quando: dia 05 de novembro, às 10h
Onde: Auditório do Jardim Botânico (Rua Dr. Salvador França, 1427)
Entrada franca

O que: Projeto Ciência na Praça - Mostra que apresenta os Ecossistemas Gaúchos, representados através de mini dioramas e banners, com a participação dos pesquisadores, técnicos, bolsistas e estagiários do Museu de Ciências Naturais.
Quando: dia 09 de novembro, das 10h às 16h
Onde: Parque Farroupilha, junto ao Brique da Redenção

O que: Workshop “Esponjas Marinhas: novas perspectivas para a saúde”.
Visa apresentar o histórico da pesquisa aplicada com esponjas marinhas da costa sul-brasileira, realizada em parceria entre o Museu de Ciências Naturais/FZB-RS, a Faculdade Farmácia da UFRGS e o Helmholtz Centre for Infection Research Chemical Microbiology Group, Alemanha. Os temas englobam as fonte de novos fármacos contra o câncer, atividades biológicas em extratos de esponjas marinhas e bioatividade dos microorganismos isolados das esponjas.
Quem: Dra. Cléa Beatriz Lerner – MCN/FZB-RS, Dr. Alexandre José Macedo – Faculdade de Farmácia (UFRGS), Dr. Mário Frota Jr. – Depto de Bioquímica (UFRGS), Dr. Roger Remy Dresch – Faculdade de Farmácia (UFRGS) e Dr. Wolf-Rainer Abraham – Helmholtz Centre for Infection Research, Alemanha.
Quando: dia 20 de novembro, das 13h30 às 17h30
Onde: Auditório do Jardim Botânico (Rua Dr. Salvador França,1427)
Entrada Franca

Museu de Ciências Naturais
Visitação pública: Salas de Exposições e Serpentário, de terças a domingos, das 9h às 17h.
Rua Dr. Salvador França, 1427 - Bairro Jardim Botânico
Fone: (51) 3320-2000 Fax: (51) 3336.3306
E-mail: museamb@fzb.rs.gov.br - Site: http://www.fzb.rs.gov.br/

Segunda-feira, Outubro 27, 2008


Roubo de veículos, maior problema do Botânico

Oitava Delegacia: apenas 19 agentes. O roubo de carros é, hoje, o principal problema do Jardim Botânico. Quem diz isso é a delegada titular da Oitava Delegacia de Polícia de Porto Alegre, na avenida Protásio Alves, delegada Márcia Petry. Policial veterana, com mais de 20 anos na profissão, filha de pai policial, Márcia (que não gosta de se expor em fotos) , dirige uma distrital que atende, em média, mais de 40 ocorrências diárias e tem sob sua jurisdição (picotados) alguns dos bairros mais nobres da cidade - Petrópolis, Bela Vista, Moinhos de Vento, entre outros. "Não é porque estamos em uma zona nobre de Porto Alegre que a nossa delegacia é melhor em infra-estrutura", desabafa ela. Na verdade, a Oitava tem 19 agentes, mais nem todos estão no serviço diário - dois estão cedidos, um em licença, quatro trabalham na função catorial e apenas cinco na investigação. "O certo é termos 34 policiais aqui".
A delegada - que está há sete meses na distrital - atribiu ao aumento da violência no bairro Jardim Botãnico ("a violência, na realidade, está aumentando em toda parte") à má iluminação de suas ruas e "à falta de policiamento ostensivo". A sua DP nâo engloba o JB inteiramente - pega trechos, como a Salvador França, a Machado de Assis, a Cristiano Fischer, a La Plata, a Barão do Amazonas, a Lucas de Oliveira, a Felizardo, entre outras ruas. Outra parte fica a cargo da Décima Primeira DP, na Salvador França, esquina com a Bento Gonçalves.
ESTELIONATO - Mesmo com efetivo insuficiente, com falta de armas de grosso calibre e de viaturas, o pessoal da Oitava, segundo ela, faz o que pode. Os furtos de veículos estão em primeiro, na lista de ocorrências, seguidos de crimes contra o patrimônio e de estelionatos. "Nos orgulhamos de solucionar 100% dos crimes contra a vida", informa. "Eles são a nossa prioridade".
Instalada em um antigo prédio em Petrópolis, a Oitava é uma delegacia distrital não especializada - faz "clinica geral". Ou seja, cuida de tudo. "Aqui nós conseguimos trabalhar graças à nossa equipe, graças ao chefe da DP e supervisor, Inspetor André Berbigier, ao chefe do cartório, escrivão luciano Dias, ao chefe da Secretaria, comissário Nelson Artur. Sem essa equipe o órgão não funcionaria".
Em tom de desabafo, Márcia - que é natural de Porto Alegre e já trabalhou no DENARC (Departamento de Narcóticos) e em outras delegacias do litoral e da zona carbonífera - gostaria que a realidade policial fosse muito diferente da que hoje aí está. "O problema maior dos policiais é o salário, o mesmo acontecendo com os delegados. Somos dos mais mal pagos do País". Para se ter uma idéia, um investigador de polícia ganha em torno de 1300 reais, restando um pouco mais para o comissário. Há 14 anos eles não ganham aumento - desconta-se aí um aumento, sob ordem judicial, de 19% este ano.
A realidade de um policial é estressante mas também tem coisas engraçadas e curiosas. Indagada a respeito, ela fala de pessoas que vêm dar queixas das coisas mais absurdas - maridos que dão queixa de que suas mulheres não dormiram em casa, outros que dizem que foram traídos, ou que o vizinho o chamou de "corno". Mas, segundo ela, todos tem andamento e acabam resultando em alguma coisa.

Pai dos CTGs está no Botânico desde 1975

O 35 promove inúmeros eventos, como a Festa das Etnias (foto abaixo). O patrão Luís Carlos (segunda foto) garante que o tradiconalismo "está estável" no Estado.
Pai dos Centros de Tradições Gaúchas, berço do movimento tradicionalista, o 35 CTG está no Jardim Botânico desde 1975, em um terreno próprio ao lado do Bourbon Shopping, na avenida Ipiranga. E, na Semana Farroupilha, ocupa local de honra, no Parque da Harmonia, próximo à Chama Crioula. Nada mais justo para uma instituição que deu origem a tudo o que hoje aí está.
Ponto de referência no bairro, com sua churrascaria, seus eventos culturais, sua domingueira, o 35 atrai não só a gauchada costumeira - dos quais a maioria são crianças e jovens - como também turistas dos mais diferentes locais - visitantes e curiosos que desejam conhecer um pouco da vivência, da história e dos costumes e hábitos gauchescos.
"Somos uma sociedade cultural e recreativa, aberta a todos, com regras próprias", informa Luiz Clóvis Fernandes, durante seis anos patrão da entidade e que hoje é uma espécie de faz-tudo do local. Com cerca de 5 mil sócios, o 35 mantem departamento cultural, artísticos e a culinária típica campeira, do qual a churrascaria Roda de Carreta (que existe há 25 anos) é uma espécie de mostruário, muito embora sirva também buffet normal diariamente. Funcionando diariamente, a Roda de Carreta, com seu espeto corrido (é um dos poucos locais do JB que tem chopp), só não abre aos domingos à noite.
ATIVIDADES - O 35 CTG não pára nunca, com suas atividades diárias, e aluguel de espaço (são 2.100 metros quadrados de área construída) a terceiros, além de venda de souvenires gaúchos - camisetas, bottons, etc. Isso garante a renda (a mais expressiva vem das domingueiras) que permite a manutenção da entidade, algo que nem sempre é fácil, como diz Clóvis. Além das atividades internas, há ainda as campeiras, como cavalgadas e rodeios. "Temos cerca de 300 pessoas que participam das mais diferentes atividades, como grupos de dança, e a participação dos jovens é expressiva", afirma Clóvis, para quem "o tradicionalismo é estável, se mantem".
O Movimento Tradicionalista Gaúcho foi fundado, oficialmente, em 1948, pelo chamado "grupo dos oito", uma iniciativa que buscava resgatar e valorizar a cultura gaúcha no pós-guerra, quando a influência norte-americana se propagava pelo mundo. O 35 foi fundado em 24 de abril de 1948 - completou 60 anos recentemente. Do "Grupo dos oito", restam dois vivos - dos quais um é o ícone Paixão Cortes, um dos mais destacados folcloristas brasileiros.
TCHÊ MUSIC - Quando se fala em tradições gaúchas, se fala no 35. Não fa muito, a atriz e apresentadora Regina Casé esteve aqui, gravando um programa televisivo que foi para o ar em rede nacional, pela Globo.Guardiã dos hábitos e costumes culturais do Rio Grande do Sul, a entidade, entretanto, não parou no tempo e convive harmonicamente com algumas novidades, como o chamado "Tchê Music", um movimento musical híbrido que mesclou ritmos gauchos com outras influências.O Tchê Music faz muito sucesso comercial nos Estados do Sul e Centro-Oeste, e gerou algumas irritadas manifestações dos tradicionalistas. Mas Clóvis diz que o 35 não tem nada contra esta novidade, que eles não aceitam como música gaúcha, mas dizem respeitar."É algo válido, até porque eles precisam sobreviver, ganham um bom dinheiro com isso, fazem sucesso comercial, abriram uma nova frente. Não temos nada contra, e vou lhe dizer que a maioria deles nasceu aqui dentro. E, quando tocavam músicas gaúchas, eram excelentes."Conhecido por suas domingueiras, o 35, no próximo sábado, terá o seu "Baile de Candeeiro", evento que acontece há vários anos. "É um baile à moda antiga, sem luz elétrica, com candeeiros iluminando, e tem café campeiro", informa Clóvis Fernandes.Conservador por natureza, o CTG - ao contrário do que muitos pensam - não existe pilcha (o traje gaucho típico) para quem vai frequentá-lo. "À exceção dos fandangos, quando a pilcha é obrigatório, a pessoa pode se apresentar com traje esportivo discreto", esclarece o tradicionalista. "O tênis também é permitido, até porque é da vestimenta dos jovens", diz Clóvis Fernandes, um empresário natural de Santana do Livramento, sócio do 35 há 44 anos e que reside no bairro Partenon.
SERVIÇO
35 Centro de Tradições Gaúchas - av. Ipiranga, 5300, Jardim Botânico, Porto Alegre.Tel.: (510 3336.0035 e 3336.0795
Endereço eletrônico: http://www.35ctg.com.br/

Maria de Lourdes da Silveira Mader, 42 anos, filha de uma assistente social e de um oficial do Exército.



*Em ações especiais, a fiscalização de comércio localizado da Secretaria Municipal da Produção, Indústria e Comércio (Smic) vistoriou na tarde de hoje, 27, lan houses e cybercafés da Capital. A operação teve por objetivo verificar regularidades administrativas e o cumprimento da Lei Municipal nº 9.725, de 1º de fevereiro de 2005, que estabelece a instalação desses locais num raio de no mínimo 500 metros de distância de qualquer estabelecimento de ensino. Os fiscais visitaram cinco estabelecimentos e notificaram três por falta de alvará. Os estabelecimentos notificados ficam localizados na Avenida Venâncio Aires, 41, Rua Luís Manoel, 121, e na Avenida Cristóvam Colombo, 971.
*Em palestra realizada para associados da Câmara Rio-grandense do Livro e comissão organizadora da 54ª Feira do Livro na última sexta-feira, 24, o coordenador do Procon Porto Alegre, Omar Ferri Júnior, esclareceu as normas que deverão ser cumpridas pelos 167 livreiros integrantes do evento, realizado de 31 de outubro a 16 de novembro, na Capital. Ferri Júnior apresentou como deverão ser afixados os preços e os descontos dos produtos vendidos na feira, bem como a legislação que assegura ao consumidor a não-diferenciação das várias formas de pagamento à vista. Como parte da campanha educativa e de conscientização desenvolvida pelo Procon Porto Alegre desde sua inauguração, em fevereiro deste ano, os fiscais vão distribuir aos gerentes das bancas na próxima sexta-feira, 31, o Manual do Lojista, publicação dirigida ao comércio e que aborda a legislação a ser observada pelos livreiros a fim de que o consumidor possa fazer a melhor opção de compra, seja à vista ou parcelada.
Preços afixados - O coordenador do Procon esclareceu que os livros expostos deverão conter os respectivos preços afixados no seu interior, e a banca deverá informar em um cartaz o percentual de desconto oferecido aos clientes. Livros com o mesmo preço poderão ser agrupados em um espaço separado dos demais, desde que outro cartaz informe o valor a ser pago pelo consumidor. Ferri Júnior enfatizou ainda os direitos dos leitores quanto à não-diferenciação entre pagamento à vista em dinheiro, cheque, cartão de débito ou cartão de crédito com liquidação em uma parcela. “Conforme dispõe a norma técnica 02/2004, do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça, preço à vista é um só”, destacou Ferri Júnior. “Quando oferecido um desconto à vista, o mesmo abatimento prevalecerá para os pagamentos com cartão de débito ou de crédito, desde que a dívida seja liquidada em uma só vez”, acrescentou. Caso a banca descumpra a lei, será notificada. “Nas ações de fiscalização do Procon, quando constatamos alguma irregularidade, primeiramente notificamos o estabelecimento comercial, que têm cinco dias úteis para se adequar à lei.
* Crianças e adolescentes de 11 a 18 anos integrantes do Projeto Letras e Gols participaram sábado, 25, no Instituto Ronaldinho Gaúcho (Avenida Edgar Pires de Castro, 120, Bairro Hípica), da I Feira das Profissões: Qual é a sua?. A feira teve como objetivo ampliar os conhecimentos sobre as profissões escolhidas pelos adolescentes nas oficinas realizadas em setembro. A iniciativa é uma parceria entre a Secretaria Municipal de Educação (Smed) e o instituto. O evento contou com a participação de enfermeiro, veterinário, soldador, policial, modelo, advogado, padeiro, DJ e bombeiro que realizaram oficinas com demonstrações de trabalhos, características, vantagens, dificuldades, equipamentos e serviços de cada profissão. Um vídeo sobre profissões e estágios foi apresentado. A partir disso, o os jovens poderão descobrir características pessoais com as quais se identificam nos segmentos apresentados.
A coordenadora do Eixo do Trabalho do Projeto Letras e Gols, Renata Mennet de Magalhães, afirma que a feira terá grande repercussão para o futuro dos jovens. "A possibilidade de poderem aproveitar as informações e conhecimentos oferecidos servirá para suas vidas". Para a diretora geral do projeto, Flora Macedo Fernández, o momento é de despertar o interesse dos adolescentes para o mercado de trabalho e ter consciência das profissões a partir do contato direto com aqueles que trabalham no meio.
Projeto Letras e Gols - Desde 8 de outubro de 2007, quando foi implantado no Instituto Ronaldinho Gaúcho, o Projeto Letras e Gols, resultado de uma parceria entre secretarias da prefeitura com a coordenação da Smed está fazendo a diferença na vida de cerca de 500 crianças e adolescentes da Capital, na faixa etária de seis a 18 anos, em situação de vulnerabilidade social. O projeto abrange mais de 35 atividades como oficinas de maquiagem, manicure, cabeleireiro, percussão, violão, flauta, teatro, dança, futebol, basquete e capoeira. Os participantes podem escolher as oficinas e têm acompanhamento de freqüência e aproveitamento. As oficinas são oferecidas de segunda a sexta-feira, no turno inverso ao da escola, com direito a lanche. Um ônibus do Instituto busca nas escolas e garante o retorno dos participantes do Projeto oriundos dos bairros Restinga, Vila Nova e Chapéu do Sol. Diretora geral do projeto no Instituto, Flora Macedo Fernandez ressalta a freqüência e o envolvimento dos participantes nas oficinas e a redução da evasão escolar. Integrando o Programa Governança Solidária Local, o projeto, estruturado e coordenado pela Secretaria Municipal de Educação (Smed), beneficia 450 alunos de nove escolas municipais localizadas nos bairros Restinga, Chapéu do Sol e Vila Nova, além de 50 integrantes do programa Ação Rua desenvolvido pela prefeitura, por meio da Fundação de Assistência Social e Cidadania (FASC), para que jovens em situação de vulnerabilidade voltem para suas casas. O projeto integra a ação inclusão social, cultural, digital e esportiva do Programa Lugar de Criança é na Família e na Escola, um dos 21 programas do modelo de gestão da prefeitura.

*O curso para formação de professores ecoeducadores, na sede da Reserva Biológica do Lami José Lutzenberger (Estrada Otaviano José Pinto), tem nova edição prevista para o dia 11 de novembro, a partir das 9h. As atividades são coordenadas pela administradora da reserva, bióloga Patrícia Witt, e vêm sendo desenvolvidas durante todo ano letivo, sempre na segunda terça-feira de cada mês. Os cursos integram o Programa de Educação Ambiental da reserva biológica e têm o objetivo pedagógico de qualificar as visitas orientadas àquela unidade de conservação, incentivando as comunidades escolares na elaboração de projetos educativos envolvendo a temática ambiental. O público-alvo é composto por professores das redes escolares, universidades, bem como demais instituições de ensino e pesquisa públicas e privadas. O número de vagas é limitado. Informações podem ser obtidas pelo telefone 3258-1314.
* A Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia da Secretaria Municipal da Cultura dá início amanhã, 28, ao projeto Ásia: a nova onda oriental, reunindo uma mostra de nove filmes, quatro deles inéditos no Brasil, e uma exposição do artista suíço Beat Streuli. A mostra ocorre na Sala P. F. Gastal, 3º andar da Usina do Gasômetro, e se estende até 9 de novembro. Já a exposição de Beat Streuli, que mostrará um slide-show e um vídeo realizado na China, inaugura no dia 6 de novembro, na Galeria Lunara, 5º andar, ficando em cartaz até 7 de dezembro.
Desde fins do século passado, as economias asiáticas vêm ganhando novo impulso, despertando crescente interesse por seu espantoso crescimento, traduzido não apenas pela farta demanda e produção de bens de consumo em geral, mas também por sua renovada produção de bens culturais. Em face disso, a programação procura investigar o fenômeno asiático através do audiovisual, buscando compreender os matizes culturais desta parcela do Oriente em emergência.
Beat Streuli - De nacionalidade suíça, o artista Beat Streuli elegeu o deslocamento entre as metrópoles como rota de atuação. A partir de viagens constantes a algumas das mais representativas cidades do planeta – Tóquio, Nova Iorque e Telaviv, por exemplo –, ele compõe vastos painéis onde figuram rostos perdidos em meio às multidões, justapostos em impressões fotográficas de dimensões tão grandiosas quanto uma muralha construída no deserto da Jordânia ou em slide-shows que alternam expressões faciais em múltiplas combinações aparentemente aleatórias.

