Translate

sábado, janeiro 31, 2009

Batalha de Stalingrado: o heroísmo soviético


Forças
+600.000
500.000 (incluindo 300.000 alemães)
Baixas
750.000 soldados(mortos feridos ou prisioneiros)cerca de 40.000 civis mortos
740.000 soldados(mortos e feridos)110.000 prisioneiros

Batalha de Stalingrado (português brasileiro) ou Batalha de Estalinegrado (português europeu) foi o nome da operação militar conduzida pelos alemães e seus aliados contra as forças russas pela posse da cidade de Stalingrado, às margens do rio Volga, na antiga União Soviética, entre 17 de julho de 1942 e 2 de fevereiro de 1943, durante a II Guerra Mundial.[1] A batalha foi o ponto de virada na frente leste da guerra, marcando o limite da expansão alemã no território soviético e é considerada a maior e mais sangrenta batalha de toda a História, causando a morte e ferimentos em cerca de 1,5 milhão de soldados e civis.
Marcada por sua extrema brutalidade e desinteresse pelas perdas militares e civis de ambos os lados, a ofensiva alemã sobre a cidade de Stalingrado, a batalha dentro da cidade e a contra-ofensiva soviética que cercou e destruiu todo o 6º Exército alemão e outras forças do Eixo, foi a segunda derrota em larga escala da Alemanha nazista na II Guerra Mundial e a mais decisiva; a partir daí, a ofensiva passou totalmente para as mãos dos soviéticos até a vitória final contra o Terceiro Reich, em 8 de maio de 1945.
Até 1925, Stalingrado ou Estalinegrado, chamava-se Tsaritsyn, e desde 1961 tem o nome de Volgogrado.


A invasão da URSS
A 22 de junho 1941, a Alemanha e os seus aliados do Eixo invadiram a União Soviética, na chamada Operação Barbarossa, avançando lentamente para dentro de território soviético. Sofrendo derrota após derrota no verão e no inverno de 1941, as forças soviéticas contra-atacaram em larga escala nos portões da capital do país, na chamada Batalha de Moscou, iniciada a 5 de dezembro de 1941. Os alemães, exaustos, com problemas de reposição logística (a maioria das Divisões Panzer estava com a maior parte de seus carros de combate inoperantes) e ainda, com a tropa mal equipada para a guerra no inverno e com as linhas de suporte muito longas, acabaram sendo afastados das portas da cidade.
Os alemães estabilizaram sua frente de batalha na primavera de 1942. Apesar disso, as baixas da campanha de 1941 somadas às perdas de blindados e de material militar tornaram impossível a retomada de uma ofensiva em toda a frente oriental, obrigando Adolf Hitler a ter como ponto de partida uma ofensiva apenas setorial em 1942.
Planos para lançar uma segunda ofensiva contra Moscou foram rejeitados, não apenas porque o Grupo Central do Exército estava demasiadamente enfraquecido para um ataque, mas, ainda, pela concepção de Hitler que um ataque na direção sudeste da URSS - (Ucrânia) - propiciaria vantagens econômicas (cereais e petróleo) favoráveis a um futuro prosseguimento da guerra. Os alemães mantiveram-se no controle, não obstante, de dois salientes nas proximidades de Moscou, de maneira a permitir um blefe que tornasse crível a possibilidade de uma nova ofensiva contra a capital russa.

Operação Azul
O Grupo de Exércitos Sul foi escolhido para a ofensiva pelas estepes do sudeste da União Soviética em direção ao Cáucaso, para capturar os vitais poços de petróleo ali situados. Ao invés de concentrar suas atenções num esforço final contra Moscou, como seus planejadores militares aconselhavam, Hitler continuou a enviar homens e suprimentos para o leste da Ucrânia.
A planejada ofensiva de verão deveria incluir o e o 17º Exército e o 1º e o 4º Exércitos Panzer. O Grupo Sul havia atravessado a Ucrânia durante a ofensiva de 1941. Assim, seria a ponta de lança da nova ofensiva até o Volga.
O início da chamada Operação Azul estava previsto para o fim de maio de 1942. Entretanto, numerosas unidades dos exércitos alemão e romeno que deveriam fazer parte da operação, ainda estavam envolvidas no cerco de Sebastopol e da península da Criméia. Atrasos em terminar o cerco adiaram a data da operação por várias vezes e Sebastopol não caiu até o fim de junho.
A ofensiva finalmente foi iniciada em 28 de junho, com o Grupo Sul atacando no sudoeste da Rússia. Os ataques foram bem sucedidos no começo, com as forças soviéticas oferecendo pouca resistência na vastidão das estepes e recuando para leste em desordem. Várias tentativas de restabelecer uma linha defensiva fracassaram ao serem atacadas nos flancos pelas forças alemãs. Dois grandes bolsões de resistência se formaram e foram destruídos na semana seguinte, ao nordeste de Kharkov e na província de Rostov. Ao mesmo tempo, forças húngaras, junto com o 4º Exército Panzer, lançaram um assalto a Voronej, capturando a cidade em 5 de julho de 1942.
No fim de julho os alemães haviam empurrado os soviéticos para trás do rio Don e nesse ponto da ofensiva eles começaram a utilizar as forças italianas, húngaras e romenas, suas aliadas do Eixo, para guardar seu flanco norte. O 6º Exército alemão encontrava-se então a algumas dezenas de quilômetros de Stalingrado e o 4º Panzer, que atacava ao sul dele, foi direcionado ao norte para ajudar a tomar a cidade. Mais ao sul, o Grupo de Exércitos A entrava fundo no Cáucaso, mas seu avanço se tornava lento devido à extensão das linhas de suprimento que, não acompanhando a velocidade do avanço, não chegavam a linha de frente com a rapidez necessária. Os dois grupos de exército alemães não estavam em posição nem em condições de ajudarem um ao outro devido à grande distância entre eles.
Com as intenções de Hitler se tornando claras pelo fim de julho, Josef Stalin nomeou o marechal Andrei Yeremenko comandante da frente sudeste em 1 de agosto de 1942. Yeremenko e o comissário político Nikita Kruschev foram encarregados do planejamento da defesa de Stalingrado. O lado leste da cidade se estendia ao longo do rio Volga e por sobre o rio os soviéticos trouxeram mais tropas do interior do país para sua defesa. Todas estas unidades combinadas, as que recuavam e os reforços trazidos pelo rio, formaram o 62º Exército soviético e seu comando foi entregue ao general Vassili Chuikov em 1 de setembro. As ordens de Chuikov foram as de defender Stalingrado a qualquer preço.

O começo da batalha
Antes que a Wehrmacht alcance a cidade propriamente dita, a Luftwaffe havia atacado no rio Volga, via vital para o movimento de suprimentos em direção à cidade, deixando-o praticamente inutilizável para a navegação de barcos soviéticos. Entre 25 e 31 de julho, 32 navios e balsas foram afundados no rio. A batalha começou sob pesado bombardeio da força aérea alemã a Stalingrado, com cerca de 1000 toneladas de bombas jogadas sobre a cidade e seus arredores, transformando-a quase em destroços, apesar de algumas estruturas de fábricas ainda sobreviverem e continuarem sua produção de guerra em turnos de 24 horas.
Stalin havia impedido os civis de deixarem o lugar, sob a premissa de que sua presença ali encorajaria ainda mais as forças soviéticas a defenderem-na, sendo postos a ajudar cavando trincheiras e fortificações defensivas em todo o perímetro urbano. Em 23 de agosto, um forte bombardeio aéreo causou um grande incêndio, matando milhares de civis e transformando Stalingrado numa paisagem de repleta de destroços e ruínas fumegantes. Noventa por cento do bairro de Voroshilovsky foi totalmente destruído.
A impotente força aérea soviética foi esmagada pela Luftwaffe, perdendo 201 aviões no período de uma semana no fim de agosto. Apesar de reforços aéreos trazidos, as perdas continuaram grandes durante o mês de setembro, fazendo com que a força aérea alemã tivesse o domínio completo dos céus sobre Stalingrado e regiões próximas, durante as primeiras semanas de combate.

O ataque alemão

O peso da defesa inicial da cidade caiu em cima de um regimento de artilharia antiaérea, composto por jovens mulheres voluntárias, sem treinamento específico de tiro para alvos terrestres. Apesar disto, e sem nenhum apoio de outras unidades soviéticas, suas atiradoras continuaram em seus postos disparando contra os tanques panzers. O comando da divisão panzer que as enfrentou, comunicou que foi necessário eliminar uma a uma até que todas as baterias estivessem destruídas. Neste começo da batalha, os soviéticos se valeram para de milícias de trabalhadores que não estivessem diretamente envolvidos na produção de guerra. Por algum tempo, tanques continuaram a ser produzidos nas fábricas e a ser tripulados por operários. Eles eram transportados direto da fábrica para a frente de combate, muitas vezes sem pintura nem aparelho de mira do canhão.
No fim de agosto, o Grupo de Exércitos Sul (B) havia finalmente atingido o Volga, ao norte de Stalingrado, seguido de outro avanço pelo rio até o sul da cidade. No começo de setembro, os soviéticos podiam apenas reforçar e realimentar suas tropas dentro da cidade por perigosos caminhos ao longo do Volga, sob constante bombardeio aéreo e de artilharia terrestre alemã. Em 5 de setembro, dois exércitos soviéticos organizaram um ataque maciço contra o Panzerkorps – as divisões blindadas nazistas, mas foram contidos pela Luftwaffe, que bombardeou a artilharia soviética de apoio ao ataque e as linhas defensivas. Dos 120 tanques usados na ofensiva, 30 foram perdidos nos bombardeios. Nos dias seguintes, ataques de Stukas alemães ajudaram a destruir mais tanques russos da contra-ofensiva blindada soviética.

