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quinta-feira, outubro 29, 2009

*A próxima edição da caminhada Viva o Centro a Pé acontece sábado, 31, com roteiro inédito pelo bairro Cidade Baixa. O passeio será orientado pelo arquiteto Paulo Cesa, e inclui visita ao Museu de Porto Alegre Joaquim José Felizardo, antigo Solar Lopo Gonçalves. O prédio histórico, construído provavelmente entre 1845 e 1855, numa chácara com fundos à Rua da Margem (atual João Alfredo), era a residência da família de Lopo Gonçalves Bastos.
Com saída às 10h, do totem do Caminho dos Antiquários, na Demétrio Ribeiro em frente à Praça Daltro Filho (encontro das ruas Coronel Genuíno e Marechal Floriano), o roteiro terá duração de duas horas. As inscrições podem ser feitas no e-mail vivaocentroape@gmail.com. O valor é um quilo de arroz, feijão ou leite em pó. As doações serão encaminhadas a instituições do município. Existem caixas para o recolhimento no ponto de saída das caminhadas. As inscrições por e-mail devem ser feitas até o dia 30, às 14h.
Quem orienta - Paulo Cesa é arquiteto formado pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos – RS, em 1982. Especialista em restauração arquitetônica pela Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, no ano de 1983, é Mestre em Teoria, História e Crítica da Arquitetura, convênio Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) e Ritter dos Reis. Professor nas faculdades de arquitetura da Pontifícia Universidade Católica (PUCRS), é profissional atuante na produção de projetos e execução de obras.
O bairro - Apesar das propostas de arruamento desde 1856, boa parte da Cidade Baixa permaneceu desabitada por vários anos. A implantação das linhas de bonde de tração animal contribuiu para sua urbanização. A partir de 1880 novas ruas foram inauguradas, como a Lopo Gonçalves e a Luiz Afonso. A atual rua Joaquim Nabuco também foi aberta nessa época, batizada de Rua Venezianos, pois sediava o famoso grupo carnavalesco com o mesmo nome. O carnaval da Cidade Baixa era reconhecido e prestigiado na época, com destaque para os coros que movimentavam as ruas. O bairro também se notabilizou pela existência de uma classe média singularmente diferenciada, "composta por famílias que ainda botavam cadeiras nas calçadas, assistiam às matinês do cinema Capitólio e freqüentavam os armazéns em busca de secos e molhado" (Porto Alegre:crônica da minha cidade, p. 208).
Atualmente, o bairro se caracteriza pela grande quantidade de bares e é conhecido por ser o local preferido dos boêmios da cidade, principalmente nas ruas General Lima e Silva, República e João Alfredo. A proximidade do campus antigo da Ufrgs favorece a concentração de estudantes, intelectuais e artistas. O prédio do Nova Olaria, onde será encerrada a caminhada, constitui-se como uma acertada inserção contemporânea no contexto da Cidade Baixa, onde nem sempre os conjuntos arquitetônicos novos e antigos dialogam amigavelmente.
Caminho dos Antiquários A feira Caminho dos Antiquários é parte integrante de programas do governo municipal. Com o objetivo de revitalizar a área central, o espaço, já repleto de lojas de antiguidades, foi transformado em uma grande feira a céu aberto. A rua Marechal Floriano, entre a Fernando Machado e a Demétrio Ribeiro, é fechada e as lojas colocam seus produtos na rua. As caminhadas do Viva o Centro a Pé são realizadas duas vezes por mês, sempre aos sábados, orientadas por professores especialistas em história ou arquitetura. A realização é da Secretaria do Planejamento Municipal (SPM), da Cultura (SMC), do Turismo, Programa Viva o Centro e gabinete da primeira-dama.
Visite o nosso site: www.portoalegre.rs.gov.br/vivaocentro
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