* O Trio de Flauta, Violoncelo e Piano da Orquestra Filarmônica da PUCRS se apresentará nesta quarta-feira, 29 de outubro, dentro do projeto Sobremesa Musical. O evento tem entrada franca e acontece das 13h às 13h30min no átrio da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU), prédio 9 do Campus Central da Universidade (avenida Ipiranga, 6681 - Porto Alegre). A promoção é do Instituto de Cultura Musical. Outras informações e sugestões para os próximos eventos no site www.pucrs.br/icm ou pelo telefone (51) 3320-3582.
* O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, que começará a valer a partir de janeiro de 2009, altera pouco a escrita dos brasileiros, sendo mais significativo para os portugueses. No dia 29 de outubro, a PUCRS, por meio da Faculdade de Letras, realizará um encontro para aprofundar o tema e exercitar as novas regras. Será às 19h30min, no auditório do prédio 9, no Campus Central da Universidade (avenida Ipiranga, 6681 - Porto Alegre). A entrada é franca. Informações pelo telefone (51) 3320-3528.Segue abaixo uma pequena síntese das principais novidades para brasileiros e portugueses:
Utilizar sem receio as letras k, w e y. Agora elas integram a ortografia oficial da Língua Portuguesa.
Não utilize mais o trema, a não ser em nomes próprios e seus derivados: escreva delinquente, pinguim; nomes como Müller e Schütz se mantêm inalterados. Lembre: o u continua sendo pronunciado.
Elimine os acentos diferenciais de pára (verbo), pélo, péla (verbo), o pólo, o pelo, a pera: escreva para, pelo, pelas, polo, pelo, pera.
Elimine os acentos das formas verbais terminadas em -eem: escreva creem, descreem, leem, releem...
Elimine os acentos de palavras terminadas em -oo: você deve grafar enjoo, magoo, voo.
Elimine os acentos agudos de ei e oi em paroxítonas: agora é assembleia, ideia, heroica, paranoia. Mas mantenha o acento em anzóis, anéis, porque são oxítonas...
Elimine, nas paroxítonas, os acentos do i e do u tônicos precedidos de ditongo, como em feiúra e baiúca: agora é feiura e baiuca.
Quanto ao uso do hífen, é conveniente ter à mão um bom dicionário. Neste espaço, cabem apenas duas regras úteis:
Elimine o hífen se o segundo elemento começar com s ou r (duplicando as consoantes): antirreligioso, antissemita, contrarregra, exceto se o primeiro elemento terminar em r: hiper-requintado, super-resistente.
Elimine o hífen se o prefixo terminar em vogal e o segundo elemento começar com vogal diferente: extraescolar, aeroespacial, autoestrada.*Fonte: professora da Faculdade de Letras da PUCRS Marisa Magnus Smith
* O projeto "O que é?", organizado pela Faculdade de Letras da PUCRS (Fale), aborda na próxima quinta-feira, 30 de outubro, o tema "Mito e Literatura". A atividade será ministrada pela mestranda Gabriela Farias. O encontro utiliza, por meio de aulas expositivas e dinâmicas, exemplos práticos para esclarecer dúvidas relacionadas à Lingüística e Literatura. Todos os temas foram levantados por professores da Fale, a partir de dificuldades expostas pelos alunos em sala de aula. Os encontros são realizados das 18h às 19h na sala 305 do prédio 8, no Campus Central da Universidade (avenida Ipiranga, 6681 - Porto Alegre).
As inscrições são gratuitas, mediante doação de um livro infanto-juvenil, e serão feitas nos horários e datas dos encontros. Outras informações e a programação completa pelos telefones (51) 3320-3676 e (51) 3320-3528.

Henrique, hoje, na Tribuna de Imprensa (RJ).

Fox Paulistinha: excelente guarda e caçador

É um típico Terrier, de excelente estrutura, sem ser pesado. Seu tamanho é médio, é forte e musculoso. É um cão ágil e rápido, agitado e sempre em alerta. É cauteloso com estranhos, mas muito dócil e carinhoso com os familiares. Um excelente caçador de pequenas presas e um ótimo guarda.
Também conhecido como Fox Paulistinha, tem pelagem curta e lisa, a cor é branca, com marcações em preto, marrom ou azul. A altura do Terrier Brasileiro pode variar de 37 a 40 cm. na altura da cernelha, para os machos, e de 33 a 37 cm., para as fêmeas. O peso máximo para os exemplares da raça é de 10 kg.

Os fatos e os nascimentos do dia 27 de outubro

Hoje o presidente do Brasil, Luis Inácio Lula da Silva, completa 63 anos. E o desenhista Mauricio de Souza faz 73. E hoje também nasceram o ex-presidente norte-americano Theodore Roosevet e o escritor brasileiro Graciliano Ramos.









Nasce Theodor Roosevelt - O 26o presidente dos EUA nasceu em 1858 em Nova York e morreu em 1919, enquanto dormia. Seus dois mandatos consecutivos foram marcados pela intensificação da política intervencionista do governo americano no país e no exterior, sobretudo na América Latina.
1492 - Cristóvão Colombo descobre a ilha de Cuba.
1505 - Morre Ivan "o Grande", Duque de Moscou e primeiro czar de todas as Rússias.
1553 - Miguel Servet, médico espanhol, é queimado vivo em Genebra por ordem de Calvino.
1728 - Nasce James Cook, descobridor das Ilhas Sandwich.
1782 - Nasce Niccolo Paganini, compositor italiano.
1807 - É assinado o Tratado de Fontainebleau, pelo qual Napoleão atinge seu objetivo de introduzir suas tropas no território espanhol.
1811 - Nasce Issac Merrit Singer, inventor da primeira máquina de costurar doméstica.
1844 - Os dominicados se rebelam contra o domínio haitiano e estabelecem a República Dominicana.
1858 - Nasce Theodore Roosevelt, 26o presidente dos EUA.
1897 - É fundado o Club Deportivo Magallanes, de Santiago, um dos pioneiros no futebol chileno.
1917 - O Brasil declarou guerra à Alemanha três anos após o início da Primeira Guerra Mundial.
1922 - Termina a "Marcha sobre Roma" de Benito Mussolini.
1922 - Nasce Carlos Andrés Pérez, ex-presidente da Venezuela.
1939 - O presidente Getúlio Vargas criou o Departamento de Imprensa e Propaganda, o DIP, para promover o Estados Novo e censurar os meios de comunicação.
1945 - Nasce Luis Inácio "Lula" da Silva, líder sindical e político brasileiro.
1965 - O Ato Institucional nº 2 extinguiu os partidos políticos brasileiros.
1970 - O cientista argentino Federico Leloir recebe o Prêmio Nobel de Química.
1978 - Anuar Sadar, presidente do Egito, e Menachem Begin, primeiro-ministro de Israel, ganharam o Nobel da Paz pelo acordo de Camp David, que devolveu o Sinai ao Egito.
1978 - A Justiça responsabilizou unanimamente o governo pela morte do jornalista Vladimir Herzog. Em outubro de 1975, ele havia sido preso por agentes do DOI CODI e aparecido morto horas mais tarde.
1986 - Representantes das principais religiões do mundo, liderados pela Papa João Paulo II, se reúnem em Asís, na Itália, para rezar pela paz mundial.
1988 - O filme ET, o Extra-terrestre, de Steven Spielberg, foi lançado em vídeo depois de bater recordes de bilheteria no cinema.
1990 - Se descobre uma nova galáxia 60 vezes maior de a Via Láctea.
1994 - Moçambique fez suas primeiras eleições gerais depois da guerra civil que durou 16 anos e matou 600 mil pessoas.

Domingo, Outubro 26, 2008

Fatos históricos e nascimentos de 26 de outubro

No dia de hoje Hillary Clinton (na foto com Bill) está completando 61 anos, Milton Nascimento 66, o presidente boliviano Evo Morales 49 e o cantor Belchior 62.








Em 26 de outubro de 1863 são definidas as regras do futebol, em Londres. Um esporte jogado somente com os pés, porém regulamentado apenas com a fundação do The Football Association. Foi rápido o seu progresso e em poucos anos se tornou o esporte de maior prefência e o mais popular em todo o mundo.

1811 - Um decreto assinado por Manuel de Sarratea, Feliciano Chiclana e Juan José Paso estabelece a liberdade de imprensa na Argentina.
1813 - A Assembléia do Rio da Prata suprime as armas e títulos da nobreza.
1838 - Traslado dos restos mortais do imperador do México Agustín Itúrbide, a catedral da capital mexicana.
1861 - Inaugurado nos Estados Unidos o serviço de telégrafo.
1863 - Estabelecido por escrito as regras do futebol na Freemason's Tavern de Londres.
1869 - Nasce Washington Luis Pereira de Souza, futuro presidente brasileiro.
1905 - Suécia e Noruega separam-se pacificamente. A Dinamarca havia cedido a Noruega para a Suécia em 1814.
1916 - Nasce François Maurice Marie Mitterrand, político francês.
1917 - Entrada do Brasil na Primeira Guerra Mundial.
1917 - Nasce o Gato Félix. O personagem ilustre dos desenhos animados é desenhado pelo australiano Pat Sullivan, que morava nos Estados Unidos.
1919 - Banidos do Brasil mais de 100 líderes anarquistas após a descoberta de um plano para derrubar o governo.
1920 - A Câmara dos Deputados mexicana confirma no cargo de presidente da república o general Álvaro Obregón.
1936 - O Hospital Miguel Couto é inaugurado no Rio de Janeiro.
1951 - Winston Churchill é reeleito primeiro ministro britânico, seguindo vitória de seu Partido Conservador nas eleições do dia anterior.
1955 - O Conselho Nacional da Áustria aprova a nova Constituição em Viena, na qual o país se compromete a assumir uma postura de neutralidade na comunidade internacional.
1955 - O general Ngo Dinh Diem proclama a República de Vietnã, com capital em Saigón, acumulando os cargos de chefe de Estado e chefe de Governo.
1967 - O Xá do Irã é oficialmente coroado em seu quadragésimo oitavo aniversário, tendo adiado sua coroação por 26 anos.
1972 - Começam as visitas guiadas a prisão de segurança máxima de Alcatraz.
1976 - Morre no Rio de Janeiro, aos 79 anos, Emiliano Di Cavalcanti, um dos maiores pintores brasileiros de todos os tempos.
1979 - O presidente da Coréia do Sul, Park Chung-Hee, é morto a tiros por seu chefe da inteligência, Kim Jae-Kyu.
1986 - O chefe da guerrilha equatoriana Alfredo Jarrin é morto a tiros pela Polícia.
1994 - Os primeiro-ministros de Israel, Isaac Rabin e da Jordânia, Abed Salam el-Mayali, firmam acordo de paz entre os dois países.
1998 - Equador e Peru fecham em Brasília um acordo permanenente de paz e integração entre fronteiras.

Os resultados das eleições de 2004




No segundo turno das eleições de 2004 o vencedor, José Fogaça, teve 53,32% dos votos válidos (431.820 votos), contra 46,68% do segundo colocado, o petista Raul Pont, que teve 378.099 votos.

Marlon Brando

Raquel Welch, hoje com 68 anos.

Sábado, Outubro 25, 2008


Charges de hoje: Nani, Pater (A Tribuna, ES) e Duke (O Tempo, MG)




Bodinho, célebre jogador do S.C. Internacional nos anos cinquenta, recebeu este apelido por suas cabeçadas fulminantes. Faleceu este ano, aos 79.

Ainda sobre as loiras inteligentes...


Pergunta: O que você tem quando oferece a uma loira um centavo pelos pensamentos dela?
Resposta: Troco.
Pergunta: Por que uma loira não pode ouvir música com fone de ouvido?
Resposta: Porque o som não se propaga no vácuo.
Pergunta: Como se faz para uma loira rir na segunda-feira?
Resposta: Conta a piada pra ela no sábado.

Paulão, dono de bar, até pescou no arroio Dilúvio

Bar e armazém do Paulão, na Valparaíso, esquina com a Salvador França: um dos mais antigos em atividade.Paulo Soares dos Santos, 65 anos, o Paulão, faz parte da história do Jardim Botânico – incluindo aí a própria Fundação Zoobotânica, onde trabalhou como vigia por muitos anos, antes de se tornar comerciante. Dono de um tradicional bar e armazém na rua Vaparaíso, bem na esquina com a Salvador França, hoje um local movimentadíssimo e barulhento, ele pegou o Botânico em uma fase bem diferente, tanto que trabalhou no bairro como carroceiro, vendendo verduras de porta em porta.Tempos bem diferentes, reconhece ele, escorado no balcão. “Cheguei aqui com cinco anos de idade, vindo do interior de Viamão. Meus pais vieram de carreta e fomos morar inicialmente na Barão do Amazonas, depois nos mudamos para a “travessa municipal”, na antiga Vila Russa”, recorda. Dos anos cinqüenta, quando era menino, lembra do armazém do Caboclo, na Barão, do Armazém Parafuso, onde hoje está o Fome Zero (“O dono tinha esse apelido, vendia querosene, alface, queijo), da Dona Versa, na própria Valparaís, o Estrela Dalva, na rua Dona Inocência.
CHÃO BATIDO - As famílias, naqueles anos cinqüenta, podiam ser citadas pelos nomes, os Correia, os Lucena, os Santos, os Pieretti, os Maraschin, entre tantas outras. Todos se conheciam e quase todos freqüentavam os mesmos locais – o Clube Amazonas, o Leal Santos, o Clube São Pedro, os bailes de carnaval, o pingue-pongue, a cancha de bocha, as pescarias no arroio Dilúvio – então um curso de águas limpas onde podia-se tomar banho e fazer piqueniques às suas margens. A gurizada também costumava caçar na mata onde hoje está o a Fundação Jardim Botânico, subindo pela hoje avenida Tarso Dutra, que naquela época não existia. “Para subir para Petrópolis tinha que ir pela Barão, ou pela Cristiano Fischer, era tudo de chão batido.Nesse bairro, por assim dizer, quase rural, as chácaras predominavam, especialmente as que plantavam agrião vendido depois no Mercado Público. “Ia-se de carroça”, lembra Paulão.Havia ainda várias olarias que fabricavam tijolos – uma das quais perto de onde hoje é o DEEPS, na Ipiranga, e outras mais adiante, para os lados da Cristiano Fischer, onde algumas famílias criavam porcos para a venda, sem contar as galinhas.“Se comprava lenha e querosene na Dona Versa e no Caboclo. Todo mundo tinha fogão à lenha. Tinha também uma fábrica de papelão na Ipiranga, onde hoje é a concessionário Peugeot. Lembro do doutor Francisco, que era o médico, atendia em casa, ele morava na Bento, se não me engano. O pessoal daqui ia muito para a avenida Bento Gonçalves, fazer compras. Lá já existiam muitas ferragens, o Tico-Tico (restaurante), e, do outro lado, a churrascaria aquele, da dona Erci e marido, a “Poletto”.
PESCARIAS E CAÇADAS – A avenida Ipiranga – hoje uma das mais movimentadas da cidade – não existia, por assim dizer. “Havia uma ponte de madeira, onde é aqui a Salvador França, e a gente pescava embaixo. Do outro lado havia uma vila”. Outra lembrança bem presente daqueles tempos era a fábrica de carroça do seu Lúcio, na rua Guilherme Alves, defronte à atual igreja de São Luís. “Eles faziam carroças, arreios, alugavam carroças também, e havia uma ferraria do lado, para ferrar os cavalos. Ali tinha movimento direto, muitas carroças paradas, cavalos.”Nesse tempo, o esgoto era recolhido pelos famosos “cubeiros”, que faziam parte de um sistema municipal e arcaico de coleta in natura do esgoto cloacal: colocava-se recipientes em forma de cubos embaixo das privadas , ou “patentes”, que depois, quando cheios, eram lacrados e recolhidos pelos “cubeiros”, que vinham em caminhões, em datas marcadas. “O cheiro era horrível, às vezes aquilo tudo derramava”, diverte-se hoje Paulão.“Quem não tinha esse cubos tinha que apelar para a velha casinha, com o buraco da fossa, fora da residência”. Quanto ao lixo doméstico, como não havia recolhimento diário, quase sempre era queimado ou enterrado.
Nesse tempos existia o famoso cabaré Castelo Branco, na dona Inocência, e depois o Casa Rosada, na La Plata. “O Castelo Branco tinha muitos quartos, lembro que ia lá, vender verduras e frutas para as mulheres”, afirma Paulo. Depois de fechado, o cabaré serviu como posto de policiamento da Brigada Militar e atualmente é uma espécie de pensão, com aluguel de peças. O único conjunto habitacional do bairro era a Vila dos Bancários, na Barão do Amazonas (que territorialmente, já é Petrópolis), o empreendimento mais “luxuoso” de então e que, durante anos, deu nome a uma linha de ônibus. Depois de quase trinta anos como dono de bar, Paulo Soares dos Santos está prestes a sossegar: vendeu o seu negócio e a sua propriedade, os filhos se dedicam a outras atividades, e talvez seja a hora de parar – ou pelo menos, de trabalhar menos, “só na manha”.
TRANQUILIDADE - Paulão abriu o seu bar e armazém em 1985, do outro lado da Salvador França, onde “bombava gente aos finais de semana”. Nos anos noventa veio para o seu atual endereço, já como proprietário, de onde não mais saiu e fez a sua clientela. Nada mau para quem começou a trabalhar em vendas com sete anos de idade, foi carroceiro, verdureiro, porteiro de edifício, vigia e funcionário de ferro-velho.“Para mim o Jardim Botânico é um dos melhores bairros de Porto Alegre. Acho tudo bom, não tem coisas ruins. Aqui namorei, noivei, casei, tive filhos, netos”, resume ele.