Combate no meio das ruínas.
Na cidade em ruínas, dois exércitos russos estabeleceram suas linhas de defesa entre casas e fábricas destruídas, numa luta dura e desesperada. A expectativa de vida de praças recém-chegados à batalha era de menos de 24 horas e a dos oficiais, três dias. Em 27 de julho, Stalin havia baixado uma ordem geral, Nº 227, decretando que todos os comandantes locais que ordenassem uma retirada não-autorizada em sua área devessem ser levados imediatamente a um tribunal militar. O slogan soviético era: "Nem um passo atrás". Isto fez com que o avanço alemão para dentro de Stalingrado lhes custasse pesadas baixas.
A doutrina militar alemã era baseada no principio do combate com forças armadas combinadas e uma cooperação próxima e conjunta dos blindados, infantaria, engenharia, artilharia e bombardeio aéreo do solo inimigo. Para conter isto, os soviéticos adotaram a tática de simplesmente se colocar nas linhas de frente o mais próximo que fosse fisicamente possível, escapando o máximo que pudesse da artilharia e bombardeios aéreos, geralmente feitos às suas costas. Isto fazia com que as tropas alemãs tivessem que avançar por seu próprio risco num combate corpo a corpo. Combates cruéis aconteciam em cada rua, sótão, fábrica ou porão de cada casa ou construção. Os alemães brincavam amargamente com isso, ao dizerem que capturavam uma cozinha, mas ainda lutavam na sala de estar. A estação de trem de Stalingrado mudou de mãos quatorze vezes em seis horas de combates.

Combates corpo-a-corpo
A luta na proeminente colina Mamayev Kurgan, que se ergue sobre a cidade, era particularmente sem piedade. A posição mudava de mãos diversas vezes. Durante um contra-ataque soviético, eles perderam uma divisão inteira de 10 mil homens num único dia, a 13ª Divisão de Guardas de Rifle, que matou número aproximado de inimigos alemães. Em 1944, durante o começo da restauração da cidade, dois corpos foram encontrados na colina, um alemão e um soviético, que, aparentemente haviam matado um ao outro simultaneamente a golpes de baioneta no peito e que haviam sido sepultados por tiros de artilharia na colina.
No Grain-Silo, um grande complexo de processamento de grãos encimado por uma grande silo, o combate era tão próximo que soldados podiam ouvir a respiração do inimigo lutando. Quando os alemães finalmente tomaram a posição, apenas quarenta corpos soviéticos foram encontrados, apensar do número muito maior de combatentes estimado por eles, devido a ferocidade e a demora do combate, que perdurou por semanas. Todos os grãos estocados foram queimados pelos soviéticos quando se retiraram.
Em outra parte da cidade, um pelotão de soldados sob o comando do sargento Yakov Pavlov, transformou um edifício de apartamentos numa fortaleza impenetrável. O prédio, mais tarde conhecido como a "Casa de Pavlov" dominava uma praça no centro da cidade. Seus soldados a cercaram com minas, montaram metralhadoras nas janelas e selaram as janelas no porão para melhor comunicação. Eles não tiveram substituição nem reforços por dois meses e agüentaram a posição até o fim do conflito. Muito tempo depois, o general Chuikov brincava que talvez mais alemães tenham morrido tentando capturar a Casa de Pavlov que tentando tomar Paris. Após cada onda de ataques, durante todo o segundo mês da batalha, os russos tinham que sair do prédio e chutar e empurrar as pilhas de corpos dos alemães mortos, de maneira a que a linha de tiro para a praça das metralhadoras e armas antitanques ficasse livre. Após a batalha, o sargento Pavlov recebeu a medalha e o título de Herói da União Soviética, maior condecoração militar da URSS, por sua bravura e heroísmo.
Sem possibilidade de vitória rápida à vista, os nazistas começaram a transferir artilharia pesada para a cidade, incluindo o gigantesco canhão de 800 mm, transportado por estrada de ferro, Dora. Os atacantes, entretanto, não fizeram grandes esforços para mandar tropas através do Volga, permitindo aos soviéticos instalar um grande número de baterias de artilharia ao longo do rio, que continuava a bombardear as posições alemãs. Os defensores, na cidade, usavam as ruínas resultantes destes bombardeios como posições de defesa. Os panzers se tornavam inúteis no meio de montes de destroços que chegavam a formavam pilhas de oito metros de altura e eram varridos pela artilharia antitanque inimiga.

Zaitsev em 1942.
Franco-atiradores soviéticos fizeram história na Batalha de Stalingrado, ao usarem as ruínas para infligir pesadas baixas entre as tropas alemãs. O mais bem sucedido e famoso deles – que viria a ter suas façanhas contadas em livros e filmes – foi Vasily Zaitsev. Zaitsev teve creditadas 242 mortes confirmadas durante a batalha e um total geral de mais de 300. Ele fixava uma mira Mosin-Nagant a um rifle antitanque de 20mm, que facilmente penetrava os capacetes dos alemães, causando dezenas de mortes por tiros certeiros na cabeça.
Tanto para Hitler quanto para Stalin, a posse de Stalingrado havia se transformado numa questão de prestígio além da significância estratégica da cidade. O comando soviético transferiu as forças do Exército Vermelho da área de Moscou para o baixo Volga e sua aviação de todo o resto do país para a cidade. A tensão dos dois comandantes militares inimigos era extrema: Friedrich Paulus, o comandante do 6º Exército alemão, desenvolveu um tique incontrolável nos olhos que afetava a face esquerda de seu rosto, enquanto Chuikov teve um eczema que fez com que fosse obrigado a cobrir suas mãos com bandagem o tempo todo.

Luftwaffe
Em outubro, determinada a quebrar a resistência soviética, a Luftwaffe, comandada pelo marechal-do-ar Wolfram von Richthofen, intensificou seus bombardeios com mais de duas mil saídas de missões em 14 de outubro de 1942, atacando as posições ao longo do rio, ao redor da cidade e na fábrica de tratores Dzherzhinskiy , local de uma resistência das mais encarniçadas de toda a batalha, matando centenas de soldados e dizimando regimentos inteiros. Nesta altura dos combates, a aviação soviética praticamente havia deixado de existir em Stalingrado e o 62º Exército, cortado em dois, havia sido paralisado pela interrupção nas linhas de suprimentos.
Como os soviéticos encurralados numa pequena faixa de 900m na margem oeste do Volga, mais de 1200 ataques de bombardeiros de mergulho Stuka foram feitos contra as tropas ali entrincheiradas, na tentativa dos alemães de finalmente eliminá-las. Apesar do forte bombardeio – Stalingrado foi mais bombardeada na guerra que Sedan ou Sebastopol – o 62º, resumido a 47 mil homens e 19 tanques, resistiu a todas as tentativas alemãs de tomar a margem oeste do rio.
A Luftwaffe continuou dominando os céus em novembro e a resistência aérea soviética durante o dia era inexistente, mas após dois meses de ataques, sua flotilha original de 1600 aeronaves havia sido reduzida para 950 aviões. A força de bombardeiros tinha sido duramente atingida, com 232 aviões sobreviventes de um total inicial de 480. Apesar de superioridade em qualidade contra os soviéticos e tendo a seu dispor 80% dos recursos da Luftwaffe na frente oriental, os alemães não puderam impedir o paulatino crescimento do poder aéreo do inimigo. Quando a contra-ofensiva começou, os soviéticos já tinham superioridade numérica sobre a Luftwaffe.
A força soviética de bombardeiros, Aviatsiya Dalnego Destviya (ADD), tendo sofrido pesadas baixas durante dezoito meses de guerra, estava limitada a voar à noite e seus ataques aos alemães nos primeiros dois meses da batalha causaram danos muito pequenos. Entretanto, a situação da Lufwaffe começava a ficar difícil. Em 8 de novembro, esquadrilhas foram retiradas da frente oriental para combater os desembarques norte-americanos no norte da África. A armada aérea alemã se viu espalhada através de toda a Europa e lutando para manter sua força em outros setores da guerra contra a URSS.
Após três meses de carnificina e de um avanço lento e custoso em vidas, os alemães finalmente atingiram as margens do rio, capturando 90% da cidade arruinada e dividindo as forças inimigas remanescentes em dois pequenos bolsões. Além disso, no começo do rigoroso inverno russo, blocos de gelo se acumulavam nas águas geladas do Volga, dificultando a navegação e o abastecimento das forças defensoras. Mas apesar de todas as dificuldades de logística e a inclemência do tempo, a luta continuava violenta nas encostas da colina Mamayev e dentro da área de fábricas na parte norte da cidade. As batalhas na fábrica de aço Outubro Vermelho, na fábrica de tratores e na fábrica de armamentos Barricada tornaram-se manchetes em todo o mundo. Enquanto os soldados soviéticos defendiam suas posições mantendo os alemães sob fogo, os operários reparavam os tanques e outros armamentos próximos ao campo de batalha, muitas vezes na própria linha de fogo. Estes civis também se apresentavam voluntariamente para tripular os tanques, substituindo os soldados mortos ou feridos, apesar de não terem nenhuma experiência em combate nem na operação destas armas de guerra.

