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sexta-feira, junho 26, 2009

Fernando Veronezi
*Muitos dos ouvintes que sintonizam o dial 101.3 MHz para acompanhar a programação da Guaíba FM não sabem que por trás dela está um trabalho de mais de meio século de pesquisa sobre a música e seus mais variados artistas e estilos. Neste mês, o programador musical Fernando Veronezi completa 52 anos de atuação na emissora. Aos 73 anos, ele conta que, quando passou a integrar o quadro de funcionários da então ZYU-58, passou a considerá-lo seu segundo lar. “Um dos momentos marcantes de minha vida foi quando, no primeiro dia de trabalho, fui apresentado àquele que até hoje considero o homem mais notável que conheci, tanto como cidadão como profissional: Arlindo Pasqualini. Infelizmente convivi com ele por apenas sete anos, até sua morte em 1964, quando ele estava com apenas 53 anos de idade”, relata.
O dia em que passou a trabalhar como sonoplasta, tendo entre seus colegas Flávio Alcaraz Gomes, é um dos momentos considerados inesquecíveis por Veronezi, assim como a data em que a Guaíba FM fez sua primeira transmissão. “Em 22 de fevereiro de 1980, a convite do Dr. Breno Caldas, fiz parte da equipe que colocou no ar a FM, então sob a direção do capitão Erasmo Nascente. Avisado com apenas sete dias de antecedência de que a emissora iria ao ar e sem discos suficientes em sua Discoteca, fui obrigado a trazer material do meu arquivo particular”, conta.
Em relação à seleção das músicas que fazem parte da programação da Guaíba FM, Veronezi não nega que a escolha é baseada exclusivamente em seu gosto pessoal. O programador trabalha com música desde 1953, quando atuava na Rádio Difusora (PRF-9). “Hoje não faltam pessoas que me chamam de ‘mofo’, porém a verdade é que a boa música, a música de qualidade, não tem idade. Sou um fanático pela música instrumental que, infelizmente nos dias atuais, com a morte dos principais maestros, solistas e arranjadores nacionais e internacionais atravessa momentos medíocres. O mesmo acontece com a música cantada contemporânea que, com letras de baixíssimo nível não conseguem me cativar”.
Seu gosto musical rendeu elogios até mesmo de colegas de outras empresas de comunicação. “Fiquei muito emocionado quando, em 1995, o Paulo Santana, em sua coluna da Zero Hora, teceu elogios ao programa Noturno Guaíba. Tive oportunidade de falar apenas uma ou duas vezes em minha vida, mas sou grato pelo reconhecimento”. (Coletiva.Net)

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