Pequinês: cão bem equilibrado e independente

eÉ um cão pequeno, bem equilibrado e valente. O seu aspecto é leonino, é independente e é capaz de defender-se. O peso do Pequinês fica entre os 2 e 8 kg. Os olhos são grandes, cristalinos, de cor escura e brilhante, levemente proeminentes e redondos. As orelhas, em forma de coração, são providas com longas franjas. O pescoço é um pouco curto e grosso. O tronco é curto, mas com tórax amplo. A cauda é de inserção alta, posição rígida, levemente curva sobre o dorso,
com franjas abundantes. Sua pelagem é longa e reta, com crina abundante que se estende atrás dos ombros, formando uma espécie de coleira ao redor do pescoço. O pêlo de cobertura é basto, com franjas abundantes nas orelhas, nos membros, nas coxas, na cauda e nos pés. Todas as cores e manchas são admitidas, e apreciadas igualmente, com exceção do albino e da cor de fígado. Os exemplares multicolores apresentam manchas bem definidas.

Hoje morria o verdadeiro Bat Masterson

Celebrizado por uma série de tevê muito popular, Bat Masterson, o verdadeiro, foi tanto do bem como do mal. Mas fez história nos Estados Unidos. Morreu com quase 70 anos.
William Barclay "Bat" Masterson (26 de Novembro de 185325 de Outubro de 1921) foi uma figura legendária do Velho Oeste americano.
Ele foi caçador de búfalos, batedor do exército, jogador, delegado de fronteira, delegado federal, além de uma carreira como colunista e editor de esportes de um jornal de Nova Iorque. Descendente de irlandeses, ele nasceu em Henryville, Quebec. Conta-se que o apelido de "Bat" (Morcego), surgiu quando um desses animais sibilou pela igreja quando de seu batismo.
Pistoleiro e delegado - Seu primeiro tiroteio ocorreu em Sweetwater, Texas (depois Mobeetie), (1876) quando arrumou uma briga por causa de uma garota. Nesse mesmo ano encontrou Wyatt Earp em Dodge City, de quem foi ajudante. Nessa cidade ele publicou em 1884 o Vox Populi, sobre a política da cidade (continuaria a escrever como jornalista até a sua morte). Foi eleito xerife em Ford County, Kansas, ficando no cargo até 1879. Depois disso ele se tornou jogador, embora tenha sido ainda delegado federal em Trinidad, Colorado. Deixando o Oeste, ele foi para Nova Iorque onde se tornou deputado indicado pelo presidente Theodore Roosevelt. Ficou no cargo de 1908-1912.
Ele morreu de um ataque do coração em 1921.
Série de televisão -"Bat Masterson" foi uma série de televisão com 108 episódios, produzida para o canal NBC, de 1958 a 1961. No papel título estava o ator Gene Barry. Na série Masterson aparecia como um galante jogador, sempre bem vestido com seu chapéu de coco e sua inseparável bengala. A música tema ficou famosa no Brasil, sendo que a versão para o português foi um dos maiores sucessos do cantor Carlos Gonzaga. (Fonte: Wikipedia)

Os aniversariantes do dia 25 de Outubro

O pintor Pablo Picasso estaria completando, hoje, 127 anos. E o compositor Roberto Menescal faz 71.



Sexta-feira, Outubro 24, 2008

A beleza trágica de Margaux Hemingway




Margaux Hemingway e seu avô, Ernest

Istoé
10 de julho de 1996
* Republicado.

A atriz e modelo Margaux Hemingway morre aos 41 anos, depois de uma vida de vícios e depressão


Margaux Hemingway tinha apenas seis anos quando seu avô, o escritor Ernest Hemingway, autor de clássicos como O velho e o mar e Por quem os sinos dobram, suicidou-se no dia 2 de julho de 1961 com um tiro de espingarda na boca. Hemingway seguia a trilha do pai, que também se matou em 1928. Décadas depois, em 1982, o irmão cumpria igual destino. Coincidência ou não, a bela atriz e modelo americana acabou protagonista de uma tragédia semelhante. Na terça-feira 2, a polícia de Santa Mônica, na Califórnia, encontrou o corpo da atriz em estado de decomposição no seu modesto apartamento de quarto e sala, no mesmo dia em que seu avô se matara, há 35 anos. Segundo a polícia, a morte de Margaux, ocorrida um dia antes, teria se dado por causas naturais. Os resultados definitivos dos testes de laboratório só serão conhecidos em duas semanas, quando se poderá saber se ela foi vítima de um ataque fatal de epilepsia, doença que a acompanhava há algum tempo, ou se sofreu uma ingestão excessiva de drogas ou álcool. Os amigos diziam que ela se mostrava muito triste ultimamente. Margaux, que havia completado 41 anos em fevereiro passado, alternou uma carreira de altos e baixos. Foi descoberta quando chegou em Nova York, aos 19 anos, vinda da pequena cidade de Ketchum, Idaho. Sua beleza invulgar, distribuída nos 1,83m e 63kg, impressionou os agentes do show business. Logo Margaux saltou das capas de revistas especializadas como Vogue e Town and Country para publicações como The New Yorker e Time, da qual recebeu o título de "o rosto da América". Na época, assinou um contrato de cinco anos no valor de US$ 1 milhão com a marca de cosméticos Fabergé. Era a modelo mais bem paga do mundo, antecipando em duas décadas a era de top models da linha de Linda Evangelista e Cindy Crawford. A fama instantânea desencadeou uma expectativa que não se confirmou no cinema. As feições clássicas da atriz, que estaria em boas mãos num tempo de diretores como Alfred Hitchcock ou Billy Wilder, foram colocadas a serviço de profissionais medíocres. Em A violentada, de 1976, Margaux interpretava uma manequim seviciada por um psicopata. Mas quem brilhou foi sua irmã Mariel, então com 15 anos, que também fazia sua estréia cinematográfica. Mariel se recuperou do fiasco de público e crítica do filme com uma brilhante participação em Manhattan, de Woody Allen, feito três anos depois. Concorreu ao Oscar de melhor atriz coadjuvante graças ao papel da ninfeta pela qual Allen se apaixona. Os fracassos de Margaux Hemingway não se limitaram ao cinema. Sua vida pessoal teve poucos belos momentos. Divorciada do primeiro marido - o "rei do hambúrguer" Errol Weston, com quem viveu de 1975 a 1978 -, dois anos depois uniu-se ao milionário franco-venezuelano Bernard Fouchon, do qual também se divorciou. Aos 29 anos, sofreu um grave acidente esquiando na Áustria, sendo obrigada a passar dois meses de repouso. Foi quando começou a ficar dependente de drogas, devido às fortes doses de sedativos que ingeria. Além de pílulas e álcool, vícios que aos poucos incorporou em sua vida, a saúde de Margaux passou a ser perturbada por outro mal. Ela sofria de bulimia, doença que provoca uma vontade compulsiva de comer. Em 1988, pesando cerca de 90kg, internou-se na clínica Betty Ford para se desintoxicar. Após dois anos, posou nua e em forma invejável para a revista Playboy numa tentativa de provar a si mesma que estava livre de seus males. Não estava. Numa das várias vezes que tentou abandonar definitivamente o cinema a justificativa era a de que não conseguia mais decorar os scripts. O fracasso lhe provocava depressões periódicas. No isolamento, Margaux procurava auxílio em terapias baseadas na tradição de índios americanos. Sem sucesso, chegou a se tratar com um curandeiro havaiano, buscando refúgio no Estado natal de Idaho, onde morou por sete anos em contato com a natureza. Poucas semanas antes de morrer, havia se mudado para o apartamento de Santa Mônica. Quando esteve no Brasil pela terceira vez, no ano passado, Margaux atribuiu seus altos e baixos à herança genética dos Hemingway. "Livrei-me das sombras", afirmou. Sem querer cunhou uma frase que poderia lhe servir de epitáfio.




Presos do Central irão votar neste domingo

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE), como já havia feito no primeiro turno da eleição, disponibilizará uma urna eletrônica para que 55 detentos do Presídio Central, com domicílio eleitoral em Porto Alegre, possam votar no próximo domingo (26/10). O cadastramento dos presos foi feito pela Brigada Militar, que administra o presídio, junto com o Ministério Público. Segundo a promotora de Justiça, Cynthia Jappur, podem votar presidiários que não possuem contra si condenação criminal transitada em julgado. Explica que provisórios são os autuados em flagrante, presos preventivos que irão a júri popular ou condenados por sentença recorrível. Na outra penitenciária de regime fechado, em Porto Alegre, a Feminina Madre Pelletier, não houve número suficiente de presas provisórias com domicílio eleitoral na Capital – o mínimo exigido é de 50.
O major Gelson Luiz Guarda, vice-diretor do Presídio Central, ressalta que a votação seguirá o horário normal estabelecido pelo TRE, das 08 às 17h, e para o atendimento à Imprensa, ficou definido o horário da 09 às 10h.

* Com o apoio do Ministério da Educação, foi encerrada ontem, dia 22 de outubro, a Feira de Ciências e Inovação do Museu de Ciências e Tecnologia da PUCRS. O evento teve a participação de 120 jovens, estudantes de 30 diferentes escolas e buscou incentivar a trocas de experiências entre alunos de escolas públicas do Estado. Nas palavras da coordenadora do projeto, a professora e pedagoga Elaine Vieira, este espaço é para os alunos aprenderem mais a fundo o que é a ciência. "Na escola, eles vêem nos livros. A gente acha importante que eles vejam na prática", explicou. De acordo com ela, os pequenos cientistas passam, também, a ensinar os professores, pois mostram que é possível inovar com poucos recursos. Os trabalhos apresentados tratavam desde a reciclagem até nutrição. Este último inspirou "O que os olhos não vêem, o organismo não sente", feito pelas moradoras de Charqueadas, Rayana Barbosa e Karine Gomes, de 12 e 13 anos. Preocupadas com o acúmulo de lixo no colégio, as alunas da Escola Municipal São Miguel perceberam, ao constatar a quantidade de pacotes de salgadinhos e chocolates encontradas, que seus colegas comiam mal. Iniciaram uma pesquisa e montaram um projeto de conscientização sobre os tipos de conservantes e gorduras utilizadas nas guloseimas preferidas das crianças.
Outro trabalho que se destacou foi "Fontes de Energia Limpa", no qual as alunas da Escola Estadual David Canabarro, Bruna Santos e Indiele da Silva, ambas de 11 anos, apresentaram a importância e as vantagens das energias solar e eólica com o auxilio de uma maquete. Para Aline da Rosa, 11 anos, participar da feira foi uma realização. "Competimos com outros três trabalhos na nossa escola e, para mim, isso é um sonho", anima-se. Ela apresentou o trabalho "O uso de materiais recicláveis para técnicas de artesanato". Com o auxilio da professora e da avó de uma colega, as alunas decoraram potes e fizeram pulseiras e colares com páginas de revista e jornal. Valéria da Silva, 15 anos, uma das criadoras do projeto "Horta da Escola", que já foi colocado em prática no Colégio Estadual Cecília Meirelles, também adorou participar: "é importante ver outros tipos de trabalhos diferentes do nosso". A coordenadora Elaine ainda ressaltou que não houve premiações para os vencedores, o que valoriza a qualidade da produção científica, e diminui a competitividade presente nas feiras de ciências. Pelo entusiasmo percebido nos visitantes do evento, nenhum aluno sentiu falta do detalhe. O Museu está aberto de terças-feiras a domingos, das 9h às 17h, e fica no prédio 40 do Campus Central da Universidade (avenida Ipiranga, 6681 - Porto Alegre). Informações pelo telefone (51) 3320-3521 ou no
site www.pucrs.br/mct/eventos.
* Texto produzido por alunos do Projeto Oficina de Imprensa da Faculdade de Comunicação Social da PUCRS (Famecos)Maria Joana Avellar - mariajoanaavellar@yahoo.com.br
* O Núcleo de Mobilidade Acadêmica e a Assessoria para Assuntos Internacionais e Interinstitucionais da PUCRS promovem, no dia 31 de outubro, o Cultural Social Hour. O evento é um momento de integração entre alunos intercambistas e estudantes da PUCRS. Na ocasião, haverá aulas de samba e dança gauchesca, entre outras atividades. O encontro ocorre das 15h às 17h30min na sala 104 do Centro de Pastoral e Solidariedade, prédio 17 do Campus Central (avenida Ipiranga, 6681 - Porto Alegre). A presença pode ser confirmada pelo telefone (51) 3320-3656 ou e-mail mobilidade@pucrs.br.
* Na próxima terça-feira, 28 de outubro, a Faculdade de Física da PUCRS (Fafis) promove mais um encontro do projeto "Física às seis e meia". Na ocasião, o professor Roberto Hubler falará sobre "Fronteiras da Física: Nanobiotecnologia", abordando a proposta transdisciplinar envolvendo dois temas de destaque no início do século 21: a biotecnologia e a nanotecnologia, atualmente denominada de Nanobiotecnologia. Serão enfatizadas suas aplicações na medicina e odontologia, como, por exemplo, implantes nanotexturizados que podem liberar gradativamente medicamentos ou portar células-tronco, representando uma diminuição significativa do tempo de recuperação nos testes in-vivo. A atividade acontece às 18h30min no auditório da Faculdade de Física, prédio 10 do Campus Central (avenida Ipiranga, 6681 - Porto Alegre) e tem entrada franca. Informações adicionais pelo telefone (51) 3320-3535, site www.pucrs.br/fisica ou e-mail fisica@pucrs.br.
* O Programa de Pós-Graduação em Filosofia da PUCRS promove
, nos dias 28 e 29, de outubro o "1º Colóquio Tópicos em Filosofia da Mente". A atividade será realizada das 14h às 18h na sala 202 do prédio 40, no Campus Central da Universidade (avenida Ipiranga, 6681 - Porto Alegre) e contará com os palestrantes Fred Adams (University of Delaware) e Brian McLaughlin (Rutgers University). As palestras serão em inglês, sem tradução. A entrada é franca e as inscrições e informações adicionais podem ser obtidas pelo e-mail filosofia-pg@pucrs.br ou telefone (51)3320-3554. Para receber certificado, é necessária a doação de dois litros de leite (em pó ou longa vida), que serão utilizados na campanha Natal Sem Fome.
* O Museu de Ciências e Tecnologia da PUCRS (MCT) estará fechado neste domingo, 26 de outubro, em razão do segundo turno das eleições municipais. O MCT está aberto normalmente de terças-feiras a domingos, das 9h às 17h, e fica no prédio 40 do Campus Central da Universidade (avenida Ipiranga, 6681 - Porto Alegre). Informações pelo telefone (51) 3320-3521 ou no
site www.pucrs.br/mct.

Charges de Fausto, no Olho Vivo, Amarildo (A Gazeta, Vitória, ES) e Bello, na Tribuna de Minas.






Os 10 anos do caso do Maníaco do Parque

Francisco foi preso em Itaqui, no Rio Grande do Sul: o caso do maníaco fez história na crônica policial brasileira. Na prisão, ele recebeu inúmeras propostas de casamento.

O nome dele é Francisco de Assis Pereira e tinha 30 anos quando se tornou conhecido como o "Maníaco do Parque". Há dez anos - em agosto - Francisco foi preso na cidade de Itaqui, no Rio Grande do Sul, acusado de ter assassinado oito mulheres em São Paulo. Condenado, cumpre pena e até se casou na cadeia. O caso do Maníaco do Parque foi um dos mais comentados, senão o mais, do ano de 1998. Foragido durante 23 dias, ele foi reconhecido por pescadores, em Itaqui, para onde havia viajado, usando documentos falsos.
Os crimes, que aconteciam no Parque do Estado, na capital paulista, desafiavam a polícia: no local foram encontrados os corpos das mulheres, que ele estuprava, enforcava e roubava e depois largava, mortas, em clareiras de uma das maiores áreas verdes de SP.À polícia informou terem sido, na realidade, nove vítimas, e falou do seu "lado negro":"Eu tenho um lado ruim dentro de mim. É uma coisa feia, perversa, que eu não consigo controlar. Tenho pesadelos, sonho com coisas terríveis. Acordo todo suado. Tinha noite em que não saía de casa porque sabia que na rua ia querer fazer de novo, não ia me segurar. Deito e rezo, pra tentar me controlar."
Os atos de Francisco ganharam as manchetes em 12 de julho de 1998, quando os jornais publicaram o primeiro retrato falado do maníaco. No mesmo dia, a manicure Selma Rodrigues Goes, 35 anos, afirmou ter visto uma fumaça saindo de dentro da empresa J.R. Express, na rua Alcântara Machado, em São Paulo. O morador do local era ele: Francisco de Assis Pereira, o único funcionário que trabalhava e dormia na empresa.
Ao chegar ao trabalho, o empresário Jorge Sant' Ana, o patrão, encontrou um bilhete sobre a mesa, com um recorte do jornal em que havia o retrato falado. No bilhete, Francisco lamentava ter ido embora e pedia desculpas pela partida. No mesmo dia o empresário percebeu que havia algo de errado com o vaso sanitário da empresa. No conserto foi encontrado um bolo de papéis queimados, que entupira o esgoto. Junto, estava a carteira de identidade de Selma Ferreira Queiroz, uma das vítimas Alguns dias depois, a estudante Sara Adriana Ferreira reconheceu na polícia a voz do homem que, no dia 4 de julho, telefonou para a sua casa, na cidade de Cotia, exigindo mil reais pela libertação de sua irmã Selma. Ele identificou a voz ao ver uma entrevista que Francisco havia dado a uma rede de televisão, em 1994, sobre um grupo de patinadores noturnos: era ele. Todas as mulheres mortas foram namoradas ou se relacionaram com o maníaco, um motoboy que adorava patinação, usava roupas coloridas, era jovial e alegre e, segundo alguns mulheres, era também carinhoso e brincalhão. O tipo comum, que não desperta desconfianças e com quem pode se puxar conversa no elevador.
Ao fugir, Francisco passou pela Argentina e voltou ao Brasil. Em Itaqui, RS, na fronteira com a Argentina, chegou a frequentar missas e se tornou familiar aos pescadores do rio Uruguai, que logo desconfiaram dele e imediatamente o associaram ao retrato falado que saía na televisão. O motoboy era popular no Parque do Ibirapuera, onde costumava fazer malabarismos sobre patins, esporte que ele dominava e ensinava a outras pessoas. Era querido e respeitado até pelas crianças, que costumavam cercá-lo e falar com ele.
Em depoimento de muitas horas à Polícia paulista, o Maníaco do Parque confessou os oito assassinatos e mais um. Também admitiu outros cinco estupros. Foi nesse momentos que falou de seu "lado ruim", de sua "fixação em seios" e contou uma dramática história de relacionamentos, de molestamento sexual na infância, de um ex-patrão, com quem teria um relacionamento homossexual.
O maior caso policial do ano logo se transformou em um grande circo midiático. Um encontro entre Francisco e os pais foi transmitido ao vivo no programa do Ratinho e alcançou 38 pontos no Ibope - quase o mesmo da novela da Globo em horário nobre. Cinco mulheres se apresentaram à polícia identificando o homem que as havia violentado no Parque do Estado - as sobreviventes. Todas indicaram Francisco como o autor.
Entre as vítimas fatais do Maníaco, estava Elisângela Francisco da Silva, de 21 anos, cujo corpo foi encontrado no Parque em 28 de junho. Ela estava nua. Paranaense, de família humilde, Elisângela era conhecida pela excessiva timidez e pertencia à igreja Batista e, depois, à igreja Deus é Amor.
Outra, Raquel Rodrigues, de 23 anos, era "uma moça muito ingênua", como diziam suas amigas. Sua família vivia em Gravataí, na grande Porto Alegre. Nos finais de semana, em São Paulo, Raquel costumava frequentar barzinhos com suas amigas e trabalhava como vendedora, no bairro de Pinheiros. No dia da sua morte, telefonou para uma prima, dizendo que conhecera um rapaz e que aceitara posar de modelo para ele. Seu corpo foi encontrado em um matagal do Parque, no dia 16 de janeiro. Outra, Selma Ferreira Queiroz, balconista, ainda não havia completado 18 anos. Desapareceu em uma sexta-feira. No dia seguinte, um homem telefonou para sua irmã, dizendo que ela havia sido sequestrada e exigindo mil reais de resgate. Mas não ligou de volta. O corpo foi encontrado no dia seguinte: ela estava nua, com sinais de estupro e espancamento. Nos ombros, seios e interior das pernas havia marcas de mordidas. Francisco também fazia sexo anal com a maioria de suas vítimas. Ele não usava armas, apenas as mãos. Já Patrícia Gonçalves Marinho, 24 anos, saiu da casa da avó, onde morava, e nunca mais foi vista com vida. Seu corpo só foi encontrado no dia 28 de julho, em uma área erma do Parque do Estado. Morreu por estrangulamento e foi estuprada. Seu sonho era se tornar modelo e, segundos seus conhecidos, tinha uma confiança ingênua nas boas intenções de todo mundo. O Maníaco do Parque mantinha um diário onde falava de suas conquistas amorosas, romances impossíveis e momentos de muita agressividade. Em um desses dias, ele escreveu: "Quando lembro daqueles momentos fico completamente excitado, malvado, carente, as coisas de englobam de uma só vez. (...) Estou procurando uma criança de 12 ou 13 anos que eu possa dominar" (...)
Transformado em superestar do Mal, Francisco deu entrevistas coletivas, falou em Deus, em Igreja - uma de suas fixações - e disse aos repórteres: "Eu sou ruim, gente, muito ruim."
Há dez anos trancafiado, Francisco foi um dos mais conhecidos seriall killer do Brasil - um clube que inclui Chico Picadinho, esquartejador, e Marcelo de Andrade, que estuprou e degolou nada menos do que 14 crianças e foi preso no Rio de Janeiro, em 1991.
Condenado a 269 anos de prisão, ele cumprirá, no máximo, 30 anos, como prevê a lei brasileira. (Pesquisa: Conselheiro X.)