A contra-ofensiva soviética
Reconhecendo que as tropas alemãs estavam mal preparadas para uma ofensiva durante o inverno, a Stavka - o comando das forças armadas - decidiu realizar uma contra-ofensiva geral na frente de Stalingrado, para aproveitar esta fraqueza temporária do inimigo.
A ofensiva alemã havia sido paralisada por uma combinação da violenta resistência do Exército Vermelho dentro da cidade com as péssimas condições climáticas. O planejamento da contra-ofensiva foi feito com táticas que viriam a encurralar e destruir o 6° Exército alemão e demais tropas do Eixo em torno de Stalingrado, tornando a batalha a segunda derrota em larga escala do Terceiro Reich na Segunda Guerra Mundial.
Durante o cerco, os comandos alemães, húngaros, italianos e romenos protegendo os flancos do Grupo de Exércitos B, haviam pedido apoio de tropas a seus quartéis-generais. O Segundo Exército Húngaro, consistindo em sua maioria de unidades mal equipadas e mal treinadas, tinha a missão de defender um setor de 200 km da frente norte de Stalingrado, entre o exército italiano e a cidade de Voronej. Isto resultou numa linha muito tênue de defesa em que setores de 1 a 2 km de extensão eram defendidos apenas por um pelotão. Da mesma maneira, no flanco sul do setor de Stalingrado, a frente sudoeste de Katelnikovo era guardada apenas pelo VII Corpo de Exército romeno.
Entretanto, Hitler estava tão obcecado em tomar a cidade, que os apelos para reforço dos flancos foram ignorados. O Führer clamava que a cidade seria capturada e os frágeis flancos seriam mantidos com o ardor patriótico do nacional-socialismo.

██ Avanço soviético
No outono, os generais soviéticos Aleksandr Vasilievsky e Georgy Zhukov, responsáveis pelos planos estratégicos na área de Stalingrado, concentraram maciças forças soviéticas nas estepes ao norte e ao sul de Stalingrado. O flanco norte dos alemães era particularmente vulnerável, já que era defendido apenas pelas tropas húngaras, romenas e italianas, com um nível de equipamento, treinamento e moral muito inferior às tropas da Wehrmacht. Esta fraqueza era conhecida e explorada pelos soviéticos, que preferiam enfrentar tropas não-alemãs sempre que possível, assim como os ingleses preferiam atacar as tropas italianas ao invés dos alemães do Afrika Korps, no norte da África.
O plano era manter os alemães lutando em Stalingrado e então atacar os flancos guarnecidos pela outras tropas do Eixo com todas as forças e fechar os alemães dentro da cidade. Durante os preparativos para a ofensiva, o marechal Zhukov visitou pessoalmente a frente, o que era raro para um general soviético de tão alta patente. A operação recebeu o nome-código de Uranus.
Em 19 de novembro, o comando do Exército Vermelho lançou a Operação Uranus. As forças soviéticas atacantes consistiam de três de exércitos completos, compostos de dezoito divisões de infantaria, oito brigadas de tanques, duas brigadas motorizadas, seis divisões de cavalaria e uma brigada antitanques. Os preparativos do ataque puderam ser ouvidos pelos romenos, que pediam reforços a seu comando insistentemente, sempre recusados. Mal equipado e em pouco número, disperso em linhas frágeis e finas de defesa, o III Exército romeno, que guardava o flanco norte do 6º Exército alemão, foi esmagado pelos atacantes.
No dia 20, os soviéticos lançaram outro ataque, desta vez ao sul da cidade, contra o IV Corpo de exército romeno, composto em sua maioria apenas de tropas de infantaria, que foi destruído quase imediatamente. Os atacantes, ao sul e ao norte, se movimentaram rapidamente em forma de pinça e dois dias depois se encontraram em Kalach, cidade a cerca de 50 km de Stalingrado. O exército alemão estava cercado e a notícia alcançou repercussão mundial.

O bolsão
Por causa dos ataques soviéticos, cerca de 230.000 soldados alemães e romenos - além de um regimento de infantaria da Croácia, o 369º, se viram cercados dentro do bolsão. Dentro do cerco, além dos soldados inimigos se encontravam mais de 10.000 civis e milhares de soldados soviéticos prisioneiros dos alemães, capturados durante a batalha. Os atacantes rapidamente estabeleceram dois fortes cinturões de defesa, um interno contra tentativas de fuga das tropas aprisionadas e outro externo, contra possíveis reforços vindos de outras regiões em poder dos alemães.
Adolf Hitler havia declarado, em discurso no fim de setembro, que jamais deixaria a cidade. Com a notícia do cerco, os comandantes do Exército o pressionaram para que autorizasse uma imediata retirada das tropas para o oeste do rio Don, mas Hitler, assegurado pelo comandante da Luftwaffe, Hermann Goering, de que Stalingrado podia ser abastecida e reforçada por uma ponte aérea que os permitiria continuar lutando até que reforços pudessem libertá-los, proibiu a retirada.
O comandante da 4º Frota Aérea da Luftwaffe (Luftflotte 4), von Richthofen, tentou fazer com que ele e Goering cancelassem essa decisão sem sucesso, sabedor da impossibilidade de meios para suprir um exército cercado de mais de 300 mil homens. O 6º Exército alemão era o maior exército do mundo naquela época da guerra, duas vezes maior que um exército alemão regular, em quantidade de soldados e equipamentos. Além dele, cercado, também se encontrava grande parte do 4º Exército Panzer, formado de blindados alemães. Suas necessidades básicas eram de 800 toneladas diárias e a frota aérea alemã só seria capaz de abastecê-los com menos de ¼ do necessário.Richtoffen sabia disso, mas apoiado na garantia de Goering, Hitler ordenou a resistência a qualquer custo. O 6º Exército seria abastecido por ar.

A ponte-aérea fracassou. Além das péssimas condições do tempo no rigoroso inverno russo, falhas técnicas, uma pesada artilharia antiaérea e interceptações de caças russos cada vez em maior número, levaram os alemães a perderem 488 aeronaves. Um média de 97 toneladas de suprimentos era descarregada diariamente, menos de oito vezes o necessário e por diversas vezes o carregamento que chegava era supérfluo ou inútil, como um avião que aterrissou com vinte toneladas de vodca e uniformes de verão. O transporte que conseguia pousar era utilizado para evacuar feridos, doentes e especialistas técnicos do enclave cercado – um total de 42 mil conseguiu ser evacuado.
O 6º Exército lentamente morria de fome. Pilotos ficavam chocados em constatar que soldados encarregados de descarregarem os aviões, muitas vezes não o conseguiam devido à fome e exaustão. As perdas para o grupo de transportes da Luftwaffe (Transportgruppen) foi pesada; 269 Junkers Ju 52 foram abatidos, um terço do total deles na frota aérea na frente oriental. A frota de Heinkel He 111 perdeu 169 de seus aviões; pior ainda, os alemães perderam perto de mil experientes tripulantes de bombardeiros, no esforço de manter de pé as tropas alemãs em Stalingrado. As perdas eram tão grandes que várias unidades aéreas alemães foram simplesmente dissolvidas.
As forças soviéticas consolidaram suas posições ao redor de Stalingrado e os esforços alemães para romper o bolsão começaram. Uma tentativa de romper o cerco do exército cercado no sul da cidade foi impedida em dezembro. O impacto do rigoroso inverno russo começou a fazer efeito em favor dos atacantes. O Volga congelou, o que permitiu aos soviéticos transportar suprimentos para suas forças em Stalingrado de maneira mais rápida e segura. Os alemães cercados rapidamente começaram a ficar sem combustível e suprimentos médicos e milhares começaram a morrer de fome, doenças, e congelamento.
Em 16 de dezembro os soviéticos lançaram uma segunda ofensiva, a Operação Saturno, que visava empurrar as forças do Eixo pelo Don e capturar Rostov. Se bem sucedido, este ataque cercaria todo o resto do Grupo de Exércitos Sul, um terço de todas as forças nazistas na União Soviética. Os alemães usaram a tática da ‘defesa móvel’, com pequenas unidades mantendo cidades até que o apoio blindado pudesse chegar. Os soviéticos nunca chegaram perto de Rostov, mas a luta obrigou o general Erich von Manstein a retirar o grupo de exércitos A do Cáucaso e restabelecer uma linha de frente a 250 kms da cidade.
A forças cercadas em Stalingrado estavam agora sem esperança de reforços mas as tropas desconheciam isso, acreditando que eles ainda se encontravam a caminho. Alguns oficiais do estado-maior do general Paulus solicitaram a seu comandante que ignorasse as ordens de Hitler e tentassem romper o bolsão de qualquer maneira, mas o general recusou, já que não concebia o pensamento de desobedecer a ordens superiores. Além disso, apesar do rompimento do cerco poder ter sido feito nas primeiras semanas, quando as tropas ainda teriam força para isso, os alemães não tinham combustível suficiente para a tarefa e seria praticamente impossível conseguir romper o cerco a pé.

A vitória soviética

Os alemães presos no cerco na área de Stalingrado se retiraram para os subúrbios da cidade. A perda de dois aeroportos, em janeiro, pôs um fim à ponte aérea e a evacuação de feridos. A partir daí não houve mais pousos da Luftwaffe em Stalingrado, que, entretanto, continuou a jogar sobre a parte da cidade ocupada por suas tropas, comida e munição até a rendição final. De qualquer maneira, mesmo com poucos meios, eles continuaram resistir, em parte por não querer cair prisioneiros nas mãos dos soviéticos, acreditando que seriam executados sumariamente. Em particular, os hiwis (voluntários soviéticos anticomunistas lutando ao lado dos alemães) não tinham a menor ilusão sobre seu destino se fossem capturados.
Os soviéticos, por seu lado, ficaram surpresos com o grande número de soldados que eles haviam cercado e tiveram que reforçar suas tropas no cerco. A guerra urbana recomeçou com fúria, mas desta vez eram os nazistas que eram empurrados para as margens do Volga. Eles fortificaram suas posições nos distritos industriais e os soviéticos encontraram a mesma dificuldade para desalojá-los, numa luta casa-a-casa, que haviam causado aos invasores no começo da batalha. Os alemães usaram uma defesa que consistia em fixar redes de arame na janela dos edifícios e casas onde se escondiam, para se proteger das granadas lançadas. Os soviéticos responderam fixando ganchos de anzol nas granadas, que prendiam nas redes e explodiam as janelas. Sem combustível, os tanques dos alemães eram inúteis na cidade, sendo usados como canhões imóveis, alvos fáceis para as armas antitanques soviéticas.
Em fins de janeiro, um enviado soviético fez uma oferta generosa aos sitiados levada pessoalmente ao general Paulus: caso os alemães se rendessem em 24 horas, eles receberiam garantias de vida para todos os prisioneiros de guerra, cuidados médicos para os feridos e doentes. Rações de comida normais e repatriação de prisioneiros para onde eles desejassem ao fim da guerra. Paulus, sob as ordens de Hitler de não se render, recusou a oferta, assegurando a total destruição do 6º Exército e o futuro calvário de seus sobreviventes.
Adolf Hitler promoveu Friedrich Paulus a marechal-de-campo em 30 de janeiro de 1943, o dia do décimo aniversário da sua ascensão ao poder na Alemanha. Como jamais um marechal alemão havia sido feito prisioneiro de guerra, Hitler supôs que com a promoção Paulus fosse lutar até a morte ou se suicidar, mas quando as forças soviéticas na cidade se aproximaram de seu quartel-general, num grande departamento de lojas, no dia seguinte, ele se rendeu. Os remanescentes do exército alemão renderam-se a 2 de fevereiro; 91 mil homens esfomeados, doentes e exaustos foram feitos prisioneiros, entre eles 22 generais, para comemoração dos soviéticos.

