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sexta-feira, fevereiro 13, 2009

*A PUCRS está com inscrições abertas para o Processo Seletivo Complementar, uma forma alternativa de ingresso nos cursos de graduação da Universidade. O procedimento pode ser realizado até 25 de fevereiro por meio do site www.pucrs.br/vestibular ou na Central de Atendimento ao Aluno, no prédio 15 do Campus Central da Universidade (avenida Ipiranga, 6681); nos Campi Viamão (avenida Senador Salgado Filho, 7000 - Viamão) e Uruguaiana (BR 472, Km 7 - Uruguaiana).
A taxa de inscrição é de R$ 40,00 e o último prazo para pagamento é 26 de fevereiro. Quem realizou o Vestibular de Verão 2009 e não foi aprovado, por exemplo, e gostaria de tentar novamente, recebe isenção no pagamento da taxa de inscrição no Processo Seletivo Complementar.
A prova única de Redação será realizada no dia 4 de março, das 20h às 22h, nos Campi Central e Uruguaiana. A lista de cursos com vagas abertas pode ser conferida também no site www.pucrs.br/vestibular. Informações pelo Disque-Vestibular, telefone (51) 3320-3557, ou no Núcleo de Ingresso, no (51) 3320-3500, ramal 4483.
*Um dos melhores programas de computador do mundo para análise de dados de pesquisas, o SPSS (Statistical Package for the Social Sciences), será utilizado no curso "Introdutório ao SPSS para Profissionais da Área da Saúde" que a Faculdade de Medicina da PUCRS (Famed) realiza. As inscrições podem ser feitas até 20 de março.
O SPSS permite, por exemplo, comparar se um tratamento é melhor do que outro para determinada doença, usando para isso métodos estatísticos, explica o coordenador da atividade e professor da Famed, Mario Wagner.
As aulas ocorrerão entre 20 e 27 de março, às sextas-feiras pela manhã e tarde e são voltadas a alunos de graduação, pós-graduação e comunidade em geral. Inscrições na Pró-Reitoria de Extensão da Universidade (Proex), sala 201 do prédio 40, no Campus Central (avenida Ipiranga, 6681 - Porto Alegre). Informações pelo telefone (51) 3320-3680.
*O Laboratório de Mercado de Capitais da PUCRS (Labmec) está com inscrições abertas para o curso "Aprenda a Investir na Bolsa de Valores". Destinados a profissionais liberais, executivos, investidores, professores e estudantes, os encontros têm como objetivo mostrar os benefícios de um planejamento financeiro pessoal e explicar o funcionamento do mercado de ações, ensinando de forma prática como analisar empresas, precificar ações e montar uma carteira segura de investimentos além de possibilitar investimentos de ações em curto prazo.
As aulas ocorrem nos dias 16, 17 e 18 de fevereiro, das 19h às 23h, e serão ministradas pelo professor da Faculdade de Administração, Contabilidade e Economia (Face), Leandro Rassier. As inscrições podem ser feitas por meio do site www.labmec.com.br ou na Pró-Reitoria de Extensão (Proex), sala 201 do prédio 40, no Campus Central da Universidade (avenida Ipiranga, 6681 - Porto Alegre). Informações complementares pelo telefone (51) 3384-4449.
*Um escore desenvolvido no Hospital São Lucas da PUCRS permite avaliar de forma mais precisa o risco pré-operatório de pacientes que precisam ser submetidos à cirurgia cardíaca para a troca de válvulas (cirurgia valvar). É o primeiro instrumento desenvolvido no Brasil com essa finalidade.
Os hospitais brasileiros costumam se orientar pelo chamado EuroSCORE, que não contempla exatamente as características da população brasileira. A escala, criada a partir dos dados das cirurgias de válvulas realizadas na última década na instituição, aparece como uma proposta para os demais hospitais brasileiros, que poderão testar a metodologia e adaptá-la à sua realidade. O instrumento, desenvolvido pelo cardiologista João Carlos Guaragna, será apresentado no Congresso Brasileiro de Cardiologia, em setembro, na Bahia.
No mundo inteiro é muito estudada a cirurgia de revascularização miocárdica, conhecida popularmente como ponte de safena. Existem mais de 100 escores. O mais comum é o EuroSCORE, que foi feito em vários centros europeus. ¿Só que ele não serve especificamente para a cirurgia de válvula¿, afirma o médico. Já existem instrumentos específicos, mas em poucos centros no mundo, como Reino Unido, Nova Iorque e New England. Na prática, o cardiologista ressalta que o escore europeu superestimava ou subestimava o risco dos pacientes em muitos casos. O trabalho
O escore foi criado por Guaragna em sua tese de doutorado, defendida no final de 2008. Diversos fatores foram analisados na tese: idade, sexo, tipo de cirurgia (valvar isolada ou associada à ponte de safena), pressão alta, diabetes, ocorrência de AVC, capacidade funcional do paciente, função renal etc. Resultado final
O trabalho identificou quais fatores foram importantes para a mortalidade dos pacientes. O estudo constatou que apresentam os maiores riscos:
Pessoas acima de 60 anos;
Pacientes submetidos a cirurgia valvar de emergência;
Mulheres;
Pacientes que apresentam a força do coração diminuída ou que fizeram cirurgia de ponte de safena junto;
Pacientes com pressão alta nos pulmões;
Pacientes com falta de ar após esforço pequeno ou, até mesmo, em repouso;
Paciente com função renal um pouco ou bastante alterada.
Escore
A partir desses fatores, houve a criação de uma espécie de tabela onde é inserido o risco de óbito. Dependendo da quantidade de pontos obtidos, é possível estimar o risco do paciente em baixo, médio, alto, muito alto ou extremamente elevado. Outras instituições poderão adaptar o escore à sua própria realidade. Guaragna enfatiza que é preciso ter consciência de que o instrumento funciona como uma estimativa. A tese será enviada para publicação nos Arquivos Brasileiros de Cardiologia.
Cirurgia valvar
Em torno de 30% do movimento cirúrgico cardíaco é de procedimento envolvendo válvulas. No Hospital São Lucas da PUCRS existe o Ambulatório de Valvulopatias. O paciente fica ligado à instituição com consultas periódicas e se consegue identificar o momento certo de indicação para a cirurgia.
A mortalidade no procedimento ainda é alta em determinadas situações. Por exemplo, se a cirurgia valvar é realizada em caráter de emergência, a chance de o paciente morrer é de 60%. Para evitar que a situação chegue a esse ponto, o ideal é realizar a cirurgia o mais precocemente possível. "É preciso operar na hora certa, não deixar passar o melhor momento e isso inclui pessoas que não sentem nada, aquelas que descobrem uma patologia grave em uma consulta de rotina", destaca. Nesse caso, a mortalidade pode ser tão baixa quanto 2%. O procedimento é indicado em casos de pacientes cujas válvulas cardíacas têm seu funcionamento comprometido por alguma patologia como, por exemplo, febre reumática, endocardite (infecção) ou por calcificação acentuada.
Carina Fernandes - Jornalista Hospital São Lucas da PUCRS Gerência de Relacionamento e Desenvolvimento Comunicação/Imprensa - (51) 3320-3445 - imprensa.hsl@pucrs.br -www.hospitalsaolucas.pucrs.br

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