Os aniversariantes do dia 24 de Outubro

Hoje o ator norte-americano Kelin Kline está completando 61 anos e a atriz Rosa Maria Murtinho (na foto, com Glória Maria) 73. O cartunista Ziraldo Alves Pinto faz 76 e a jogadora de vôlei Fernanda Venturini 38.










Dálmata: cão de companhia, inteligente e fiel

Sua simpática vivacidade aliada às suas linhas harmoniosas e, principalmente à sua típica pelagem manchada fazem dele uma raça apreciada em todo o mundo. É, hoje em dia, um cão de companhia, que se destaca por sua inteligência e fidelidade ao dono. Sua origem, parece ser antiga, apesar de poucos autores concordarem com a mesma teoria.
Ilustrações descobertas na Grécia e no Oriente, reproduzem cães iguais ao Dálmata atual em linhas e pelagem. Alguns o consideram de origem dinamarquesa, o que justificaria o nome, adotado em alguns países como Pequeno Dinamarquês. É, de fato, muito difundido, ainda hoje, na Dinamarca. Houve uma época em que o Dálmata era usado também como cão de caça, pois é dotado de um impressionante olfato. É, também, considerado um excelente cão de guarda, embora seja quieto e só lata quando realmente necessário. É um cão ativo e muito musculoso, de grandes linhas simétricas.
Seus olhos são redondos, brilhantes, de expressão inteligente e moderadamente separados entre si. As orelhas de implantação um pouco alta são de tamanho moderado. A cauda não é muito longa, é forte na raiz e vai-se afindo gradativamente até a ponta. A pelagem é curta, dura, densa, fina, lisa e brilhante. A cor e as manchas representam os elementos mais importantes. A cor básica, em ambas as variedades é sempre o branco puro, sem mescla. A cor das manchas, na variedade com manchas cor de fígado, deve ser o castanho fígado; na variedade com manchas pretas, ao contrário, preto; quanto mais numerosas as manchas melhor. As manchas da cabeça, do focinho, das orelhas, dos membros e da calda devem ser menores que as do corpo. Os exemplares machos medem de 55 à 60 cm.; na altura da cernelha. As fêmeas medem entre 50 e 55 cm. O peso médio para os machos é de 25 kg, para as fêmeas é de 22,5 kg.

Quinta-feira, Outubro 23, 2008

Mário Quintana.

Lauren Bacall.




* O Serviço de Otorrinolaringologia do Hospital São Lucas da PUCRS promove no dia 29 de outubro o I Workshop de Estética Facial. O evento terá a participação de Flávia Lira Diniz, médica da Divisão de Cirurgia Plástica da Face do Serviço de Otorrinolaringologia do Hospital das Clínicas da USP. As inscrições, gratuitas, estão abertas a médicos e estudantes. As vagas são limitadas. A programação tratará de temas como rejuvenescimento facial, aplicação de botox, realização de peelings e técnicas de preenchimento. O responsável pelo Setor de Cirurgia Estética Facial do Serviço de Otorrinolaringologia do HSL, Oswaldo Carpes, afirma que o evento estará voltado à troca de experiências entre os profissionais. Ele ressalta que tem crescido a procura por cirurgias estéticas na área da Otorrinolaringologia.
* A Biblioteca Central Irmão José Otão estará fechada para expediente externo neste sábado, dia 25 de outubro, a partir das 12h30min, em razão da realização de serviços de marcenaria que exigem a utilização de solventes e colas. Na segunda-feira, dia 27, a Biblioteca abre novamente para o público, das 7h45min às 22h50min, e aos sábados, das 7h45min às 17h30min. Informações adicionais no site www.pucrs.br/biblioteca ou pelo telefone (51) 3320-3544.
* Por meio de tele-aulas virtuais, estudantes e acadêmicos da PUCRS e das Universidades de Aachen (Alemanha), Médica de Kaunas (Lituânia) e Médica de Varsóvia (Polônia) se encontrarão para trocar experiências e projetos na área da saúde. As vídeo-conferências ocorrerão nos dias 28 de outubro, 4 e 11 de novembro, das 11h45min às 14h, na sala de aula da Pós-Graduação em Medicina, no 3º andar do Hospital São Lucas (avenida Ipiranga, 6690 - Porto Alegre). Serão apresentados casos de neurocirurgia, cardiologia e problemas de saúde ligados a distúrbios genéticos. No dia 11, a Faculdade de Informática e o Centro de Microgravidade da Faculdade de Engenharia mostrarão o projeto do "Olho Virtual", que é a modelagem em 3D de um olho. Participam também a Faculdade de Medicina e a Liga de Telemedicina e Telessaúde da Universidade. Informações pelo telefone (51) 3320-3500, ramal 4402.
* A Editora Universitária da PUCRS (Edipucrs) lança o e-book "Liberdade e Compromisso - O Tempo e o Vento de Erico Verissimo: uma interpretação filosófica". A obra de Ademar Agostinho Sauthier apresenta diversos momentos da história do Rio Grande do Sul e do Brasil que se tornaram temas de debate pelo escritor, além de apresentar interpretações de Erico Veríssimo sobre alguns critérios para uma adequada ação social. O acesso é gratuito e pode ser feito pelo link www.pucrs.br/edipucrs/liberdadeecompromisso.pdf. Informações pelo telefone (51) 3320-3906.
* O comportamento de diferentes classes de animais será debatido no "Ciclo de Seminários Pet-Biologia". A atividade é promovida pela Faculdade de Biociências da PUCRS e ocorre no período de 27 a 30 de outubro, das 19h30min às 22h, na sala 303, bloco A do prédio 12, no Campus Central da Universidade (avenida Ipiranga, 6681 - Porto Alegre). "Lepidóptera", "Arachnida", "Isopoda", "Amphibia", "Primates", "Hominidae" e "Canidae" estão entre as classes estudadas. Outras informações e inscrições na Pró-Reitoria de Extensão da Universidade (Proex), sala 201 do prédio 40, ou pelo telefone (51) 3320-3680 ou e-mail proex@pucrs.br.
* O próximo encontro do "Seminário Economia às 5 e ½", na segunda-feira, 27 de outubro, tem como tema "A crise financeira dos EUA e suas repercussões". Participa como palestrante o professor do Departamento de Economia da Universidade André Scherer. A atividade é promovida pela Faculdade de Administração, Contabilidade e Economia da PUCRS (Face) e será realizada às 17h30min no auditório do 9º andar do prédio 50, no Campus Central da Universidade (avenida Ipiranga, 6681 - Porto Alegre). A entrada é franca. Informações adicionais pelo telefone (51) 3320-3688.
* A Faculdade de Ciências Aeronáuticas da PUCRS realiza na próxima sexta-feira, 31 de outubro, a "2ª Jornada Acadêmica de Ciências Aeronáuticas - Seminário de Segurança de Vôo". O encontro busca discutir a segurança de vôo no transporte aéreo brasileiro a partir da análise do cenário atual e das perspectivas do setor e identificar políticas e práticas de gestão na prevenção de acidentes e incidentes. A atividade ocorre das 8h30min às 17h no auditório do prédio 9, no Campus Central da Universidade (avenida Ipiranga, 6681- Porto Alegre) e é destinado a aeroviários, dirigentes de empresa aérea, autoridades de aviação civil e militar e alunos de escolas de aviação civil. O seminário tem entrada franca e as vagas são limitadas. Não é necessária inscrição prévia. Outras informações pelo telefone (51) 3320-3542.
* O Programa de Pós-Graduação em Direito da PUCRS recebe, até 31 de outubro, inscrições para o Doutorado em Direito, com área de concentração em "Fundamentos Constitucionais do Direito Público e do Direito Privado" e "Teoria Geral da Jurisdição e Processo". São oferecidas seis vagas para ambas as áreas. O procedimento pode ser realizado no site www.pucrs.br/direito/pos. Os documentos precisam ser entregues na secretaria da Faculdade, sala 1030 do prédio 11, no Campus Central da Universidade (avenida Ipiranga, 6681 - Porto Alegre). São três as linhas de pesquisa oferecidas: "Eficácia e Efetividade da Constituição e dos Direitos Fundamentais no Direito Público e no Direito Privado", "Hermenêutica, Justiça e Estado Contemporâneo" e "Jurisdição, Instrumentalidade e Efetividade do Processo&quot ;. Outras informações pelo telefone (51) 3320-3537.




Flávio e seu filho, em um furioso combate de sinuca no bar Grenal, do seu Valmor, na Barão do Amazonas, ontem à noite.

Os aniversariantes do dia 23 de Outubro

No dia de hoje a atriz Cláudia Raia está completando 42 anos, Pelé faz 68 e o músico argentino Charly Garcia completa 57.

































































































































































































Ainda sobre as loiras...


Por que a loura burra toma banho com com o chuveiro desligado?

* Porque o xampu dela é para cabelos secos!


Por que as loiras não amamentam seus filhos?

* Porque dói colocar os seios para ferver.

Quarta-feira, Outubro 22, 2008

Geraldine Chaplin

Christiane Pelajo, 37 anos, separada

O curso tem objetivo pedagógico.O curso para formação de Professores Ecoeducadores, na sede da Reserva Biológica do Lami José Lutzenberger (Estrada Otaviano José Pinto), tem nova edição prevista para o dia 11 de novembro, a partir das 9h. As atividades são coordenadas pela administradora da reserva, bióloga Patrícia Witt, e vêm sendo desenvolvidas durante todo ano letivo, sempre na segunda terça-feira de cada mês.
Os cursos integram o Programa de Educação Ambiental da reserva biológica e têm o objetivo pedagógico de qualificar as visitas orientadas àquela unidade de conservação, incentivando as comunidades escolares na elaboração de projetos educativos envolvendo a temática ambiental. O público alvo é professores das redes escolares, universidades, bem como demais instituições de ensino e pesquisa públicas e privadas. O número de vagas é limitado. Informações podem ser obtidas pelo telefone 3258-1314.

* O "7º Curso Avançado de Bioética - o Ensino da Bioética" e o "6º Bioética Sul - Bioética e Vulnerabilidade do Idoso" tratarão de assuntos relevantes da área. Os encontros ocorrerão nos dias 30 e 31 de outubro, no auditório térreo do prédio 40 do Campus Central da PUCRS (avenida Ipiranga, 6681 - Porto Alegre), das 8h às 12h e das 14h às 18h. No dia 31 de outubro serão debatidos no "6º Bioética Sul" temas como "O Idoso e a relação familiar e o mercado de trabalho" e "Envelhecimento e sexualidade". As inscrições para os eventos podem ser feitas até este sábado, 25 de outubro, na Pró-Reitoria de Extensão da Universidade (Proex), sala 201 do prédio 40. Estudantes têm desconto. Outras informações pelo telefone (51) 3320-3680 ou e-mail mailto:proex@pucrs.br. quinta-feira, dia 30, às 20h (após as atividades), haverá um jantar em homenagem ao Reitor da Universidade, Joaquim Clotet, que foi o 1º presidente da Sociedade Rio-Grandense de Bioética (Sorbi), e aos 20 anos da disciplina de Bioética nos cursos de Pós-Graduação da Faculdade de Medicina (Famed). Informações sobre os convites pelo telefone (51) 3320-3304.
* Neste sábado, dia 25 de outubro, a partir das 8h30min, ocorrem as finais das modalidades de tênis, vôlei masculino e feminino e futsal masculino e feminino das Olimpíadas PUCRS. O evento, com entrada franca, ocorre no Parque Esportivo e nos campos da área do Hospital São Lucas. As partidas de encerramento do futebol de campo serão no dia 1º de novembro (próximo sábado). Das 44 equipes, quatro participarão dos jogos finais. Somando todas as modalidades, inscreveram-se 115 equipes. Os três primeiros colocados de cada modalidade receberão troféus e medalhas. A atividade é promovida pelas Pró-Reitorias de Extensão e de Assuntos Comunitários da Universidade.
* Nesta sexta-feira, 24 de outubro, o Programa de Educação Tutorial da Faculdade de Letras da PUCRS (PET-Letras) apresenta a peça teatral "Pluft, o fantasminha", de Maria Claro Machado, em uma versão para todas as idades. Será às 19h, no auditório do prédio 7, no Campus Central da Universidade (avenida Ipiranga, 6681 - Porto Alegre). A entrada é franca, mediante a doação de um quilo de alimento não-perecível. Informações adicionais pelo telefone (51) 3320-3500, ramal 8289.
* O Programa de Pós-Graduação em Direito da PUCRS está com inscrições abertas para os cursos de Mestrado e Doutorado em Ciências Criminais, com área de concentração em Sistema Penal e Violência. O procedimento pode ser realizado no site www.pucrs.br/direito/pos, até 21 de novembro. Os documentos precisam ser entregues na secretaria da Faculdade, sala 1030 do prédio 11, no Campus Central da Universidade (avenida Ipiranga, 6681 - Porto Alegre). As linhas de pesquisa oferecidas são Criminologia e Controle Social e Sistemas Jurídico-Penais Contemporâneos. Outras informações pelo telefone (51) 3320-3537.
* O Programa de Pós-Graduação em Filosofia da PUCRS promove nesta sexta-feira, 24 de outubro, a palestra "Gabriel Marcel e o existencialismo", com o diretor da Faculdade de Teologia da Universidade (Fateo), Urbano Zilles. O encontro integra o ciclo de conferências "Projetos de Filosofia - Pensadores", que busca apresentar ao público, em linguagem acessível, as pesquisas desenvolvidas pelo programa e sua relevância para os desafios da contemporaneidade. A atividade ocorre às 14h30min, na sala 202 do prédio 40, no Campus Central da Universidade (avenida Ipiranga, 6681 - Porto Alegre). A entrada é franca, mediante doação de um brinquedo novo de R$ 1,99. Informações complementares pelo e-mail
filosofia-pg@pucrs.br
ou telefone (51) 3320-3554.
* O coordenador do Programa de Pós-Graduação em Educação da Faculdade de Educação da PUCRS (Faced) Juan José Mouriño Mosquera recebeu o Troféu Pena Libertária do "Prêmio Educação RS 2008" (categoria profissional). A honraria foi concedida pelo Sindicato dos Professores do Ensino Privado do RS (Sinpro/RS) e destaca profissionais comprometidos com a educação de qualidade, o desenvolvimento da cidadania, a democratização da sociedade, o acesso da população ao conhecimento e à educação e a relação das propostas educacionais com a comunidade. Mosquera tem pós-doutorado pela Universidade Autônoma de Madri, na Espanha, leciona na Faced e realiza atividades de orientação e pesquisa no Brasil e no exterior. Atualmente, possui mais de 17 livros publicados individualmente, com diversos artigos veiculados no país e no exterior. Já orientou 35 dissertações e 13 teses, somente na PUCRS, além de outras na Universidade Federal do Rio Grande do Sul e na Universidade Católica do Uruguai. Para ele, "ser educador é uma opção de vida, ministrar aulas significa revigorar-se e a docência é um ato criativo que auxilia no crescimento pessoal".