De acordo com o documentário alemão Stalingrad, cerca de 11 mil alemães e soldados do Eixo recusaram a rendição oficial, achando que lutar até a morte seria melhor que uma morte lenta no campos de concentração soviéticos. Estas forças continuaram a lutar em pequenas unidades até o começo de março de 1943, escondidos em porões e sótãos, com seu número diminuindo enquanto as tropas soviéticas iam fazendo a limpeza da cidade. De acordo com documentos mostrados no documentário, 2418 destes homens foram mortos e 8646 capturados.
Apenas 5 mil dos 91 mil prisioneiros de guerra alemães em Stalingrado sobreviveram ao cativeiro e retornaram para casa depois da guerra. Após a rendição, eles foram mandados para campos de trabalho por toda a União Soviética, doentes, sem cuidados médicos e com fome, e a grande maioria deles morreu de maus tratos, má nutrição e trabalhos forçados. Alguns oficiais mais graduados foram levados a Moscou e usados para propaganda antinazista e alguns deles fundaram o Comitê Nacional por uma Alemanha Livre. Alguns, incluindo Paulus, assinaram um discurso anti-Hitler que transmitido por rádio pelos soviéticos para as tropas alemãs na frente oriental. O general Walther von Seydlitz-Kurzbach ofereceu-se para formar um exército anti-Hitler com sobreviventes alemães de Stalingrado, mas a oferta não foi aceita pelos soviéticos; só em 1955 os últimos dos poucos combatentes restantes de Stalingrado foram repatriados para a Alemanha.
A opinião pública alemã não foi oficialmente informada do desastre até o fim de janeiro de 1943. Stalingrado não foi a primeira derrota nazista na guerra, nem a primeira grande derrota na história das forças armadas alemães, mas sua escala não tinha paralelo histórico até então. Alguns dias depois da rendição, em 16 de fevereiro de 1943, o ministro da propaganda nazista Joseph Goebbels, fez seu famoso discurso em Berlim, onde conclamou a nação a uma guerra total, que necessitaria de todos os recursos do país e todos os esforços da população alemã.

Legado
A Batalha de Stalingrado durou 199 dias e foi uma das maiores batalhas da história humana. O número de baixas é difícil de ser calculado com exatidão, pelo tamanho e duração da mesma, e pelo fato do governo soviético não ter permitido que cálculos oficiais fossem feitos, por medo de que o custo de vidas demonstrado fosse muito alto.

Imagem de Stalingrado após a batalha
Alguns estudiosos de guerra estimam que as tropas do Eixo sofreram cerca de 850 mil baixas entre todas as armas das forças alemães e de seus aliados, muitos deles sendo prisioneiros de guerra dos soviéticos que morreram em cativeiro entre 1943 e 1955; 400 mil alemães, 200 mil romenos, 130 mil italianos e 120 mil húngaros morreram, foram feridos ou capturados. Dos 91 mil alemães feitos prisioneiros em Stalingrado, 27 mil morreram em questão de semanas e apenas 5 mil voltaram à Alemanha, muitos deles apenas dez anos após o fim da Segunda Guerra Mundial; os demais morreram nos campos de concentração ou de trabalho soviéticos; 50 mil hiwis, voluntários soviéticos que se juntaram as tropas alemães, forma mortos ou aprisionados pelo Exército Vermelho.
Dados de arquivos mostram que os soviéticos sofreram cerca de 1.130.000 baixas, sendo 480 mil mortos e prisioneiros e 650 mil feridos em toda área de Stalingrado. Na cidade, 750 mil foram mortos ou feridos. Além disso, 40 mil civis soviéticos foram mortos em Stalingrado e seus subúrbios numa única semana de bombardeio aéreo, enquanto o 6º Exército e o IV Exército Panzer se aproximavam da cidade em julho de 1942; o total de civis mortos nas áreas fora da cidade é desconhecido. No total, a batalha resultou num total de 1,7 a 2 milhões de baixas de ambos os lados.
Além de ser um ponto de virada na guerra, Stalingrado também revelou a extrema disciplina e determinação tanto dos soldados da Wehrmacht quanto os do Exército Vermelho. No princípio, os soviéticos defenderam a cidade de todas as maneiras contra uma força arrasadora alemã. Suas perdas eram tão grandes que a expectativa de vida de um novo soldado em combate na frente era de um dia. O sacrifício destes homens por Stalingrado foi imortalizado por um soldado do general Aleksandr Rodimtsev, um dos comandantes locais, que escreveu na parede da estação ferroviária da cidade – que mudou de mãos quinze vezes durante a batalha – a frase: “os homens da guarda de Rodimtsev aqui lutaram e morreram pela mãe-pátria”.

A gigantesca estátua Mãe-Patria (85m de altura) domina a colina de Mamayev Kurgan.
Pelo heroísmo de seus defensores, a cidade recebeu o título de Cidade-Herói em 1945. Após a guerra, nos anos 50, um colossal monumento chamado Mãe Pátria, foi erguido na colina de Mamayev Kurgan. A enorme estátua faz parte do complexo de um memorial que inclui paredes e construções arruinadas, conservadas no estado em que se encontravam após a batalha. O Grain Silo e a Casa de Pavlov, mantida por seus defensores por dois meses contra os ataques alemães, também podem ser visitados como memorial de guerra. Ainda hoje, turistas encontram lascas de ossos e pedaços de material enferrujado no terreno da colina, símbolos do sofrimento humano dos dois lados e da bem sucedida e custosa resistência soviética ao ataque nazista.
Por outro lado, os alemães mostraram admirável disciplina após terem sido cercados, na primeira vez em que lutaram sob condições adversas desta escala na guerra. Durante as últimas semanas do cerco, muitos soldados morreram de fome e frio mas ainda assim a disciplina foi mantida até o fim, quando a resistência não tinha mais sentido. Mesmo o comandante do 6º Exército, Paulus, obedeceu às ordens de Hitler de não tentar romper o cerco, contra todos os conselhos dos generais do alto-comando da Werhmacht, incluindo Von Manstein, que ainda tentou levar suas tropas até as proximidades de Stalingrado debaixo de luta, mas foi obrigado a recuar e deixá-los entregues à própria sorte, sem comida, munição e agasalhos. Quando finalmente se rendeu, o primeiro marechal alemão a se render em combate na história da Alemanha declarou: "Não tenho intenção de me suicidar por aquele cabo da Baviera". (Wikipedia)
Alecrim, hoje, em A Charge Online

Fatos e aniversariantes do dia 31 de Janeiro




Hoje o ator Malvino Salvador completa 33 anos. E hoje nasceram Athaulpa Yupanqui e o cantor Mário Lanza.


Em 31 de janeiro de 1943, termina a Batalha de Stalingrado, que ocorreu durante a II Guerra Mundial de 1943, depois de 6 meses de combates, com a vitória da Rússia sobre a Alemanha. Dos 300 mil combatentes de Hitler, 90 mil morrem de frio e de fome e mais de 100 mil são fuzilados.
1736 - Morre Bruno Mauricio de Zabala, fundador de Montevideo.
1797 - Nasce Franz Peter Schubert, compositor austríaco.1882 - Nasce Ana Pavlova, bailarina russa.
1908 - Nasce Roberto Chavero, o Atahualpa Yupanqui, cantor argentino.
1917 - Os cientistas alemães Otto Hahn e Lise Meitner descobrem o protactinio, elemento radioativo.
1918 - A Alemanha realiza um ataque aéreo a Paris, soltando 14 mil bombas sobre a cidade.
1921 - Nasce Alfredo Cocozza Lanza, conhecido como Mario Lanza, cantor e ator norte-americano.
1923 - Nasce Norman Mailer, escritor e jornalista norte-americano.
1925 - Ajmed Zogu é eleito presidente da República da Albânia.
1927 - Fim do controle militar interaliado na Alemanha.
1929 - Nasce Jean Simmons, atriz britânica.
1935 - Nasce Kenzaburo Oe, escritor japonês e Prêmio Nobel de Literatura em 1994.
1938 - Constitui-se oficialmente em Burgos o primeiro governo espanhol presidido pelo general Franco, que substitui a Junta Técnica do Estado.
1944 - Os norte-americanos desembarcam nas ilhas Marshall, no Pacífico.
1944 - Morre Jean Giraudoux, dramaturgo francês.
1949 - O Papa Pio XII anuncia, em uma audiência pública, o descobrimento da tumba de São Pedro.
1950 - O presidente dos EUA, Harry S. Truman, ordena a produção, no país da bomba de hidrogênio.
1958 - Lançamento no espaço do primeiro satélite norte-americano, o Explorer-1.
1980 - A rainha Juliana, da Holanda, abdica da coroa em favor de sua filha Beatriz.
1987 - Morre Yves Allegret, diretor francês de cinema.
1984 - Morre Ricardo García López, o "K-Ito", humorista e jornalista espanhol.
1994 - Um incêndio destrói o Grande Teatro de Liceo, de Barcelona, construído em 1847.
1996 - Um atentado suicida da guerrilha em Colombo, capital do Sri Lanka, deixa pelo menos 200 mortos e 1,4 mil feridos.
Redação Terra

