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quinta-feira, outubro 29, 2009

Clínica realizará nova técnica que aumenta chances de fertilização artificial

O Centro de Pesquisa e Reprodução Humana Nilo Frantz viabilizará até o próximo ano, uma nova técnica de exame de embriões, que poderá dobrar as chances de uma fertilização artificial bem-sucedida, denominada hibridização genômica comparativa (CGH). A nova técnica divulgada na semana passada durante o 65ª Encontro Anual da Sociedade Americana de Reprodução Humana por cientistas da Universidade de Oxford/Inglaterra, possibilita analisar todos os 23 pares de cromossomas, permitindo assim o diagnóstico de muitas alterações genéticas, que ainda não eram possíveis. Até o momento mais de 20 bebês já nasceram com a ajuda desta técnica, alcançando uma taxa de gestação de 86% em mulheres na faixa etária dos 39 anos. O especialista em reprodução humana, Nilo Frantz, que esteve reunido com pesquisadores de várias partes do mundo no mesmo evento é pioneiro no sul do Brasil, na introdução do Diagnóstico Genético Pré-Impantacional (PGD) com laser, onde é possível analisar os embriões geneticamente pelo método de FISH (Hibridização in situ com Fluorescência) antes de transferi-lo para o útero. A partir do PGD é possível identificar anomalias de alguns cromossomas, como o 18, o 13 e o 21, este último responsável pela Síndrome de Down. Para Frantz, a técnica de hibridização significa ampliar as chances de fertilização, principalmente em mulheres com idade acima dos 35 anos, faixa etária em que diminuem as chances de gravidez e aumentam os casos de alterações genéticas, malformações e abortamentos. ”Por meio desse processo será possível num futuro próximo aumentar radicalmente as taxas de gravidez por fertilização in vitro e diminuir o índice de perdas gestacionais”, explica Nilo Frantz.Hibridização e PGD A nova técnica de hibridização permite verificar os 46 cromossomos dos pré-embriões em desenvolvimento, entre o 5º e 6º dia depois da fertilização, possibilitando que apenas os sem anomalias sejam transferidos para o útero da futura mãe. Essas células são testadas para diferentes doenças genéticas - como a fibrose cística e as síndromes de Duchene e Huntington. A análise somente pode ser aplicada em casais que recorrem ao tratamento de fertilização in vitro com a complementação do diagnóstico genético pré-implantacional (PGD). No PGD os embriões são avaliados antes de serem transferidos para o útero materno, ou seja, antes do inicio da gestação. Essencialmente, existem dois componentes laboratoriais envolvidos no PGD. O primeiro se relaciona à coleta do material para ser analisado, o qual é obtido através da biópsia embrionária. O segundo, é o teste diagnóstico em si, que usualmente é realizado por duas metodologias: reação em cadeia da polimerase (PCR) ou e hibridização in situ fluorescente (FISH). Em regra geral, a FISH é aplicada para analise de alterações cromossômicas, e a PCR para alterações gênicas. O PGD já foi usado com sucesso em mais de 30 doenças monogênicas, e também para a detecção de desbalanço cromossômico em famílias portadoras de rearranjos como as translocações cromossômicas.Aconselhamento genético Frantz explica que o aconselhamento genético é um processo pelo qual o paciente tem a possibilidade de investigar possíveis desordens genéticas que podem ser ou não hereditárias. O paciente recebe informações sobre as conseqüências da doença, sua probabilidade de desenvolvimento ou transmissão e sobre os caminhos para prevenção, como possíveis tratamentos. "O profissional envolvido no aconselhamento genético tem o dever de informar o paciente da melhor forma possível para que ele tome a decisão mais apropriada conforme seus princípios, condições financeiras e psicológicas", conclui o médico .

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