Charada do dia


Qual a semelhança entre uma loira inteligente e um dinossauro?

Resposta: Os dois estão extintos.

Chihuahua: cão minúsculo porém muito valente


É uma das pocas raças caninas autóctones do continente americano. Apesar das suas dimensões reduzidíssimas, o Chihuahua possui uma natureza forte e caça em forma insuperável pequenos roedores. É classificado como cão de salão e de luxo, e possui toda a graça travessa do terrier. Como cão de guarda está sempre alerta. É extremamente fiél ao seu dono. Talvez seja a menor raça que existe. Não são raros os exemplares adultos que pesam menos de 1 kg. Hoje em dia, é criado também em países de clima mais rigoroso com muito sucesso, mas a origem da raça é mexicana. A característica mais notável desta raça, entre todas as demais, é sem dúvida, o seu minúsculo tamanho.
Ha exemplares que pesam de 900 gr. à 3,5 kg.mas o peso médio é de 1,5kg. O seu corpo é enxuto, está sempre alerta, é vivaz, ágil e muito inteligente. Valente, é capaz de, corajosamente, enfrentar a cães maiores. É muito afetuoso com o dono, mas não tolera com facilidade os desconhecidos. Late furiosamente e dá o alarme ante o menor movimento suspeito. Os olhos são muito brilhantes e cheios. As orelhas são grandes e bem separadas entre si. Em estado de alerta mantém-se eretas. A pelagem do Chihuahua pode ser longa e ondulada (em exemplares mais raros), ou curta aderente e brilhante, na maioria dos exemplares.

Os aniversariantes do dia 22 de Outubro

Hoje Catherine Deneuve está completando 65 anos. E o ator Christopher Lloyd 70. As atrizes Ana Furtado e Ana Beatriz Nogueira fazem 35 e 41 anos. Juca Chaves completa 70.















Terça-feira, Outubro 21, 2008

Juliette Binoche, 44 anos.

Projeto seleciona 15 atores para aperfeiçoamento


O projeto Grupo Experimental de Teatro vai selecionar 15 atores para um curso de aperfeiçoamento técnico com professores renomados, de 4 de novembro a 19 de dezembro. No dia 27 de outubro, às 20h30, na Sala Álvaro Moreyra, uma aula gratuita e aberta ao público, com o tema A Palavra no Corpo do Ator, irá marcar a abertura das inscrições, que devem ser feitas em horário comercial até o dia 30, na Coordenação de Artes Cênicas da Secretaria Municipal da Cultura (Av. Erico Verissimo, 307). Maiores informações pelo fone 3289.8064 ou 3289.8062.
Os 15 atores serão escolhidos após análise de currículo, de uma carta de intenções a ser formulada pelos candidatos e de entrevistas. Elas acontecerão no dia 31 e o resultado será divulgado no dia 3 de novembro. Esse primeiro módulo do Grupo Experimental de Teatro terá como foco o uso cênico da palavra e será ministrado sempre no auditório do Solar Paraíso (Travessa Paraíso, 71), com cinco horas diárias de atividade (exceto sábados e domingos), a partir das 18h30. O curso é gratuito e terá continuidade no próximo ano, com participação de outros orientadores do teatro local, brasileiro e internacional, e prevê a apresentação dos resultados ao público através de performances também gratuitas.
Serão professores: Matteo Belli (ator, diretor e professor de teatro, nascido em Bologna, Itália. Graduado pela Universidade de Bologna, cidade onde reside e é diretor artístico do Centro Teatrale per L"Oralitá), Nair D"Agostini (atriz, diretora e professora de teatro, pós-graduada pelo Instituto Estatal de Teatro Música e Cinema de Leningrado, mestre em filosofia e doutora em literatura pela Universidade de São Paulo) e Mauricio Guzinski, (ator, diretor e professor de teatro, com licenciatura, bacharelato e especialização pelo DAD da Ufrgs, com passagens pela International School of Theater Antropology de Londres e Copenhague. Coordena o concurso nacional de dramaturgia Carlos Carvalho, da SMC). Luiz Paulo Vasconcellos (ator, diretor e dramaturgo, mestre em teatro pela New York University, ex-professor de teatro da Ufrgs, é coordenador de Artes Cênicas da SMC) ministrará a aula inaugural, aberta a todos os candidatos.
Aula inaugural aberta ao público:27 de outubro de 2008, Sala Álvaro Moreyra, 20h30A Palavra no Corpo do Ator, com Luiz Paulo Vasconcellos
Seleção para 15 atores do Grupo(através de currículo, carta de intenções e entrevista)Período de inscrições: 27 a 30/10 Entrevista: 31/10Resultado da seleção: 3/11
Informações e inscrições:Coordenação de Artes Cênicas (Av. Erico Verissimo, 307, tel. 3289.8064 e 8062)Todas as atividades são gratuitas.


Abertas vagas para guarda-vidas civil temporário

São 600 vagas em todo o RS.

O processo seletivo de contratação de Salva-Vidas Civis Temporários foi aberto nessa segunda-feira (20/10) e se encerra no dia 16 de novembro de 2008. A finalidade é contratar para a Brigada Militar 600 Salva-vidas Civis Temporários, sob o regime jurídico estatutário, submetidos ao Regime Geral da Previdência Social, para os meses de dezembro, janeiro, fevereiro e março. As 600 vagas serão distribuídas por todo Rio Grande do Sul, sendo 420 no Litoral Norte, 90 no Litoral Sul, 13 nas águas internas da região Metropolitana, 22 nas águas internas da Capital, 11 nas águas internas da região Sul, 11 nas águas internas da região Central, 11 nas águas internas do Vale do Rio Pardo, 11 no Vale do Rio dos Sinos e 11 nas águas internas da Fronteira Oeste. Os requisitos da seleção são: ser brasileiro; ter no mínimo 18 e no máximo 25 anos de idade, ter concluído o ensino fundamental, e demais requisitos que podem ser conferidos através de publicação de Editais ou Avisos no Diário Oficial do Estado. As informações estarão à disposição nos seguintes locais: No site da Brigada Militar (http://www.brigadamilitar.rs.gov.br/); no Departamento Administrativo - Divisão de Recrutamento, Seleção e Acompanhamento (Dresa), na rua dos Andradas, 498, Porto Alegre; e nos Comandos Regionais de Policiamento e de Bombeiros conforme anexo C do Edital Nº 2/SVCT/2008 publicado no Diário Oficial do Estado em 20 de outubro, e que se encontra em anexo.


* A felicidade na velhice é o próximo tema do Programa Geriatria e Gerontologia para a Comunidade. A palestra, com entrada franca, será ministrada pelo médico geriatra Yukio Moriguchi nesta quinta-feira, 23 de outubro, às 11h, no 3º andar do Hospital São Lucas (avenida Ipiranga, 6690 - Porto Alegre). As inscrições podem ser realizadas até o dia do encontro pelo telefone (51) 3336-8153.
* Nesta quinta e sexta-feira, 23 e 24 de outubro, será realizado "1º Congresso da Associação Brasileira de Direito e Economia", promovido pela Associação e pela Faculdade de Direito da PUCRS (Fadir). Criminalidade e economia, ambiente e desenvolvimento e o direito e a economia na América Latina serão alguns dos assuntos discutidos. Além de professores da PUCRS e de outras universidades brasileiras, participam docentes de instituições de ensino estrangeiras, como Hugo Acciarri (Universidad Nacional del Sur, Argentina), Curtis Milhaup (Universidade de Columbia, EUA) e José Heriberto Peña (Instituto Tecnológico de Monterrey, México). Haverá palestras nos turnos da manhã, tarde e noite no auditório do prédio 11, no Campus Central da Universidade (avenida Ipiranga, 6681 - Porto Alegre). As inscrições podem ser feitas na Pró-Reitoria de Extensão da Universidade (Proex), sala 201 do prédio 40. Informações pelo telefone (51) 3320-3680.
* "Quanto vale ou é por quilo", dirigido por Sérgio Bianchi, será a próxima atração do "Filmes em Debate edição 2008/2 - O Cinema Brasileiro em Foco". A exibição do longa-metragem será no dia 29 de outubro, às 19h30min com entrada franca. O filme mostra um painel de duas épocas distintas, mas semelhantes na manutenção da dinâmica sócio-econômica, demonstrando as diferenças sociais. Os professores de antropologia social Lucia Müller e de filosofia, ética, cidadania e bioética Pedro Leite farão debate sobre o tema "Organização Não-Governamental (ONG)" após a exibição. A atividade será no auditório do prédio 5, no Campus Central da Universidade (avenida Ipiganga, 6681 - Porto Alegre). Outras informações pelo telefone (51) 3320-3555.
* A Faculdade de Engenharia da PUCRS (Feng) realiza no dia 31 de outubro a 4ª edição do "Jantar dos Diplomados da Feng". Serão homenageados os engenheiros que estão completando 25, 30, 35 e 40 anos de formatura. O jantar de confraternização, por adesão, será às 20h30min no Restaurante Panorama, prédio 40 do Campus Central (avenida Ipiranga, 6681 - Porto Alegre). Os convites podem ser adquiridos, até o dia 28 de outubro, de duas maneiras: pelo site www.pucrs.br/feng/diplomados ou diretamente na secretaria do curso, na sala 101 do prédio 30 do Campus Central da Universidade (avenida Ipiranga, 6681). Outras informações pelo e-mail diplomados.feng@pucrs.br ou pelo telefone (51) 3320-3525, com Nádia ou Isabel.
* Eficiência energética, arquitetura sustentável e bioclimática, iluminação artificial e natural e automação serão os temas do Fórum Nacional sobre Arquitetura e Iluminação, o "Fonai Universitário 2008", nesta quinta-feira, 23 de outubro. O encontro ocorre na Faculdade de Arquitetura Urbanismo da PUCRS, prédio 9 do Campus Central (avenida Ipiranga, 6681 - Porto Alegre), das 14h às 18h. Entre os palestrantes estão integrantes dos principais centros de pesquisa do país e cientistas que falam sobre "Iluminação Natural" e participam do Comitê Brasileiro de Iluminação, vinculado ao Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro). As inscrições são gratuitas, mediante a doação de um quilo de alimento não perecível, e podem ser feitas até o dia do evento na secretaria do curso. Outras informações pelo telefone (51) 3320-3564.
* Nos dias 29 e 30 de outubro será realizado o "2º Colóquio de Filosofia da Religião - Naturalismo e Ateísmo". Serão debatidos temas como "A neurobiologia da fé"; "Habermas entre o Naturalismo e o Ateísmo"; "Argumentos dos críticos à religião e a sua força de avaliação dos artigos da fé" e "O problema do naturalismo nos enfoques neoprotestantes sobre a relação entre religião e ciência". Os encontros serão nos turnos da manhã e tarde e são promovidos pelo núcleo de pesquisa Filosofia, Religião e Ciência, dos Programas de Pós-Graduação em Filosofia e Teologia. As inscrições são gratuitas, mediante a doação de dois brinquedos novos, que serão entregues na Festa de Natal das crianças internadas no Hospital São Lucas da PUCRS (HSL), ou dois litros de leite longa vida e podem ser feitas pelo e-mail filosofia-pg@pucrs.br. Outras informações pelo telefone (51) 3320-3554.







Collie: inteligência, beleza, nobreza e dignidade

Uma de suas principais características é a inteligência, que, aliada ao seu dote físico, lhe permite desenvolver não só tarefas que lhe são próprias, isto é, as de cão pastor, mas também as de adestramento policial, guarda, caça e obediência. A estrutura física do Collie expressa força e agilidade. Conquista imediatamente como cão de grande beleza, demonstrando dignidade e nobreza, com cada zona do seu corpo bem proporcionada ao conjunto.
A altura varia de 56 cm. a 61 cm. para os machos; de 51 cm. a 56 cm. para as fêmeas, medidos na altura da cernelha. O peso pode variar de 18 a 29 kg. A pelagem confere harmonia à forma do cão. Na variedade de pêlo longo (Rough Collie), a pelagem é muito densa, tem cobertura áspera e subpêlo suave e compacto, quase ocultando a pele. A coloração admitida inclui três tons: marta e branco, tricolor e azul merle.

Os aniversariantes do dia 21 de Outubro

No dia de hoje nasceram o escritor russo Fiodor Dostoiewski (1821), a cantora Doris Monteiro (completa 74 anos), o trompetista norte-americano Dizzi Gillespie e o cineasta brasileiro Walter Hugo Khouri (1929-2003, na foto com Odete Lara). E faleceu o cineasta françês François Truffaut (1932-84);















Amador: resultados do último final de semana


Nesse final de semana aconteceu a terceira rodada da segunda fase do Campeonato Municipal de Futebol Amador, edição 2008. Os confrontos, decisivos, definiram os classificados para a próxima fase. Foram realizados oito jogos pela categoria veterano, no sábado, e 14 pela categoria livre, no domingo. Classificaram-se oito equipes na veterano e 16 na livre.
Na noite desta terça-feira, 21, na sede do futebol (Av. Erico Verissimo, 843), haverá reunião para sorteio dos grupos e definição da tabela de jogos das próximas fases. A reunião da categoria veterano está marcada para as 19h30 e a livre para 20h30.
O Campeonato Municipal de Futebol Amador 2008 divide-se em duas etapas: classificatória, que corresponde aos campeonatos eliminatórios realizados pelas ligas, e a etapa municipal, na qual participam as equipes classificadas nas ligas. Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail futebol@sme.prefpoa.com.br, telefone 3232-4234 ou no site da Secretaria Municipal de Esportes, Recreação e Lazer (SME).
Resultados de 18 e 19 de outubro
Categoria Veterano - sábado: Chave 9 - Campo do Parcão - Avenida Goethe - Moinhos de VentoPortuguesa* 0 x 0 Palmeiras*Portelinha 1 x 4 Ninguém Ké. Chave 10 - Campo do Ararigbóia - Rua Saicã, 6 - Jardim Botânico:Comerciário* 5 x 0 Agrosantos, Pantanal 3 x 8 Gaúcha*Chave 11 - Parque Tamandaré - Avenida Taquara, 609 - Petrópolis: Canarinho* 2 x 2 Lomba do Sabão*Martinica 6 x 2 AjuveChave 12 - Campo da Nova Gleba: Associação* 2 x 0 GuaraniUnidos/Flamengo 0 x 6 A.S.Roma*(*): classificados.
Categoria Livre - domingoChave 16 - Parque Gaelzer - Rua Armando Barbedo, s/nºF.M.Q.* 0 x 3 Planeta Mundial*Unidos da Martins B 1 x 1 VitóriaChave 17 - Campo da Nova Gleba: América (Tristezense) 2 x 5 PortoBanguzinho* 1 x 1 Barão Ciatron*Chave 18 - Parque Alim Pedro - Avenida dos Industriários - Bairro Iapi: Figueira* 6 x 0 Ajax/Pinheiro12 Horas/Paineira* 2 x 0 FuracãoChave 19 - Campo do Pinheirinho - Rua Humaitá, 21 - V. Panorama - Lomba do Pinheiro: Petrópolis 0 x 6 Ajax/Cruzeiro*Agrosantos* 3 x 1 São PedroChave 20 - Campo do Parcão - Avenida Goethe - Bairro Moinhos de Vento: A.S.Roma* 6 x 0 Valência, Camarões 1 x 2 Unidos/Flamengo*Chave 21 - Parque Ramiro Souto - Avenida Osvaldo Aranha, 969 - Bairro Bom FimUnião 0 x 2 Chácara/Sperb*O Treze foi o outro classificado.Chave 22 - Parque Tamandaré - Avenida Taquara, 609 - PetrópolisVila Real* 1 x 0 Nova GlebaAmérica (Liarb)* 2 x 1 União do Morro. Chave 23 - Campo do Ararigbóia - Rua Saicã, 6 - Jardim Botânico Barão de Bagé* 7 x 0 Cruz Alta. A Academia do Morro foi a outra equipe classificada nesta chave.(*): classificados.

Clique na imagem para ampliá-la

Segunda-feira, Outubro 20, 2008

Por telefone, policiais poderão tirar a sua ficha


Já em funcionamento desde a última quinta-feira (16/10), o Sistema de Consultas pelo telefone 0800 será lançado oficialmente nesta terça-feira (21/10), na Sala de Cenários, 6º andar do prédio da SSP, Rua Voluntários da Pátria, 1358, no centro de Porto Alegre. O evento reunirá a Imprensa em geral, quando serão apresentados todos os detalhes à respeito do sistema, sob a responsabilidade do capitão Adriano de Oliveira Bokerskis, chefe do Departamento de Tecnologia da Informação da SSP. O Sistema de Consultas pelo 0800 é uma ferramenta que permite averiguar, por meio de ligação de telefone fixo ou celular, a situação de cada cidadão no Sistema de Consultas Integradas da Secretaria da Segurança Pública (SSP). Para a utilização da nova ferramenta , o servidor deve ligar o número0800-6420190 e digitar no telefone o número da própria carteira de identidade e uma senha. A seguir digita o número da identidade da pessoa abordada e recebe rapidamente qual é a situação do pesquisado no banco de dados da SSP.
O sistema de busca de informações sobre a pessoa abordada é todo automatizado por meio de um software, o que permite a redução de recursos humanos na atividade de suporte ao policial. Também desonera as consultas do sistema de radiocomunicação e ao número 190. Anteriormente, à cada abordagem, o agente ligava para o telefone 190 em busca de informações, o que, agora, deixará de ocorrer na maioria dos casos, deixando o serviço mais liberado para as chamadas de emergência da sociedade. Outras vantagens são a precisão, segurança de acesso e agilidade no atendimento. A Brigada Militar e a Polícia Civil definirão quais os servidores dos referidos órgãos que terão acesso ao novo serviço, sendo o critério principal para os que desenvolvem atividades operacionais. O sistema funcionará 24 horas, durante os sete dias da semana, ininterruptamente, em todo o Rio Grande do Sul (prefixos 51, 53, 54 e 55) e pode ser discado, inclusive, de outros estados do Brasil.
O projeto-piloto – em uso atualmente pelo Comando de Policiamento da Capital (CPC) – permite o atendimento de até 60 chamadas por minuto. Na segunda fase será possível atender até 600 ligações telefônicas por minuto. A empresa Brasil Telecom foi a vencedora da licitação, iniciada em novembro de 2007, para o desenvolvimento do serviço de telefonia da Unidade Remota de Atendimento do projeto criado na SSP. Outros parceiros da SSP são o Detran, que disponibiliza o banco de dados, a Procergs, no auxílio ao desenvolvimento de ferramentas, e a empresa Toi, subcontratada da Brasil Telecom.