Ghandi no Forum Social Mundial


Maristela Bairros

Passeio pelo noticiário brasileiro e o Fórum Social Mundial tem destaque. Aquele fuzuê de sempre, só que agora em Belém, com direito a coreografia de nossos silvícolas para encantar ainda mais os estrangeiros que, com maior ou menor sinceridade, estão na reunião iniciada aqui em Porto Alegre bandereando o slogan “um outro mundo é possível”. Nunca acreditei no Fórum e nunca vou acreditar. Acho que é um Woodstock de uma ideologia cheia de ideais e pouca prática. Termina o acampamento, os namoros, a “integração” entre os povos, os coletivos, este monte de gueto que se junta para “mudar o planeta” e volta tudo ao que era antes.
Trabalhei com uma jornalista muito boa gente que vivia para o Fórum. Esperava por ele como quem espera pela chegada do filho mais amado, do amante mais especial. Ficava torcendo para ter “gente” em casa, como se não bastasse a pilha de familiares que se agrupava em seu humilde quarto e sala. O que importava era fazer parte, ser do Fórum, mesmo sem ouvir nada direito, sem participar de uma palestra inteira, em fazer maratona de uma barraca para outra ou de uma sala para outra para ouvir “autoridades” mundiais em qualquer assunto.
Agora, o povo está lá no Norte. Deslumbramento total num cenário que, de uma hora para outra, esqueceu da miséria nativa, dos conflitos, porque, claro, é cenário.
Queria muito saber o que um cara em especial faria se vivo e ativo estivesse nessa época de Fórum Social Mundial:
Mohandas Gandhi, cuja morte está completando, neste 30 de janeiro, 61 anos. Um sujeito dazelite, que conseguiu estudar em Londres, tinha um carisma natural a ponto de agregar em torno dele até quem queria deixar de comer carne e virar vegetariano e, claro, era um líder de competência acima da média.
Bebeu na fonte de
Henry Thoreau, cujas hoje em parte questionáveis regras de desobediência civil foram uma forma de protesto na época que era, na verdade, uma sementinha da sociedade globalizada que viria em seguida. Assim como Gandhi, tantos outros beberam da mesma água do autor de Walden.
Mas, enfim, eu falava de minha curiosidade em saber da reação de Gandhi diante do FSM que termina neste domingo. Imaginemos o velho miúdo, careca, teimosamente calmo (e, algumas vezes, paciente), desfilando com sua túnica, descalço, em meio àquela turba de garotos festeiros, de branquelos vindos de países sem sol espantados com tanta cor, de gente muiiiiiiiito desocupada, desempregada ou esperta demais a ponto de conseguir ou férias ou licença para tratar de fazer um outro mundo. De preferência na barraca ao lado.
Será que Gandhi acharia bonito? Será que andariam seguindo Gandhi ou o confundiriam com um hare krishna e lhe dariam um sorriso complacente do tipo “ih, sai, tio alienado”? Será que o governo de Lula o cooptaria para ser uma espécie de porta-voz da candidatura de Dilma Paz e Amor? E ele aceitaria?
Digressões da última sexta-feira do primeiro mês de 2009, numa Porto Alegre meio vazia, descarregando carros e mais carros na free way para os embalos de sábado à noite de Capão e Atlântida. E o novo mundo possível parece que
está aí, no anúncio da queda do PIB do Grande Irmão do Norte, logo acima ali de Belém, onde a turma passeia, faz a terapia do abraço, canta e dança, reclama dos ricos, aplaude os índios, faz de conta que tolera os mendigos na rua e, depois, vai pra casa, cheia de fotos e mails para, quem sabe, um dia, mandar uma mensagem e falar sobre o exotismo deste país chamado Brazil. (Coletiva.Net)

sexta-feira, janeiro 30, 2009

ZH, Correio e Diário entre os maiores do Brasil


Zero Hora, Diário Gaúcho e Correio do Povo estão na lista dos 10 jornais que mais circularam em 2008. A Zero Hora aparece em 7º lugar, com a circulação de 187.220 mil exemplares por dia. Logo em seguida, vem o Diário Gaúcho, com uma circulação diária de 167.125 mil exemplares. O Correio do Povo aparece a seguir, na 9ª posição, com 157.543 mil exemplares circulando por dia.
Os dados são do Instituto Verificador de Circulação (IVC). Em relação a 2007, a pesquisa principal mostra que circulação média diária de jornais no Brasil cresceu 5% no ano passado. O número médio de exemplares vendidos passou de 4,14 milhões para 4,35 milhões. Apesar do crescimento, o resultado é inferior ao alcançado em anos anteriores. Em 2007 o aumento foi de 11,8% e em 2006, de 6,5%.
O diretor-geral do IVC, Ricardo Costa, considera prematuro qualquer análise no momento. “O crescimento de 2007 é que foi muito alto. Ainda está um pouco cedo para fazer qualquer estimativa. Mas acreditamos que, mesmo com o cenário desfavorável, existem boas oportunidades para a circulação de jornais terem um bom comportamento, de continuar crescendo em 2009”, diz.
O diretor-executivo da Associação Nacional de Jornais (ANJ), Ricardo Pedreira, comemorou o resultado alcançado no ano. Ele também considera cedo para fazer previsões para este ano, mas acredita em um crescimento maior, principalmente por parte dos jornais populares. “A explicação principal para esse crescimento continua sendo o jornal popular. Para 2009, acreditamos que ainda existe espaço para crescimento, principalmente nas camadas populares”, avalia.
» Veja aqui a lista completa divulgada pelo IVC.

*Na próxima segunda-feira, 2 de fevereiro, feriado de Navegantes, estarão disponíveis os serviços essenciais da prefeitura:
LIMPEZA URBANA - O Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) vai trabalhar normalmente no feriado (limpeza e varrição). Além da coleta seletiva, será realizada a coleta domiciliar e de focos clandestinos de lixo espalhados pela cidade. O DMLU atende pelo telefone 3289-6999.
SAÚDE - Serviços de saúde 24 horas: 1 - Hospital de Pronto Socorro - funcionamento e atendimento plenos (Largo Teodoro Herzl, s/nº, Bairro Bom Fim), telefone 3289-7999. 2 - Hospital Materno-Infantil Presidente Vargas (Avenida Independência, 661, Centro), telefone 3289-3000, plantão nas Emergências Obstétrica e Pediátrica. 3 - Pronto Atendimento Bom Jesus (Rua Bom Jesus, 410, Bairro Bom Jesus), telefone: 3338-4292. 4 - Pronto Atendimento Restinga/Extremo Sul (Rua Álvaro Difini, s/nº, Bairro Restinga Nova), telefone 3250-1411; 5 - Pronto Atendimento da Lomba do Pinheiro (Estrada João de Oliveira Remião, 5110, parada 12), telefone 3319-4850; 6 - Pronto Atendimento Cruzeiro do Sul/ Plantão 24 horas de Saúde Mental (Rua Prof. Manoel Lobato, 151, Bairro Santa Teresa), telefone 3230-3030/ 3230-3078. 7 - Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), telefone 192.
ESGOTOS PLUVIAIS - O plantão no Departamento de Esgotos Pluviais (DEP) funciona das 8h às 17h, inclusive sábados e domingos. Em caso de chuva, o horário do plantão se estende até o término da chuva. Urgências podem ser encaminhadas para o telefone 3289-2200. Zonais: Centro (3289-2345), Sul (3289-2389), Norte (3289-2370) e Leste (3289-2359).
TRÂNSITO E TRANSPORTE - Segunda-feira, 2, será passe livre na frota de ônibus da Capital. A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) atende 24 horas pelo telefone 118, que também prestará informações sobre alterações no trânsito e transporte (http://www.eptc.com.br/).
LINHA TURISMO - Dia 2, segunda-feira, o city tour funcionará excepcionalmente no período da tarde, com saídas do city tour às 14h (roteiro Zona Sul), 16h (roteiro Zona Sul), 18h (roteiro tradicional). Informações e reservas: (51) 3212-1628.
SERVIÇO DE ATENÇÃO AO TURISTA - O horário de funcionamento das unidades são: SAT Aeroporto Internacional Salgado Filho, dia 02/02, das 8h às 22h45; SAT Usina do Gasômetro estará fechado; SAT Bourbon Shopping Country, dia 02/02 das 14h às 20h; SAT Praia de Belas Shopping, dia 02/02 das 14h às 20h; SAT Moinhos, dia 02/02 das 14h às 20h; SAT Shopping Total, dia 20/02 das 14h às 20h; SAT Linha Turismo dia 02/02 das 8h às 18h; SAT Mercado no dia 02/02 estará fechado e SAT Mercado do Bom Fim estará fechado.
DEFESA CIVIL - A Coordenação de Defesa Civil faz plantão 24 horas no telefone 3268-9026. Atende chamados de emergência para desastres naturais ou provocados pelo homem, com o objetivo de socorrer e assistir as comunidades atingidas e minimizar danos.
ÁGUA E ESGOTOS - O plantão do Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) atende pelo telefone 115 solicitações de serviços como consertos de fugas d´água, pedidos de religação de água e extravasamento de esgoto cloacal; esclarece assuntos da área comercial; recebe denúncias de ligações clandestinas de água e reclamações referentes a água e esgoto cloacal. Os postos de atendimento comercial da Azenha, Moinhos de Vento, Zona Leste, Zona Norte e Centro estarão fechados no feriado.
MEIO AMBIENTE - A Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam) mantém plantão de atendimento com a Equipe de Fiscalização, nos telefones 3289-7541 e 3289-7542.
ASSISTÊNCIA SOCIAL - Unidades de Abrigagem Adulta: Albergue Municipal (Rua Comendador Azevedo, 215, Floresta): 19h às 7h, 3346-3238; Unidade de Abrigagem Infanto-juvenil (Rua Everaldo Marques da Silva, 12): 9h às 19h, telefone 33199042; Abrigo Municipal Marlene (Avenida Getúlio Vargas, 40, Menino Deus): funciona 24h; Abrigo Municipal Bom Jesus (Rua São Domingos, 410, Bom Jesus): funciona 24h. O Ação Rua, que prevê o monitoramento e o atendimento especializado a crianças e adolescentes em situação de rua, atenderá em regime de plantão, entre 9h e 19h, telefone 3289-4994. Plantão geral da Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc): 9955-0270.
DISQUE-PICHAÇÃO - Denúncias contra pichação e vandalismo nos prédios públicos podem ser encaminhadas para o serviço 24 horas da Guarda Municipal. Telefone 153.
GUARDA MUNICIPAL - O programa Vizinhança Segura estará em parques e praças. A vigilância fixa atende escolas, postos de saúde e secretarias, além do plantão na sede, com o serviço de telemonitoramento em 340 prédios municipais.
OBRAS - A Divisão de Iluminação Pública mantém uma equipe de plantão para atender emergências relacionadas aos equipamentos pelo telefone 3289-8582. A Divisão de Conservação de Vias Urbanas terá duas equipes de plantão durante o feriado. Urgências podem ser encaminhadas pelo telefone 3289-8506.
*Em 2009, Porto Alegre terá de volta os carnavais de Bairro. Na primeira edição o projeto vai atender sete regiões da Capital, incluindo a Ilha da Pintada e a Rua do Perdão. Segundo o coordenador da Descentralização da Secretaria Municipal da Cultura (SMC), Lutti Pereira, a meta é cobrir as 17 regiões do Orçamento Participativo.
A iniciativa, que conta com o apoio da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Segurança Urbana (SMDHSU), garante, sempre das 16h às 24h, a apresentação de uma escola de samba do grupo especial, com infraestrutura de som, iluminação, banheiros químicos e transporte.
O início da programação é em 23 de fevereiro, com a Rua do Perdão, na Rua da República, em frente ao Teatro de Câmara Túlio Piva.A Vila Mapa foi a primeira a entregar a programação confirmada para domingo, 8 de março, quando desfilarão na Avenida Santos Dias da Silva a Escola Unidos da Vila MAPA, a bateria Independente Esperança, o bloco da comunidade e a Escola Convidada pela prefeitura. A comissão organizadora do carnaval da Mapa reúne-se com representantes da prefeitura para definir a estrutura de comercialização junto aos desfile. A Ilha da Pintada é outra comunidade que já assegurou participação de mais uma escola, além da convidada oficial.
23/2 Rua do Perdão - Rua da República, em frente ao teatro de Câmara Túlio Piva- Cidade Baixa. 24/2 Centro - Rua Santana.28/2 Ilhas - Avenida Presidente Vargas, lha da Pintada.01/3 Cruzeiro- Largo da Feira.07/3 Leste - Rua Dr. Murtinho, Vila Bom Jesus.08/3 Vila MAPA - Avenida Santos Dias da Silva.14/3 Humaitá - Farrapos na Rua Larga.15/3 Cristal - Rua Curupaiti.
*Cerca de de 270 oficineiros inscritos para ministrar aulas no projeto de Descentralização da Secretaria Municipal da Cultura poderão consultar o Diário Oficial de Porto Alegre (Dopa), no dia 18 de fevereiro, quando será divulgada a lista dos pré-selecionados atuarão nas 17 regiões do Orçamento Participativo na Capital neste ano.
Serão selecionados pessoas físicas ou jurídicas para o Programa de Inclusão Cultural das áreas de dança, vídeo, fotografia, música, literatura, artes plásticas, hip hop, teatro, confecção de instrumentos de percussão com materiais recicláveis, capoeira, comunicação comunitária (rádio, jornal e fanzine), terceira idade, acessibilidade e inclusão cultural.
As entrevistas com os pré-selecionados ocorrerão entre 2 e 6 de março. A divulgação do resultado final será dia 13 de março. No dia 16, às 10h, na Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro, haverá reunião dos oficineiros selecionados com os supervisores e a coordenadores do projeto.
Projeto de Descentralização
As Oficinas da Descentralização levam atividades culturais a 17 regiões do Orçamento Participativo. Desde 2005 foram oferecidas mais de 350 oficinas culturais nas áreas de música, artes cênicas, artes plásticas, literatura, capoeira e hip hop, contemplando em média oito mil oficinandos. No último sábado de cada mês, em uma das regiões do OP, acontece o projeto Ação Cultural. Os oficineiros de cada região se reúnem para mostra cultural de talentos locais, descobertos nas oficinas descentralizadas. Outros eventos organizados são a Mostra das Oficinas da Descentralização nas 17 regiões do OP, Semana Municipal de Capoeira, Semana Municipal de Hip Hop, Carnaval Comunitário e Festival de Música.

Trânsito muda para procissão de Navegantes


O trânsito da Capital terá bloqueios em quatro etapas em função da Procissão de Nossa Senhora dos Navegantes, na próxima segunda-feira, 2, a partir das 8h. De acordo com definições da Brigada Militar e Polícia Rodoviária Federal, a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) elaborou o esquema de trânsito apresentado a seguir.
A procissão se inicia no Centro, da Igreja Nossa Senhora do Rosário, em direção à Igreja dos Navegantes. O deslocamento dos fiéis, estimado em duas horas, terá o seguinte itinerário: Vigário José Inácio, Mauá, Castelo Branco (pista centro / bairro), Sertório, chegada na praça defronte à Igreja de Navegantes.
Bloqueios no trânsito
Primeira etapa: Dia 2 de fevereiro, a partir das 2h, no acesso à Ponte do Guaíba na Av. Sertório, sentido Porto Alegre / Guaíba, com acesso pela Ramiro Barcelos e Castelo Branco.
Segunda etapa: bloqueio de aproximadamente 45 minnutos da Mauá, entre a Vigário José Inácio e a rua da Conceição, a partir das 7h30. O tráfego vindo da Av. Castelo Branco, com acesso para a Mauá, será bloqueado na elevada e desviado em direção ao túnel da Conceição, com acesso à Estação Rodoviária.
Terceira etapa: bloqueio de aproximadamente duas horas da Av. Castelo Branco (pista centro / bairro), entre a rua da Conceição e a Av. Sertório, a partir das 7h30. O itinerário pela pista centro / bairro da Av. Castelo Branco, para deslocamento dos fiéis, como tem acontecido nos anos anteriores, acontece, principalmente, para uma maior segurança dos participantes. Além disto, a pista bairro / centro é muito utilizada também para casos de emergência, como para o deslocamento de ambulâncias vindas da zona sul, freeway, etc.
Quarta etapa: bloqueio da Sertório, entre a Castelo Branco e a Presidente Roosevelt, com chegada da procissão na Igreja de Navegantes e realização de festejos (até as 24h). O transporte coletivo será desviado na área bloqueada, com orientação dos agentes do trânsito e transporte.


*Durante o mês de fevereiro, o Museu de Ciências e Tecnologia da PUCRS (MCT) oferece promoções para estimular visitas da comunidade e dos colaboradores da universidade. Para o público externo, será oferecido desconto de 25% no ingresso geral, unificando em R$ 9,00 a entrada para conhecer os mais de 600 experimentos interativos da exposição. Funcionários da Universidade, do Hospital São Lucas, do Colégio Champagnat e da Gráfica Epecê terão isenção total de pagamento, com direito a três acompanhantes.
A Direção do MCT informa que entre os dias 21 e 24 de fevereiro a exposição estará fechada. O MCT funciona de terças a domingos, das 9h às 17h. Outras informações pelo telefone (51) 3320-3521
A área de exposições do MCT está distribuída em três pavimentos e dois mezaninos, destinados exclusivamente para exibir atrações para todas as idades e interesses. No local, praticamente todas as instalações permitem a interação do visitante com os experimentos, facilitando e tornando lúdico o aprendizado.
Ao final do passeio, é possível levar para casa um pouco do mundo de descobertas. Na loja do Museu estão disponíveis réplicas de dinossauros, esqueletos de animais pré-históricos para montar, livros, vestuário e outros produtos com a marca do MCT. Mostras temporárias - Até 28 de fevereiro o Museu de Ciências e Tecnologia abriga duas atrações temporárias: a Casa Genial e a Mostra Ipês. Criada em parceria com a Eletrobrás, a Casa Genial é uma residência completa, com dormitório, sala de estar, cozinha, escritório, lavanderia e banheiro. A instalação busca incentivar os visitantes a utilizarem a energia elétrica de forma racional, comparando o consumo de eletrodomésticos com alto consumo energético com outros de gasto contido. A Mostra Ipês retrata a exuberância do florescimento do ¿Ipê¿ (Tabebuia sp.), com fotos e sementes de diversas variedades desta árvore característica de Porto Alegre.
Foto de Henri Cartier-Bresson.