Burt Lancaster, falecido em 20 de outubro de 1994.

* O Projeto Sobremesa Musical desta quarta-feira, 22 de outubro, será diferente. Os cerca de 3 mil professores e técnicos-administrativos da PUCRS serão homenageados com a apresentação da Camerata da Orquestra Filarmônica da Universidade, das 13h às 13h30min no átrio da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, prédio 9 do Campus Central (avenida Ipiranga, 6681 - Porto Alegre). A homenagem também será transmitida, via EAD, para a comunidade do Campus Uruguaiana. Integram a programação musical as canções "Canto Alegretense", "Coração de Estudante", "Amigo", "Caçador de Mim", "Cordas de Espinhos" e "Emoções". Participam, ainda, os solistas Adriana de Almeida e Pedro Spohr, com a regência do maestro Frederico Gerling Junior. Os arranjos são de Davi Coelho. A entrada é franca.
*Informações sobre os cuidados com as árvores, os tipos de aves que rondam a cidade, como evitar de forma natural a fauna de caracóis e lesmas comuns nos jardins e a importância das borboletas e mariposas serão prestadas nos encontros "Vida com Ciência". A atividade, sediada na PUCRS, é voltada a pessoas com mais de 60 anos, com encontros sempre às quintas-feiras, das 14h30min às 16h, até 27 de novembro. "Caracóis e Lesmas dos nossos jardins: Quem são? Como controlar?" será o tema debatido nesta quinta-feira, 23 de outubro. Quem deseja participar pode se inscrever, por 20 reais, na Pró-Reitoria de Extensão da Universidade, sala 201 do prédio 40, no Campus Central (avenida Ipiranga, 6681 - Porto Alegre). A promoção é do Museu de Ciências e Tecnologia (MCT) em parceria com o Programa Geron.Segue abaixo a programação:23 de outubro
Tema: Caracóis e Lesmas dos nossos jardins: Quem são? Como controlar?
Resumo: Proporcionar o conhecimento da fauna de caracóis e lesmas comuns nos jardins e fornecer dicas de como evitá-las de forma natural.13 de novembro
Tema: Aves, conhecer para preservar
Resumo: Fornecer subsídios para um maior conhecimento das aves que rodeiam e da importância delas para a conservação do meio ambiente.27 de novembro
Tema: Borboletas do Meu Jardim
Resumo: Esclarecer dúvidas e curiosidades sobre as borboletas e mariposas bem como demonstrar a importância delas.
* O "15º Seminário de Direito Ambiental: O meio ambiente urbano" avaliará as relações entre o direito ambiental e o urbano, com especialistas no tema. A atividade será nesta terça-feira, 21 de outubro, a partir das 19h30min, no auditório do prédio 11 do Campus Central da PUCRS (avenida Ipiranga, 6681 - Porto Alegre). A promoção é da Faculdade de Direito da Universidade. Outro ponto que será discuto é o papel das procuradorias municipais no controle das questões jurídico-ambientais-urbanísticas. Participa a procuradora da Capital Vanesca Buzelato Prestes. As inscrições para alunos da PUCRS custam 15 reais e para demais estudantes e profissionais, 25 reais. Podem ser feitas na Pró-Reitoria de Extensão da Universidade, sala 201 do prédio 40. Organizam a atividade os professores Orci Bretanha e Cláudio Lopes Preza Junior. Informações complementares pelo telefone (51) 3320-3680.

Aniversariantes do dia 20 de Outubro

No dia de hoje o goleiro Clemer, do Internacional, está completando 40 anos, e a atriz Maria Zilda 55. E hoje Ayrton Senna estaria festejando o seu tri-campeonato mundial de Fórmula 1.






Fundação Zoobotânica com prêmio internacional

A primeira edição do Prêmio Fiema (Feira Internacional de Tecnologia para o Meio Ambiente) já tem seus ganhadores. Entre os 74 projetos inscritos, a comissão julgadora apontou os 10 melhores, cinco na categoria educacional e cinco na tecnologia ambiental.
O Parque Zoológico da Fundação Zoobotânica do RS foi um dos cinco vencedores na categoria educacional concorrendo com o Projeto A Hora do Bicho. Este projeto, já em sua 4ª edição, é realizado através do Setor de Educação Ambiental do Parque Zoológico, sob a coordenação de Márcia Weber e visa divulgar as espécies da fauna ameaçadas de extinção, que fazem parte do acervo do Parque e apoiar a campanha de coleta seletiva do lixo realizada no Zoológico.
Os trabalhos vencedores serão apresentados durante a Feira Internacional de Tecnologia para o Meio Ambiente - Fiema Brasil 2008, que estará acontecendo entre 29 de outubro e 1º de novembro, no Parque de Eventos de Bento Gonçalves. A premiação será no dia 30 de outubro.
O Prêmio Fiema foi criado com o objetivo de reconhecer as melhores iniciativas visando à minimização dos impactos ambientais e a promoção da sustentabilidade.

Domingo, Outubro 19, 2008

Constellation, o acidente aéreo que matou 51

Morro do Chapéu: palco da tragédia que abalou o Rio grande, há 58 anos. Nas fotos abaixo, um modelo Constellation, igual ao que se acidentou em 28 de julho. E Brasiliano de Moraes, uma das vítimas, hoje nome de avenida em Porto Alegre. E, no álbum familiar, a menina Nora Helena com uma irmã e a mãe - ela tinha um diário. O acidente foi a maior tragédia aérea brasileira na primeira metade do século XX, conforme noticiou o Correio do Povo.









Texto e pesquisa: Vitor Minas, exclusivo para o Conselheiro X.
* Fonte de pesquisa: Correio do Povo

No dia 28 de julho de 1950, uma sexta-feira chuvosa em Porto Alegre e região, um “pavoroso acidente” aéreo, como noticiaram os jornais, enlutaria a Capital gaúcha: a queda do Constellation da Panair do Brasil matou 51 pessoas, quase todas pertencentes à “nata da sociedade” porto-alegrense. Morreram nomes como Maisonave, Berta, Blessmann, Rothfuchs, Dietrich, Fernandes, Frota. Morreram industriais, comerciantes do “alto comércio”, senhoras que freqüentavam colunas sociais, importantes funcionários públicos, políticos – alguns dos quais são hoje nome de ruas e avenidas.
A tragédia do Constellation – o mais luxuoso avião de carreira de então – consternou uma cidade de cerca de 350 mil habitantes (do tamanho de Pelotas, hoje) cujo aeroporto de São João não passava de um simples campo de pouso que recebia, entre embarques e desembarques, 16 mil pessoas ao mês, com um movimento de menos de mil aeronaves. Mesmo assim era o terceiro aeroporto mais importante do país. O acidente da Panair mostrou a precariedade de suas instalações e tornou flagrante a necessidade de um novo “aeródromo”.
Foi a maior tragédia aérea daquela primeira metade do século XX no Brasil. Para nos situarmos no tempo: 1950 foi um ano agitado na política nacional, o ano das eleições que reconduziram Getúlio Vargas ao Catete, na então Capital Federal, a “Cidade Maravilhosa”, o Rio de Janeiro, onde o general Eurico Gaspar Dutra ainda governava. A campanha eleitoral estava iniciando naquele mês de julho e somente em agosto Gegê faria o seu primeiro comício em Porto Alegre, vindo da Fazendo do Itu, o seu retiro depois que fora apeado do poder. O governador gaúcho era Walter Jobim, cujas obras de eletrificação se tornaram vitais para a modernização do Estado. O prefeito, Ildo Meneghetti, mais tarde se tornaria governador. Em São Leopoldo, Mário Sperb comandava a municipalidade. Já o noticiário internacional descrevia o início da Guerra da Coréia, com o avanço dos coreanos do norte sobre o sul, derrotando as forças norte-americanas que apoiavam o regime sulista. A Guerra Fria estava no seu auge, e temia-se até mesmo um confronto nuclear com a Rússia.
Em julho, porém, o futebol era o principal assunto – a primeira Copa do Mundo depois do final da Segunda grande Guerra aconteceu no Brasil e, em junho, havia sido inaugurado o maior estádio do mundo, o Maracanã, palco de uma outra tragédia – a derrota do Brasil para o Uruguai e o choro de toda uma nação. Para o Rio rumaram milhares de pessoas, a fim de assistir os jogos e curtir as delícias de uma cidade ainda encantadora, com suas belas praias e agitada vida noturna. Bem mais modesta, Porto Alegre ainda tinha “footings” na rua da Praia, automóveis Buick e Studebaker e muitos cinemas no centro e nos bairros. Naquele dia, por exemplo, as páginas do Correio do Povo anunciavam para segunda-feira a estréia das películas “Traidor”, com Robert Taylor e Elisabeth Taylor, no cine Carlos Gomes, e “Beijou-me um bandido”, em “technicolor”, com Ricardo Montalban, Ann Miller e Cid Charisse, este no Imperial, a “mais luxuosa casa de espetáculos”, na rua da Praia.
Em uma época em que não havia estradas pavimentadas, e a BR-101 não existia nem mesmo em sonho, viajava-se de navios – uma viagem longa, que demorava dias. Ou então de avião, de preferência na Panair do Brasil, a maior e melhor companhia aérea de então. Viajar para o interior do Estado também não era uma tarefa fácil. Os ônibus percorriam estradas carroçáveis, atolavam com freqüência e demoravam dolorosas horas para chegar aos seus destinos. A empresa leal anunciava sua viagem de Guaporé a Porto Alegre com “saídas às segundas e quintas-feiras, às 10h15min”, “viagens em modernos ônibus tipo Gostosão”.
SEXTA-FEIRA CHUVOSA – Na sexta-feira, 28 de julho de 1950, chovia insistentemente em Porto Alegre e região, um tempo ruim que era agravado pelo nevoeiro em determinadas regiões. No Rio de Janeiro, o Constellation de prefixo PP-PCG da Panair deveria partir às 9h30min com destino à Capital gaúcha, uma viagem de cerca de quatro horas.
No início da manhã, no entanto, os passageiros foram comunicados que o embarque só aconteceria pela tarde, não explicando exatamente os motivos. No comando da aeronave estava o comandante Eduardo Martins de Oliveira, o célebre Edu, uma conhecida figura da sociedade carioca que integrava o não menos célebre Clube dos Cafajestes criado por Carlinhos Niemayer. O Clube se notabilizava por suas extravagâncias boêmias, pela vida “dissoluta” e pelas bebedeiras homéricas em que seus membros pregavam peças memoráveis uns nos outros – e em qualquer outra pessoa também.
O comandante Edu pilotava uma aeronave que fez história na aviação mundial. O Constellation, movido a hélice, com quatro motores, foi fabricado pela empresa Lockheed da Califórnia, tanto para fins civis como militares. Aeronave presidencial do presidente Eisenhower, foi o primeiro avião pressurizado de grande uso, distinguindo-se também pelo conforto, o que fez com que fosse adquirido por companhias como a Pan American, a Air France, a Lufthansa, a Varig, a Real, entre outras. Externamente tinha a forma graciosa de um golfinho.
Quanto à Panair do Brasil, notabilizou-se como uma das empresas pioneiras na aviação comercial brasileira, a qual dominou durante décadas. Pertencente à companhia Pan American, aos poucos foi sendo vendida a empresários brasileiros. Deixou saudades, até o seu término, em 1965, inspirando inclusive uma música cantada por Elis Regina: “A primeira Coca-Cola, me lembro muito bem, foi nas asas da Panair”. A canção é de Milton Nascimento e Fernando Brandt.
No dia anterior e na manhã daquela sexta-feira, 28, uma das passageiras do Constellation, a menina Nora Helena Fernandes, de 14 anos, aluna do colégio Bom Conselho – que retornava com toda a sua família das férias no Rio – escreveu em seu diário: “Dia 27 – Foi o dia mais formidável do mundo. Fiz passeios, apreciei pela última vez a maravilhosa viagem que fiz a esta encantadora cidade, e aprontei as malas para voltar ao Rio Grande e rever minhas amiguinhas. Estou louca de saudade.”
“Dia 28 – Hoje é a viagem de volta. A saída estava marcada para as 8 horas da manhã, levantamo-nos às 6h30min, porém às 7 horas fomos avisados de que o avião só sairia às 13 horas. O vovô fez tudo o que pôde para conseguir passagem no Constellation, mas mesmo apesar da “boa vontade” dos serventes da Panair nada foi possível fazer, de sorte que ele teve que ficar no OK.”
“Às 13 horas recebemos novamente aviso de que o avião só sairá às 14 horas.”
Mais tarde, escreveu ainda em seu diário, já dentro do avião: “Agora são 18h15min. Já...”
Mais não se pode ler, estava queimado: o diário de Nora Helena foi encontrado entre os destroços fumegantes da aeronave.
MORRO DO CHAPÉU – Pelo que se sabe, o Constellation – que partiu do Rio às 15h20min – aproximou-se de Porto Alegre às 18h15min, quando a noite de inverno já envolvia a cidade.
Chovia torrencialmente naquele momento – e isso significava sérios problemas de visibilidade. Por duas vezes o piloto – que preferiu aterrissar no aeroporto São João, nas proximidades do rio Gravataí, cujas pistas de chão batido, esburacadas, não eram apropriadas para aviões de grande porte. Para se ter uma idéia, o aeroporto não contava sequer com radar, o que impedia visualizar as aeronaves.
Ao que tudo indica, houve problemas no rádio – talvez a bordo, talvez na torre. O comandante Edu, por duas vezes, tentou comunicar-se com a torre do aeroporto, e não obteve resposta. Em seguida, entrou em contato com a estação da Panair, alertando que os controladores de vôo não contestavam as suas mensagens. A Panair, por sua vez, interpelou a torre, a qual informou que era o PP-PCG que não a ouvia, o que explica a insistência do piloto em aterrissar em Porto Alegre e não – como seria recomendável – dar a meia-volta e retornar ao Rio de Janeiro ou procurar novo aeroporto. “Essa, ao que parece, a origem da tragédia, que a chuva, o teto baixo, a pouca visibilidade, transformaram em destruição e morte”, escreveu mais tarde o jornal Correio do Povo.
Por duas vezes o comandante Edu tentou em vão aterrissar, aproximando-se da pista única do aeroporto, e em seguida arremeteu. Provavelmente, na tentativa de voltar para o Rio de Janeiro, voando a baixa altitude, na altura de São Leopoldo, o avião chocou-se contra o Morro do Chapéu, a pouco mais de 10 quilômetros da cidade, no sétimo distrito de São Leopoldo, Sapucaia, que ainda não era município (emancipou-se de SL somente em 1961). A explosão jogou pedaços da aeronave a quilômetros de distância e pedaços de corpos foram achados a cerca de 2 mil metros, totalmente calcinados. Hoje mais conhecido como Morro Sapucaia, o Morro do Chapéu é, atualmente, local de esportes radicais e detem a condição de ponto culminante do município, com 295 metros de altitude.
Uma testemunha, o agricultor João Raimundo da Silva, que residia nas imediações, testemunhou o acontecido. Ele estava em sua casa, tomando chimarrão, junto com a esposa – que, por sua vez, preparava o jantar – e ouviu o ruído de um avião que passava a baixa altitude. Ao correr até a porta, observou que a aeronave, após uma manobra, colidiu e explodiu contra o Morro do Chapéu, justamente onde existe uma abertura entre duas grandes pedras. O agricultor anotou o horário – eram precisamente 19h25 min.
A CIDADE ANGUSTIADA – Junto com mais dois vizinhos, João Raimundo seguiu imediatamente em direção ao local, ao qual chegaram depois de mais de uma hora de caminhada. Lá encontraram, junto aos destroços fumegantes, três corpos das vítimas. Em seguida chegaram outras pessoas, além das primeiras equipes de resgate, acompanhadas de repórteres e fotógrafos dos jornais da Capital.
Nessas alturas os boatos de que um grande avião havia caído nas proximidades de Esteio ou de São Leopoldo já havia alarmado Porto Alegre. O escritório da Panair do Brasil, na rua da Praia, encheu-se de pessoas angustiadas – familiares, amigos e conhecidos dos passageiros do Constellation, ansiosos por notícias. Em São Leopoldo – onde a agitação era ainda maior, com grupos se formando nas esquinas e bares para saber e comentar o assunto.
As turmas de resgate – militares, policiais, médicos, enfermeiros, voluntários, curiosos, repórteres – que seguiram para o local da tragédia seguiam por caminhos íngremes, escuros, tortuosos e escorregadios, abaixo de uma chuva inclemente. Eles foram guiados pelo agricultor Emilio Cassel, um dos proprietários daquelas terras e conhecedor da área. A caravana – com muitos jipes militares – levou mais de uma hora para alcançar o Morro do Chapéu, onde enormes labaredas ainda se alteavam contra o céu escuro. No topo do morro foram encontrados quatro corpos – duas mulheres, um homem e uma criança. Junto ao corpo da moça – que não apresentava tantas queimaduras – estava um exemplar do livro “Corrente”, do escritor austríaco Stefan Zweig, conforme anotou o repórter do Correio do Povo. A forte cerração atrapalhava a visibilidade, o que só foi possível solucionar com os poderosos geradores de eletricidade e refletores trazidos pelos militares do Décimo Nono Regimento de Infantaria de São Leopoldo. Os praças imediatamente fizeram um cordão de isolamento. No comando da operação estava o coronel Olimpio Mourão Filho – que, em 1964, saindo de Juiz de Fora com suas tropas rumo ao Rio de Janeiro, deflagraria o Movimento militar que depôs o presidente João Goulart. Também estava presente – orientando o resgate – o major Jefferson Cardim de Alancar Osório, comandante do primeiro Batalhão do Sexto Regimento de Obuses 105. Os repórteres, em não menores dificuldades, tiveram que abandonar seus veículos e fazer cerca de cinco quilômetros a pé, passando por chácaras e peraus, para alcançar o morro.
O acesso era feito pela estrada que ligava a Fazenda São Borja a Esteio. Ao chegarem ao local, encontraram enormes labaredas e muita fumaça.
VOANDO BAIXO - Mais tarde, a perícia – a precária perícia da época – apuraria que o acidente poderia ter sido evitado se o piloto tivesse elevado a aeronave cerca de cinco ou seis metros, o que faria com que conseguisse passar sobre o morro, sem nada acontecer. A conclusão baseou-se, sobretudo, no fato do piloto Edu ter sido encontrado em bem melhores condições do que os dos demais passageiros e tripulantes (mesmo assim, foi identificado por um irmão, que reconheceu uma marca de bala que o atingira na perna, anos antes). Por sua vez, os motores também estavam pouco avariados. Combinadas, as duas evidências indicavam que o comandante do avião avistou o morro não muitos metros à sua frente e tentou, em vão, desviá-lo. O avião provavelmente estava a cerca de 400 quilômetros horários naquele momento, o suficiente para causar a explosão que iluminou a noite chuvosa, o “clarão sinistro”.
Quanto à opinião de alguns moradores, que observaram o avião passar, momentos antes da tragédia – esta foi renegada por um técnico em aviação, morador de São Leopoldo, entrevistado pelo Correio do Povo, ele próprio testemunha ocular da passagem do Constellation. Tais pessoas afirmaram ter visto línguas de fogo saindo da aeronave, segundo antes da queda e da explosão, o que indicaria fogo a bordo. O técnico – não identificado pelo jornal – garantiu que os motores funcionavam normalmente. Segundo ele, a impressão de que o avião estivesse pegando fogo devia-se ao fato de que, à noite, são visíveis as línguas de fogo expelidas pelos tubos de descarga.
A tragédia do Constellation da Panair, naturalmente, consternou o Brasil e foi notícia no mundo inteiro. No dia seguinte, sábado, 29, o Correio do Povo – o maior jornal do Sul de então – saiu com a seguinte manchete em sua contracapa (a primeira página, tradicionalmente, era dedicada a assuntos internacionais e notícias políticas); “A Maior Tragédia Aérea do Brasil”. Abaixo, escreveu: “Coube ao Rio Grande do Sul o triste privilégio de registrar o maior e mais trágico desastre da história da aviação brasileira”, informando em seguida que “a tragédia está consternando a cidade e o Estado”.
A provinciana Porto Alegre, onde todos – pelo menos do mesmo círculo social – se conheciam, centrou todas as suas atenções no acontecido, assunto de todas as rodas de conversa e aglomerações nas ruas, cafés e bares. Comparada a ela, a recente tragédia com o avião da TAM no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, é café pequeno. No Constellation da Panair viajava a nata da sociedade local, nomes conhecidos do mundo dos negócios, da política, figurões da sociedade, famílias cujos nomes freqüentavam as colunas sociais.
O número de vítimas também era impressionante, para a época – mais de 50. Nos dias seguintes o Rio Grande do Sul estaria de luto, e as páginas do jornais s encheram de fúnebres convites para enterros. O governador Walter Jobim decretou luto oficial de três dias no Estado e o arcebispo de Porto Alegre, D. Vicente Scherer, afirmou: “Vive o Rio Grande do Sul horas cruéis, e de um extremo a outro de suas fronteiras ouvem-se exclamações de dor e pesar”. Na segunda-feira, na Catedral Metropolitana, totalmente lotada, ele celebrou uma missa em homenagem aos mortos. Escreveu o Correio do Povo: “O grande templo encheu-se de tudo o que é mais representativo da sociedade local, em seus vários ramos de atividades, vendo-se ainda altas autoridades civis, militares e eclesiásticas, bem como representantes de entidades”.
A NATA DA SOCIEDADE - Não era para menos. Entre as 51 vítimas fatais, estavam nomes como o coronel Guarany Frota, sua esposa Maria Antonieta e sua filha Rosa Yara, de 18 anos. Também José Carlos Berta, a esposa Júlia Blessman Berta e o filho josé luiz, de 12 anos. Outras vítimas: Tucídides Lopes e a esposa Teodora. Valdomiro Graeff, Balduíno D’Arrigo e Ceci D’Arrigo, José Maia Filho, Brasiliano de Moraes, João Rocha Fernandes, a esposa e mais três filhas; Carmen Rothfuchs, Lígia Dornelles Franciosi, Coracy Prates da Veiga e Alice Veiga; Ilze Krause Dietrich e as filhas Yara, de 9 anos, e Yone, de cinco. Mais: Otávio José da Silveira, Pedro Gay e Maria Gay, Vitória Fabret, Shirlei Tavares, Paulo Vitório Nocchi, Edmundo Pereira Paiva, Valentina Pereira Paiva, Sílvia Giaconni, Irmã Valiera, francisco Bruni, Sadi Maisonave, Maurício Zaducliver, Luiza e Ieda Zaducliver, Manoel maltz, Adílio Pessoa da Cunha, Janir Aita, Ralph Montley. Morreram ainda, além do comandante Edu martins de Oliveira, o co-piloto Domenico Guirlanda Sávio e os mecânicos Álvaro Tavares de Araújo e Alfredo Fernandes Soares, além do comissário De Rose Viote Pinheiro, a aeromoça Maria Helena Murrai Rivas e o rádio-operador Paulo Figueiredo Ramos.
O caso mais trágico era o da família Rocha Fernandes, que pereceu totalmente no acidente: o Dr. João Rocha Fernandes, químico do Departamento Estadual de Saúde, 47 anos, a esposa Carmen, 40, esta filha de Emílio Rothfuchs, diretor-presidente da empresa H. Theo Moeller, além das filhas Carmen Sílvia, 18, primeiro-anista de Química Industrial, sua irmã Nora Helena, 14 anos, e Iliana Amázia, 13, ambas alunas do colégio Bom Conselho. Já a família Dietrich perdeu Ilze Dietrich, 34 anos, e as filhas Iara e Ione.
Aos poucos surgiam as histórias pessoais que emocionavam os leitores dos jornais.
Uma das vítimas mais ilustres, o engenheiro José Maia Filho, um sergipano que já se considerava gaúcho, era chefe do distrito gaúcha do Departamento Nacional de Obras de Saneamento e responsável pela conclusão das barragens do Salto e Capingui. Também trabalhou no cais de Navegantes e fez a drenagem dos banhados do Taim, entre outras obras, o que incluía o prosseguimento dos trabalhos contras as enchentes que então assolavam Porto Alegre. Ele fora ao Rio de Janeiro a fim de assistir a abertura da concorrência pública para a construção da Barragem do Salto Grande, no rio Jacuí, “obras destinada a assinalar uma época no desenvolvimento econômico e social do Estado” (C.Povo). Maia Filho deixou esposa e três filhos pequenos, e seu féretro teve a presença do governador Jobim e do prefeito Meneguetti.
Já Thucydides Lopes, de tradicional família porto-alegrense, chefiava o Departamento de Portos, Rios e Canais, DEPREC, na cidade de Rio Grande, onde residia. . Ao lado da esposa, Teodora, havia seguido ao Rio de Janeiro a bordo do navio Itaiti, com passagem de ida e volta, pois sua esposa tinha horror a voar, temendo que, quando o fizesse, viesse a morrer. Com muito custo, ele conseguiu demove-la da idéia de voltar de navio, enaltecendo a segurança do Constellation. Edmundo Pereira Paiva, por sua vez, foi, por um tempo, subgerente do jornal Diário de Notícias, e sua mulher, Vicentina, exercia o professorado no Colégio Americano. Coracy Veiga, delegado regional do Instituto de Aposentadoria e Pensões de Transporte e Cargas, IAPETEC, descendia de uma tradicional família de Viamão, onde já fora vereador. De igual forma, Brasiliano Índio do Rio Grande de Moraes era delegado regional do IAPI, Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Industriários. Manoel Maltz distinguia-se por ser um comerciante de sucesso, com várias casas no ramo de armarinhos situadas no centro de Porto Alegre. Já Francisco Godoy fazia parte da alta diretoria da empresa Moinhos Rio-Grandenses. Maurício Zaducliver, muito ligado aos esportes – que morreu com a mulher e uma filha – fora presidente do Sport Clube Cruzeiro até o ano anterior.
LIÇÕES DA TRAGÉDIA - José Carlos Berta – que pereceu ao lado da esposa Júlia e do filho José Luis – pertencia ao “alto comércio”, integrava a Associação Comercial de Porto Alegre, e era genro do diretor da Faculdade de Medicina, Guerra Blessmann. Não menos importante, Sady Maisonave, estava na Capital Federal a negócios. Ele havia sido síndico da Bolsa de Fundos Públicos e militava no Rotary Club. Valdomiro Graeff, médico, era irmão do deputado Victor Graeff, de Carazinho.
Outra vítima conhecida, o coronel Guarani Frota, exercia a função de professor da Escola Preparatória de Cadetes. Com ele morreram a esposa Maria Antonieta e a filha Rosa, de 13 anos.
Quatro das vítimas do acidente procediam de Caxias do Sul: Balduíno D’Arrigo e sua esposa Ceci, mais as professoras Irmã Valiera e Silvia Jaconi. Balduíno, Promotor de Justiça, havia sido presidente do Clube Juventude.
A tragédia do Constellation suscitou sérias críticas à precariedade da infra-estrutura que assistia a aviação brasileira. A necessidade de um novo aeroporto civil para Porto Alegre foi seriamente debatida – o São João era considerado, além de precário, ultrapassado. Mesmo assim era o terceiro aeroporto do País em movimento e importância.
“O estado lastimável das pistas do São João, insuficiente para aviões de grande porte, semeado de profundos buracos, que as chuvas empoçam e ampliam, constitui ameaça constante à integridade das aeronaves, o que vale dizer perigo de vida para passageiros e pessoal de bordo”, escreveu o Correio do Povo, uma semana depois. “Já não é nenhum segredo, por outro lado, que o aeroporto de Gravataí ainda não dispõe dos meios técnicos adequados, indispensáveis a uma base civil internacional, em que são freqüentes os vôos noturnos”. Para se ter uma idéia, o aeroporto não contava sequer com um radar.
A queda do Constellation da Panir, com mais de meia centena de vítimas, ainda hoje é lembrada pela sociedade de Porto Alegre. Em 2007, o escritor gravataiense Abrão Aspis lançou o livro “Acidente no Morro do Chapéu”, (Editora Digital, Novo Hamburgo), relatando a tragédia.
Tragédia que aconteceu no dia 28 de julhod e 1950, uma sexta-feira. Menos de 48 horas depois, o Rio grande do Sul teria um novo choque: a queda do avião Loddestar que conduzia o ex-ministro da Aeronáutica, o então senador Salgado Filho. As bruxas estavam soltas. Mas isso é uma história para a próxima semana.