Radar Móvel estará nos seguintes locais:fevereiro

Localização do radar móvel da EPTC em fevereiro
A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) realizará fiscalização com radar móvel nos seguintes dias e locais durante fevereiro:
dia 3, terça-feira: Av. Ipiranga; Av. Castelo Branco; Av. Sen. Tarso Dutra; Av. João de O. Remião; Av. Edgar Pires de Castro; Av. Farrapos;
dia 4, quarta-feira: Av. Manoel Elias; Av. Dante Angelo Pilla; Av. Assis Brasil; Av. Sertório; Av. Ipiranga; Av. A. J. Renner;
dia 5, quinta-feira: Av. Padre Cacique; Av. Castelo Branco; Av. Sen. Tarso Dutra; Av. Cavalhada; Av. Juca Batista; Av. Prof. Oscar Pereira;
dia 6, sexta-feira: Av. Saturnino de Brito; Av. Bento Gonçalves; Av. Ipiranga; Av. Carlos Gomes; Av. Edgar Pires de Castro; Av. Antonio de Carvalho;
dia 9, segunda-feira: Av. Ipiranga; Av. Borges de Medeiros; Av. Sen. Tarso Dutra; Av. Loureiro da Silva; Av. Edvaldo P. Paiva; Av. Ten. Ary Tarragô;
dia 10, terça-feira: Av. Souza Reis; Av. Castelo Branco; Av. Dante Angelo Pilla; Av. Bento Gonçalves; Av. Assis Brasil; Av. Sertório;
dia 11, quarta-feira: Av. Juca Batista; Av. Sen. Tarso Dutra; Av. Padre Cacique; Av. João de O. Remião; Av. Dr. Campos Velho; Rua Joaquim de Carvalho;
dia 12, quinta-feira: Av. Bento Gonçalves; Av. Ipiranga; Av. Saturnino de Brito; Av. Antonio de Carvalho; Av. Carlos Gomes; Av. Nilo Peçanha;
dia 13, sexta-feira: Av. Borges de Medeiros; Av. Castelo Branco; Av. Sen. Tarso Dutra; Av. Mauá; Av. Edgar Pires de Castro; Est. Gedeon Leite;
dia 16, segunda-feira: Av. Saturnino de Brito; Av. Dante Angelo Pilla; Av. Souza Reis; Av. Manoel Elias; Av. Ipiranga; Av. Assis Brasil;
dia 17, terça-feira: Av. Padre Cacique; Av. Sen. Tarso Dutra; Av. Eduardo Prado; Av. Nonoai; Est. Costa Gama; Av. Prof. Oscar Pereira;
dia 18, quarta-feira: Av. Ipiranga; Av. Bento Gonçalves; Av. Saturnino de Brito; Av. Antônio de Carvalho; Av. Carlos Gomes; Av. João Wallig;
dia 19, quinta-feira: Av. Borges de Medeiros; Av. Castelo Branco; Av. Padre Cacique; Av. João Pessoa; Av. Souza Reis; Av. Nilópolis;
dia 20, sexta-feira: Av. Manoel Elias; Av. Dante Angelo Pilla; Av. Saturnino de Brito; Av. Sen. Tarso Dutra; Av. Ipiranga; Av. Edgar P. de Castro;
dia 23, segunda-feira: Av. Juca Batista; Av. Eduardo Prado; Av. Borges de Medeiros; Av. João de O. Remião; Av. Diário de Notícias; Av. Pinheiro Borda;
dia 25, quarta-feira: Av. Ipiranga; Av. Bento Gonçalves; Av. Saturnino de Brito; Av. Antônio de Carvalho ; Av. Carlos Gomes; Av. Antônio Carlos Berta;
dia 26, quinta-feira: Av. Sen. Tarso Dutra; Av. Castelo Branco; Av. Padre Cacique; Av. Osvaldo Aranha; Av. Edvaldo P. Paiva; Av. Severo Dullius e
dia 27, sexta-feira: Av. Manoel Elias; Av. Saturnino de Brito; Av. Ipiranga; Av. Assis Brasil; Av. Edgar Pires de Castro; Av. Sertório.

Para a RBS a Ulbra tem outro nome: Canoas

Desde o começo do campeonato gaúcho de futebol, a RBS TV denomina simplesmente de ‘Canoas’ a equipe que oficialmente chama-se Ulbra Canoas, e assim é tratada por todos os demais veículos de comunicação no estado. Soa estranho aos ouvidos dos que acompanham futebol, mas a RBS TV pretende insistir na tecla, sob a alegação de que se trata de um necessário alinhamento nacional, já que a Globo evita ao máximo citar os nomes de patrocinadores das equipes esportivas, como é o caso da Suzano e da Rexona, no vôlei.
As distâncias das equipes que disputam o Gauchão também são uma dificuldade para a RBS TV, que nem sempre desloca seus profissionais para os locais dos jogos, como aconteceu nesta quarta-feira, no jogo do Inter contra o São Luiz, em Ijuí. A narração off tube, em estúdio, é naturalmente prejudicada: em mais de um momento o locutor Paulo Brito confundiu lances, trocando escanteio por tiro de meta e vice-versa. Na hora em que Andrezinho se preparava para bater uma falta que resultou no único gol da partida, ele só se deu conta de qual era o jogador quando este bateu na bola. (Coletiva.Net)
Charges de Fausto e Bessinha.


Fatos e aniversariantes do dia 30 de Janeiro

Hoje Gene Hackman faz 79 anos, Maria Luiza Mendonça 39, Vanessa Redgrave 72 e otávio Augusto 64.






Em 30 de janeiro de 1948, aos 79 anos, Gandhi é assassinado por um hindu. Em 1947, é proclamada a independência da Índia. Mahatma Gandhi, pregador da paz no mundo, tenta evitar a luta entre hindus e muçulmanos que estabelecem o Paquistão. Ele aceita a divisão do país e atrai o ódio dos hindus.
1882 - Nasce Franklin D. Roosevelt, presidente dos Estados Unidos.
1885 - O navio alemão Elba naufraga no Mar do Norte. A tragédia causou 352 mortes.
1911 - A erupção do Vulcão filipino Taal causa a morte de mais de 700 pessoas.
1920 - Um incêndio destrói o Grande Teatro de Madri.
1930 - O general Berenguer lidera o governo que sustitui o do general Primo de Rivera.
1933 - Hindenburg cria o Conselho de Hitler, com que os nazistas chegam ao poder na Alemania, iniciando o III Reich.
1937 - O segundo processo de Moscou termina na URSS.
1939 - Hitler anuncia no Reichstag alemão a "solução" do problema dos judeus na Alemanha. 1943 - II Guerra mundial: as Forças Aliadas utilizam novas armas em seus ataques contra Berlin e Hamburgo.
1953 - A Espanha ingressa na UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura).
1956 - Começa a circular entre Chicago e Peoria (Estados Unidos) o primeiro trem tipo Talgo.
1969 - Morre Dominique Pire, sacerdote belga, Prêmio Nobel da Paz de 1958.
1972 - Paraquedistas britânicos disparam contra manifestantes que lutavam pelos direitos humanos, em Londonderry (Irlanda do Norte). O fato ficou conhecido como "Domingo sangrento", pois 14 civís desarmados morreram.
1981 - O engenheiro encarregado pelos trabalhos da central nuclear de Lemóniz, José María Ryan, é seqüetsrado pelor ETA e, depois, assassinado.
1987 - O ETA explode um carro-bomba em Zaragoza.
1989 - O Papa João Paulo II pede aos leigos católicos uma participação mais ativa na vida política, em um documento chamado de "Christi Fideles Laici".
1990 - O Partido Comunista da Checoslováquia perde a maioria absoluta no Parlamento de Praga, apóss 40 anos de dominação.
1992 - O presidente russo Boris Yeltsin toma posse da cadeira da desaparecida URSS no Conselho de Seguridança da ONU.
1995 - As tropas israilenses começam sua retirada do território jordano do vale da Arába, ocupado desde 1967.
1997 - A televisão digital é apresentada na Espanha pelo Canal de Satélite Digital do Grupo PRISA.
Redação Terra




quinta-feira, janeiro 29, 2009

Sandra Bullock
*Os jornais Zero Hora e Correio do Povo adquiriram 6º e 13º lugares, respectivamente, na 9ª edição da publicação anual Veículos Mais Admirados, do jornal Meio&Mensagem. Realizada pela Troiano Consultoria de Marca, junto a assinantes da publicação e usuários cadastrados no site M&M Online, a pesquisa mede o Índice de Prestígio de Marca (IPM), que investiga como a imagem dos veículos é percebida entre os profissionais do mercado.
O prestigio de cada marca é contado através de fatores como a credibilidade, a ética, a independência e a competência dos profissionais de cada veículo. Através da internet, 1.613 pessoas responderam aos questionários propostos pela Troiano para chegar ao resultado da pesquisa. Os 10 primeiros colocados em cada categoria mereceram uma análise individual de seus retrospectos.
Na categoria jornal, os jornais Folha de S.Paulo, com índice de 67, O Estado de S.Paulo, O Globo, Valor Econômico e Gazeta Mercantil ocuparam as cinco primeiras posições. Zero Hora vem logo em seguida, na 6ª posição, com índice de 34, seguida dos jornais Estado de Minas, Jornal do Brasil, Correio Braziliense e Gazeta do Povo. Em relação ao ano passado, o veículo do Grupo RBS continuou na mesma posição, já o Correio do Povo, que aparecia no 8º lugar, caiu, este ano, para o 13º, com índice de 25.
Zero Hora se destaca, com 37,9, no atributo “Inovação”. Logo depois vem “Competência dos profissionais”, com 36,8, e “Independência editorial”, com 35,4. O diretor de redação, Ricardo Stefanelli, afirmou ao Meio&Mensagem, que o ano foi “maravilhoso” e o conteúdo editorial de qualidade foi um dos fatores responsáveis pelos “bons resultados”. “Publicamos 23 diferentes cadernos semanais, com temas como arquitetura, saúde e vestibular”, explica Stefanelli.
Além da categoria jornal, a pesquisa avalia também as categorias Internet, TV Aberta, Revista, Rádio e TV por assinatura. Na categoria Internet, os 10 primeiros lugares foram,o Google, com índice de 51; o Uol, com 40; o Terra, com 36; Globo.com, com 34; MSN com 30; Yahoo com 28; Abril.com, com 27; iG, com 25; o Estadao.com, com 24; e Lancenet com 19. (Coletiva.Net)
Brigitte Bardot.