Os aniversariantes do dia 19 de Outubro

Hoje a atriz Glória Menezes está completando 74 anos e o jogador Jorge Luis Valdívia Toro, o Valdívia, 25. E hoje estariam aniversariando Vinícus de Moraes (95 anos) e Dias Gomes. No dia de hoje, em 1943, faleceu a escultora francesa Camille Claudel.















Sábado, Outubro 18, 2008

No tempo dos Cabungueiros e das Camélias

Mauro: "A Salvador França era uma estrada de chão. Quando chovia, era um barral."
Mauro Ustra Silva, 59 anos, estofador e chapeador, dono de uma pequena oficina na rua Guilherme Alves, veio para o Jardim Botânico com apenas um ano de idade e viveu quase toda a sua vida aqui.Um dos moradores da "velha guarda", ele lembra do bairro quando tinha um ar quase rural, com muito verde, muito chão de terra batida, moradores que se conheciam e se cumprimentavam e inúmeras casinhas de madeira habitadas por humildes funcionários públicos e chacareiros, em sua maioria. "Naquela tempo, lá pelo início dos anos sessenta, isso aqui era mais conhecido como a Vila dos Bravos, por causa de uma família muito conhecida e esquentada", recorda. Boa parte deles ainda reside por aqui.
A realidade daqueles tempos era bem diferente da de hoje, logicamente. O bairro, batizado oficialmente de Jardim Botânico (1959), ainda era chamado de Vila São Luiz e não havia asfaltamento em nenhuma rua - nem mesmo na Barão do Amazonas ou na Salvador França, onde hoje passa a Terceira Perimetral. "A Salvador era uma estrada de chão. Quando chovia, virava um barral e muitos automóveis atolavam ali", afirma. Já a Barão do Amazonas - hoje a principal via do JB - contava com um pequeno comércio, com destaque para o armazém do Caboclo, o mais bem sortido. Também existia o armazém da dona Versa, na rua Valparaíso, em uma casa de alvenaria que ainda existe e ainda é ponto comercial.
Outros estabelecimentos daquele tempo: o bar e armazém do seu Antonio Mocelin, onde hoje está o centro comercial da rua Felizardo. "Também lembro do bar e armazém do seu Fraga, que era gremista fanático. As crianças, quando o Grêmio perdia, costumavam pintar a fachada de vermelho, deixando o velho enfurecido. Mas quando o Grêmio ganhava ele ficava que era um doce".
Outra informação interessante: a fábrica de carroças do seu Lúcio, uma pequena e artesanal indústria que fabricava não somente carroças como ou demais utensílios para os carroceiros, que então eram numerosos no bairro. Ela estava localizada na Guilherme Alves, nas proximidades da atual paróquia São Luiz, que então não existia, e "foi a montadora de veículos do nosso bairro". Mais distante, também na Guilherme, no alto, havia o Torrão Gaúcho, uma fábrica de rapaduras na qual Mauro chegou a trabalhar quando criança. "O dono era o seu Guimarães".
CHACARA DAS CAMÉLIAS - Por essa época o bairro se notabilizava por ser um grande produtor de agrião e também de flores, plantados em pequenas chácaras e transportados para o Mercado Público em carroças e charretes.
No ramo de flores, um dos mais famosos exibia um nome poético: era a Chácara das Camélias, localizada no alto da rua Guilherme Alves. "Eles plantavam flores, que serviam para fazer coroas de defuntos", esclarece Mauro. A rua Guilherme Alves, naquele tempo, não estava aberta e contava unicamente com uma estreita ligação com a avenida Protásio Alves, uma picada por onde não transitavam carros e sim carroças. Onde hoje está o Condomínio Residencial Felizardo Furtado havia uma chácara de agrião - também vendido no Mercado Público. "Outra chácara ficava perto, onde hoje estão sendo construídos os dois grandes edifícios da Rossi. E perto da praça Nações Unidas tinha a chácara da família Pieretti". O lazer, naquela época, era pouco e simples: reuniões dançantes, quermesses, jogos de futebol, bailes. Mauro recorda do clube Universal - que não mais existe - e seus dois campinhos de terra, situados onde hoje está o shopping Bourbon. Outro time era o Esporte Recretivo Americano, presidido por seu Murilo. Porém já existia o campo do Ararigbóia, palco de torneios memoráveis que, não raro, acabavam em pancadaria. Nesse tempo o bairro não tinha a mínima infra-estrutura, incluindo aí o esgoto. "O recolhimento do esgoto era feito pelos cabungueiros, ou cubeiros, que passavam e recolhiam os cubos com os dejetos". Por sua vez, os alagamentos eram constantes e, à noite, a iluminação pública deixava muito a desejar.
"Mas não havia assaltos naquela época, até porque o pessoal respeitavam a polícia", afirma Mauro Ustra."Mas o que eu tenho mais saudades mesmo é dos banhos e pescarias no arroio Dilúvio, que era limpinho e onde a gente costumava pescar bagres, tão limpo que dava para ver o fundo. Perto da PUC havia o "Banheiro dos padres", a nossa praia. O riacho, naquele tempo, não era canalizado e a Ipiranga nem estava pronta", rememora o estofador.

Enquanto isso, nas eleições do Rio de Janeiro...




Foto de Sebastião Salgado.

A crise econômica mundial











O dia 18 de Outubro na História

No dia de hoje a escritor Isabel Allende está completando 66 anos e o ator Jean-Claude Van Damme 48. Também nasceram nesta data Chuck Berry, Klaus Kinski e Grande Otelo.










Em 18 de outubro de 1926, nasce Chuck Berry, numa família modesta de Saint Louis, Missouri. Ele já tocava guitarra na adolescência, mas parou com a música durante os três anos que passou num reformatório, por tentativa de roubo. Berry é considerado um mito do rock, comparado inclusive a Elvis Presley.
1862 - Bartolomé Mitre nomeia a primeira Corte Suprema da Justiça argentina.

1867 - O Alasca é formalmente transferido da Rússia para os Estados Unidos. A bandeira norte-americana é erguida sobre o novo território.

1892 - Inaugurada a primeira linha telefônica interurbana, entre Nova York e Chicago.

1899 - Inicia a "Guerra dos mil dias", na Colômbia. Ela terminaria em 21 de novembro de 1902.

1911 - Morre Alfred Binet, psicólogo francês que inventou o teste de inteligência.

1912 - Inicia a primeira guerra dos Bálcãs, que representaram as disputas pelos últimos territórios do império Turco-Otomano.

1922 - Inaugurada a BBC, British Broadcasting Corporation.

1926 - Nasce o cantor Chuck Berry.

1929 - Nasce Violeta Barrios de Chamorro, política nicaragüense.

1931 - O inventor Thomas Edison, o pai da luz elétrica, morre aos 84 anos nos Estados Unidos.

1942 - Nasce Isabel Allende, escritora chilena.

1944 - Josip Broz Tito é reconhecido como chefe do governo iugoslavo. Governou a Iugoslávia comunista de 1945 a 1980.

1944 - Um ciclone arrasa o México e provoca a morte de pelo menos 500 pessoas.

1945 - Tropas soviéticas ocupam a Tchecoslováquia depois da derrota nazista na Segunda Guerra Mundial.

1949 - Duas semanas de chuvas torrenciais matam mil pessoas na Guatemala.

1956 - Nasce Martina Navratilova, tenista tcheca naturalizada norte-americana.

1959 - A estação soviética Lunik III transmite fotografias da face oculta da Lua.

1967 - A nave soviética Venera 4 transmite informações para a Terra a partir da atmosfera de Vênus.

1968 - O Governo brasileiro autoriza a construção da ponte Rio-Niterói.

1977 - A polícia alemã invade um avião da Lufthansa, no aeroporto de Mogadishu, e mata três seqüestradores. Os 86 passageiros, que ficaram cinco dias como reféns, são libertados.

1979 - O enxadrista brasileiro Jaime Sunyê Neto ganha o título de Mestre Internacional de Xadrez.

1981 - O cirurgião plástico Hosmany Ramos, preso no Rio de Janeiro sob acusação de contrabando e tráfico de drogas, consegue fugir da cadeia.

1984 - Argentina e Chile assinam acordo no Vaticano, no qual colocam fim a disputa histórica sobre o Canal de Beagle.

1984 - Encontrado em Nairóbi, no Quênia, esqueleto humano de 1,6 milhão de anos.

1988 - Cinco pessoas morrem e cerca de cinco mil ficam feridas na Colômbia, na passagem do furacão Joana. Ele também foi responsável pela morte de outras 50 pessoas na Nicarágua.

1991 - Israel e URSS voltam a ter relações diplomáticas, interrompidas em 1967 na Guerra dos Seis Dias.

2001 - Quatro acusados são sentenciados à prisão perpétua por participarem nos atentados às embaixadas dos Estados Unidos na Tanzânia e no Quênia, em 1998, nos quais 224 pessoas morreram e mais de cinco mil ficaram feridas.

*A Secretaria Municipal de Administração (SMA), por meio da Coordenação de Seleção e Ingresso, reabriu as inscrições do processo seletivo nº 06/2008. A admissão é por tempo determinado (prazo máximo de 120 dias), nas funções de auxiliar de gabinete odontológico, agente comunitário de Saúde, cozinheiro, médico e farmacêutico da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). As inscrições devem ser feitas a partir de hoje, 17, até o dia 22 (quarta-feira).
Inscrições - O candidato deve acessar o endereço eletrônico http://www.portoalegre.rs.gov.br/, clicar no link correlato ao Processo Seletivo 06/2008 (banner à direita da página), preencher o Formulário de Inscrição, transmitir os dados e imprimir o boleto bancário necessário para o pagamento. Para acesso direto à ficha, clique AQUI.
Após o preenchimento do formulário eletrônico de inscrição e o respectivo envio dos dados, o candidato deverá comparecer a uma agência bancária portando o boleto referente à inscrição e efetuar o recolhimento no valor da taxa de inscrição, para concorrer às vagas destinadas a cada função, conforme tabela abaixo: Auxiliar de Gabinete Odontológico, Agente Comunitário de Saúde e Cozinheiro: R$ 36,50. Médico e Farmacêutico Bioquímico: R$ 66,50. É requisito básico para a inscrição ter idade mínima de 18 anos completos e possuir a formação e habilitação legal exigida para o exercício da função. Remuneração - A remuneração básica para Auxiliar de Gabinete Odontológico é de R$ 795,60. Para os cargos de Farmacêutico Bioquímico e Médico o básico é de R$ 1.336,00. Para o cargo de Cozinheiro, o básico é de R$ 543,70 e para Agente Comunitário de Saúde é de R$ 989,10.
A divulgação oficial das etapas do concurso será feita através de publicação no Diário Oficial de Porto Alegre, em jornais de grande circulação, da afixação de editais nos painéis dos concursos existentes em frente ao Edifício Intendente José Montaury — Rua Siqueira Campos nº 1300 — e, em caráter meramente informativo, através da Internet: www.portoalegre.rs.gov.br/concurso/.
* O Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) tem vagas abertas para estagiários dos cursos de Comunicação Social (habilitação Jornalismo), Engenharia Civil, Psicologia (curricular e extra-curricular), Técnico em Administração, Técnico em Química e Técnico em Secretariado.
Os candidatos devem ter vínculo escolar ou acadêmico para cumprir estágio de no mínimo um ano a partir da data da contratação, idade mínima de 16 anos completos, estudar em instituição de ensino conveniada com o Dmae (ver lista de nomes no site www.dmae.rs.gov.br - link Trabalhe Conosco). O Dmae oferece bolsa-auxílio, vale-transporte, seguro de acidentes pessoais, férias remuneradas e certificado ao final do estágio.
Interessados devem buscar encaminhamento para entrevista na Rua 24 de Outubro, 200, sala 204. O atendimento vai de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 17h.

Sexta-feira, Outubro 17, 2008

Por que o Botânico esconde o seu passado?

Embora o Jardim Botânico não seja propriamente um bairro novo, desses que agora são criados, há, aqui, uma grande deficiência: a falta de fotos antigas que retratem a vida dos nossos moradores e das nossas coisas. A gente pergunta pra um, pra outro e mais outro, desses que gostam de rememorar tudo - " e aí, tem alguma foto desse tempo?" - e, invariavelmente, a resposta é negativa, ou, pior, entra naquela base do "vou procurar mas não tenho certeza que tem".
Pois é, e assim vai se perdendo a memória do nosso Botânico, da Vila São Luis, da Vila Russa. Todo mundo fala nas coisas do passado, das festas, das figuras, das ruas, em isso e aquilo, e no entanto na hora de se conseguir uma foto antiga a coisa complica.
Por exemplo, a fábrica de carrocas do seu Lúcio - cadê uma foto? E o armazém do seu Caboclo, um ponto de referência, na esquina da Barão com a Valparaíso, onde agora está um grande edifício, do outro lado do Posto de Gasolina - cadê alguma foto do local ou do seu Caboclo? E dos times antigos, dos clubes, do Universal, do Americano?
Hoje, com as maravilhas tecnológicas, reproduzir uma foto antiga, na hora, em cima de uma simples mesa, é moleza pura. Usa-se a câmera digital e, shazan, sai na hora a reprodução, muitas vezes até melhor do que a original. É só querer, ir lá, revirar velhos álbuns, antigos baús, falar com o avô, que devem sair muitas coisas, muitas imagens em branco-e-preto, que aparentemente não têm valor para alguns mas que são tesouros para a comunidade, instantâneos de uma era que já se foi.
Pois é. Faço um desafio e um apelo aos leitores deste jornal eletrônico: se vocês, ou algum conhecido ou parente, tiver imagens antigas do Jardim Botânico, não tenham medo, não se façam de rogado. Reproduzam, mandem para o Conselheiro por-email, com a data (se não tiver a data certa, ponham a aproximada), o local e o nome das pessoas.
Já basta não termos uma Associação de Moradores digna desse nome, uma entidade que funcione. O pior é também não termos memória e nem vontade de recuperar o passado do nosso bairro. (Conselheiro X.)

Dunga: prato cheio para os chargistas











Turismo Zona Sul, novidade que foi aprovada

O ônibus percorre 10 bairros, com destaque para a orla do Guaíba.
A partir de domingo, 19, quando entra em vigor a hora brasileira de verão, o ônibus Linha Turismo passará a circular em horários diferentes. Na nova escala do city tour, oferecido de terças a domingos, as saídas ocorrerão às 9h, 10h30, 14h, 16h e 18h. Outra novidade preparada pela Secretaria Municipal de Turismo (SMTUR) é a oferta da Linha Turismo Zona Sul, nova alternativa de roteiro na Capital que passará a circular de forma regular e permanente, alternando com o roteiro tradicional.
O city tour na Zona Sul foi realizado experimentalmente entre 15 de novembro de 2007 e 2 de março de 2008. Por meio de pesquisa realizada com os 5.223 passageiros que fizeram o roteiro, foi identificada a aprovação da nova opção de passeio, considerada excelente e boa por 90% dos usuários. Durante cerca de uma hora e cinqüenta minutos, a partir do terminal localizado na Travessa do Carmo, 84, Bairro Cidade Baixa, o ônibus panorâmico percorre dez bairros, como Praia de Belas, Assunção, Tristeza, Ipanema, Vila Nova, Belém Velho e Glória, passando por atrativos como a Fundação Iberê Camargo, o Calçadão de Ipanema e o Santuário Mãe de Deus, no alto do Morro da Pedra Redonda, de onde os passageiros podem ter uma visão de quase 360º de Porto Alegre.
Escala dos roteiros - A opção de passeio na Zona Sul será oferecida de terças a domingos, nos horários das 14h e 16h. Neste roteiro, com maior tempo de duração, os preços das passagens serão R$ 10,00, no primeiro andar, e R$ 15,00, no piso superior. Nos demais horários (9h, 10h30 e 18h), o ônibus fará o city tour tradicional, que passa por cerca de 20 locais atrativos da área mais central da Capital. Nesta opção, as passagens custam R$ 8,00, no primeiro piso, e R$ 10, 00 no andar panorâmico. Para as duas opções de roteiro, podem ser feitas reservas pelo telefone 3212-1628.
* Um passeio pela literatura será o enfoque do Viva o Centro a Pé do próximo sábado, 18, orientado pelo professor e escritor Luís Augusto Fischer. Prevista para ocorrer no sábado, 11, a caminhada foi transferida devido às más condições do tempo. Quem quiser participar, pode se inscrever gratuitamente pelos telefones 3289-3738 e 8114-5504 ou pelo e-mail vivaocentro@yahoo.com.br.
O roteiro de aproximadamente duas horas começa às 10h, com saída do Caminho dos Antiquários, na Demétrio Ribeiro, em frente à Praça Daltro Filho (encontro das ruas Coronel Genuíno e Marechal Floriano). Segue pela Avenida Borges de Medeiros, passando pela Livraria do Globo, Chalé da Praça XV, Mercado Público e Paço Municipal. Depois, os participantes seguem pelo Largo dos Medeiros, Rua da Praia, Praça da Alfândega e Rua Caldas Jr., dirigindo-se à Rua Riachuelo, onde ocorre o Caminho do Livro.
Em caso de chuva, o roteiro será novamente transferido. Quem quiser, poderá doar alimentos não-perecíveis, que serão encaminhados a instituições do município. Existem caixas para recolhimento no ponto de saída das caminhadas.
Luís Augusto Fischer - É professor e escritor formado pela Faculdade de Letras da Ufrgs. Tem mestrado e doutorado (com tese sobre Nelson Rodrigues) também pela Ufrgs, onde leciona Literatura Brasileira desde 1985. Escreve regularmente para vários jornais, como Zero Hora, Folha de São Paulo e ABC Domingo. Também colabora com as revistas Bravo! e Superinteressante. Tem vários livros publicados nas categorias conto, crônica, ensaio e teoria literária, entre os quais estão Dicionário de Porto-alegrês, Literatura Gaúcha – História, Formação e Atualidade e Dicionário de Palavras e Expressões Estrangeiras.
As caminhadas do Viva o Centro a Pé são realizadas duas vezes por mês, sempre aos sábados, orientadas por professores especialistas em história ou arquitetura. A iniciativa é das secretarias do Planejamento Municipal (SPM) e da Cultura (SMC) e do Programa Viva o Centro. Outras informações no site www.portoalegre.rs.gov.br/vivaocentro.



* Profissionais de contabilidade podem obter informações sobre a nova Lei de Sociedades Anônimas no curso de extensão "Alteração das Leis das Sociedades Anônimas" que a Faculdade de Administração, Contabilidade e Economia da PUCRS (Face) promove no dia 27 de outubro. As aulas ocorrerão das 8h15min às 12h30min e das 13h30min às 18h15min, no prédio 50 do Campus Central (avenida Ipiranga, 6681 - Porto Alegre). O programa apresentará a aplicabilidade, abrangência e vigência da nova Lei, as novidades na área de demonstrativos contábeis, estrutura do balanço patrimonial, aspectos tributários e outras informações. As inscrições de interessados podem ser feitas na Pró-Reitoria de Extensão da Universidade, na sala 201 do prédio 40 do Campus. Informações pelo telefone (51) 3320-3680.
* Cerca de 30 estudantes de japonês de diversas instituições do Estado participam do 27º Concurso de Oratória em Língua Japonesa, que ocorrerá na PUCRS no próximo sábado, 25 de outubro. Relatos e histórias em japonês serão apresentadas em tempo cronometrado. O evento é aberto ao público, com entrada franca, e ocorre às 15h15min no auditório do prédio 9, no Campus Central da Universidade (avenida Ipiranga, 6681 - Porto Alegre). A promoção é do Instituto de Cultura Japonesa da Universidade. Informações pelo telefone (51) 3320-3583.
* Além da exposição "Aranhas: Inimigas ou Aliadas?", o Museu de Ciências e Tecnologia da PUCRS (MCT) realiza, a partir do dia 28 de outubro, palestras temáticas que vão explicar sobre as diversas espécies de aracnídeos e apresentar curiosidades. Os encontros são gratuitos, das 18h às 19h30min, no anfiteatro do MCT, no prédio 40 do Campus Central da Universidade (avenida Ipiranga, 6681 - Porto Alegre). "Morfologia dos grupos de Arachnida com ênfase na ordem Araneae (aranhas)" será o tema tratado no dia 28 de outubro; "Histórico e pesquisas em Aracnologia" no dia 30; "Coleta e conservação de aranhas", em 4 de novembro; "Diversidade e ecologia de aranhas", em 6 de novembro; "Aranhas de interesse médico", em 11 de novembro; "Aspectos comportamentais das aranhas", no dia 13 e "Aranhas associadas a ambientes aquáticos", dia 18. As inscriçõe s, com vagas limitadas, podem ser feitas pelo site www.pucrs.br/mct/eventos.Exposição continua até 30 de novembro
Descobrir curiosidades sobre as mais de 40 mil espécies de aranhas existentes, como por exemplo, que algumas vivem em sociedade, outras são coloridas e canibais, são informações que podem ser conferidas na exposição "Aranhas: Inimigas ou Aliadas?", no MCT. Quem visitar o local poderá saber mais sobre os aracnídeos e ver imagens microscópicas em ampliações e aranhas vivas. O MCT está aberto de terças-feiras a domingos, das 9h às 17h, e fica no prédio 40 do Campus Central da Universidade (avenida Ipiranga, 6681 - Porto Alegre). Informações pelo telefone (51) 3320-3521 ou no site www.pucrs.br/mct/eventos.

*No dia 22 de outubro, o Laboratório de Mercado de Capitais da PUCRS (Labmec) realiza a palestra "Investimentos de Baixo Risco - Previdência XP", que avaliará as principais vantagens de uma previdência privada. Será das 18h às 19h, na sala 705 do prédio 50, no Campus Central da Universidade (avenida Ipiranga, 6681 - Porto Alegre). As inscrições são gratuitas e estão disponíveis no site http://www.labmec.com.br/. Outras informações pelo telefone (51) 3384-4449.
* O projeto "O que é?", organizado pela Faculdade de Letras da PUCRS (Fale), continua na próxima terça-feira, 21 de outubro, abordando o tema "Literatura e Modernidade". O assunto será avaliado pela aluna do Programa de Pós-Graduação em Letras Ana Munari. A atividade busca apresentar temas relacionados à Lingüística e Literatura, por meio de aulas expositivas e dinâmicas, utilizando exemplos práticos para esclarecer dúvidas. Todos os temas foram levantados por professores da Fale, a partir de dificuldades expostas pelos alunos em sala de aula. Os encontros serão realizados sempre das 18h às 19h na sala 305 do prédio 8 (auditório Irmão Elvo Clemente), no Campus Central da Universidade (avenida Ipiranga, 6681 - Porto Alegre). Também haverá palestras nos meses de outubro e novembro. As inscrições são gratuitas, mediante doação de um livro infanto-juvenil, e serão feitas nos horários e datas dos encontros. Outras informações e a programação completa podem ser obtidas pelos telefones (51) 3320-3676 e (51) 3320-3528.

Labrador: um cão sólido e de bom temperamento

O aspecto geral do Labrador é o de um cão de constituição robusta, curto e sólido, muito ativo, de lombo e traseira largos e robustos, de pêlo curto, aderente e sem franjas, com presença de um espesso subpêlo.
Os olhos são de tamanho médio, expressam inteligência e bom temperamento, de cor castanha ou avelã. A pelagem é uma característica importante da raça. É curta, espessa, sem ondulação. É muito dura ao tato, e apresenta um subpêlo resistente à água. A cauda, grossa na base, é outra característica própria da raça.
De comprimento médio, a cauda está praticamente desprovida de franjas, mas é interamente coberta com a pelagem característica do Labrador: curta e espesa. As cores são o preto, o fígado e o amarelo. Esta última, pode variar entre o vermelho e o creme. A cor é uniforme e não deve apresentar pintas ou manchas. O tamanho do Labrador varia de 55 à 57 cm. na altura da cernelha, para os machos, e de 54 à 56 cm. para as fêmeas.

Clotet e Teixeira reconduzidos aos cargos

O Reitor Joaquim Clotet e o Vice-Reitor Evilázio Teixeira foram reconduzidos pelo Chanceler da PUCRS, o Arcecebispo de Porto Alegre, Dom Dadeus Grings, para o período de gestão 2009-2012. Também estão reconduzidos em seus cargos os Pró-Reitores Paulo Franco (Administração e Finanças), Solange Ketzer (Graduação), Jorge Audy (Pesquisa e Pós-Graduação), João Dornelles Junior (Extensão) e Jacqueline Moreira (Assuntos Comunitários).

O dia 17 de Outubro na História

No dia de hoje Rita Wayhorth estaria completando 90 anos. E no dia de hoje nasceram a atriz Bárbara Paz (34 anos), Montgomery Clift, Nuno Leal Maia (61 anos) e o goleiro Goyconhea (45).











Fatos históricos do dia 17 de outubro
Em 17 de outubro de 1979, Madre Teresa de Calcutá ganha o Prêmio Nobel da Paz. Ao receber o prêmio disse que sua obra é "uma gota de salvamento num mar de sofrimento". Sua mensagem é clara: "Juntos proclamamos com alegria a difusão da paz e percebemos que os pobres são nossos irmãos".
1849 - Morre Fredéric Chopin, compositor polonês.
1902 - O primeiro motor de um veículo Cadillac é construído em Detroit, nos Estados Unidos.
1904 - É assinado o Tratado de paz e amizade entre Chile e Bolívia.
1911 - Francisco Madero é eleito presidente do México.
1912 - Inicia a primeira guerra balcânica: Bulgária, Grécia, Sérvia e Montenegro declaram guerra à Turquia.
1912 - Nasce Albino Luciani, o papa João Paulo I.
1914 - Primeira Guerra Mundial: inicia a batalha de Flandes, que termina em 15 de novembro.
1915 - Nasce Arthur Miller, escritor norte-americano.
1918 - Nasce Rita Hayworth, atriz norte-americana.
1923 - Realizado um levantamento popular nas Filipinas contra a dominação dos Estados Unidos.
1945 - Uma multidão marcha em direção a praça de Maio, reivindicando a libera