Julio Fürst, mas pode chamar de Mister Lee

Fürst: os quarentões e cinquentões lembram dele.
Criativo, inquieto e audacioso, o comunicador Julio Cezar Fürst nunca teve medo de arriscar e experimentar o novo. O gosto por desafios foi a chave que abriu muitas portas ao longo dessas quase quatro décadas de profissão. Ele iniciou a carreira no rádio como programador graças ao extenso conhecimento musical e, ao assumir o comando dos microfones, para disfarçar a inexperiência e a ausência da voz grave – típica de um locutor da época – criou alguns personagens caricatos memoráveis: em 1972, se apresentou aos ouvintes gaúchos como Julius Brown, o rei da black music, e, mais tarde, como Mister Lee, o cowboy do rádio. Atualmente, no comando dos programas Fim de Tarde Itapema e Movimento Itapema, ele é conhecido por Julio Fürst, o que não é pouco, já que é uma verdadeira marca neste setor.
A paixão pelas notas musicais é uma herança genética, pois Julio vem de uma família toda composta por músicos: seu avô tinha uma orquestra, o tio era tecladista e se apresentava em navios viajando pela Europa, o pai teve uma banda e ainda tocava bateria, acordeão e piston, e a mãe, além de acordeão, tocava cítara. Já o comunicador começou a tocar bateria com 14 anos e exerceu esta atividade ao longo dos anos 60 no grupo musical chamado ‘The Rockets’, formado por amigos e vizinhos de rua. Em 1968, teve que se afastar da banda para prestar serviço militar e, ao retornar, o grupo não existia mais. Resolveu, então, montar um trio de bossa nova, mas que, depois de algumas apresentações, também foi extinto.
Ainda no final da década de 60, se aventurou no mundo empresarial e comprou uma loja, a Mozart Discos, no bairro Moinhos de Vento. “Era a primeira loja de discos fora do centro de Porto Alegre”, diz. Foi através desse empreendimento que Julio começou a aprimorar seu conhecimento musical.
Uma vida no rádio
O início da vida profissional deste comunicador, que nasceu em Porto Alegre em 8 de outubro de 1949, aconteceu em 1972, como programador musical, na recém-criada Pampa AM. Um dos clientes mais freqüentes da loja fez a indicação de seu nome para o dono da emissora, Otávio Gadret. O objetivo de Gadret era montar uma rádio com programação jovem e que fosse concorrente direta da Continental, conhecida como a ‘rádio rebelde de Roberto Marinho’ e que integrava o Sistema Globo de Rádio. “Até então, nunca tinha entrado em uma emissora, mas sempre tive uma certa afinidade com o rádio. Era um ouvinte assíduo e chegava a dormir com o aparelho ligado, porque gostava de ouvir música e por ser um meio de comunicação fascinante, por fazer companhia para as pessoas e mexer com o imaginário delas. A música me levou para o rádio e me mantém lá até hoje.”
Julio foi contratado para fazer a programação musical da emissora, mas, alguns dias depois, Gadret lhe propôs um desafio: teria que criar um programa e assumir o comando dos microfones. Devido à inexperiência e por não possuir uma voz grave, decidiu criar seu primeiro personagem, o Julius Brown, uma mistura de Julio Fürst com James Brown. O objetivo, segundo ele, era fugir do compromisso de ter um ‘vozeirão’ e fazer algo diferenciado.
Um ano depois, recebeu uma proposta irrecusável da Rádio Continental e foi atuar na concorrente, levando junto o personagem. Julius Brown deixou de existir em abril de 1975 e deu espaço a outra figura que marcou época no rádio gaúcho. Através de uma iniciativa da MPM Propaganda, nasceu o Mister Lee, um cowboy vestido de calça Lee, marca que estava iniciando suas operações no mercado brasileiro. Além de divulgar a marca, o programa apresentado por Fürst rodava música country e local e deu origem ao concerto ‘Vivendo a Vida de Lee’, que foi realizado até 1978 em Porto Alegre, interior do Rio Grande do Sul e Curitiba.
Em 1980, convidado por Pedro Sirotsky, foi para a RBS integrar a equipe que colocou no ar a Rede Atlântida FM e ali permaneceu por mais quatro anos. Depois, na década seguinte, registrou passagens pela Rádio Cidade, Jornal do Brasil, Universal FM, e Band FM e, em 1990, regressou para o Grupo RBS para atuar na Itapema FM, onde durante 14 anos exerceu o cargo de gerente de programação e diretor artístico.
Entre tons e sons
O apresentador prestou vestibular para Economia, cursou Administração até o último ano e não obteve diploma, mas acabou fazendo da paixão pela música o seu ganha-pão. Além de ser comunicador, há sete anos montou juntamente com o sócio João Antônio a casa de shows Abbey Road Studio Pub ,nome inspirado em um dos mais importantes estúdios da música mundial: EMI`s Abbey Road Studios. Criado em novembro de 1931, na Inglaterra, o estúdio londrino também foi homenageado no 12° e penúltimo álbum dos Beatles.
Em sua casa, guarda uma coleção de discos, a qual já chegou a contar com mais de 11 mil exemplares e que agora foi reduzida devido à falta de espaço. “Sou um comprador de discos, mas sempre ganhei muita coisa. Tenho uma boa discoteca de black music, anos 70, música country, MPB, rock e pop rock. Gosto do atual e sou contemporâneo. Estou sempre buscando coisas novas, mas ainda prefiro ter o objeto e pegar na mão. É uma sensação de posse.”
A rotina do comunicador atualmente se divide entre o bar, a família e os estúdios da Itapema. Julio vive há 40 anos com a esposa Maria Tereza, carinhosamente chamada de Tetê, que ele conheceu na época em que prestou serviço militar, em 1968. Maria Tereza era irmã de um colega seu de Pelotão. Eles têm três filhas: Cândida, 31 anos, psicóloga; Daniela, 28, bióloga; e Fernanda, 26, pedagoga. As noites de domingo do casal são reservadas às sessões de cinema. O repertório é eclético e inclui filmes de ação, comédia, drama e romance. Quanto à culinária, esta é uma área onde nem um dos dois pensa em se arriscar: “Cozinhar não é com a gente. Chego a ter inveja daqueles, principalmente os homens, que vão à cozinha e que sabem o que fazem lá. Definitivamente, isso não é comigo!”
Júlio não abre mão de, pelo menos, três vezes por semana jogar tênis. O primeiro contato com o esporte ocorreu aos 15 anos de idade, incentivado pela mãe, que o presenteou com uma raquete. Ele desistiu dos treinos devido ao trauma que tinha de uniformes: “Achava um esporte meio pernóstico. Já bastava minha época de colégio, onde tinha que andar sempre uniformizado e onde costumava treinar só deixavam entrar na quadra se estivesse de meia, tênis, calção e camisa pólo branca. Então, deixei de treinar”. A prática só foi retomada uma década depois.
Em 1986, quando trabalhava na Band, inspirado pela paixão pelo esporte criou um programa que trazia ao FM notícias sobre o mundo tênis. A partir de 1997, graças a essa iniciativa, fez diversas coberturas internacionais nos EUA e na Europa, onde o ‘Repórter Raquete’acompanhava o talentoso novato Guga. “Na época trabalhava na Itapema e o que a gente fazia era inédito, pois, nas coberturas, não via nenhuma emissora de rádio na beira da quadra fazendo boletins ao vivo como eu fazia”, diz.
Duas décadas de humor-musical
Durante 20 anos, Julio integrou o grupo de humor-musical ‘Os Discocuecas’, como baterista. O conjunto fez sucesso nacionalmente. Além de shows, gravaram cinco discos e um CD, fizeram diversos espetáculos teatrais, realizaram shows pelo país inteiro e tiveram participações em programas comandados por Chacrinha, Sílvio Santos e Raul Gil. “O último disco de vinil da nossa banda continha um rock gaudério, o ‘Não me faz’, que serviu de gancho para o Magro do Bonfa, na Escolinha do Chico Anísio, que dizia: ‘Só não me faz te pegar nojo’”, conta. Em 1997, o grupo, que também era integrado por Gilberto Travi, Beto Roncaferro e Toninho Badaró, deixou de existir.
Ele se define como um ser perfeccionista e pontual em excesso e afirma que este foi um hábito adquirido com a profissão. “Se na grade de programação consta que um programa vai ao ar às 17h ele entra no ar exatamente neste horário, nem cinco minutos a mais nem a menos! Isso é um defeito, pois sou chato e intolerante com atrasos. Já agi com indelicadeza devido a essa característica”, conta. Modesto, o radialista não gosta de falar de suas qualidades e prefere que as outras pessoas percebam isso nele.
Na mesma trilha
Júlio se define como um profissional totalmente realizado e diz que, se tivesse que voltar atrás, faria tudo novamente e do mesmo jeito. Sua única lamentação foi não ter se dedicado mais aos estudos. “Minha cabeça sempre esteve voltada para a música e para minha banda. Se tivesse estudado mais, teria aproveitado mais as oportunidades que tive como, por exemplo, as coberturas internacionais. Poderia ter feito contatos, trocado informações e absorvido mais das culturas. Também gostaria de ter morado fora, mas como meu inglês só servia para obter as coisas mais básicas, me privei destes conhecimentos.”
Ao olhar para sua trajetória, o apresentador diz sentir falta de muitas coisas, como da sua loja de discos, da sua banda e dos concertos realizados. “Mas eu não fico pensando que aquela sim é que era uma época boa. Acho que tudo tem seu tempo para acontecer e hoje estou em outra fase. Eu não sou uma cara saudosista, entretanto, quando olho para trás tenho certeza que começaria tudo outra vez. Quando a gente faz as coisas com paixão, não se arrepende jamais e, com certeza, faria tudo novamente”. (Coletiva.Net)